História Entrelaços - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Destino, Drabble, Droubble, Red Velvet
Visualizações 40
Palavras 1.026
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que tenha ficado no mesmo clima dos capítulos anteriores.
Espero mais ainda que esteja do agrado de vocês.

Capítulo 5 - Alegria


Fanfic / Fanfiction Entrelaços - Capítulo 5 - Alegria

 

Park Sooyoung era independente.

Ela era uma jovem de 21 anos que tinha passado por muito mais do que a maioria das moças de sua idade. Havia uma força em seu olhar, algo atípico e que indicava tudo aquilo que já tinha feito por si mesma e tudo mais que ainda teria coragem de fazer.

Ela estava por si só há alguns anos e tinha aprendido a lidar com qualquer adversidade que a vida pudesse jogar contra si. Porque se ficasse parada esperando um milagre acontecer ela morreria sozinha e à míngua. Era cada um por si, então Sooyoung seria tudo que ela mesma necessitasse.

 

X

 

Park Sooyoung costumava ser leve.

Antes do mundo cair sobre sua cabeça ela era só mais uma garota boba que sorria demais para o mundo. Mas isso foi há tempo demais. Muito antes de ela perder o pai, de sua mãe ficar doente, de sua prima morrer, de sua tia enlouquecer e de sua avó se fechar.

Agora ela era tão pesada quanto nuvens na tormenta. Seu rosto jovem era marcado pelo sofrimento e pelo abandono; seu corpo magro era obrigado a suportar o peso dos problemas de todos; e suas mãos eram impelidas a se esticarem ao máximo para alcançarem todas as pessoas que só faziam fugir dela.

 

X

 

Sooyoung não admitiria, mas ela estava exausta.

Estava exausta de correr atrás dos outros, de tentar preencher espaços, de tentar reerguer vidas que jamais seriam suas. Ela estava cansada de se esforçar pelos outros, de querer que tudo voltasse ao normal e acima de tudo, estava cansada de ser Sooyoung, aquela que ainda estava de pé.

 

X

 

Às vezes ela queria ser Joy.

Joy era uma das bonecas de sua avó, uma lindíssima feita de porcelana que trajava um vestido pomposo, verde. Sua avó dizia que Sooyoung era a sua própria Joy, sua alegria, sua pedrinha preciosa. Talvez, se Sooyoung fosse Joy ela não seria tão maltratada pelo seu destino.     

Ela gostava de fingir que era Joy e que não tinha tanto para se preocupar com tão pouca idade. Tinha apenas 21 anos e pensava em desistir de tudo. No segundo seguinte, no entanto, ela se sentia culpada porque sua tia tinha sofrido tão mais do que ela. Sooyoung perdeu muitas pessoas, mas não perdeu a si mesma - por mais que considerasse isso com certa frequência.

 

X

 

Sooyoung era ambiciosa demais.

Talvez por toda essa ambição, ela não pudesse deixar suas lutas diárias de lado. Ela sonhava em vencer e conquistar. Queria derrotar tudo aquilo que a derrotava todos os dias. Ansiava triunfar sobre a tristeza e a depressão, sobre as perdas e sobre a pífia perfeição que um dia ousou buscar.

Ela era uma estrategista nata, buscando soluções rápidas que não lhe trouxessem questionamentos dolorosos. E Sooyoung almejava solucionar suas dores mais latentes da mesma maneira.

Não permitiria que sua vida se tornar mais uma história com final triste naquela família.

 

X

 

Sooyoung lembrou de Seungwan.

Pensou que se desejava melhorar sua própria vida, ela não poderia ser egoísta. Mesmo que tivesse certeza de que seria inútil tentar falar com sua tia, ela não foi capaz de ignorá-la. Foi até o hospital e encontrou com Son Seungwan - que agora era Wendy- e pediu-lhe todas as desculpas do mundo por ter sido tão ausente e não esticado mais a mão em sua direção.

Wendy passou todo o tempo dizendo que Sooyoung parecia com uma princesa e discorreu sobre o quão linda ela estava. A jovem discordava; achava que mais se parecia com uma velha com as olheiras fundas e as rugas precoces.

Segundo sua tia, Seulgi aconselhou Sooyoung a se manter forte porque todos os problemas pelos quais precisava lutar diminuiriam aos poucos até que fossem só uma sombra em sua história. A Park não acreditava muito, mas não iria contrariar a alucinação mais consistente de sua tia.

No fim, aquele encontro foi mais benéfico para Sooyoung do que para Seungwan. A jovem invejou a tia e sua libertação perante a realidade dolorosa que a rondava.

Talvez Wendy tivesse ajudado Sooyoung a ver mais da otimista Terra do Nunca na qual tencionava viver.

 

X

 

Sooyoung tentou passar direto por sua avó, mas não conseguiu.

Ela pretendia apenas reatar os laços que tinha com a tia e a sua mãe enferma, não conseguiu seguir em frente tendo em mente a turbulenta relação que tinha com a mulher. Por isso, só percebeu quando já estava na frente da casa de repouso onde estava Bae Joohyun.

Foi ainda mais estranho estar sentada de frente para a avó que se debulhava em lágrimas enquanto acariciava o cabelo de uma de suas bonecas. Yeri é a mais rara, Sooyoung, você não pode brincar com ela. A mulher pediu dezenas de desculpa enquanto a neta apenas observava a cena, tentando entender o porquê de ainda estar ali quando a avó foi a primeira a abandoná-la. Não só a ela…

Entretanto, havia um brilho peculiar nos olhos molhados da idosa. Culpa. A mesma culpa que acordava e dormia com Park Sooyoung. A jovem não teve saída senão abraçar sua avó e fazer seu melhor para verbalizar um perdão sincero, já que era inútil suportar mais um sentimento negativo fazendo peso sobre seus ombros.

Por mais que não tivesse planejado aquele encontro com Joohyun, ela saiu daquela casa de repouso mais leve e pronta para iniciar sua busca pela felicidade do dia seguinte.     

 

X

 

Sooyoung jamais seria a mulher mais completa ou mais feliz do mundo, afinal ela era humana e não havia perfeição que pudesse permanecer nas mãos de um ser humano.

Ser feliz e vencer seus problemas também eram apenas conceitos. Ela entendia que nunca seria absolutamente feliz e plena, uma vez que a felicidade reside em pequenos momentos de euforia e que sem os altos e baixos ela seria indetectável. Por isso, ela estava satisfeita em apenas viver um dia de cada vez, expulsando os sentimentos ruins que ficavam espreitando seus momentos mais brilhantes.

No final, Sooyoung pensava que sempre foi Joy e que, provavelmente, só passou muito tempo atrás de suas próprias sombras para perceber o quanto era capaz de brilhar sozinha.



 


Notas Finais


Foi muito legal levar esse projeto, mesmo que tenha sido de uma maneira muito desleixada. Eu confesso ter amado profundamente esse clima meio poético e talvez nostálgico que veio junto com cada uma dessas histórias. Eu gosto muito de pensar que passei alguma mensagem positiva com essa fanfic, por mais que uns capítulos bastantes tristes tenham entrado no caminho.
Enfim, isso sou eu me despedindo de Entrelaços.
Obrigada por tudo, gente.
Kissus ^^


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