História Epifania - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Angelus_yoo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Angelus_yoo & Yusui, Bangtan Boys, Bottom!hoseok, Bts, Demônio, Epifania, Ficção, Gay, Hopega, Hoseok, Hoseok!bottom, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Morte, Paixão, Romance, Sexo, Sobi, Sobrenatural, Sope, Suga, Sugahope, Taehyung, Top!yoongi, Yaoi, Yoongi, Yoongi!top, Yoonseok
Visualizações 219
Palavras 3.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Yusui:

Como joga LOL? (parei kkkk)

Bom... NÃO ERA PRA EU ESTAR ATUALIZANDO. Desculpe, sério.
Na verdade esse capítulo ia ter mais uma parte, no entanto, a Amanda precisa refazer a dela porque... não ficou certa. E, no caso, a Amanda não está conseguindo escrever a parte dela (tanto que eu acho que vou fazer isso no lugar dela).

Entre esse período a gente meio que brigou (na verdade não é bem briga, eu começo discussão por causa de shipp e isso cria um clima estranho entre nós duas, que paramos de nos falar) e agora esse clima ruim pairou de novo, tanto que estou atualizando sem o conhecimento dela, simplesmente porque sou imprudente e não queria demorar muito mais com o capítulo.
Queria dizer que, por mais que a gente meio que acabe brigando às vezes (eu detesto Vkook, me perdoem. Eu odeio o couple por causa das shippers) , eu pretendo continuar com essa fanfic, afinal, o amor por Yoonseok (esse couple lindo e cheiroso, que tem o meu ultimate nele) é maior do que qualquer pretexto besta que eu mesma arranje.

E, sim, eu coloquei banner e mudei o nome do capítulo passado para "Parte Um".

Capítulo 8 - A Proposta - Parte Dois


Fanfic / Fanfiction Epifania - Capítulo 8 - A Proposta - Parte Dois

Ora, ora... — a voz de Yoongi se libertou, divertida — Não precisa fugir de mim como um cão acuado, Hoseok. Eu já não disse que não pretendo te fazer mal algum?

 

O rapaz sorriu e se afastou com o término da pergunta, tirando o joelho que havia recostado sob o colchão. Hoseok que estava em um estado parcial de choque, piscou, percebendo que os dedos do outro já não deslizavam mais pela pele fria de seu maxilar como nos segundos anteriores.

Com Yoongi o ar daquele quarto já não parecia mais o mesmo, comprimido pelo perfume que alastrava-se totalmente por ele, um sinal que inebriava Hoseok com seu aroma único e o fazia se dar conta da presença do platinado ali.

Tudo o que o menino de cabelos castanhos podia fazer era tentar pensar em algo bom o suficiente para dizer, sentindo que sua inquietação só aumentava ao ser observado por um outro garoto pálido de cabelos cinza. Seu corpo ainda estava paralisado exatamente como a mente de Hoseok, confusa.

Há meros instantes atrás estava encarando a imagem de seu padrasto fedendo a álcool, o prazer nojento que SeongHyu tinha ao ver aquela cena sendo mostrado sem pudores em sua face marcada pela barba mal aparada. Mas, agora… Agora as luzes haviam sido acesas, clareando o ambiente; a mesma pessoa com qual esteve rodeado de cerejeiras estava lá outra vez.

Seria irritante se não parecesse surreal, se Hoseok não estivesse afundado em seus porquês e suas confusões internas. O rastro das lágrimas que derramara até ver o estranho Min ali ainda era salgado e percorria dos olhos até seu próprio queixo. As amarras doíam e o lembravam à todo momento de quê estava preso em um quarto completamente desconhecido, em um ambiente que também não deveria existir de verdade.

— O q-que você está fazend… — Hoseok começou a gaguejar a pergunta, mas foi interrompido pela risada gostosa do Min que parecia alheio ao rosto todo vermelho e úmido de lágrimas do Jung.

— Você não achou que aquilo fosse acontecer mesmo, achou? — as íris de Yoongi brilharam com o tom risonho com qual ele fez a pergunta, ainda sorrindo. — É muito interessante, sabe? Gosto de ver que tipo de reação as pessoas expressam quando são expostas à situações… peculiares como esta.

Agora com as luzes completamente acesas, podia-se ver muito bem os vários móveis que preenchiam aquele cômodo, como o guarda-roupa clássico de madeira escura e a cor vermelha forte pertencente ao carpete. Os quadros nas paredes lisas eram de pessoas sérias, rostos desconhecidos e impassíveis cuja maioria não demonstrava absolutamente nenhuma expressão; um homem de cavanhaque e terno negro, uma mulher de cabelos ruivos cacheados com um meio-sorriso repleto de tristeza na face ao lado de uma outra, com olhos verde-safira e que esboçava um sorriso um tanto sarcástico nos lábios pintados com batom carmim.

Aquele era um ambiente nunca visto antes e que, inclusive, não combinada em nada com o visual discreto de Yoongi — que agora se aproximava da parede, analisando com atenção a moldura dourada dos quadros pendurados nela.

Hoseok ainda podia sentir o nó de emoções desfazendo-se aos poucos em sua garganta, a quentura em suas bochechas diminuindo e o suor escorrendo em seu pescoço, misturado as lágrimas derramadas de quando pensava que teria as costelas surradas pelo energúmeno de seu padrasto.

Novamente sua atenção se desprendeu de si e voou para as costas do platinado.

— Os seres humanos são tão estúpidos, Hoseok, não concorda? — O Min parecia refletir enquanto olhava as diversas pinturas, fiéis ao retrato — São arrogantes e antipáticos, egoístas e ignorantes com o que não lhes convêm; almas egocêntricas cegadas por sua cobiça ao poder. — o platinado não expressava nada muito nítido por suas palavras, apenas mantendo o leve tom de nojo na voz de maneira quase imperceptível — Ao mesmo tempo é interessante a forma como eles se apegam à emoções, não? Deixam-se levar por simples sentimentos, como se o último fio de vida deles dependesse disso.

Tudo o que Hoseok fazia era escutar aquelas frases, pois claramente — com a imobilidade de seus músculos e braços, amarrados às suas costas — ainda não estava totalmente recuperado. Além do mais, não haviam se passado nem muitos minutos, de forma que a expressão de escárnio de SeongHyu ainda pairava firme por seu consciente, invadindo o fluxo de pensamentos que começava a se normalizar novamente. A respiração saía lenta de sua boca e Yoongi murmurava bem baixinho próximo aos quadros, sorrindo ora ou outra quando parava á frente de algum rosto em especial.

— Esta vendo essa mulher? — ele perguntou, parado diante de uma mulher com feições bonitas e o cabelo todo raspado — Era uma moça bondosa e honesta, porém boba. Se infiltrou na guerra no lugar do marido doente, e no fim só ganhou algumas belas balas alojadas no meio do peito. — Yoongi levantou calmamente a mão, levando um dos dedos a acariciar a bochecha da mulher que sorria de um jeito sincero no quadro — Lembro-me que em seus últimos suspiros de vida ela chorou e pôs a mão sob a barriga, pois tinha acabado de descobrir que carregava um filho no baixo ventre. Se arrependeu amargamente e amaldiçoou a tolice dos Estados que travavam aquela guerra, pedindo forças ao seu Deus para que salvasse pelo menos a criança. — o Min sorriu, parando tudo o que fazia — Fé. — ele então riu — Vocês nutrem esse tipo absurdo de fé e cultuam um ser maioral, mas no fim quando percebem que ele os abandonou, clamam e pedem uma chance até para os piores demônios.

De repente, uma imagem inundou a mente de Hoseok: a imagem daquela mesma mulher deitada no meio do chão ou encostada em alguma casinha de madeira podre — perdida em um campo vasto de terra molhada, repleto de fumaça escura por todos os lados impossibilitando uma melhor visão— enquanto alisava a barriga úmida de sangue com os dedos magros, rezando baixinho e com lágrimas nos olhos que escorriam para seus lábios sujos.

Era triste, era horrível e Hoseok não sabia como estava visualizando perfeitamente aquilo; sua imaginação lhe proporcionando coisas que nunca teria dado atenção antes, pois estava imerso nas infelicidades dignas de pena de sua própria vida.

Se aquela mulher tinha uma história tão ruim e marcada pela desgraça, as outras pessoas também deveriam de ter — pensou Hoseok, olhando fixamente para cada rosto, cada feição triste e feliz estampada nas paredes brancas daquele mesmo quarto.

Outra vez, a risada baixa e zombeteira do Min foi o que tirou o moreno do amontoado de pensamentos que consumia seu consciente. Yoongi entretinha-se com os vários e diversificados retratos de pessoas na parede, achando graça quando as memórias vinham-lhe facilmente à cabeça.

— Também me lembro desse homem. — Agora era a vez do indivíduo de bigode grosso e cavanhaque preto — Ele queria ter um harém de mulheres para si, todas bonitas e com lindos rostinhos, pernas perfeitas e seios fartos, bons para apertar — Yoongi divertia-se com cada detalhe contado, apesar de não aparentar tanto — Era casado com uma senhora gorda e de personalidade mesquinha, nojenta, no entanto muito rica, e aproveitou-se do sono pesado que ela tinha para sair quando pensou que a mesma dormia profundamente na cama do casal. — o platinado sorriu de lado, debochado — Ele então pegou seu casaco e saiu para noite fria e escura. Também, havia um tipo de prostíbulo no bairro pobre que sempre visitava, atrás de uma garota diferente para satisfazer-lhe na cama quase todo dia. No fim, quando parou diante da porta e a prostituta de pele morena sorriu provocante para si, ele sentiu a faca da esposa dele cruzando suas costas e perfurando dolorosamente seus órgãos.

O Min se virou para Hoseok que o encarava, sustentando um leve sorrisinho nos lábios finos — É irônico, não?— perguntou com seu timbre de voz firme e bonito, peculiar— Alguns tem histórias melhores que outros, esposas que nunca descobririam e esposas raivosas que armavam sua vingança com a ajuda de mulheres de programa. A raça humana é fascinante de certo modo, acaba sendo sempre tão… divertida!

— Do que está falando? — a voz do Jung finalmente saiu para fora de sua garganta, um pouco rouca pelo choro recente e o tempo inutilizada, porém lotada pelas interrogações que desejava fazer ao platinado. Ele observava Yoongi como se estivesse algo de muito errado naquilo tudo, nele e nas informações estranhas que o mesmo revelava — Como sabe de tudo isso? Todas essas histórias…? É impossível que tenha estado sempre lá, na vida de todas essas pessoas, ou... vivido em épocas diferentes.

Yoongi se virou total e lentamente em sua direção e, sem dar um mínimo passo e com o mesmo sorriso impecável na face, perguntou, consideravelmente descrente:

— É impossível? Hoseok... — ele soltou um suspiro sacana enquanto balançava a cabeça em uma curta negação — Eu já não lhe disse o que sou? Você já não juntou os fatos?

Com as mãos nos bolsos, Yoongi voltou a caminhar na direção da cama onde o Jung jazia sentado. Hoseok queria dizer que não era nenhum tipo de adivinha, no entanto, só o observava como sempre, estando preso na típica tranquilidade apresentada pelos movimentos calmos e definitivos do garoto pálido.

Era como se o jeito peculiar nas palavras do Min o encantasse, hipnotizando-o de certa forma. O moreno nunca havia visto ninguém como ele, como se pertencesse a um mundo próprio e diferente; mundo esse que Hoseok tinha a ciência de que nunca saberia mais detalhes ou ao menos faria parte, pois era totalmente impossível aquilo acontecer.

Até a voz de Yoongi continha algo de único e inexplicável, um tipo especial de charme, impedindo que o mais novo avançasse nele ou perdesse o controle de suas emoções drasticamente quando se tratava do Min. Claro que — se pensasse bem e se não estivesse tão amarrado pelas grossas cordas que ardiam em seus pulsos como estava — há pouquíssimos minutos atrás, já teria avançado de puro ódio no platinado por ter brincado daquela maneira tão maléfica e indigna com seus medos, fazendo-o de bobo e criando uma cena que colocava Hoseok em uma posição costumeira e muito constrangedora — pois ele não queria, de jeito nenhum, chorar como havia chorado na frente de alguém.

Obviamente Hoseok desconfiava das coisas, mas em sua mente, era completamente improvável, um tamanho absurdo aquilo tudo. A verdade estivera sempre em cima de si, e recusava-se a acreditar porque tal coisa simplesmente o aproximava mais da loucura que tanto abominara nos últimos dias.

Não podia estar louco; impossível. Era só mais um sonho sem sentido com Yoongi, nada real que passasse disso. Só o conhecera há uma semana e tudo parecia tão inacreditável que implantava milhares de dúvidas, confusões no coração do Jung.

Yoongi parou de pé, ao lado do Hoseok, deixando-o mais desconfortável ainda apenas por estar no mesmo ambiente que o próprio, respirando do mesmo ar misturado ao perfume inebriante dele. Querendo ou não, um sentimento manifestava-se sinuosamente por seu ser sempre que o Min estava por perto. Hoseok não sabia o que era, ou o que significava, mas incomodava em seu interior como a sensação um tanto esquisita e nunca antes sentida que era — provocada somente pelo de cabelos cinzentos e pele branca.

Esperou qualquer gesto dele, mas Yoongi calado, simplesmente sentou-se no colchão logo atrás de seu corpo. Quando as mãos dele tocaram a pele quente dos braços de Hoseok, um arrepio fez o moreno tencionar os ombros, ouvindo o riso leve que o Min soltara pelo ato.

— Eu te disse que minha intenção era só ajudar — sua voz ainda estava serena enquanto seus dedos gélidos encostavam-se aos poucos na derme do mais novo, como se não quisesse assustá-lo — E minhas intenções não costumam mudar tão facilmente, Hoseok. Então só… lembre-se disso, tudo bem? — seu timbre soava tão calmo que Hoseok quis fechar os olhos e assentir, crendo naquelas palavras suaves e confiantes que tinham um efeito desconhecido sob si, relaxando sua mente.

Mas não era assim. O Jung não deixaria que sua confiança fosse arrebatada daquela forma, então continuou com os olhos abertos e a cabeça minimamente inclinada para baixo, pressentindo os movimentos calmos que Yoongi fazia ao deslizar a ponta dos dígitos e analisar o material que constituía as cordas.

A carne de seus punhos já estava vermelha, machucada, e doía bastante com o aperto descuidado, forte e agressivo, das cordas sobre eles. Era mais estranho ainda ter o platinado atrás de si, de modo que quase conseguia sentir, inconscientemente, a respiração morna dele batendo contra a nuca de Hoseok e o arrepiando em consequência. Estava nervoso e não gostava nem um pouco de admitir isso, mas seu coração o denunciava, assim como o fluxo de sua respiração que saía de sua boca e começava a acelerar de leve.

— Se sente nervoso comigo assim, tão perto? — Hoseok enrijeceu e Yoongi percebeu, sorrindo, divertido pela ocasião. — Não precisa. Eu quero te fazer uma proposta.

— Hum?

— Tenho certeza que você amava sua mãe, não é, Hoseok? — aquilo quase não havia sido uma pergunta — Faria de tudo para estar perto dela, olhá-la novamente e abraçá-la, para que pudessem sumir e fugir do inferno de vida que seu padrasto dá a vocês dois.

As mãos de Yoongi tocaram os braços de Hoseok e o ar fugiu-lhe a boca, mal dando trégua para que ele respondesse devidamente. Queria perguntar porquê diabos o Min estava fazendo aquilo, deixando-o nervoso lentamente, com seus toques pacientes e sutis — ainda que estes fossem só nos braços.

— Vocês tinham uma vida tão boa, tão feliz antes dele chegar e estragar tudo… Lembra-se do quanto você gostava de balançar no alto da campina com ela ao lado? De ouvir a voz dela cantando na cozinha todas as manhãs, preparando o café para você e abrindo as janelas da casa com um sorriso no rosto? — as palavras iam embriagando Hoseok aos poucos, mantendo-lhe em um silêncio contínuo — Você foi uma criança alegre e espontânea, um menino curioso e obediente com sua mãe, Hoseok. Mas aí…bem… aí as contas vieram, a necessidade de dinheiro e o trabalho também. Sua mãe o conheceu e precisou ficar junto à ele. No começo você apenas não gostava dele como pessoa, dos modos e xingamentos que saíam a todo momento da boca suja do seu padrasto, certo? — os olhos do Jung fitavam o colchoado macio da cama, sentindo o pesar daquelas palavras que despertavam memórias antigas em seu consciente.

Os dedos frios de Yoongi agora subiam e desciam por sua pele, fazendo um calor imperceptível manifestar-se pelos locais onde tocavam. Com o passo em que dizia tais coisas, o Min também aproximava-se mais, tendo em vista que logo estaria sussurrando aquelas palavras mansas diretamente na orelha moreno.

— Ele desrespeitava sua mãe e a humilhava, dentro e fora de casa. Os vizinhos passaram a olhar torto para vocês dois, comentando a pobreza qual estavam mergulhados — Yoongi continuava com sua voz calma, descendo para as cordas e desamarrando-as lentamente — SeongHyu chegava tarde da noite e isso irritava você, pois sabia que sua mãe se esforçava para sorrir e dizer que estava tudo bem enquanto ele quebrava os móveis e objetos da casa. Depois disso, vieram os tapas, e então os socos, tudo à seu tempo. Sua mãe sempre sorria para você e não demonstrava fraqueza, mas o choro no quarto denunciava o sofrimento, seguido pelas marcas arroxeando-se no corpo dela no outro dia.

Diferente da última vez, Hoseok não sentia as lágrimas formando-se em seus olhos enquanto escutava tudo. Parecia perdido demais com seu encarar fixo em um canto qualquer, lembrando-se de cada momento em forma de palavra que saía dos lábios tentadores do Min.

Sentia-se vulnerável com a proximidade alheia. Como Yoongi sabia daquelas coisas? Estava jogando todas as suas defesas pelo ralo, desarmando-o com extrema habilidade enquanto tudo o que Hoseok conseguia fazer era tentar concentrar-se em sua respiração para distrair-se do calor que estava alastrando-se por sua derme conforme o corpo do platinado ficava centímetros mais perto.

Por que ele estava fazendo aquilo? Ele não podia fazer aquilo! Mas também não era como se Hoseok pudesse afastá-lo com um simples “xô” ou quem sabe um tapa. Tinha a ciência de que Yoongi e nada relacionado a ele era normal, muito pelo contrário. A voz dele, seus toques e até mesmo o aroma marcante e característico que o envolvia, era tudo bom demais para ser verdade, sem falhas ou riscos tortos, na medida do perfeito.

Se aquilo fosse um jogo, Yoongi certamente seria campeão e Hoseok estava só descobrindo isso.

— A saída para isso tudo é simples. Por que não fechamos um contrato? — O Min sugeriu com a voz levemente rouca, beirando sua orelha esquerda — Comigo você pode ter tudo o que quiser, Hoseok. Desde dinheiro, pertences, realizações pessoais, até mesmo a bendita liberdade das garras do seu padrasto para você e sua mãe.

— O que está dizendo? — o garoto perguntou confuso, virando a cabeça de lado para tentar olhar diretamente nos olhos do platinado. Não conseguia entender nada sobre o que Yoongi estava falando naquele momento — O quê quer dizer com “tudo o que eu quiser”?

A risada baixa do rapaz se fez presente.

— Tenho certeza que você tem desejos, Hoseok. Todos como você têm.— Yoongi disse divertido — São desejos altos, difíceis de se alcançar e quase impossíveis de acontecer. Mas eu, eu posso fazê-los se tornarem realidade em troca de algo com o mesmo valor.

Hoseok quase soltou uma risada curta e descrente, achando graça pois tal coisa era, obviamente, uma mentira das piores.

— Mas isso é impossí- -— começou.

— Não, não é. Para mim não. — o platinado o cortou, rápido e absoluto — Posso fazer qualquer desejo seu finalmente acontecer de verdade, Hoseok, basta que você pense melhor e aceite fazer um contrato comigo.— aquelas palavras baixas estavam sendo pronunciadas de perto, os lábios de Yoongi pairando, provocantes, sobre a lateral da nuca do Jung.

Hoseok, em consequência, mordeu o lábio inferior com demasiada força, sentindo o peito firme de Yoongi rente a suas costas — o casaco dele encostando-se de leve e fazendo cócegas em seus punhos doloridos pelas cordas.

Será mesmo que aquele estranho de olhos tão negros quanto a noite e cabelos prateados poderia fazer com que sua vida melhorasse tanto assim? A ideia, sussurrada pelos lábios bonitos dele, soava tão tentadora que Hoseok esquecia-se das incertezas que entristeciam e machucavam seu pesado coração.

Também, era como se as palavras ditas por ele fossem incrivelmente mágicas, como se apresentassem um tipo de acolhimento nunca visto até então e oferecessem-lhe a mais pura das certezas. Sentia-se inspirado por elas, frases e promessas adocicadas que faziam com que Hoseok só quisesse fechar os olhos e por fim descansar, deixando que tudo seguisse seu rumo sem o total consentimento e a permissão dele.

Seria bom, seria ótimo, porém havia um preço a se pagar. Preço este que o Jung sequer havia escutado saindo da boca dele, mas não era como se pudesse pensar direito nisso tendo Yoongi tão perto de si, com os lábios rosados quase tocando a pele quente e o perfume dele embriagando seus instintos lentamente, aturdindo seus demais pensamentos.

Fechou os olhos em busca de uma clareza maior em sua mente. O ambiente parecia ter virado um cubículo abafado em função da conversa dos dois, com até o ar observando-os silenciosamente a espera de uma decisão mais concreta.

Sentia a respiração fria de Yoongi batendo em seu pescoço e só conseguia se sentir ainda mais arrepiado com aquilo, com seus sussurros roucos e tentadores extremamente perto de sua orelha, a proximidade dos corpos, o cheiro marcante e único — gostoso — de Yoongi adentrando em seus pulmões pacientemente.

Um tremor forte passou pela coluna do Jung contra sua vontade e o platinado sorriu audivelmente. Subitamente, estava demorando muito para desamarrar as cordas que envolviam seus braços quando podia fazer isso tão rápido quanto em um estalar de dedos.

Yoongi aproximou mais os lábios gélidos e Hoseok paralisou quando os mesmos arrastaram-se por sua orelha em um roçar suave, repleto de maciez e que despertou ainda mais os sentidos de seu corpo naquela parte tão sensível para o moreno.

— Ah, Hoseok… — Yoongi chamou por seu nome de maneira arrastada e o Jung foi obrigado a apertar mais os olhos que já estavam fechados há tempos, controlando os arrepios que o faziam querer ouvir mais e arquear a coluna de leve conforme os sussurros desmontavam todas as suas defesas — Se você aceitasse, pense no quanto poderíamos fazer juntos, hum? — o demônio deslizou a mão pálida para seus cabelos castanhos, puxando as mechas com certa força para frente e fazendo com que a cabeça do garoto se inclinasse um pouco, expondo completamente sua nuca.

Seus lábios finos deslizaram sutilmente pela orelha do menino, causando-lhe um arrepio que percorreu-o pelo corpo inteiro.

– Tem certeza que não quer fechar um contrato comigo, Jung Hoseok? – perguntou com o tom de voz levemente rouco – Sua existência por meus esforços. Uma vida em troca de sua tão desejada vingança... – um sorriso maldoso surgiu na face perversa do demônio. Min Yoongi proferia cada palavra única com gosto, tentando de todas as formas convencer, ludibriar e – de certa forma – enganar Hoseok, persuadindo-o a aceitar aquele perigoso e arriscado contrato, o qual valeria a coisa mais importante naquele momento para os dois:


A alma do garoto.


Notas Finais


Yusui:

Eu sei que, por conta de vários fatores (nossas brigas, flop e essas coisas) eu podia ter vontade de parar com Epifania. Mas eu não quero isso. De algum jeito, eu gosto bastante dessa fanfic (acho que é a única que não tenho muitos problemas para continuar kkk) e por mais que flope eu vou continuar escrevendo até onde eu consiga. Simples.

Ahhhh. Vocês perceberam que eu coloquei a parte da sinopse aqui? Sim kkk, deu bem certinho pra pôr.


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