História Epitáfio - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Armin, Castiel, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Fanfiction Nathaniel
Visualizações 23
Palavras 744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Epitáfio - Capítulo 3 - Capítulo II

Debrah Wright, 1º de setembro de 2015.

 

 Dois meses inteiros não são suficientes para se acostumar com uma nova vida. Nem mil anos, Debrah pensava. Como uma boa londrina, sabia que adaptar-se à cidadezinha seria tarefa complicada. Ainda assim, o fez. Observava as folhas secas deixando as árvores, o carteiro fazendo entregas e sua prima saindo do carro. Morgan estava com um aspecto péssimo, notou, após o plantão no dia anterior. O hospital não era muito movimentado, mas a rotina da adulta era exaustiva. Cumprimentaram-se com um sorriso, e Debrah a ofereceu ajuda -sem saber exatamente com o quê. Evitava de todas as formas ser um estorvo para a mulher, reconhecia que a mesma cedeu sua casa por afeição à jovem. E era grata por isso.

 Não percebeu que a seguia pela sala enquanto tagarelava sobre a resposta negativa de mais uma gravadora. Sempre a mesma ladainha: "o mercado está em constante mudança, adeque-se ou nada feito". Tinha o sonho de cantar para uma multidão e ser reconhecida por isso, mas até então só havia alcançado fracasso e rejeição. Otimista demais para desistir. A prima ouvia com atenção suas histórias, e um bocejo lhe escapuliu.

-Deveria ir descansar, posso me virar por aqui.- Disse a jovem, sorrindo quando a mais velha respondeu.

-Tem razão, desculpe pelo café. Tenho certeza que está divino. -Morgan conclui a frase dando um beijo na cabeça da menor. Então, sumiu no corredor.

 Frustrada pela mesa de café da manhã intocada, ponderou em frente a televisão da pequena sala. A programação local contava com um noticiário informando os mais recentes ocorridos: incêndios por todo o Sul do país, de casas noturnas aos pontos turísticos. Nas cidades grandes, certamente -pensou. E acertara. E assim, desligou a TV. Relaxando a postura, aprontou-se para a escola. Não sem antes ter desfeito a mesa de café da manhã que havia preparado. 

 Morava relativamente perto da St. Laurent Lycée, optou ir caminhando ao local. Surpreendeu-se pela calma que a envolvia, e revisou as incontáveis formas de apresentar-se para os futuros colegas. Concluiu que todas eram patéticas demais para serem ditas em voz alta e riu de si.  Parou ao lado de um carro estacionado e checou seu uniforme mais uma vez. Sentia-se uma porta com ele. Ficou no mesmo lugar por uns minutos, lá estava o nervosismo. Não, não. Eu consigo fazer isso. São só adolescentes estúpidos, afinal.-Refletiu. 

 O andar confiante sempre a deixava orgulhosa, acreditava que as pessoas eram ouvidas quando tinham boa desenvoltura. Nunca reclamou da sua. 

  As trivialidades do primeiro dia passaram despercebidas, para a jovem. Notou alguns olhares direcionados para si, e apenas prosseguia seu caminho. Não porque desgostava. E sim, porque sua cabeça estava ocupada demais pensando em um par de óculos que frequentava regularmente a cafeteria em que a mesma trabalhava. Apenas meio período e horários -demasiadamente- flexíveis, garantiam novas cordas para seus instrumentos.

 Na última aula do dia, optou por sentar na última fileira na sala de aula. Não estava a fim de se apresentar para mais algum "colega". O horário deveria ser preenchido por Química, mas, para  a surpresa da classe, a diretora entrou na sala. Era uma senhora baixinha e corpulenta, Debrah havia escutado por um grupo de alunos que ela se parecia com uma espécie de gnomos. Riu baixinho do pensamento, mas não o suficiente para não despertar a atenção do garoto ao seu lado. Só então, ela pôde perceber seus olhos cinzas. Eram os mais belos que ela já tinha visto, anotou mentalmente. O rapaz a olhou com curiosidade e deu de ombros. Ela reparou no fone de ouvido que pendia da gola despojada do uniforme do mesmo. E desejou ter tido a mesma ideia horas antes.

 Sem trocar palavras com ninguém, caminhou para a saída quando o sinal soou. Havia uma multidão no pátio, e, eventualmente, no corredor da saída. Não contou quantas vezes foi empurrada no meio da correria. Ouviu gritos de uma discussão entre duas garotas, identificou. Agora na área externa, reconheceu a garota loira. Aquele mesmo rosto que aparecia em todas as colunas jornalísticas. A cor dos cabelos era inconfundível."A menina de ouro", como a chamavam, não parecia tão delicada assim. Debrah quase aplaudiu a decadência da cena, muito bem ensaiada, por sinal. Se fosse ingênua, acreditaria que a briga foi motivada por ciúme ou inveja. Porém, sabia que quem tem muito a perder não arrisca por pouco. Aprendeu isso da forma mais dura.

 Desvencilhou-se da confusão e foi embora.


Notas Finais


Capítulos fraquinhos por enquanto. Você sabe o que vem depois da calmaria.
Obrigada por ter lido até aqui.
Comentários são bem-vindos!


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