História Equações - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drabble
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


hello darkness my old friend

Capítulo 1 - Capítulo Único


Não conseguia idealizar o que se passava na sua mente porque seus olhos não diziam muito sobre você. Sempre fui muito boa em ler pessoas, o fazia com tanto ardor como se fossem meu livro favorito, mas você nunca sorria a não ser por deboche e seus olhos eram um enigma. A incógnita da equação mais difícil que eu já tentei resolver eram seus castanhos e marcantes olhos.

De um lado estavam seus livros favoritos. Os devorei como se fossem minhas obras prediletas. Ao ler As Vantagens de Ser Invisível, me perguntei com qual dos personagens você se identificava, enquanto eu te via em todos eles. Livros dizem muito sobre alguém, mas eu não sabia interpretar. Nunca soube, quando se tratava de você.

Escutei as músicas que compunham a sua playlist, que me faziam pensar em você, então eu as ouvia até adormecer, onde você me visitava em sonhos doces e delirantes que iam além do que um dia poderia ser real. Tinha a leve impressão, que deixava um sabor agridoce em minha boca, de que eu me apaixonava um pouco mais cada vez que passava de uma música para a outra. Cada vez que você atualizava a playlist com novas músicas, eu me alegrava, porque acreditava estar prestes a conhecer um pouco mais da sua alma.

Conheci alguns dos seus amigos. Cada um deles tinha algo novo para me dizer: quem te conhece, sabe que não é tão durona quanto demonstra; você é difícil de lidar, mas vale a pena; você se machucou muito, por isso é tão reclusa com seus próprios sentimentos intocáveis para aqueles que querem conhece-los.

Do outro lado da igualdade havia você, com seus humores inconstantes e seus não sorrisos. Suas frases aleatórias que aparentemente não faziam sentido, se juntassem-nas formando uma coletânea de questionamentos distorcidos, talvez me apresentassem um pouco mais de seus pensamentos, mas eu só pensei nisso tarde demais.

Me perdi em cada curva do seu corpo, explorando-o como se fosse um novo mundo até então desconhecido – e era –, provei o sabor doce de seus lábios, mas havia sempre algo que me fazia sentir um arrepio na espinha. Seus beijos eram doces, porém frios. Não eram ásperos, mas não eram carinhosos. Estavam em um ponto entre o querer e a obrigação.

Honey, você me encarava de longe como se minha mente fosse um livro que você podia ler quando quisesse, tivesse consciência de todos os meus sentimentos (mesmo os que eu não conhecia), e conhecesse o mais pecaminoso dos meus desejos. Como uma deusa que se diverte com a complexidade e limitação humana, me fez sua marionete particular. Te deixei me manipular inconscientemente na busca por novas experiencias.

Você era como um grande, constante e imponente ponto de interrogação, que implorava por todas as respostas que eu nunca possuí. Me joguei no desconhecido e, enquanto despencava, sussurrei eu te amo baixinho, torcendo para que fosse o suficiente eu estar ali para e por você em busca das malditas respostas. Não era.

Talvez eu não tenha me esforçado o suficiente, mas pela primeira vez, fui perdendo o interesse em descobrir o valor da incógnita e o que aquilo significava para a questão que compunha a minha vida, e aceitando que, assim como as que você precisava, aquela resposta eu jamais possuiria. Talvez fosse simplesmente complicado demais para mim e eu não era capaz.

E agora você está com ela, que é mais bonita do que eu e te conhece melhor. Penso que você parece mais alegre ultimamente e mais feliz consigo mesma. Talvez ela tenha resolvido a maldita equação, ou talvez ainda esteja tentando achar o x. Se ela te faz mais feliz, então é o suficiente.



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