História Equalize (Romance Gay) - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Gay, Direitos, Drama, Família, Família Gay, Gay, Homossexual, Homossexualidade, Igualdade, Justiça, Love Story, Luta, Pais, Romance, Yaoi
Exibições 21
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lírica, Luta, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Please, Don't Go


06/04/17

A semana passou, alguns amigos nossos ligaram para dizer que viram alguns outdoors na cidade. A Ellen parecia muito feliz vivendo conosco, como nunca antes. Mas ainda estávamos preocupados... porquê ela ficou nervosa ao falarmos dos "responsáveis" dela? Era algo que tínhamos uma dúvida enorme.

Me arrumei no quarto para ir ao hospital. Assim que terminei de me arrumar, comecei a procurar pelo Oscar.

- Oscar? Oscar, cadê você? - Falei, procurando-o.

Saí e vi a Emília vendo Steven Universo com a Ellen, que tinha virado o desenho preferido dela.

- Ele saiu, Léo. - Emília me disse, segurando a Ellen.

- Ah... ele nem me acordou avisando. E a Sal? - Perguntei a ela.

- Saiu também, eu estou aqui com a Ellenzinha apenas. - Emília respondeu-me.

- Haha, entendi. Estranho ele sair sem avisar. Mas eu tenho que ir. Vocês vão ficar bem? Quer que eh traga algo? - Perguntei a ela.

- Hmm, não! Eu faço almoço com o que tem aqui. Pode ir. Vamos ficar bem. - Ela respondeu.

- Até mais! - Falei.

- Até. 

Saí do apartamento deixando Emília e Ellen lá.

Como o Oscar tinha saído, ele levou o carro e eu tive que pedir um Táxi até o hospital.

Assim que cheguei ao hospital, as pessoas me olharam e começaram a me elogiar pelos outdoors que tinham visto.

- Que linda família! - Uma paciente falou. - Vocês parecem ser ótimos pais.

- Não, quê isso. Só estamos cuidando da menininha, mas obrigado! - A respondi educadamente.

Abafado na multidão, um rapaz de cor branca, alto, com o cabelo castanho e olhos castanhos também falou:

- Claro que ela não é sua filha. Viado não pode ter criança. Bixinha.

As pessoas o olharam em sinal de reprovação, eu me aproximei dele e falei calmamente, mas morrendo de raiva:

- Senhor, não sei quem você é... mas eu não concordo com você. Por eu ser gay ou não, não me impede de ter uma criança. 

- Você não sabe quem eu sou, mas eu conheço essa menina, seu viado. Eu sou o responsável dela. - Ele falou, me deixando inconformado com a situação.

- Você não parece ser o responsável dessa criança! Quem você acha que é, senhor? Você está me insultando, eu vou chamar a segurança.

- Eu sou Hélio Costa. Conhece a Ellen Magali, certo? Ela não é minha filha mas eu cuido dela. 

Uma paciente foi até a parte administrativa chamar algum segurança enquanto a Raissa chegava próxima a mim e a ele.

- Dr. Clinton... esse homem é o responsável da Ellen. - Ela falou meio inojada com ele.

Fiquei um pouco desconfortável com aquilo que soube. Mas não queria mais ver aquele homem a minha frente, então falei:

- Dra. Viegas, hoje eu ficaria com você, certo? Então... podemos ir a ala pediátrica logo? 

- Claro, Clinton. Só que o senhor Costa tem algo a dizer...

- Eu quero a Ellen aqui. Amanhã! - Ele falou em tom de ameaça.

Eu fiquei sem reação por um tempo, não queria entregá-la a um ignorante e, muito aparentemente, irresponsável.

- C...claro... - Falei com um pouco de inquietação.

Segui a Raissa e fomos até a ala pediátrica, meu dia estava lotado com várias cirurgias que eu participaria. 

Assim as fiz, o dia todo. Quando deu 22h30 eu saí. O senhor Costa ainda estava lá. Passei por ele direto, mas ele me parou e começou a falar:

- Olha, Dr. Clinton, me perdoe. Eu só estou preocupado com a Ellen, e acabei descontando em você. No dia 22 ela simplesmente desapareceu.

- Senhor Costa... sua ignorância com minha orientação sexual não se atribui ao caso da preocupação. O senhor falou aquilo porque é um truculento e eu me senti muito ofendido. Se me dá licença, vou aproveitar meu tempo livre com a pequenina. - Falei já bem irritado com ele.

- Espere... leve este dinheiro. - Ele falou me dando R$12. - Compre um picolé para ela.

- Ela é diabética! - Falei recusando os R$12 e saindo sem olhar para trás.

Como médicos, nós devemos tratar os pacientes e/ou visitantes do hospital com submissão, mas minha vontade era de mandar ele tomar naquele lugar.

- Cheguei em casa e, infelizmente, a Ellen já tinha dormido. A Emília estava dormindo junto a ela, eu não queria acordar a Ellen, então a carreguei devagar no colo e chamei a Emília sussurrando:

- Emília? Ei Emília. Cadê a Sal e o Oscar? 

- Hmmmmhn?! - Ela falou acordando. - A Sal teve que sair para um caso urgente. Nem sinal do Oscar.

- Ah, tudo bem. - Levei a pequenina para o meu quarto e a deitei na minha cama, ela tinha apagado completamente.

Peguei meu celular e liguei algumas vezes para o Oscar, mas só caia em caixa postal. Eu estava bem preocupado, ele não me avisou nada. 

Deitei na cama e abracei a pequenina. Queria poder ficar mais com ela, a abracei e não queria mais soltá-la. Eu amava aquela menina mais que tudo. Não queria entregá-la a um inresponsável. 

Eu não conseguia dormir, só queria ficar olhando aquele rostinho lindo, aquelas bochechinhas rosadinhas e aquela boquinha fofa.

07/04/17

Chegou o dia. Eu teria que, simplesmente, entregá-la. Eu não estava preparado. Levantei e fiquei sentado na cama pensando por um tempo.

Ela acordou e foi brincar com a Emília enquanto eu me arrumava. 

Assim que fiquei pronto, a peguei no colo e falei pra Emília, que estava com a Sal:

- Ei, qualquer coisa me liga! E se o Oscar aparecer, me liga! 

- Certo. - Ela falou.

Eu acabei esquecendo de pegar dinheiro no banco, então liguei pra minha amiga Luana, que é obstetra em outro hospital, e pedi uma carona.

- Alô...? Lu? Me dá uma carona até meu hospital? - Falei, pedindo para ela.

- Ei Léo! Nem precisa repetir! Estou indo aí buscar você! Quero muito conhecer essa pequena Ellen que agora vejo fotos por toda Vitória. - Ela falou, aceitando o pedido.

- Ok, Lu! MUITO obrigado. Estamos esperando você no hall do meu prédio. Beijo, até. - Falei.

- Até! Beijinhos! IAU! - Ela falou, citando uma antiga gíria que eu, ela e Raissa criamos.

Ela chegou e nos levou até o hospital, ela começou a sorrir para a Ellen, e ela parecia ter gostado muito da Luana.

Chegamos ao hospital e a Luana falou:

- Acho que vou com vocês, quero ir lá na Raissa, não vejo ela faz tempo.

Carreguei a Ellen e, por sorte da Luana, a Raissa estava me esperando na porta do hospital.

Elas se cumprimentaram e entramos os 4 no hospital.

O Hélio Costa estava no saguão esperando, ele nem saiu do hospital.

Assim que a Ellen Magali o viu, ela começou a se comportar estranhamente e falou algo que me tocou. 

- NÃOOO! Não deixe que ele me leve! Não me deixa papai. - Ela falou, se dirigindo a mim e chorando. 

- Ellenzinha, vai ficar tudo bem! Ele vai cuidar de você! - Eu falei.

- Ellen! Sou eu! Seu tio. Vem cá! - o Costa falou.

- Não! SAI! - Ela falou chorando, mas ele a pegou no colo e a carregou. Ela começou a espernear nos braços dele.

- Princesinha, vai ficar tudo bem! Seu tio vai cuidar de você, vai usar o dinheiro pra comprar a insulina! - Falei.

Ele começou a ir embora e ela ergueu o bracinho querendo que eu a segurasse. Aquilo partiu meu coração em mil pedacinhos. Ele saiu do hospital levando-a. Comecei a falar pra Raissa e pra Luana que viram tudo:

- Vocês não acharam isso estranho? 

- Completamente. - Raissa falou.

- Nós temos que ver porquê ela se comportou assim, Léo. Vamos seguí-lo. - Luana falou.

- Não é uma má idéia, nos temos o direito legal. - Raissa falou.

- Então vamos, não quero que nada de mal aconteça a ela. - Falei.

Entramos no carro da Luana e o seguimos. Ele morava num bairro perto da loja que a Sal e a Emília pediram para irmos no dia 22. 

Ele entrou em casa e esperamos um tempo até irmos espiar. 

Saímos do carro e fomos espiar. Ficamos chocados com o que vimos e ouvimos.

Na casa dele tinha um pequeno muro que mostrava o terraço. A Ellen estava amarrada e ele estava gritando com ela:

- EU NUNCA VOLTARIA SE NÃO FOSSE PELA GRANA QUE VOCÊ VAI ME DAR, ME FAZENDO PASSAR POR AQUILO. VOCÊ VAI APANHAR! - Ele pegou um cinto e começou a feri-la. Eu fiquei em estado de choque, enquanto as meninas estavam com a mão na boca assustadas. 

Raissa pegou o celular e começou a filmar tudo. O Hélio costa começou a falar: 

- VOCÊ NÃO VAI COMER HOJE, SUA PRETA. VOU TE DEIXAR TENDO HIPOGLICEMIA PRA VOCÊ APRENDER!

Eu só consegui pensar: "A culpa é minha, a culpa é minha, não devia ter feito outdoor".

- VOU SAIR, AI DE VOCÊ SE FUGIR! - Ele gritou, fazendo a Ellenzinha chorar.

Ele saiu e nós nos escondemos para pegar a Ellen e fugirmos dali. Pulamos o murinho da casa dele e entramos para resgatá-la, quando de repente ele entra na casa e fala:

- Onde foi que deixei a chave do car... - Ele parou de falar porque nos viu tentando desamarrá-la. - EI, VOCÊS! O QUE FAZEM AQUI. 

- Viemos salvar ela SEU DOENTE! - Luana gritou.

Ele pegou uma arma numa gaveta da sua casa, e de dentro da casa para o terraço ele começou a mirar na gente:

- SAIAM DAQUI OU EU MATO OS TRÊS! UM VIADO E DUAS MULHERES. PRETENDEM O QUE? SAIAM!

- NÃO! SEU MONSTRO! - Eu gritei.

Raissa estava tão nervosa que deixou o celular que estava filmando cair no chão, a Ellen estava chorando morrendo de medo.

- SUA VADIA! VOCÊS ESTAVAM FILMANDO! AGORA VOCÊS VÃO VER! 

Ele disparou contra nós e acabou acertando a Raissa no ombro direito.

Continua...




 


Notas Finais


Um covarde! Continua no próximo capítulo. O que acontecerá com a pequena Ellen Magali, a Luana, a Raissa e o Leonardo?


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