História Equalize (Romance Gay) - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Gay, Direitos, Drama, Família, Família Gay, Gay, Homossexual, Homossexualidade, Igualdade, Justiça, Love Story, Luta, Pais, Romance, Yaoi
Exibições 16
Palavras 1.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lírica, Luta, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Consequences


Fanfic / Fanfiction Equalize (Romance Gay) - Capítulo 5 - Consequences

Na hora do aro, o barulho foi alto, ele se distraiu e eu puxei a arma da mão dele e apontei para ele:

- FILHO DA... - Gritei, mas fui interrompido por Luana.

- LEONARDO! ELA DESMAIOU! - Luana gritou, fazendo eu me distrair e o Hélio fugir. 

- Merda! AQUELE DESGRAÇADO FUGIU! - Gritei com ódio!

- LÉO! TEMOS QUE LEVÁ-LA AGORA! 

Ellen estava bem assustada com tudo, chorando e com muito medo. Ela não entendia porque a pediatra dela estava ali no chão.

Peguei-a no colo e a desamarrei. Raissa acordou e começou a gritar:

- AHHHHH! - Ela começou a chorar. - NÃO CONSIGO MOVER MEU BRAÇO!

Nós pegamos o celular dela e depois ajudamos ela a sair do chão e fugir. Entramos no carro, coloquei uma fronha no ombro dela para estancar o sangramento. A Ellen continuava muito nervosa; eu a prendi no cinto e eu e Luana fomos correndo para o hospital onde eu trabalho. 

Chegando lá, estacionei na frente da emergência e a Luana foi correndo pegar uma maca. Comecei a confortar Ellen e Raissa.

- Rai! Calma! Tá tudo bem! Vamos levá-la para o centro cirúrgico e vai ficar tudo bem! Vem cá Ellen, senta aqui comigo no banco da frente.

A Ellen ficou comigo enquanto a Luana chegou com a maca e pôs a Raissa lá. Corri com a Luana e dois paramédicos, levando a Raissa. A Ellen estava sentada e ficou esperando na sala de espera. 

- A bala saiu no disparo! Ela está com taquicardia! - Luana falou, empurrando-a.

- Onde está o traumatologo? Rápido! Chamem o Dr. Bismuto! - Gritei.

Um paramédico chamou ele pelo aparelho de comunicação do hospital, enquanto preparávamos Raissa para a cirurgia. 

- Dr. Clinton! Você, pode se retirar, fica com a Ellenzinha! Tá tudo bem! - Luana me falou pedindo para eu ir tomar conta dela.

- Não! Raissa é minha amiga! - Descordei do que ela disse.

- Leonardo! Não distorce a situação! Vai que Deus o livre acontece algo pra Ellen! Saia daqui agora!

- Mas... - Falei, sendo interrompido pelo Dr. Bismuto que chegou na sala de operações.

- Dr. Clinton! Você já ouviu a Dra...? - Ele falou perguntando a Luana.

- Dra. Farias. - Ela respondeu-o.

- Você já ouviu a Dra. Farias. Saia e espere lá no atendimento junto com a menina. 

Saí meio chateado por não poder ajudar a Raissa. 

No caminho fiquei pensando comigo mesmo: "É tudo minha culpa, eu não devia ter aceitado fazer a droga dessa outdoor! Eu sou o culpado".

Cheguei à Sala de Espera e me desesperei. Não vi a Ellen na cadeira que deixei.

Fiquei imaginando que o Hélio tinha levado ela ou sei lá.

Procurei-a desesperado, mas não a vi.

Finalmente encontrei ela, num corredor que tinha bebedouro. Ela estava lá bebendo água:

- Ei, bebê! Você não pode sumir assim, está bem? 

- Tá. - Ela falou sorrindo, parecia mais calma e melhor. - A tia Raissa vai ficar bem? 

- Simm! A Luaninha está consertando ela! 

Ela me abraçou e a gente ficou sentado na sala de espera. Resolvi ver as gravações, mas infelizmente o celular tinha trincado com a tela, precisávamos consertá-lo e tirar a mídia interna.

Fiquei conversando com a Ellen até o Oscar chegar:

- Ei, amor! Hãa... o que faz aqui? Pensei que hoje era dia de cirurgia.

- ONDE VOCÊ ESTAVA OSCAR? ONDE? - Gritei com ele.

- Calma! Quê...? - Ele falou assustado.

- VOCÊ SOME SEM DAR SATISFAÇÃO. LOUCO! - Continuei gritando.

- Leonardo! Para de gritar, tá todo mundo olhando!

- É SÓ ISSO QUE IMPORTA, NÉ? 

Ellen estava estranhando e meio desconfortável comigo e saiu de perto de mim, indo para outro banco paralelo à gente.

- Leonardo...

- DIZ OSCAR! 

- CALMA LEONARDO! Eu deixei a droga de uma mensagem de voz no seu celular! A tia Eliza morreu! EU SAÍ SEM AVISAR PARA IR LÁ EM BREJATUBA! MAS EU MANDEI UMA MALDITA MENSAGEM DE VOZ! - Ele começou a chorar e continuou. - NÃO ACHA QUE JÁ ESTOU MAL? - Ele virou as costas e estava indo, quando eu disse:

- A Raissa levou um tiro... nós estávamos em perigo... eu... desculpa.

Ele parou de andar mas continuou de costas para mim. 

- O que você fez, Leonardo?

- Eu...? 

- O QUE VOCÊ FEZ? 

- Salvei NOSSA FILHA! O RESPONSÁVEL DELA QUERIA MATÁ-LA.

- E VOCÊ QUER PERIGO EM SUA VIDA?! Leonardo, escuta... ela não está bem com a gente. Eu não quero morrer! E se esse homem voltar? 

- Oscar! EU NÃO ME IMPORTO! Eu quero que a Ellen fique conosco! Você não disse que queria também?

- As pessoas mudam, Leonardo. Mataram minha tia! Ela era casada com um homem que a traía, e ela quis continuar. Mas quando a outra descobriu que ela era casada... ela mandou matar. Não quero que você nem eu morramos, estávamos bem antes do aniversário de Luana. 

- Pelo amor de Deus, Oscar! Pelo amor...! Ela é um milagre em nossas vidas.

- Você que sabe, Leonardo. Eu não quero ficar entre o certo e o errado. Vou pro trabalho, me dá sua resposta a noite. - Ele falou saindo do hospital.

A Ellen correu até mim e falou:

- Não me deixa, papai! - Ela tinha me chamado de papai pela segunda vez, e eu faria jus à isso.

Luana veio a sala depois de algumas horas e falou que estava tudo bem. Nós fomos a delegacia entregar a arma e explicar tudo que havia acontecido. O paradeiro do agressor da Ellen era desconhecido ainda.

Cheguei em casa tarde, e eu e o Oscar não nos falávamos.

16/04/16

A Raissa teve alta, então queríamos sair para comemorar. Eu e o Oscar estávamos estranhos um com o outro, sem nos falar, mas aceitamos ir juntos. Antes, eu passei no quarto que a Raissa estava internada, queria conversar com ela. A Ellenzinha ficou com a Sal e a Emília.

Cheguei até o quarto dela e comecei a falar:

- Raissa, eu sinto muito por tudo isso, é tudo culpa minha. 

- Ei, Léo! Olha que história de sobrevivência eu... quer dizer... nós temos para contar agora. A culpa foi minha pelos outdoors, eu achei que eles iam conscientizar contra a intolerância das pessoas com vocês, LGBT's. Mas só piorou.

Eu a abracei e falei:

- Vamos? 

- Vamos! 

Eu, Luana, Oscar e Raissa saímos para comemorar. No caminho o Oscar começou a conversar comigo:

- Léo, me desculpa, está bem? Eu estava muito impressionado com o que tinha acontecido com titia Eliza, e descontei em você. Eu... só tenho medo. Mas eu amo a Ellen tanto quanto você.

- Ei! Quê isso... Oscar, na nossa adolescência sempre tivemos medo de sermos quem somos, de sermos chamados de viados, bichinhas ou de sermos agredidos. Mas isso tudo mudou, quando te conheci, assim que eu estava no ultimo ano de ensino médio, você tinha minha idade hoje, e assim que soube que te amava de verdade, não me importava mais com os outros... e... eu amo a Ellen Magali. Se tivermos que lutar contra violentos, homofóbicos, até responsáveis loucos, nós lutaremos... 

- Quer saber, Léo? Você está certo. Aquela menina é nossa esperança, nosso amor. E a consequência dela ter aparecido em nossa vida é que seremos ótimos pais.

- Seremos. - Sorri para ele.

Chegamos até um bistrô que tinha num lugar chique da cidade e fomos jantar e tomar algumas. 

Estávamos conversando quando um policial surgiu a nossa mesa.

- Drs. Clinton, Farias e Viegas? 

- Sim, pois não? - Raissa falou.

- Vocês estão presos por sequestro e invasão. Podem permanecer calados, tudo que falarem pode e será usado contra vocês no tribunal.

A noite que tinha tudo para ser maravilhosa, acabou com desastre. Eu me senti no fim do mundo.

- Espera! O quê? Mas eles SALVARAM a garota! - Oscar tentou defender-nos. 

- Eu tenho uma ordem, senhor. Discutam no tribunal.

- Eu vou ligar pro nosso advogado agora! - Oscar falou.

- Liga pro Toni, Oscar. E ajeite o celular da Raissa! Precisamos de provas. 

- É o Antônio Souza? - Oscar falou.

- Sim... nosso amigo! Toni, Toni... Dr. Souza! NÃO ESQUECE!

O policial nos levou até a delegacia e tivemos que ficar em uma cela.

Seria o começo da noite de um dia terrível.











Notas Finais


O que acontecerá com Raissa, Luana e Leonardo? O que será e como que Hélio conseguiu fazer isso? E Oscar; vai conseguir lidar com tudo?


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