História Equalize (Romance Gay) - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Gay, Direitos, Drama, Família, Família Gay, Gay, Homossexual, Homossexualidade, Igualdade, Justiça, Love Story, Luta, Pais, Romance, Yaoi
Exibições 10
Palavras 1.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lírica, Luta, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Justice


Fanfic / Fanfiction Equalize (Romance Gay) - Capítulo 6 - Justice

17/04/17

Eu estava sozinho, dormi na delegacia gelada e sem companhia nem dos guardas. As meninas tinham ido para a Delegacia da Mulher. 

Acordei muito desanimado e desentendendo a tamanha injustiça que tínhamos sofrido. Olhei para a janela quadrado e não acreditando no que tinha acontecido. Foi aí que o Oscar chegou com nosso advogado.

- Amor! Você veio me tirar? - Falei olhando para o Oscar.

- Amor... ainda não. Mas eu consegui uma ordem de adiantamento do processo. Vamos ao tribunal em 3 dias! - Ele deu as más notícias.

- É, Dr. Clinton, além disso, ainda há o processo com a Ellen Magali, o responsável quer a guarda dela. - O Antônio disse.

- Mas... mas isso é muito injusto! Ele atirou na Raissa! ATIROU! - Irritei-me.

- Léo, calma! Vamos ter como provar isso. Você precisa se acalmar... - Oscar falou, tentando me acalmar.

- Dr. Clinton, a gravação da Dra. Viegas é muito importante, eu e o Sr. DeMayo iremos examinar o conteúdo e mostrar no tribunal.

- Antônio, pode me chamar de Leonardo... - Falei.

- Estamos tratando de assuntos profissionais. - Ele falou cheio de si.

- Sim... nós temos que ir agora, amor. Você vai ficar bem? - Oscar falou, preocupado.

- Vou, eu sei me cuidar. - Falei sorrindo para ele.

Ele se aproximou da cela que estávamos e me beijou entre as grades, segurou minhas mãos e me falou:

- Não quero te perder, ficar sem você. 

- Vou sair daqui amor, vai ficar tudo bem. 

Ele saiu chorando com o Antônio e eu fiquei sentando, agoniado.

Um prisioneiro da cela do lado começou a falar:

- Sempre dizem que vai ser rápido, mas cá estou eu, nessa delegacia imunda. Meu julgamento era há 1 mês.

- Mas eu sou inocente. Verão e sairei daqui! - Falei.

- É... eu costumava ouvir isso também. A justiça do Brasil é uma merda mesmo. - Ele falou com um tom de irritação.

- Tá, e o que você fez? - Falei para ele.

Ele olhou pra mim e falou:

- O que eu não fiz...! Bom, você conhece minha história. Sou Rodrigo Azevedo.

E foi aí que pensei: "estou ao lado de um assassino?!". 

- Você... você matou aquele homem...! - Falei com medo.

- Sou um suspeito, mas estou aqui porque devo ser uma ameaça a sociedade. O que você acha? - Ele me perguntou.

- Se você fez algo errado deve pagar. Mas você não parece ruim. - Falei, mas na realidade estava com medo dele se revoltar.

- Ha! Todos falam isso com medo de mim. Eu não torturei ele. Eu amava ele. - Ele falou e depois me perguntou. - Seu nome é Leonardo, certo? 

Fiquei com receio de confirmar mas respondi:

- Ahh... sim! 

- O nome dele era Leonardo também, eu chamava ele de Leão.

O mesmo apelido que a Sabrina tinha me dado.

- E o que acha que aconteceu com ele, se você se acha inocente? - Perguntei para ele.

- Sei lá, e nem me importo. Acabou, se ele mereceu ou não, quem vai julgar não sou eu. Só quero sair desse inferno.

Continuamos conversando e fomos fazendo amizade sem mesmo nos olharmos, havia uma parede que impedia isso. Passei depois de um tempo a acreditar nele, apesar da sua história confusa. Pelo menos eu não precisaria ficar sozinho.

20/04/17

Chegou o dia, depois de três dias naquela cela, eu já não aguentava mais tantas noites mal dormidas e aquela comida horrível.

Quem chegou na cela para me buscar foram todas as meninas. Raissa, Luana, Sal e Emília. 

- Vamos, você não vai ficar aqui Leão! - Sal me falou.

- Desde sempre defendendo um ao outro, né, Sal? - Sorri para ela e ela retribuiu sorrindo para mim. 

Saí da cela e passei na frente do meu colega. Ele disse a mim:

- Boa sorte, Leonardo! 

- Você também, Rodrigo. - Respondi-o.

Saímos e fomos indo em direção ao carro:

- Rodrigo...? - Emília perguntou.

- Ah, Azevedo. Meu amigo. - Falei sorrindo ironicamente.

- QUÊ? - Sal perguntou-me.

Entramos no carro e fomos em direção ao Tribunal.

Chegamos lá e o nosso advogado, Antônio, estava com o Oscar esperando numa escada. 

Fomos até ele, eu cumprimentei o Antônio e fui até o Oscar. Eu olhei para ele, vi aquele olhos lindos e aquela barba ruiva. Só conseguia imaginar no quanto eu tinha sorte. Beijei-o sem vergonha na frente de todos. Segurei a mão dele e fomos juntos de mãos dadas para dentro.

A Ellen estava sentada no meio do tribunal, entre nós e o desgraçado do Hélio, na frente do juíz.

Começamos a audiência, com o advogado do Hélio atacando-nos.

- Meretíssimo Fonseca, está claro o interesse do Sr. Leonardo na criança. Seria inevitável o aproximamento da criança com convivência do Sr. Leonardo e do Sr. Oscar. Por isso a invasão, a distância da garota com ele resultou num golpe que suas amigas Sra. Raissa e Sra. Luana colaboraram. Não sabemos nem ao certo se desde o início não foi um sequestro...

- PROTESTO! - O Antônio falou. 

- Aceito. - O meretíssimo Fonseca falou.

- Como vemos nas fixas médicas legais, a paciente deu entrada ao hospital com estado de fraqueza e abandono no dia 22 de Março de 2017. Os meus clientes resgataram-a...

- PROTESTO! - O advogado do Hélio falou.

- Aceito, continue. - O meretíssimo autorizou.

- Nos documentos legais, a criança foi examinada pela... Dra. Raissa Viegas. Tudo poderia ser um plano para tomar a criança do seu responsável e levá-la para o tribunal como abandonada, culpando o meu cliente.

- MAS as filmagens do hospital são controversas á sua teoria, uma vez que temos gravações e testemunhas válidas para provar. Além disso, o descaso com a garota pela desinformação da diabetes é uma prova válida da escassez de cuidado do Sr. Hélio. - Antônio rebateu.

- Caro Dr. Antônio. Suponho que não tenha estudado anatomia humana, nem biologia. Mas a diabetes é uma doença silenciosa que qualquer uma pessoa pode ter e ser desinformada. - O advogado de Hélio falou.

- Você que não estudou o estado de descoberta da doença. A diabetes é descoberta quando o paciente tem hiperglicemia, mas a pequena Ellen Magali estava com hipoglicemia na noite do acontecimento. Ou seja, já sabia-se da doença da garota. - O Antônio conseguiu revidar o ataque.

Demos uma pausa a pedido do advogado do Hélio e eu comecei a falar pro Antônio:

- Toni! Porque ainda não mostrou a gravação da Raissa?!

- Calma, Clinton! Se eu mostrar antes o juiz pode dar como prova negada e perdemos o maior material. O que temos a fazer é esperar que eles mesmos se detonem. O meretíssimo está ao nosso lado, viram como ele ficou desconfortável com a Ellen olhando assustada para o Hélio? É so ter calma.

Voltamos para lá e começamos a segunda parte. 

- Meretíssimo. Ainda não vejo provas suficientes senão a de que meu cliente provém o bem de Ellen Magali. - O advogado do Hélio falou.

- Não, a informação está errada. Olhem bem para a pequena Ellen Magali e me respondam, júri, se essa menina fica estável perto do Hélio.

Puseram a Ellen perto do Hélio e ela chorou e correu para mim. 

-  Ele é mau! - Ela falou.

- Viram? Há maior prova que essa? E os verdadeiros pais dessa menina, onde estão? 

- PROTESTO! Irrelevante! - O advogado do Hélio falou.

- Aceito, prossiga Antônio.

- Não sabemos o histórico familiar da pequena Ellen Magali, mas a partir desse vídeo vocês podem ver quem é o verdadeiro senhor Hélio! Artigo Quinto, Inciso Terceiro: Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. - Antônio deu a última cartada; o vídeo da tortura e agressão.

O vídeo era bem claro e mostrava até o momento em que a Raissa soltou o celular. O meretíssimo olhou bastante irritado com o Hélio.

- Seguranças... senhor Hélio, por tortura, disparo de arma de fogo a civil, sequestro e demais crimes... condeno-o a 38 anos de prisão sem direito de custódia da Ellen Magali. - O Fonseca falou dirigindo-se aos seguranças para pegarem Hélio. - Essa corte decide em favor de Leonardo Clinton! 

- NÃO! ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM, DESGRAÇADOS. - Hélio gritou com muita raiva, mas foi levado.

Todos nós nos abraçamos e agradecemos ao Toni.

O pessoal estava saindo, mas eu fui falar com o meretíssimo, ele me recebeu bem:

- Parabéns, Dr. Clinton. Seu advogado é brilhante, escolheu-o bem.

- Obrigado, meretíssimo Fonseca!

- Oh, o processo acabou. Pode me chamar de João. Conheço aquela sua amiga juíza, a Sabrina. Mas o que salvou vocês foi o vídeo mesmo.

- Ela é uma ótima juíza... mas eu vim te perguntar sobre a Ellen, senhor. Eu quero, junto ao Oscar, ser pai legal dela. 

- Humm. Eu posso ver isso, mas o processo é lento. Ela pode ficar com vocês ainda, mas terá futuramente que rever sua custódia. Enquanto isso, cuide dos processos para tê-la e eu posso adiantar isso. Não vejo porque vocês não seriam ótimos pais.

Sorri para ele e agradeci-o. Saí dali e quando eu estava descendo as escadas encontrei o Rodrigo Azevedo, meu colega da cela ao lado.

- Deu certo, Leonardo? 

- Tudo deu melhor que certo! - Falei a ele.

- Agora é minha vez. Me deseje sorte.

- Desejarei! Até mais, fora da prisão. - Sorrimos e seguimos direções paralelas.

Cheguei em casa e nós só queríamos comemorar. Nós fizemos uma festa para a Ellen do desenho favorito dela e nos divertimos bastante.

Estava a noite, Raissa e Luana foram embora. Sal e Emília ficaram numa cama que o Oscar comprou pra elas na sala. Ellen dormiu. Só estávamos eu e o Oscar.

- Então... conseguimos. Está tudo dando certo. - Falei a ele.

- Espero que continue assim! Nós 3. Eu, você e nossa pequena. - Oscar falou sorrindo para mim.

- Ela é nosso milagre. Fizemos justiça hoje! - Falei animado.

- Ainda não fizemos justiça. - Oscar falou.

- Como assim, amor? - Falei para ele.

- Vem cá, vou te mostrar o que está faltando! - Ele me puxou pra cozinha.

- Pára, Oscar, vai acordar todas elas!

- Cala a boca! - Ele falou sorrindo.

Ele me beijou e deitamos no chão. Nossa noite foi longa...

Eu tinha certeza cada vez mais de que aquela era nossa família, e eu estava feliz de estar com eles. Apesar de toda injustiça, a pequena Ellen estava feliz conosco. Nós nunca a abandonaríamos. Mas ainda não tinhamos nos perguntado: quem eram os pais da Ellen Magali? E o que aconteceu a eles? 

Bom, não iríamos magicamente saber, então só queríamos saber de curtir nossa vida alegres com a Ellen. 

21/04/17

- Ai, ai! Não me pede mais pra dormir no chão! - Acordei dolorido.

- Besta. Vamos! Vamos passear com a Ellen! Acorda ela. 

- Olha, ele teve uma boa idéia, quem diria! - Falei ironizando e brincando com ele.

- Hahaha! Vamos logo. Mas se veste pelo amor de Deus antes que...

- AAAAAAH! - Emília entrou na cozinha gritando. 

Saímos correndo e rindo dela.

- Nunca mais vou conseguir dormir depois dessa imagem! Meu bebê quase nasce aqui meu senhor. - Emília falou. 

Nós nos vestimos e fomos passear com a Ellen. Ela não podia estar mais feliz.

Agora sim, éramos pais. Sem preocupação, felizes. Tudo ia mais que bem. 






Notas Finais


Uma boa notícia depois de tudo que aquele monstro fez com a Ellenzinha. Mas mistérios ainda existem e vão ser revelados mais cedo ou mais tarde. A família Clinton-DeMayo vencerá com seu amor?


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