História Equalize (Romance Gay) - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Gay, Direitos, Drama, Família, Família Gay, Gay, Homossexual, Homossexualidade, Igualdade, Justiça, Love Story, Luta, Pais, Romance, Yaoi
Exibições 15
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lírica, Luta, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Catastrophe! Save Our Kid, Doctor


12/06/2017

Um dia normal para nós. Eu fui até o quarto da Emília e falei:

- Eiii! Acorda! Tá na hora, não acha? 

- Me deixa em paz, eu tô grávida! - Ela respondeu-me.

- Tô só falando... hahaha. - Falei.

Saí do quarto e, como era fim de semana, eu decidi fazer um lanche especial para o café da manhã. Ia fazer um mousse sem açúcar para todos nós.

Comecei a fazê-lo e enquanto batia os ingredientes, o Oscar chegou perto de mim. A gente começou a conversar quando ele disse:

- Léo, e aí? O Fonseca disse como anda a investigação? 

- Está parada, mas eu espero que encontrem o paradeiro do Vitor. Por enquanto eu não quero que Ellen saiba do que rolou com os pais dela.

- Ela pode não estar pronta, não é? 

- Ela só tem 3 anos, Oscar.

A Sabrina chegou até a gente e começamos a conversar nós 3.

- Eu não sei nada de ser mãe, estou tão assustada.

- E você acha que eu sei? - Oscar falou.

- Pelo menos vai dar tudo certo, né? - Sabrina perguntou a nós.

- É, vai sim, Sal. Eu prometo que Emília e Spencer vão ficar bem.

De repente ouvimos um estrondo gigante na rua e nosso prédio começou a tremer. Corri até o quarto em que Emília estava. 

- O QUE É ISSO? - Gritei assustado.

- MEU DEUS, É UM TERREMOTO, LEONARDO! - Sabrina gritou.

O prédio ao lado do nosso começou a desmoronas a nossa frente, o nosso só estava tremendo.

- SOCORRO! - Emília gritou assustada.

Eu estava no quarto com Emília quando destroços caíram na frente da porta, impedindo-nos de sair. 

- OSCAR, PEGA A ELLEN! SAIAM DAQUI! - Gritei.

- NÓS NÃO VAMOS DEIXAR VOCÊS! - Oscar gritou.

Ellen começou a chorar assustada.

O tremor não parava, parecia pior a cada momento. Eu via pela janela do quarto pessoas correndo, prédios caindo e eu não podia fazer nada.

Foi quando um destroço caiu em cima do estômago de Emília, machucando-a.

- EMÍLIAAA! - Gritei desesperado.

O Oscar, a Sabrina e a Ellen estavam em baixo de uma mesa. Eu não entendia! Um terremoto daquele jeito no Brasil? O que era aquilo?

O terremoto continuava. Já havia dois minutos. O tremor era gigante, eu nunca pensei que viveria para estar em um. 

Quando de repente, Emília avisou-me.

- Leonardo! O Spencer quer sair! 

- LOGO AGORA? - Gritei.

- Leonardo, eu... - Ela acabou desmaiando. Eu precisaria fazer uma cesária! 

- SABRINA, EMÍLIA DESMAIOU, O BEBÊ VAI SUFOCAR! NÓS TEMOS QUE TIRÁ-LO!

- O QUE EU FAÇO?! - Sabrina gritou.

- LIGA PARA A LUANA, ELA É OBSTETRA! - Respondi-a.

Sabrina pegou o celular dela e tentou discar para a Luana, chamou e ela atendeu:

- ALÔ? ALÔ? VOCÊS ESTÃO BEM?

O tremor foi parando.

- ALÔ, LUANA? LUANA, A EMÍLIA TÁ PRESA NO QUARTO COM O LÉO, ELA ESTÁ EM TRABALHO DE PARTO! - Sabrina gritou.

- BOTA NO VIVA-VOZ, SABRINA! - Oscar gritou com ela.

- PASSEM PRO LEONARDO! - Luana gritou.

O prédio estava balançando apesar do tremor ter acabado. Nós precisávamos sair dali o mais rápido possível. Ellen gritava assustada. Sabrina me deu o celular dela por uma brecha nos destroços.

- Tô calmo... tô calmo Luana... mas o que eu faço?!! - Falei tentando me acalmar e abaixar o tom de voz.

- Alguém precisa te dar uma faca limpa! Você precisa fazer esse parto sozinho!

- EU SEI, EU SEI! - Gritei me alterando.

Sabrina pegou uma faca e me entregou pela brecha. Só tínhamos alguns minutos antes do bebê sofrer prolapso, que é quando o cordão umbilical sai primeiro e ele se sufoca.

- Léo... você tem que cortar agora! - Luana disse, assustando-me.

Eu peguei a faca e apontei para a localização exata do útero. Eu estava paralizado olhando: a cirurgia obstétrica seria uma aula do meu terceiro ano de residência, eu só tinha tido aulas teóricas.

- CORTA LOGO, LEONARDO! - Sabrina gritou, nervosa e olhando pela brecha.

- CALMA! Eu vou... cortar! - Larguei o medo e comecei a fazer um corte horizontal nela. Eu conseguia já ver o pequenino.

- ELE ESTÁ BEM? E ELA? - Sabrina gritou.

Puxei-o e com calma tirei-o do útero de Emília. 

- O Spencer está bem! - Falei e em seguida ele chorou alto. Cortei seu cordão umbilical e tentei improvisar um local pra ele ficar. Eu agora tinha prioridade em salvar Emília. 

- Porquê essas coisas acontecem conosco? PORQUÊ? - Oscar gritou! - Que desgraça! 

- CALA A BOCA, OSCAR! - Sabrina se estressou. - Sobrevivemos, OK? Estamos vivos! Ao nosso lado morreram um monte de gente! Essa droga não caiu, estamos vivos!

- MAS VAI CAIR, SABRINA! - Oscar gritou em desespero.

Comecei a succionar o sangue da Emília com alguns lençóis que haviam ali. Eu os amarrei e nós precisávamos levá-la pro hospital. Mas eu e ela continuávamos presos. 

Foi quando eu tive uma idéia.

- Ellen, meu amor! Você passa por aquela brecha? 

Ela tentou, mas não conseguiu.

- Merda! - Falei irritado.

Foj quando de repente o prédio a nossa frente desabou no nosso prédio.

- AAAAAAAAAHHHHH!!!! - Todos nós gritamos.

- VAMOS MORRER! - Oscar gritou.

Sabrina bateu na cara dele e disse:

- TENHA FÉ, OSCAR! PARA DE DRAMA!

O nosso prédio estava com a estrutura quase toda comprometida. Os destroços que prendiam a porta caíram com o impacto, fazendo com que eu e Emília pudéssemos passar. 

Sabrina e Oscar entraram no quarto e carregaram os braços de Emília, eu carreguei as pernas.

Nós saímos correndo do prédio. Quando estávamos chegando no carro ele começou a desabar junto com o outro. Entramos no carro e a Sabrina que estava dirigindo.

- ACELERA! RÁAAAAAPIDO! - Gritei.

Quase o prédio cai em cima do carro, mas conseguimos escapar a tempo.

- Nós temos que correr para o hospital da Luana! - Falei enquanto Sabrina acelerava o carro com muita velocidade.

Chegamos ao hospital. Ele estava caindo aos pedaços. Fomos até a ala obstétrica e encontramos Luana. Tinha uma SO disponível e ela levou Emília.

Começaram a chegar pessoas morrendo, pessoas muito feridas. O hospital estava lotando, aquilo estava um terror.

Eu estava segurando o Spencer na mão; o pobrezinho mal nasceu e já teve que viver tudo isso. 

Foi quando um médico auxiliar de Luana chegou e nos avisou que Emília estava em estado crítico.

- Vim lhes preparar para o pior... o destroço feriu o músculo abdominal dela e os danos são severos. A Dra. Farias está fazendo tudo que pode, mas se não tiver êxito, é melhor saberem logo.

Ele voltou para a SO.

Foi quando eu decidi ajudar os feridos, pedi para a Sabrina segurar o Spencer e para o Oscar cuidar da Ellenzinha.

- Não me dê essa coisa para eu segurar! - Sabrina disse reclamando do Spencer.

- Como pode dizer isso, Sabrina?! Ele é seu filho. O que aconteceu não foi culpa dele, nem um pouco. - Oscar falou.

Sabrina segurou o bebê com um pouco de receio e eu fui ajudar pessoas.

Anoiteceu e eu consegui ajudar o máximo de pessoas que vi. Tinha tudo dado certo na cirurgia da Emília e ela teria alta em breve.

Com tudo que havia acontecido, eu resolvi ligar para a Raissa. Eu queria saber se estava tudo bem com ela. Mas só caía na caixa postal. Liguei milhões de vezes. Comecei a ficar preocupado, avisei que saíria dali e fui pegar o carro para ir atrás da Raissa. Entrei no carro com Oscar e Ellen. Sabrina e o filho dela ficaram esperando poder ver Emília.

Fomos até o hospital onde eu trabalho. Ou melhor, o hospital onde eu trabalhava. Só havia destroços. A cidade estava parecendo um mundo pós-apocalíptico. Pedi pro Oscar ficar com a Ellen e eu fui até os destroços.

Eu não conseguia me conter de choro... vários pacientes e médicos mortos. Jogados ali para o vento. Eu não acreditava no que tinha acontecido. Eu não conseguia encontrar a Raissa.

Eu procurava desesperadamente por ela. Foi quando eu a vi, soterrada por destroços e com cortes na face toda.

Eu corri até ela e ela ainda estava com vida, foi quando comecei a tentar puxar ela.

- RAISSA!! RAISSA! - Eu gritei desesperadamente. 

- Léo... L-Léo... e-eu to escutando. Eu não s-sinto minhas per-nas... n-nem sei se elas ainda e-estão aí. - Ela falou gaguejando de fraqueza.

- Vai ficar tudo bem, Raissa! Você vai ter lindos filhos com o Alexandre e vai ficar bem! - Falei segurando o choro.

- Diz... pro... Alexandre... que... eu... amo... ele... - Ela falou buscando forças.

- OSCAR! CORRE AQUI! ME AJUDA! 

- Obrigada... por... tudo! Eu... te... amo... meu... amigo... - Ela falou fraca.

Oscar chegou e tentávamos desenterrar ela, mas não conseguíamos. Ela estava pálida. 

- Eu... não... eu... a-amo! Amo m-meus a-migos. Eu... não... - Ela falou gaguejando.

Ela parou de fazer expressões e eu fui checar sua pupíla. Fixas e dilatadas. Ela morreu.

- NÃOOOOOOO! AHHHHH! - Comecei a gritar chorando.

- AHHHH! Eu não acredito! - Oscar falou gritando e chorando.

- T-temos que voltar Oscar... T-temos que encontrar o Alexandre...

- NÃO! ELA ESTÁ... DESMAIADA... ELA VAI ACORDAR! TEMOS QUE ESTAR AQUI! - Ele gritou comigo.

- OSCAR, ELA MORREU! ELA MORREU! - Gritei chorando.

- NÃOOOOOOOOO! - Oscar gritou.

Era inacreditável. Perdemos nossa amiga para aquele desastre. Eu teria morrido se estivesse no hospital...

Voltamos para o carro chorando, fomos procurar o Alexandre na casa deles. Alexandre é o namorado de Raissa, a pessoa mais especial do mundo para ela.

- Eu não acredito... ela sobreviveu... ao tiro. E ela morre! Qual o sentido? QUAL O SENTIDO, OSCAR!?

Passamos na frente da prisão. Haviam presos e policiais mortos. A cela do Hélio Costa estava vazia.

Ellen estava muito comovida, parecia que ela tinha perdido os pais novamente. Pra uma criança, é inimaginável. Ela estava sofrendo pela segunda vez. Mas eu prometi que cuidaria dela custe o que custasse.

Chegamos até a casa do Alexandre e o vimos no chão.

Saímos do carro e corremos até ele.

- Ele está bem? - O Oscar falou nervoso e carregando a Ellen no colo.

- Eu... ele está respirando! - Falei.

- A Raissa... onde está? Eu só quero... vê-la. - Alexandre falou fraco.

Rapidamente pusemos ele no carro e corremos para o hospital.

- Alexandre... eu sinto muito... a Raissa... ela... - O Oscar ia falando, mas interrompi.

- Estamos chegando! Não é, Oscar.

- Eu... já entendi... eu vou encontrá-la lá... eu vou... encontrá-la... eu... - Ele parou de falar.

- OS BATIMENTOS DELE! NÃO HÁ NADA! ELE VAI MORRER!

Ellen estava muito chocada e chorando. Eu não queria que ela tivesse visto aquilo tudo. 

Tentamos chegar com ele ao hospital, mas era tarde demais... no caminho o Alexandre morreu.

Chegamos ao hospital, eu saí do carro e comecei a gritar, chutando pedras que via no caminho.

- AHHRRRRRRGHHHHHHHHHHH!

- Léo... calma. Por favor... - Oscar me falou. - Vamos até o quarto da Emília. Acho que já podemos.

- Vamos...

Peguei a Ellenzinha no colo e fomos para um quarto improvisado que a Emília estava com o pequeno Spencer.

- Emília! Estou feliz que esteja bem! - Falei.

- Que menino lindo o Spencer. - Oscar falou mas começou a chorar. - Desculpem! Eu tenho que sair!

- Osc... Oscar? O que foi? - Luana falou. - Oscar? 

- Luana, vem cá fora. Deixa a Sabrina e a Emília a sós com o Spencer... - Falei para ela.

Saímos do quartinho e eu tinha que explicar para a Luana que a melhor amiga dela havia morrido.

- Luana... eu não sei como te dizer isso e... - Ela me interrompeu.

- Fala logo, Leonardo! - Ela falou, bravamente.

- A Raissa... A Raissa morreu, Luana! - Falei chorando.

A Luana não tinha reação, ela pôs a mão na boca e sentou no chão chorando.

- NÃOOOOOOOO! - Ela gritou  AHHHHHHHHH!

- Raissa era nossa amiga, eu... eu sinto muito Luana... - Falei tentando acalmá-la, mas ela saiu correndo. - Lu... Luana volta aqui! - Resolvi deixá-la ir a sós e entrei no quarto.

Emília falou pra mim:

- Eu ouvi... você pode desabafar aqui... vocês dois! 

- Eu... ela estava viva na minha frente! Eu não pude fazer nada! Eu sou um médico horrível!

- Leonardo, você não é! Você salvou a Emília! Eu sei como se sente... a impotência... não poder fazer nada! Senti isso hoje... - Sabrina falou me consolando, mas ela também estava chorando

- Você me salvou, Léo. Ninguém mais me ajudaria ali! Só pensaria em fugir. Você é um herói. Você é um bom pai, um bom médico.

Eu não conseguia superar o que havia acontecido, mas o apoio das meninas me ajudou. Ellen me abraçou e eu comecei a me sentir melhor. Sentei no chão com Ellen e Sabrina e tentamos dormir. O próximo dia seria longo, e nós não estávamos preparados para ele. Só queríamos esquecer tudo. 

Eu vou sentir muita falta da Raissa... ela morrer na minha frente me deixou perturbado. Mas eu tinha que seguir. Eu tinha que ser forte e fazer o prometido: proteger Ellen Magali Rodriguez!




























Notas Finais


Um capítulo muito triste que deixou muita perda e mágoa para trás. Como Leonardo e seus amigos superarão? E Hélio? Fugiu da sua cela?


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