História Equilibrio - Capítulo 8


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Categorias Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Super Poderes, Violencia
Exibições 15
Palavras 2.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Violência
Avisos: Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nos últimos dias tenho pensando bastante no futuro de Equilíbrio.
Não consigo parar de imaginar variadas cenas tão lindas que nem sei como descrever.
Bem, irei dar um jeito.

Sejam bem vindos ao Equilíbrio...
Espero que gostem do capítulo de hoje,

Capítulo 8 - Primeiro contato


Fanfic / Fanfiction Equilibrio - Capítulo 8 - Primeiro contato

- Essa é nossa base em Tariel – Issac empurrava um portão de ferro pela lateral. - Sejam bem vindos!

O local era uma antiga oficina de carros que funcionava antes da queda da humanidade. Era alto e largo, bastante espaçoso, podendo abrigar dezenas de pessoas sem dificuldades. A base feita de concreto e partes metálicas dava firmeza na estrutura.

- Isso é bem grande – comentou Trevor bisbilhotando cada centímetro.

- A prova de tornados, raios e enchentes – comentou Issac pondo as mãos na cintura orgulhoso do seu trabalho. – Era aqui que eu trabalhava.

O grupo o encarou surpreso. Issac era um dos melhores mecânicos da cidade responsável por automóveis de pessoas importantes. Sempre se interessou por carros e amava quando ouvia o som do motor roncar. Era uma excitação para ele. O que deixava sua esposa muito irritada a ponto de deixa-lo dormir no sofá quando se esquecia dos jantares prometidos.

Mas agora a oficina estava praticamente vazia de carros. Muitos não funcionavam ou mesmo que usassem não tinham como se locomover pelas ruas. Estavam engarrafadas por causa dos civis que tentaram fugir, há um ano, o que deixou as estradas caóticas. Por sorte as grandes estradas ainda podiam ser usadas. Facilitando as viagens de uma cidade para outra.

- Vocês vão ficar com a gente, não é? – Issac se dirigia para o mais velho do grupo.

- Opa, isso não é comigo – disse Jonas. – Fale com a chefia ali – ele apontou para Alicia.

- Espera, ela é a líder de vocês?

- Algum problema com isso? – Alicia levantou a sobrancelha junto com um sorriso.

- Nenhum. Eu vi você em campo, garota. Foi incrível.

- Obrigada. Vocês também não são tão ruins – Ela se aproximava de uma mesa com destaque no centro da oficina. Vários papéis por cima uns dos outros. Estruturas de prédios e mapas da cidade. – Vocês se declaram Equilíbrio, não é? Eu não entendi muito bem. Podem me explicar?

- Podemos conversar sobre isso depois – Lucca se aproximava. – Hoje foi um dia e tanto. Somos humanos, precisamos descansar um pouco.

- Você está certo – concordou Issac. – Também estou com fome. Não consigo pensar com fome.

Quando o sangue esfriou da batalha anterior. O corpo começou a pesar de cansaço e fome. Além do cheiro de suor e sangue vindo deles.

- Eu preciso imediatamente de um banho – disse Bianca olhando para seu corpo encardido. – Querem vim? – ela olha para Alicia e Nina que hesitante aceitam o convite.

Trevor abriu um sorriso malicioso o que deixou Girotto bastante irritada o fuzilando com o olhar. Ela fechou a mão e depois moveu os dedos alertando o que iria fazer caso fizesse algo suspeito. Transforma-lo em migalhas. Scott ergueu as mãos em rendição não queria ser incinerado nem virar migalhas.

- Nós vamos depois das garotas – disse Issac.

- Para onde? – perguntou Trevor.

- Tomar banho é claro.

- Espera todos juntos?

- Qual o problema? É bem grande e cabe todo mundo – Ele abriu um sorriso. – E eu estou falando do banheiro.

Trevor arregalou os olhos assustado sobre o que sua mente fértil havia imaginado.

- Eu tenho que parar de pensar essas coisas - disse para si mesmo. – Com certeza tenho que parar.

Lucca abriu um sorriso enquanto ia de encontro a Leonel que observava os papéis sobre a mesa. O modo como estava concentrado lhe dava curiosidade.

- Gosta de mapas? – perguntou Lucca.

Bianucci levantou o olhar com um susto deixando alguns papeis cair no chão.

- Me desculpe, eu não queria derrubar – falou enquanto se abaixa para apanha-los.

- Não tudo bem. Cheguei de surpresa – Lucca o ajudava.

- Você perguntou algo? – Leonel colocava os papeis no lugar que estavam dando sua atenção para o garoto na sua frente.

- Se você gostava de mapas.

- Não muito – ele voltou o olhar para os papeis. – Meu pai queria que eu fosse engenheiro e até fiz curso para seguir a carreira. Mas no fim, acho que não deu muito certo – seu olhar era um pouco triste.

- O que houve? Não era a profissão que queria?

- Não é isso. Até que gostava. Estava até pensando em cursar arquitetura para ficar mais completo.

- E isso não é bom?

- Sim...mas, bem...meu pai não teve muita sorte sabe? Um pedaço de concreto caiu sobre ele quando estávamos fugindo logo após a chegada dos alados.

- Eu não queria te fazer lembrar tal coisa, me desculpe – Lucca colocava a mão no ombro de Leonel como conforto. – Então é por isso que não gosta da profissão?

- Ser engenheiro é de família.  – Bianucci abriu um sorriso forçado. – O pedaço de concentro veio de uma estrutura que ele havia supervisionado. A criação foi contra a criatura, irônico não?

Ficaram quietos por longos minutos. Lucca pensava em algo para dizer, mas não vinha nada em sua cabeça. E o silêncio de Leonel era inquietante. Jonas se aproximou e logo em seguida vinha Issac. Eles se entreolharam, mas não tinham muito que falar. A conversa principal só seria feita quando todos estivessem reunidos.

- Então – Issac quebrava o silêncio-, vou fazer sanduiche alguém quer?

Todos levantaram a mão.

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Bianca foi a primeira a se despir. Jogou as roupas sujas no chão do vestiário e entrou no banheiro. Seu corpo arranhado não mudava a estrutura bela de sua pele macia e lisa.

Alicia analisava o cômodo. Perguntava-se por que numa oficina tinha um vestiário com tantos armários, podia contar quinze só com o olhar. Cabia uma pessoa inteira ali dentro, era assustador a possibilidade de abrir algum e encontrar algum corpo falecido.

- É melhor que venham antes dos garotões ficarem impacientes – Bianca ia ao encontro das duas que ainda estavam vestidas. – Não precisam se preocupar, eu não mordo – deu um sorriso.

- Não é de você que me preocupo – disse Nina. – É exatamente esses garotões ai que me preocupam. Sabe temos um pervertido no grupo.

Alicia deu uma pequena risada. Mas no primeiro dia que encontram estranhos travarem uma batalha mortal e depois terem que se despir assim tão rápido é algo demorado para se consentir. Mesmo que tenham lutado juntos, ainda não podiam confiar neles.

- Como eu disse não se preocupe – Bianca levantou o olhar fazendo Nina se virar. – Ele irá nos proteger.

Deitado na porta do vestiário estava o lupino flamejante. Seu corpo parecia chamas que saiam de si como um espirito. Girotto se assustou ao vê-lo. Desde o momento que chegaram à oficina até segundos atrás não havia percebido ele.

- Esse seu...lobo – Alicia se aproximava para analisa-lo de perto. – O que é?

- Minha alma – Bianca respondeu causando um mistério em suas palavras. – Agora vamos logo que começou a esfriar.

Nina e Parker entreolharam-se. Talvez seja só cisma besta, deveriam aproveitar o momento de um banho. Quando poderiam fazer isso de novo? Precisavam relaxar um pouco. E os cheiros delas era horrível precisavam de uma limpeza urgente. Despiram-se e entraram no banheiro.

A enorme banheira que cabiam duas pessoas. Um chuveiro, um sanitário e um pequeno chuveiro de mão para tomar banho sentado. O que deixou Alicia mais surpresa ainda. Como tinham tudo aquilo? Perguntava-se.

- Ei, os corpos de vocês são mais esbeltos do que aparenta – Bianca as analisava de baixo para cima com um sorriso que deixou Nina constrangida. – Principalmente você garotinha do fogo, deves ser alguém “caliente”.

Nina Girotto ergueu a mão esquentando todo o banheiro transformando numa sauna. O vapor começava a subir.

- Eu estava brincando – Bianca tentava sair da banheira, mas seu corpo escorregou para dentro por causa do sabão. – A água tá esquentando... espera, era brincadeira.

Alicia deu uma gargalhada enquanto Nina aumentava pouco a temperatura da água fazendo uma sopa de Bianca.

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Todos estavam no escritório no andar acima da oficina. Da janela era possível ver a entrada e a mesa central com a papelada em cima. Depois de todos tomarem banho e dos homens se perguntarem por que Bianca estava com a pele avermelhada jantaram alguns sanduíches de ovos com bacon feitos por Issac e Lucca. Não era a jantar perfeita, mas era o que tinha.

- Como vocês possuem tudo isso? – Alicia foi direta na sua curiosidade. – O banheiro é sofisticado e ovos com bacon? Aonde conseguiram isso?

Issac deu uma última mordida no seu sanduiche final. Mas ele é um homem grande queria mais. Olhou para Alicia.

- Se não vai comer, eu como.

- Não é esse o assunto.

- Eu sei – deu um leve sorriso, mas decepcionado pela negação. Ele queria mesmo aquele sanduiche. – Estamos numa cidade, tudo o que você quiser tem em alguma loja por aí. Ah, e antes que fale os donos abandonaram suas lojas então não é roubo.

- Tudo bem – ela suspirou aliviada, poderia diminuir mais a preocupação. – Então quem são vocês e o que fazem aqui?

O grupo olhou para Issac que se espreguiçou pensando numa resposta objetiva e direta. Lucca e Bianca limpavam suas bocas com o guardanapo. O lobo dormia tranquilamente nos pés de sua companheira.

- Como eu disse antes somos Equilíbrio e estamos reconquistando as cidades caídas – seu tom era sério. Seu olhar confiante e penetrante que dava a firmeza para Alicia de que ele não estava mentindo.

- Reconquistando? – Parker estava sentada na outra ponta da mesa retangular ficando de frente para Issac, podendo trocar olhares. – Então vocês que são o grupo desconhecido que vem agindo em Gran Tierra.

- Você ouviu sobre nós? – Issac levou seu corpo mais pra frente apoiando seus cotovelos sobre a mesa.

- Sim. Uma das missões dos pacifistas é entrar em contato com vocês. E aqui estamos.

- E agora que nos encontrou – Bianca pegava a palavra pra si. – O que pretendem fazer? Nos recrutar?

- Exatamente – Alicia respondeu firme. – Em Daath vocês...

- Tá de brincadeira? – Bianca a interrompia abruptamente. – Você quer que entremos para o governo? – abriu um sorriso forçado.

- Qual o problema – intrometeu-se Trevor. – Juntos podemos trazer Gran Tierra para a humanidade e...

- Ou para Daath – ela encostou-se mais fundo na cadeira. – Eu não quero seguir um sistema ditador como antes.

- Daath não é um governo opressor. Ele nos acolheu e nos ajudou nos momentos mais dific...

- Transformaram vocês em soldados para lutarem numa guerra que eles sabem que não podiam vencer.

- Vocês são anarquistas? – Alicia recobrava a palavra. Impedindo dos ânimos se exaltarem.

- Não. Temos um rei...

- Ao mesmo tempo em que não temos – completou Lucca.

- O que quer dizer?

- Brayan é nosso líder – Explicava Lucca. – Nos o chamamos de rei mesmo que saibamos que ele não aprova muito. E como dizer...

- Ele não gosta e nem serve para reger um grupo – Issac o interrompia depois o olhou pedindo a palavra. – Bryan foi o primeiro a se rebelar e dominar seus poderes. Ele e seus irmãos criaram um equilíbrio salvando as pessoas que Daath abandonou...

- Espera ai – Alicia ergueu a voz. – Daath resgatou parte da população e os levou para um local seguro.

- Acredita nisso? Me pergunto quem foram os sortudos.

- Está insinuando algo, Issac?

- Ele está falando dos poderosos e seus familiares que foram resgatados primeiros – Jonas falava enquanto fazia um barquinho com seu guardanapo. – Você não acredita que eles deixariam os peixes grandes para trás, não é?

- Pelo jeito alguém do seu grupo tem os olhos abertos – comentou Issac.

- Sejam diretos, não tenho tempo para joguinhos – Alicia franziu as sobrancelhas irritadas.

- Então você não sabe como agi um governo? Isso é tão velho – Issac pôs a mãos nos olhos coçando-os. – Mundo novo, regras novas...

- Não é você quem decidi isso – insistiu Parker. – Sem um governo as pessoas ficam confusas.

- É por causa do governo que elas estão confusas!

Os dois se encaram ferozmente. Trevor fez um gesto para se levantar para defender sua amiga, mas Jonas acenou negativamente pedindo que não fizesse nada. No mesmo instante, Bianca acariciava seu lobo que havia despertado.

- Então você quer tacar o foda-se para o governo e deixar que cada um faça o que quiser? – Nina falava de modo sereno esperando a resposta.

- Claro que não – Issac baixava os ombros tentando relaxar. – Isso só geraria caos e não é nosso objetivo. Daremos equilíbrio à humanidade...

- E como pretendem fazer isso? – Trevor não aguentou ficar mais calado. – Igualdade para todos? Isso é utopia. Não passa de um sonho infantil.

- Ter poderes também era – Lucca o encarava. – Bryan e Adam farão os sonhos se tornarem realidade.

- Adam? – Alicia ficou curiosa. – Quem é esse?

- O braço direito de Bryan – Issac olhava para seu prato vazio pensativo. – Ele é o homem que conseguiu unir os Salvatore´s na mesma causa...

- E mais do que isso – Bianca levantou um sorriso simpático. Logo depois ergueu os olhos em direção aos pacifistas. – Ele é o humano mais forte de Gran Tierra.

Jonas fechou os olhos e suspirou consentindo como se já o conhecesse. O restante do grupo ficou incrédulo com tais palavras. Um ser mais forte, que tipo de poder ele tinha? Perguntavam-se.

- Qual o poder dele? – Alicia já havia se acalmado mais.

- Não sabemos – Issac respondeu tão rápido que a curiosidade de Alicia que ficou mais consistente. – É sério, não sabemos - A voz de Issac e os olhares de Bianca e Lucca mostravam sinceridade e desapontamento.

- E onde ele está agora? – Perguntou Trevor. – Esse tal de Adam.

- Ele está na capital Esperanza – respondeu Lucca. – Ou talvez em alguma missão.

Jonas olhou para Alicia que demostrava um olhar determinado. Abrindo um sorriso Miller se levantou da cadeira esticando as costas sentindo o prazer do sangue voltar a percorrer pelo seu corpo que começava a ficar dormente.

- O que está fazendo? – perguntou Leonel que quebrava seu silêncio.

- Está decidido... – Jonas estralava os dedos.

- Vamos para Esperanza – a voz de Alicia estava forte.


Notas Finais


Há quem diga que os curiosos morrem primeiro.
Há quem diga que aqueles que não têm esse dom de buscar respostas...
Já estão mortos.

No próximo capitulo: Terceiro Ato – Favores
Eles buscam esperança, mas se afogam em desespero.

Não perca o Equilíbrio até o próximo capítulo.


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