História Era dos Piratas Vermelhos - Capítulo 8


Escrita por: ~, ~Kenny_Wolf e ~Caos12345

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ecchi, Horror, Interativas, Magia, Mistério, Misticismo, Piratas, Suícidio, Super Power, Super Sentai, Survival, Suspense, Tortura
Visualizações 13
Palavras 1.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drabble, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Steampunk, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Kenny: Atrasado pakas, eu sei, mas isso se deve ao fato de que, por motivos pessoais, essa não foi minha melhor semana.

Desde já, aviso que algumas coisas de seus personagens podem mudar a partir de que eu escrevo sobre eles. Digo isso por ter mudado algo nesse cap.

Esse é maiorzinho pra compensar.
(^-^)

Capítulo 8 - Drake e Julliet


Fanfic / Fanfiction Era dos Piratas Vermelhos - Capítulo 8 - Drake e Julliet

Wexford é uma cidade pequena, porém muito atrativa, com bares, salões de festas, e estalagens por toda parte. Lá não há muita criminalidade e é uma cidade muito calma e pacífica.

 Ao lado de um desses bares jazia um homem embriagado, de cabeça baixa com uma garrafa de vinho bordô em sua mão direita _ garrafa essa, havia sido roubada da adega do bar ao lado, ele era um bêbado, mas tinha bom gosto _  enquanto se apoiava na parede da casa ao lado com a esquerda. Seus punhos estavam sangrando, lutou com uma gangue madrugada a dentro e não dormira um minuto sequer nos últimos dias. Ele sente suas pernas ficarem bambas, seus olhos piscam lentamente, o cansaço parece finalmente lhe alcançar. Ele larga a garrafa no chão, fazendo-a trincar. Ele caiu em cima do líquido que escorria pelas rachaduras na garrafa. Sua ultima visão antes de desmaiar por completo foram um par de botas femininas a sua frente.

 
 No porto, Mateus amarrava o barco, enquanto Kurou descia do mesmo. Leika ficaria em repouso no lugar, enquanto vigiava Jack. O barbudo por sua vez, não havia dado uma palavra desde o ocorrido com Kurou. 

 O moreno estava inquieto, Mateus sabia que Erick era um assunto delicado para seu companheiro. A última vez que os dois se viram foi em um trabalho do antigo grupo de Kurou, em uma ocasião nem um pouco agradável.

- Vamos? - O capitão perguntou.

- Sim. - Kurou concordou com a cabeça sem se virar. 

 Os dois, andaram em direção a rua principal. Os bares, as lojas e as casas tinham cores quentes, sendo elas variações de amarelo, vermelho. As pessoas andavam pelas calçadas, fazendo uma sinfonia de passos calmos, ou, pelo menos, era isso que Kurou ouvia. Estava imerso em seus pensamentos, sonhando acordado com seu passado. As memórias daquele dia eram confusas para ele. Sabia que, em parte, isso graças à Erick, mas ainda era estranho não se lembrar dos rostos em sua mente. Ele podia ouvir os gritos e o som de espadas se chocando, as ameaças de morte, os gritos de Erick dizendo para fugirem. Sim, aquela batalha podia não estar completa em sua mente, mas ele sabia que havia sido a mais sangrenta em que ele já lutara.

- Kurou. - Mateus o chamou. - Olhe isso. - Indagou ao apontar para um papel na parede de um bar.

- "Robert Drake, procurado, vivo. Recompensa de dois mil dobrões de prata." - O moreno repetiu as palavras escritas no papel, encarando o retrato do sujeito em questão. Um homem careca com cicatrizes na cabeça e uma barba que envolvia os lábios e queixo. - Esse é o cara? - Perguntou.

 O capitão concordou com a cabeça, e continuou a andar. Passaram pela rua principal, indo em direção aos lugares menos favorecidos da cidade. Se ele era um foragido, esse era o melhor lugar para se esconder.

 Apesar de não ser tão bonita quanto o centro, as regiões mais pobres do lugar não chegavam a ser um lugar ruim de se viver. As casas estavam em perfeito estado, porém eram quase todas cinzentas, com poucas janelas.

 Mateus olhou para o céu encarando as nuvens cinzentas que se formavam. O vento frio o fez encolher suas mãos nas mangas da camisa. Ele estava prestes a dar mais um passo pela rua, quando sentiu-se ser empurrado para o lado. Ele girou o corpo no ar, a tempo de ver uma foice negra fincada no lugar onde estava. Kurou tomou distância, sacando uma das espadas em suas costas. A lâmina brilhante da claymore cintilou na luz que passava por entre as nuvens.

- Mas que merda?! - Gritou Mateus, ao ver uma figura, coberta por um manto cinza, deitada sobre o cabo inclinado da foice.

- Heya! - A figura cumprimentou, com uma voz feminina. - Não é comum esse lugar receber visitas de pessoas como vocês. - Disse levantando o capuz, revelando seu rosto pálido e seus cabelos vermelhos brilhantes. - O que querem aqui? - Seu olhar era sério. Suas orbs verdes recaíram sobre Kurou, analisando-o. 

- Somos corsários. Estamos atrás de uma pessoa. - Disse o moreno. - Que ótima recepção a sua. - O ar pesou ao redor do pirata, conforme ele soltava pedaços de sua aura azul escura pelo ar. O fino sereno que se formava começava, se tornar neve antes de cair no chão.

 A ruiva se sentiu animada pelo convite claro para lutar. Mas se manteve quieta, ainda deitada com as mãos atrás da cabeça. Um sorriso surgiu em seu lábios claros. Ela encarou Mateus, menos séria, tentando comparar  as forças dos dois.

- E quem seria essa pessoa? - Seu sorriso aumentou.

 Ela já sabe, Kurou sorriu com o pensamento, "aposto que não somos os primeiros a vir atrás do Drake". A intenção assassina que era emitida pela garota fazia com que Kurou liberasse ainda mais sua aura.

- Robert Drake. - As palavras do moreno saíram de sua boca, ao mesmo tempo que as espadas da ruiva saíram das bainhas.

 O chiado das lâminas cortando o vento gélido antes de se chocarem, fez com que Mateus desse um salto para trás. O vento frio tempesteou ao redor dos dois, levantando os cabelos da garota. Uma aura avermelhada explodia de suas mãos, encobrindo o começo dos punhos das espadas. O moreno não fazia esforço para parar o golpe, apenas mantinha a mesma força em seu braço.

- Kurou, você?-

- Ela iria atacar de qualquer jeito. - Respondeu antes que seu capitão terminasse. - Você é o que? - O moreno perguntou para a ruiva, movendo o braço para cima, afastando-a. - Uma guarda-costas? Não, deixa pra lá, não importa. - Completou sacando a outra espada, um pouco maior que a primeira.

- Tirou as palavras da minha boca. - Disse avançando com as duas espadas em um golpe pela direita.

 Kurou bloqueou o golpe com a espada maior, sendo empurrado com força para o lado contrário. "Ela é forte", pensou. Firmando os pés, ele girou o corpo, desferindo um golpe em horizontal na altura da coxa da ruiva.

 Quando pensou que iria atingi-la, ela simplesmente desapareceu, o surpreendendo quando sentiu o ar se mover atrás de si. Mas era tarde demais. O moreno sentiu uma dor fina se manifestar em suas costas. A garota de pé atrás o moreno havia desferido um golpe em diagonal, do ombro até a base do dorso.

- Droga, errei. Era pra ter sido mais fundo. - Ela reclamava, com uma voz infantil enquanto se preparava para aplicar outro golpe.

 Porém foi impedida ao receber uma rasteira, caindo no chão. Logo Kurou estava acima dela, prensando-a com a perna em seu peito.

- Esse era meu melhor sobretudo. - Sibilou. Enquanto a encarava frio.

 O moreno aumentou a pressão que fazia com o pé, fazendo com que a garota ficasse sem ar. Guardou uma de suas espadas e indagou:

- Nós não estamos aqui pra matar ninguém. - Disse aliviando um pouco a força, mas expandindo sua aura, para manter a sensação de asfixia. - Então pode ser uma boa menina e nos dizer onde o Drake está?

 Um frio em sua espinha lhe alertou tarde demais junto da voz firme vinda de suas costas.

- Atrás de você.

 Kurou sentiu uma dor gritante na lateral de seu estomago, antes de ser arremessado longe. Uma nuvem de poeira foi levantada com a quantidade de ar que o golpe movera. O pirata levantou e encarou a sombra alta encoberta pela poeira, enquanto cuspia o sangue em sua boca. 

- Que saco! - Dizia sacando a segunda espada novamente. - Você é bem fortinho, não? - Desdenhou, com um sorriso prepotente no rosto.

 A pessoa que o atacou agora estava visível. Um homem musculoso, de pele morena e cabeça careca o encarava um tanto surpreso. Seus antebraços e seu busto nu estavam coberto de faixas brancas, sujas de sangue, bem como seus punhos. Usava uma larga calça de couro marrom e estava descalço. Sua cabeça possuía algumas cicatrizes, e seu rosto uma barba curta, que ia até o queixo.

- Como você ainda está consciente? - Questionou com uma sobrancelha erguida.

 Kurou pareceu não entender a pergunta por um momento, ficando com uma cara de paisagem enquanto o careca o encarava, mas logo o sorriso prepotente voltou a seus lábios.

- Ah, entendi. Você não percebeu. - Fez uma curta pausa antes de continuar. - Olhe para o seu punho.

 Ele o obedeceu, encontrando pequenas cascatas de gelo cobrindo parte das faixas, enquanto se despedaçavam pelo vento. Depois encarou o abdomen de Kurou que também possuía alguns pedaços de gelo. Estes, porém, eram maiores.

 Ele amorteceu o impacto com o gelo?

- Eu tenho uma proposta para lhe fazer, Senhor Drake. - Kurou Falou, voltando a ter o tom de voz sério.

- Pelo jeito que atacou minha colega, você não parece ter vindo em paz. - A dizer isso, seus músculos foram tencionados, e pequenos raios começaram a sair de seus punhos fechados. - Mas estou ouvindo.

 O pirata de sobretudo guiou seu olhar para onde, antes, estava Mateus, não vendo nada. Buscou-o com o olhar, o encontrando mais afastado enquanto "descansava os olhos" _ como costumava dizer _ encostado em uma parede. Soltou um suspiro longo, enquanto guardava as espadas.

- Eu e meu capitão, Mateus. - Apontou brevemente para Mateus, enquanto sua sobrancelha tremia de raiva. - Estamos atrás de você, pois achamos que poderia ser um membro importante para a tripulação. Sua amiga parecia ser um empecilho, então eu achei que seria melhor nocautea-la. 

- Esperem! - A ruiva disse se levantando. - Você disse Mateus? Como Mateus Drako? - Seus olhos tinham um brilho esperançoso.

Deus, que não seja outra amiga de infância, os pensamentos de Kurou eram cômicos, ao contrário de seu rosto sério.

- Sim. - O moreno respondeu, engolindo um pouco de saliva.

 Ela apertou o cabo da foice _ que ainda estava fincada no chão _ entre os dedos indicador, polegar e médio, fazendo-a se quebrar em vários pedaços antes de desaparecer no ar.

- Não precisa se preocupar Rob. - Ela disse batendo de leve no braço do mais alto. - Eles não são ruins.

 Drake alternou seu olhar entre os outros três e soltou um suspiro enquanto cruzava os braços.

- Bom, se a pirralha diz, acho que isso pode ser bom. Eu estava procurando um jeito de sair da cidade de qualquer forma. - Estendeu o braço para Kurou. - Aceito sua proposta, se ela for junto é claro.

 O pirata pensou por alguns segundos, mas se aproximou e apertou a mão de Drake.

- Certo. Será um prazer... Drake. A propósito, eu sou Kurou. - Ele se virou e andou até seu capitão expandindo sua aura com violência. - Mateus, acorde ou vou te chutar, preguiçoso!

- Você já terminou? - Perguntou se espreguiçando. - Achei que iria demorar mais. - Ele se levantou, batendo a poeira em suas roupas. Encarando a ruiva, ele perguntou. - O que aconteceu? Achei que ia matar ela.

- Ela vem também. - Respondeu, já andando em direção ao porto.

- Sério? Qual o seu nome garota? - Perguntou desinteressado

- Julliet, Julliet Badger, já nos conhecemos Mateus.

- Ah, claro. - A falta de interesse de Mateus fez com que a ruiva ficasse parada no lugar. O castanho andou até seu subordinado e sussurrou para ele. - Kurou, eu realmente não me lembro dela.

- Apenas vamos logo. - Resmungou. - Temos um trabalho para fazer.

 Os piratas partiram para o porto, onde esperariam seus novos companheiros. Porém uma duvida ficara na mente de Drake. Kurou? Da onde conheço esse nome?

 

 

 

 

Robert Drake
Pirata Vermelho.
Habilidade: O Rugido dos Céus.
Descrição: Possui uma grande potência elétrica em seus braços.

Julliet Badger
Pirata Vermelha
Habilidade: Dark Reaper
Pode se teleportar para qualquer lugar que sua foice tenha cortado.


Notas Finais


Escrito por: @Kenny_Wolf


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