História Era uma vez? - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Cinderella, Drama, Era Uma Vez, Romance
Exibições 4
Palavras 2.410
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prefácio.


Fanfic / Fanfiction Era uma vez? - Capítulo 1 - Prefácio.

Prefácio - Vida longa à rainha. 

 

Era uma vez…

Que jeito mais clichê de começar uma história, não é mesmo?

Vamos tentar novamente.

Há algum tempo atrás, existia um grande reino chamado Myrtilis, que era governado pelo rei Noah.

Noah era adorado por todo o reino, pois foi através de seu legado que a fome e miséria se extinguiram. É claro que existiam pessoas pobres, mas não miseráveis.

O rei tinha dois filhos, Joseph e Clark. Apesar de tratar ambos da mesma maneira, era clara a preferência não só do rei, mas também da rainha, ao filho mais velho que seria o herdeiro do trono por direito, Joseph.

Percebendo que o irmão era o filho favorito e não se conformando com a fato de não herdar a coroa, Clark cresceu amargurado e revoltado, causando desgosto aos pais.

Com a morte do rei Noah, Clark declarou guerra ao irmão, impedindo que ele fosse coroado. Se Joseph ganhasse a guerra, o irmão seria banido para sempre do reino, se Clark vencesse, o reino seria divido em Myrtilis do Norte e Myrtilis do Sul.

Foram sete longos anos de lutas e perdas humanas na sangrenta guerra entre os irmãos, mas por fim, Joseph venceu e pegou o que lhe era de direito desde o nascimento: sua coroa. Seu primeiro decreto como rei de Myrtilis foi o banimento de seu irmão do reino o qual governava. Revoltado por ter de abandonar sua terra natal e perder a coroa, Clark segue para as terras que ficavam ao sul de Myrtilis e lá forma seu próprio reino: Aquino.

Anos e anos se passaram, e a popularidade do rei Joseph só aumentava. Era frequentemente comparado ao seu pai, o que para ele era um elogio. Mas, mesmo com toda a felicidade que os céus lhe concederam, ele se sentia vazio, incompleto.

E foi na tarde de seu trigésimo aniversário que sua vida mudou completamente. Durante uma cavalgada sem compromisso pela floresta que cercava o reino, Joseph ouviu um grito.

— SOCORRO!

Joseph soltou as rédeas do cavalo e desejou que as patas do animal pegassem fogo para que ele corresse o mais rápido que pudesse e ele conseguisse salvar a pessoa que se encontrava em perigo. Foi quando ele se deparou com uma camponesa, montada em um cavalo desgovernado. Ele se apressou e conseguiu alcançar a jovem.

— Me dê a mão! - ele gritou, estendendo a mão para a menina.

— Não vou me soltar daqui. - a menina disse, de olhos fechados.

— Se você não soltar, nunca irá se salvar. Sem o peso do seu corpo, talvez o cavalo se acalme. Vamos, me dê a mão!

A menina abriu os olhos e o encarou. Joseph sentiu seu coração acelerar ao encarar seus lindos e profundos olhos azuis. Ao perceber que o cavalo estava indo em direção a um tronco de árvore, a jovem percebeu que não tinha alternativa a não ser confiar no estranho cavalheiro do cavalo ao lado, e então, fechou os olhos e segurou a mão do rapaz, que imediatamente a puxou para o seu cavalo.

— Estou viva? - ela perguntou, quase num sussurro, ao abrir os olhos e perceber que estava sã e salva no cavalo do rapaz misterioso.

— Eu disse que você deveria confiar em mim. - Joseph respondeu, com um sorriso pretensioso, após segurar as rédeas e fazer com que o cavalo parasse.

— Obrigada, senhor.

— É sempre um prazer sair pela floresta salvando donzelas em perigo. - Ele disse e em seguida, saltou do cavalo e estendeu a mão para que a jovem descesse.

— Então quer dizer que o senhor é metido a herói? - ela perguntou, sorridente ao descer do cavalo.

Foi então que Joseph percebeu que a moça não fazia ideia de quem ele era.

— Posso não ser um herói sempre, mas hoje eu fui o seu herói. - respondeu sorridente.

— Certamente foi. Agradecimentos jamais serão suficientes, eu realmente não sei o que fazer para lhe agradecer por ter salvo a minha vida…

— Que tal me acompanhar em uma bebida na taverna?

A menina pareceu surpresa mas em seguida soltou um sorriso:

— Tudo bem, é o mínimo que eu posso fazer depois de tudo.

— Ainda bem que você aceitou de bom grado, pensei que teria usar o meu charme de herói pra te conquistar… - ele brincou e arrancou uma gargalhada espontânea da camponesa.

— Eu sou o Joseph. - ele acrescentou.

— O mesmo nome do rei. Prazer, eu sou Joan. - ela estendeu a mão, sorridente.

— É um prazer te conhecer, Joan. - ele disse, se curvando e beijando a mão da jovem.

— Você é bem formal, não é mesmo? Vamos, não precisa de tudo isso. Vamos logo para a Taverna, eu não tenho o dia todo, ainda preciso pegar lenha para minha mãe.

Ela saiu na frente e foi seguida por Joseph, ainda esbabacado pela beleza e espontaneidade da moça.

Passaram uma tarde adorável na Taverna, mais conversando do que bebendo, até que Joseph tomou coragem e contou quem realmente era para a jovem menina, que a princípio se assustou e levantou-se para se curvar para a Majestade, mas ele conseguiu contê-la. E ali foi o início do amor dos dois.

A princípio, o relacionamento foi um escândalo por todo o reino. Logo, Joan precisou se mudar pois em sua vila só falavam sobre o fato dela ser a “futura rainha” e ela já não se sentia mais à vontade para conversar com as pessoas que conhecia desde o nascimento e vê-las se curvando e a chamando de “vossa alteza”. Já Joseph, arrumou uma encrenca e tanto com seu conselheiro, que planejava casá-lo com a princesa do reino vizinho, a fim de almejar a união dos dois reinos. Mas o rei estava decidido. E foi assim que o rei Joseph fez de uma plebeia, sua rainha.

O casamento foi um grande evento, talvez o maior de todos os tempos no reino de Myrtilis. Não somente porque o rei estava finalmente se casando, mas pelo fato do casamento não ser forjado e principalmente, pelo fato da futura rainha ser uma simples camponesa que, por obra do acaso, se é que ele existe, foi salva pelo rei enquanto cavalgava desgovernadamente.

Quando as enormes portas da Catedral do reino se abriram e Joseph pôs os olhos em sua futura mulher, lágrimas de felicidade escorreram de seus olhos. Joan estava esplêndida, parecia um anjo. Vestida de branco, com os cabelos longos e marrons presos em um coque alto, segurando um buquê de rosas vermelhas.

Assim que foram declarados marido e mulher, saíram da catedral, passando debaixo de todas as espadas que os guardas levantaram formando um túnel e então se dirigiram até a Carruagem Real, que os levaria para o Castelo para a realização da coroação da rainha, e foram seguidos por todos os súditos que aguardavam o fim da cerimônia do lado de fora da catedral.

Ao chegarem no Castelo, a futura rainha foi separada de seu marido e levada para a sala de vestimentas, pois teria de trocar o traje e vestir pela primeira vez seu vestido de rainha. Arrancaram todas as camadas das saias do vestido de noiva, o espartilho branco e então as criadas começaram a vesti-la com o traje de cor azul-celeste, tal qual a bandeira do reino.

Todos estavam ansiosos pelo momento em que a futura rainha adentraria o salão do castelo, o único lugar o qual o povo têm acesso, para que a coroação começasse.

Logo, Joan adentrou o salão. A sala que antes estava barulhenta, terminou em silêncio assim que notaram sua presença. As trombetas foram tocadas e então anunciaram sua entrada.

Ela seguiu até a frente do trono do grande salão, onde seu marido já estava sentado, usando sua coroa enorme e vermelha. Logo, apareceu o arcebispo e lhe deu a mão para a ajudar a subir até o trono. Seu marido em um súbito levantou-se de seu trono e foi para o lado de sua mulher, segurando a sua mão.

O arcebispo estalou os dedos e então surgiu um criado trazendo nos braços uma almofada de tecido azul com bordas douradas e em cima dela estava uma coroa de ouro maciço e reluzente. Ao ver a coroa de perto, Joan se assustou, olhou para o marido que, percebendo a aflição da esposa, segurou mais forte sua mão. A futura rainha deu uma última olhada para o marido e então soltou-se dele e seguiu até o centro da sala, onde tinha um genuflexório, e se ajoelhou, como se fosse fazer uma oração, de modo que ela ficou de frente para o público e de costas para o trono. Então o arcebispo jogou em cima de Joan um manto vermelho e pediu para que outra criada entrasse na sala, trazendo uma haste dourada nas mãos.

Ele pegou a haste dourada e estendeu para Joan, que a segurou com a mão esquerda e em seguida, virou-se e pegou em cima da mesa que representava a religiosidade, um cetro com uma cruz, que ela segurou com a mão direita. Então, ele pediu para que o criado que segurava a coroa se aproximasse. Pegou a coroa e então perguntou:

— Você promete ser fiel à coroa e ser submissa de seu marido, o rei Joseph de Myrtilis?

— Sim. - a voz da futura rainha soou um pouco trêmula.

Então, o arcebispo, cuidadosamente, finalmente colocou a coroa em sua cabeça. Imediatamente, a banda real começou a tocar o hino do reino e a agora rainha, levantou-se e encarou seus mais novos súditos. Assim que o hino terminou, o arcebispo declarou:

— Apresentando, sua majestade, a rainha Joan do reino de Myrtilis.

Apesar de sentir que não se encaixava muito bem no papel de rainha, Joan passou a ser querida por todo o reino. Aparentemente, todo aquele sacrifício era válido para que ela pudesse viver uma vida feliz ao lado do homem que amava.

Ela foi responsável por dar vida ao castelo. Mandou que abrissem todas as janelas, ficava encarregada da limpeza de algumas janelas, mandou que trouxessem vários animais de fazenda para seu castelo, assim ela não se sentiria tão longe da realidade na qual cresceu. Cuidar dos animais era algo extraordinário, sem seu ponto de vista.

Anos e anos se passaram, Myrtilis entrou em guerra com um reino da região norte e Joseph já não passava tanto tempo com ela. Apesar de estar lotada de criados que ela gostava de chamar de amigos, ela se sentia sozinha. Percebeu que ainda não tinha conseguido dar ao seu amado esposo um herdeiro para o trono e que isso talvez fosse a razão para que ela se sentisse tão incompleta: a ausência de um filho.

Joan resolveu, em segredo, surpreender o marido e engravidar, mas depois da quinta tentativa fracassar, ela percebeu que tinha algo estranho. Em anos ela não conseguira engravidar e estava tão feliz ao lado do marido que não havia notado isso. Foi quando ela resolveu pedir a ajuda de Joseph.

A princípio, os dois resolveram procurar a ajudar do conselheiro real, que os aconselhou a procurar uma curandeira para que ela desse um jeito na situação. Assim foi feito, mas não houve mudanças. Então, ao perceberem que talvez a situação fosse mais grave do que imaginavam, buscaram a ajuda de um profissional, e o médico lhes garantiu que Joan era fértil e estava em plena condição de conceber. Mas nada parecia dar certo.

E então Joan desistiu. Ela já tinha tudo o que precisava, se Deus por algum motivo queria privá-la do privilégio de ser mãe, de gerar um ser, de dar ao marido um herdeiro para o trono, ela tinha de aceitar. Ela era rainha, tinha ao seu lado um homem compreensivo e amoroso e o amor de vários súditos, o que mais ela poderia desejar?

E foi então que, inesperadamente, aconteceu. Joan sentiu-se enjoada e teve uma queda brusca de pressão no dia em que seu marido partiria novamente para a guerra. Assustado, pediu que a criadagem chamasse o médico de confiança da família real, e foi quando receberam as boas novas: a rainha finalmente estava grávida. Um novo herdeiro viria ao mundo em breve.

Nove meses se passaram correndo. A guerra terminara finalmente e Joseph estava feliz, não só por ter vencido e conquistado um território, mas por estar em casa e acompanhar de perto o final da gravidez da esposa.

Então, numa madrugada fria e silenciosa, um grito despertou o castelo: A rainha estava entrando em trabalho de parto.

A melhor parteira do reino foi recrutada para a missão de trazer ao mundo o novo herdeiro de Myrtilis e o médico real já estava à disposição da rainha. O rei ficou ao lado da esposa durante o parto, segurando-lhe a mão. Depois de algumas longas horas de gritos e muita dor, um choro invadiu o quarto. Aliviada por se livrar da dor, a rainha se joga para trás, encostando no travesseiro, enquanto uma lágrima de emoção escapa de seus olhos.

— Feliz por finalmente ter um herdeiro? - ela pergunta ao marido, sentindo-se vitoriosa.

— Mais feliz impossível! - ele responde e em seguida deposita um beijo na testa da esposa.

— Desculpe-me a intromissão, majestades, mas acho que os senhores querem dizer a herdeira, não?

O rei e a rainha se entreolham.

— É uma menina, uma linda princesinha. - a parteira diz, enrolando o bebê, ainda sujo de sangue, e o entregando nas mãos do pai.

Para surpresa de Joan, o marido não pareceu triste com a notícia. Pelo contrário. Os olhos brilhavam enquanto ele olhava para a criança.

— Uma menina. Minha linda princesinha. - ele dizia, embalando a criança.

Joan passou longos segundos encarando a linda cena, mas interrompeu o primeiro momento de pai e filha:

— Joseph, querido, será que eu poderia segurar nossa princesa em meus braços pela primeira vez?

E foi só nesse momento que Joseph percebeu que já estava há um bom tempo com a menina nos braços, impedindo a interação entre mãe e filha. Então, ele sorriu e colocou nos braços da esposa a pequena princesa, que ainda estava chorando. Assim que a criança foi envolvida pelos braços da mãe, o choro cessou. Joan não conseguiu conter a emoção e chorou.

— Ela parou de chorar no meu colo, ela sabe que sou sua mãe.

— É claro que ela sabe, majestade. Se me permite perguntar, qual será o nome da alteza?

Joan lançou um olhar ao marido que estava estupefato, encarando a filha. E então respondeu:

— Ella, o nome da minha filha será Ella.

 

 



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