História Era Uma Vez - Capítulo 2


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags A Bela, A Fera, Justin Bieber, Releitura, Terror
Visualizações 58
Palavras 1.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá olá.

➡ Meu Deus. Obrigada pelos 60 favoritos e por todos os comentários. Fiquei muito feliz e satisfeita sz
➡ Capítulo escrito,betado e agora, postado pelo celular. Desculpem por qualquer erro na escrita e formatação.
➡ BC pela docinho da Yas, inclusive, olhem o do capítulo anterior também. Tá tudo lindo demais!!!

Julia me pressionou pra caramba pra um capítulo novo, então aqui está.

Boa leitura!

Capítulo 2 - 01.Há algo muito errado em Sky Hills;


Fanfic / Fanfiction Era Uma Vez - Capítulo 2 - 01.Há algo muito errado em Sky Hills;

Era Uma Vez

Exatamente às duas e quarenta e cinco, Bieber adentrou o estabelecimento.O aroma do café destacou-se em suas narinas congestionadas pelo cheiro de fumaça e balas de menta. Tossiu. Estava quinze minutos atrasado. Se tivesse sorte, a garota sequer teria estado ali ainda, e chegaria cinco minutos depois, estando vinte minutos atrasada. Nada de desculpas, então. Estariam quites. E ainda por cima, poderia usar a típica frase de um cafajeste preparado, como: “toda a espera valeu a pena”. Sempre funcionava.

Sentou-se. Os olhos percorreram o cardápio monótono, prendendo-se a possibilidade de pedir o mesmo de todas as outras vezes. Torta e qualquer coisa com cafeína. Não que houvessem muitas opções de combinações ideais, tudo se tratava de massa e uma bebida quente. Se quisesse algo mais forte, teria de pedir uma água com limão. Um pouco de sal, quem sabe. As opções eram extremamente semelhantes às de sua festa de 17 anos, quando sua mãe proibiu álcool. Desistiu, dando-se por vencido pela sobriedade.

Como o esperado, cinco minutos se passaram antes que a estrutura feminina ultrapassasse a porta de entrada. Justin observou-a, satisfeito. Logo em seguida, sendo fisgado pelo par de íris escuras. Ela acenou antes de começar a caminhar em sua direção. Olharam-se e sorriram.

— Me desculpe pelo atraso. —A morena se pronunciou.— Já pediu alguma coisa?

— Hum, ainda não. Esse lugar tem ótimos pedidos. —Mentiu descaradamente. Não queria parecer um crítico, mesmo que fosse, na maior parte de seu tempo.

— Para uma festa de aniversário de oito anos, talvez. —Amélia riu.— Não vai me dizer que a espera valeu a pena? —Inclinou-se sobre a mesa, retirando os resquícios de cinzas outrora presas ao sobretudo que Bieber vestia.

— Eu não diria isso. —Sorriu, quase transmitindo convicção.

— Quinze minutos atrasado, policial. —Afirmou. Debochada, ele pensou.

— Cientista. —Corrigiu.— E como sabe?

— Eu cheguei na hora. Vi quando você  chegou, estava bem do outro lado da rua. —Encarando o próprio reflexo no porta guardanapos, deslizou os dedos sobre uma mecha do cabelo liso. Prepotente, lançou uma piscadela à figura masculina.— Estou decepcionada, esperava por um canalha um pouco mais profissional.

Ficaram em silêncio por alguns minutos. Então, riram. Todo o desconforto aparentemente criado ao redor da situação, fora destruído, deixando-os oficialmente, dentro de um encontro. Algo mais honesto do que o esperado, Justin teria de admitir. Ergueu as mãos em rendição, sorrindo para a mais jovem.

— Touché.

— Por um momento pensei que estaria em um episódio de catfish, sabe? Cientistas deveriam ser velhos gordos, e não rostinhos de uma propaganda de perfume masculino! —Ela disse, parecendo indignada. Porém ambos sabiam que não se passava de uma dose de sarcasmo.— E você é um fumante. —Constatou.

— Primeiramente, estou ofendido com sua visão sobre meus colegas obesos e inteligentes. —Ergueu o dedo indicador. Pareceu pensar.— O que é Catfish?

— Um programa de TV. —Deu de ombros.

— Sobre cientistas gordos? —Perguntou. Ela riu.— Não me mostraram isso durante a faculdade. Que emboscada! —Sorriu.— Algum problema com cigarros, senhorita?

— Não. Essa coisa de acabar com os pulmões é tão sexy, de uma forma errada. —Os olhos reviraram-se. Ela estalou a língua no céu da boca.— Terei que me confessar com um padre depois disso.

— Não sou um viciado. Minha profissão é estressante o bastante para tornar um cigarro atraente. —Explicou. As bochechas ergueram-se em um ato involuntário, puxando os lábios em mais um de seus sorrisos.— A necessidade de me suicidar pouco a pouco é muito incontrolável. Mas não irei me confessar por causa disso, sinto muito.

— Deus não te perdoará por seus pecados.

— Isso seria um problema se eu acreditasse nele.

— Ateu. —Acusou-o. O tom de divertimento preso em suas cordas vocais.

— Agnóstico.

— Do que você não gosta, além de Jesus Cristo? —Conteve um riso.

— Desse lugar. —Admitiu.— E eu não tenho absolutamente nada contra aquele que sapateou sobre um riacho. Isso me pareceu imensamente como blasfêmia, me desculpe por isso também.

Amélia riu. Em um impulso se levantou, arrumando a barra do casaco cinza. Bieber acompanhou-a quando esta deixou o local, em total silêncio.

Do lado de fora, sentiu o ar gélido tocar novamente suas bochechas. Tremeu. Conteve a vontade de cruzar os braços, em uma tentativa de aquecimento.

Sky Hills parecia fria como nunca. Os trezentos e sessenta e cinco dias do ano eram divididos em duas partes, e a “era do gelo”, como havia apelidado, estava longe de ser a fase predileta de Bieber.

— Quer? —Movendo-se preguiçosamente, a morena lhe ofereceu um dos chicletes do estoque pessoal que havia em sua bolsa. Morango, de praxe. O loiro aceitou, recolhendo o doce para si. Em um instante, riram novamente.— É um encontro bem peculiar. —Atirou-se sobre o banco de madeira.— Tenho alguns amendoins também.

— Nenhuma vela aromatizante?

— Deixei na outra bolsa. —Choramingou em falso. Ele gargalhou.

— Acho que deveríamos começar de novo. —Sugeriu.— Sou Justin.

— Amélia. —Ela se apresentou, amistosa.— Você esteve em algum comercial de perfume masculino?

Novamente, olharam-se. Sorriram.

 

[...]

Segunda-feira

John apressou-se, indo na direção do rapaz que havia acabado de chegar. As olheiras profundas, lábios ressecados e terno amarrotado. Bieber conteve uma piada sobre bêbados que viria a calhar à aparência em questão. Apenas cumprimentou-o, com o mínimo de palavras que obteve. O mais velho não parecia muito receptivo no momento.

Abaixou-se, contendo o peso do corpo nas pontas dos pés. Pegou uma amostra, guardando-a em seguida. Tentou formar uma teoria que explicasse o acontecimento das noites anteriores, e também dessa. Engoliu em seco, frustrado.

— Nenhuma testemunha?

— Uma. —John respondeu.— A mulher disse que era uma pessoa, e não um animal selvagem. Andava sobre duas pernas, como você já havia dito.

— Nenhuma descrição do rosto ou de qualquer característica do suspeito?

— Nada. Apenas alguém anônimo vestindo um capuz. —Suspirou, derrotado.— Creio que ela possa ter imaginado um capuz, em pânico. Ainda pode ser um animal. Não sabemos.

— Até ontem você acreditava que fosse o irmão urso, e agora quer me fazer acreditar que a chapeuzinho vermelho é um psicopata? —Debochou.— Ou quem sabe, seja o arqueiro verde. —Massageou as pálpebras, resmungando.— As pessoas estão morrendo, e vocês querem mesmo inventar teorias sobre como a Disney está se tornando perigosa? Já ouviram falar sobre assassinos em série? Norman Bates? Algo real?

— É Sky Hills, a única coisa perigosa aqui são os impostos.

— Bom, não mais. —Cuspiu as palavras.— Eu faço meu trabalho e você não tenta me convencer que um leopardo se equilibrou em duas pernas e atravessou a rua, certo?

Bufou. Em passos ágeis e impacientes, caminhou até o corpo coberto pelo saco plástico. Olhou para os lados, finalmente erguendo um pouco do material que impedia que tivesse a visão do cadáver.

Prendeu a respiração. Não cheirava nada bem. A imagem também não era uma das melhores. Estava horrorizado, todavia manteve-se inexpressivo. Umedeceu os lábios, sorrindo de forma esnobe para o detetive que havia o seguido.

— São marcas de dentes. —Se levantou. Justin retirou as luvas descartáveis, colocando-as em seu bolso.— Isso é canibalismo, meu amigo.

— Um humano não conseguiria perfurar uma pele dessa maneira.

— Na verdade, é possível. —Assobiou.— Estamos lidando com Hannibal Lecter.  

Girou os calcanhares, se movendo no sentido oposto. Parou. Virou-se por um momento.

— Eu recomendaria um toque de recolher, mas vocês não me ouviriam,de qualquer maneira. —Revirou os olhos.— Sou apenas um cientista. —Sorriu.— E é por isso que estou dizendo. Há algo muito errado em Sky Hills.


Notas Finais


Eai?
Capítulo chatinho e parado também porque sim. Precisava introduzir a Amélia sem muita enrolação, afinal, ela e o Justin são os protagonistas.

Espero que tenham gostado, deixem as opiniões aqui nos comentários, se possível.

Beijão e até sz


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