História Era uma vez amor - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~misswusck

Postado
Categorias David Luiz
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, David Luiz, Drama, Família, Futebol!, Londres, Paris, Psg, Relacionamentos, Romance, Thiago Silva
Exibições 156
Palavras 6.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alô, alô! Você sabe quem sou eu?
Eu mesma, a autora desnaturada e desaparecida do site!
Tudo bom, gente? Eu volteeei, mas eu nunca fui. Não pretendia tirar essas férias, rs.
Lá embaixo eu explico mais, ok?
Espero que gostem desse capítulo. Pessoalmente falando, foi bastante difícil escrevê-lo.
Beijos!!!

Só para lembrar... No último capítulo, Sofia voltou para Londres e reencontrou o irmão da Charlotte, Daniel, enquanto David procurou por Daphne. Agora vamos ao que interessa! Hahaha!

Capítulo 8 - Capítulo VIII - Todos os lados.


Fanfic / Fanfiction Era uma vez amor - Capítulo 8 - Capítulo VIII - Todos os lados.

O frio de Paris é rigoroso, mas não me impede de fazer uma caminhada. Há dias busco um tempo livre pra dedicar a mim mesma e finalmente consegui me esquivar da rotina. Meu sobretudo, luvas, touca e protetores auriculares me aquecem o suficiente, embora o vento gélido sopre em meu rosto e me arrepie por inteiro.

Penso e repenso nos últimos meses e em como tudo ficou de cabeça para baixo desde o momento em que o conheci. Aprecio a beleza da torre Eiffel tão grande e majestosa à minha frente. Anos e anos se passam e estar aqui ainda é o meu lugar favorito para qualquer ocasião.

Tenho os meus vinte e nove anos e, claro, já tive namorados, já tive paixonites e nunca perdi o meu controle. Não sei se já amei antes, não sei se só me encantei e o efeito passou, eu só sei que nunca deixei de agir conforme meus princípios por causa de quem quer que fosse. Sempre me pus em primeiro lugar e isso soa até um pouco individual - e é -, mas, por outro lado, eu nunca faria com os outros o que eu não gostaria que fizessem comigo. Eu me tornei, mesmo que por um breve período, o alguém que em hipótese alguma eu me permitiria ser.

Olhando agora para o meu passado, sinto orgulho de quem eu era. E o que sou não me faz a pior pessoa do mundo, só me faz ré confessa de um julgamento pessoal que eu poderia ter evitado. Eu poderia ter evitado se ele não tivesse aparecido. Mas era ele. Que justificativa eu poderia apresentar diante de algo tão alastrante?

Eu não suporto a ideia de estar errada. Eu errei e eu queria odiá-lo por isso, mas, às vezes, eu me odeio por não me arrepender de ter sido com ele. Ninguém me forçou a nada. Não queria, mas quis muito. Eu tentei não querer e continuava querendo. Eu cedi uma única vez para nunca mais - era o que eu achava. Então, veio mais uma vez e eu pensei que já estava indo longe demais. Quando houve a terceira, eu optei pelo ponto final. Estava me sentindo bem por ter os meus sentimentos correspondidos e me sentindo mal para continuar com aquilo - que nem nome tinha e que parecia tão certo se ele e eu não estivéssemos errados de todas as formas.

No fundo, eu queria que fôssemos amigos, pelo menos. É irreversível se desintoxicar de David Luiz. Eu queria que nada pudesse ultrapassar uma forte amizade, porém a paixão vibra e não me deixa esquecer o quanto eu o desejo como homem e de como eu me sentia quando só existíamos nós dois, mesmo que fosse apenas pra conversar sobre o destino ter planos diferentes dos nossos e nada do que planejamos fazer o mesmo sentido que faz a interferência de uma força maior. 

Nesses dias de distância, impostos por mim, eu descobri que eu o amo além do que eu achei possível. Não é amor quando se quer ver a pessoa feliz, mesmo não sendo com você? Eu acho que sim. Isso me dói, porque eu não queria perdê-lo nem fazer com que nós nos percamos. Eu fui o pivô dos seus desvios de conduta e vice-versa. Meu Deus, o quão horrível isso pode ser? David tem uma família e eu não quero destroçar - mais ainda - o coração de outra mulher e de uma criança, que com certeza o amam mais do que eu posso imaginar, mais do que eu teria capacidade e muito mais do que algumas conversas e situações podem despertar. Ou não! Ou não é preciso muito para se amar alguém... Só é preciso reconhecer no outro o que você mais admira. Tão imediata e rápida fora minha constatação: não seria possível sair ilesa. Acertei e me acertaram... Todos fomos atingidos. Eu precisava parar e eu parei; ele, não. É desse jeito que tenho levado a vida adiante nas últimas semanas; ele não entende e insiste, o que me instiga a ficar sensível diante do que eu sinto. Machuca, e ainda machuca menos do que deixá-lo se aproximar. Eu quase cedo de novo, mas, no último surto do que resta da minha consciência, finjo que não sinto mais nada e o ignoro. Não posso conviver com a meia felicidade, pois nunca estaria plenamente em paz por saber que, de certo modo, eu o tirei de onde ele não teria saído se não tivéssemos nos aprofundado no que aconteceu. Acredite, não é fácil resistir e muito menos desistir de alguém que te completa e que você sabe que se torna incompleto quando te preenche. Nosso encontro foi um desencontro, mais do que nunca eu tenho essa certeza. Eu não posso viver perdida e eu preciso perdê-lo para me encontrar de novo.

 

Minha intenção jamais foi fazer mal a quem quer que fosse. Na verdade, minha missão no mundo é tentar curar o mal que habita o corpo. E foi desse jeito tão inusitado e bonito que, de certa forma, eu o reconheci. Talvez seja por esse motivo que eu não consegui não me viciar no seu magnetismo. Poderia ter sido coisa de um simples esbarrão, desses que a gente dá por aí e cruza olhares sem saber o nome da outra pessoa, mas sentindo algo esquisito por ela... Poderia ter sido somente isso se eu não tivesse que lidar com sua presença constante desde aquele instante. Eu não tinha como saber e descobri da pior-melhor maneira: me apaixonando, acima de tudo, pelo que seu coração carrega quando ele, aos poucos, me carregou junto consigo também.

 

***

 

David Luiz e Sofia estavam em Paris havia apenas pouco menos de um mês. Já haviam escolhido e comprado uma casa na semana em que se mudaram. Eles abriram mão de parte de suas férias no Brasil para se adaptarem à cidade francesa com a filha. Com certeza, a pequena seria a mais afetada com a mudança de idioma. Quanto mais cedo lidando com a novidade, mais fácil era para se acostumar. Apesar de ter sido matriculada em uma escola brasileira, Nina ficaria um pouco confusa e os dois também, porque ambos não sabiam o mínimo da língua francesa.

David encontrava-se em um período de renovação. Após uma lesão grave que o tirou da Copa do Mundo, em 2014, e o manteve fora dos gramados por muitos meses, seu futebol não parecia mais o mesmo. As críticas constantes, apesar do apoio da torcida blue, o faziam refletir sobre sua atuação, seu verdadeiro valor e o respeito com quem o acompanhava e ainda acreditava no seu potencial - esquecido pela mídia massacrante, pelo professor do clube no qual trabalhava e pela comissão técnica da Seleção Brasileira. O jogador passou cinco anos e meio no Chelsea até decidir migrar para o campeonato francês com uma proposta altíssima e um planejamento excelente. Era a hora de recomeçar e ele faria de tudo para corresponder às expectativas, principalmente para ter chances de voltar a vestir a camisa amarela que tanto amava. 

Sofia mantinha-se preocupada com o estado psicológico do marido. A ansiedade e o medo de David eram notórios e ele se sentia inseguro. Ela não podia fazer muito a não ser demonstrar crença no talento do zagueiro - que, por sinal, a mulher sempre acreditou que se saía muito melhor como volante.

David rapidamente encontrara brasileiros conhecidos e desconhecidos pela cidade e se tornou amigos deles. Além de Thiago Silva, Eduardo, Gustavo e Danilo já residiam por lá e ajudaram-no com a comunicação e a adaptação. Os três faziam parte de um clube de futsal da segunda divisão que estava crescendo cada vez mais. Embora fossem jogadores, cada um tinha uma profissão à parte.

Sofia mantinha-se trabalhando numa editora independente, a Bloomsbury Publishing PLC, que tornara-se notavelmente famosa pelo sucesso da franquia de bruxinhos escrita por JK Rowling. O acordado entre a empresa e a funcionária fora manter-se trabalhando em sua casa, com o comparecimento obrigatório em lançamentos e eventos sobre a literatura pela Inglaterra - o que ocorria poucas vezes em semanas. Tendo que parar suas atividades do período acadêmico na metade do curso - por conta de sua gravidez -, a mulher decidira que retornaria à conclusão dos estudos após sua filha ter, no mínimo, cinco anos. Ela queria dar o máximo de atenção para a pequena, que já não teria muito tempo com o pai por conta da profissão que ele tinha. A tradutora sabia da importância de ter pais atentos, pois os seus foram exemplares nesse quesito. Por serem mais velhos e vividos, souberam criá-la para ser uma mulher forte, independente e de conceitos sociais e familiares muito bem resolvidos. Vinda de uma família pequena e harmoniosa, Sofia sabia que ser presente na vida da filha era essencial. Ela também sabia o quão difícil era ter que dividir a atenção de David com o esporte, apesar de ter conhecido o marido dessa maneira. Ainda assim, o jogador não poderia ser plenamente feliz sem continuar exercendo sua função - não importava se estava numa boa ou má fase -, então a esposa lhe dava todo o suporte nessa carreira de altos e baixos que ele havia escolhido desde pequeno e era o seu verdadeiro sonho realizado.

 

Depois que tudo parecia organizado enquanto ainda não era apresentado oficialmente ao mais novo clube que defenderia, o Paris Saint-Germain, David combinou com os três amigos de infância de irem a um hospital visitar crianças e adolescentes enfermos. Essa era uma atividade em que ele preferia não incluir Sofia e Nina. Os pais de Nina, pouco antes de se mudarem da capital inglesa, haviam tido uma experiência daquelas e Sofia ficou extremamente abalada. David lidava melhor com o tipo de situação, afinal, era algo recorrente em seus planos pessoais. Ele não queria sentir dor ao vê-los, mas, justamente, amenizar a dor de todos os envolvidos, nem que fosse com um gesto simples de dar atenção a quem se encontrava lutando pela vida de forma tão grandiosa, fazendo-o refletir sobre a sua própria vida e tudo o que era importante à parte da riqueza material e do deslumbre.

 

A doutora Daphne estava concentrada analisando alguns exames quando uma enfermeira bateu na porta de sua sala e a despertou:

- Entre. - respondeu ainda focada em suas análises.

- Doutora, hoje é dia de visita e venho lembrar que a senhorita estará responsável pela ala. A doutora Jeanne pediu para lhe avisar.

- É verdade. Já estou indo. Obrigada, Marie.

- Com licença. - a enfermeira saiu, deixando a médica novamente sozinha.

 

A francesa, natural da cidade de Lyon, morava em Paris desde os dezessete anos por conta dos estudos de medicina. Daphne Chermont era só uma menina com o sonho de cuidar e curar as pessoas. Seu pai, com quem ela tinha uma forte ligação, era um empresário muito rico, mas, mesmo com todos os recursos, acabou sendo vítima fatal de um câncer agressivo. Sua mãe mal se importava com outras coisas que não fossem viagens e troca de namorados. Por conta disso, Daphne sempre se sentiu livre para fazer o que bem quisesse. A oncologista-pediatra estava prestes a finalizar sua segunda especialização - em pediatria. Além de trabalhar no Instituto Gustave Roussy, uma instituição privada especializada em oncologia, ela fazia residência em Cochin, uma unidade hospitalar-escolar pública.

 

O ambiente parecia menos triste todas as vezes em que ocorriam visitas forasteiras. Ao adentrar o espaço, Daphne se deparou com os visitantes conversando com as crianças em uma mistura de francês e português - já que um deles não falava a língua local e os outros tinham que traduzir. A enfermeira que os acompanhou se juntou à médica, que sorria com a naturalidade dos quatro homens interagindo com os seus pacientes.

- Eu nunca vi Calyssa tão alegre. - comentou a assistente sobre uma das crianças mais especiais que já haviam passado por ali.

- Nem eu, Marie. - a médica relatou enquanto assistia David abaixar sua cabeça para Calyssa bagunçar seu cabelo volumoso. Os outros três distribuíam brinquedos e risadas pela sala com as demais crianças e adolescentes e o lugar parecia mais iluminado do que já fora visto antes.

 

Daphne tinha a breve noção de que David Luiz era um jogador famoso que agora trabalharia na França. Não tinha tempo para mais detalhes sobre esportes ou qualquer outro assunto irrelevante, sua profissão e estudos a ocupavam até demais.

Distraída com Isaac, que gostava de lhe cantar músicas e era mais um dos pequenos falantes que a adoravam, a médica não viu quando Calyssa se aproximou e trouxe David, pela mão, até onde ela e o menino estavam.

- Oi, médica linda modelo! - animada, a garotinha acenou freneticamente com a mão livre, ainda segurando uma das mãos do jogador que apenas se encantava com sua delicadeza.

Calyssa tinha uma aparência frágil e parecia debilitada pela falta de cabelos e magreza excessiva. Seu sorriso era vívido e expressivo, embora falho pela troca de dentes. Ela era comunicativa e cativante, mesmo nas condições em que sua saúde se encontrava cada vez mais escassa.

- Oi, Caly. Como você está se sentindo hoje, anjinho? - A mais velha dobrou as pernas para ficar na altura da criança. 

- Estou muito contente! Eu quero falar uma coisa, vem cá. - a pequena garota, muito esperta e espevitada para os seus sete anos, se pronunciou e fez um sinal com a mão, chamando-a para mais perto. Soltou David e disse: - Você acha ele bonito e legal? - perguntou e apontou para o mais alto, que se encontrava em seu lado e continuava assistindo a interação das duas com um olhar admirado. Daphne se surpreendeu e ficou absolutamente sem graça com a inocência de uma pergunta tão constrangedora, olhou para cima com as sobrancelhas franzidas e encarou David por breves segundos. Ele mantinha sua cara de paisagem, o que denotava que não entendia nada do que elas falavam. Mesmo hesitante, a loira respondeu:

- Sim, eu acho. Por que, princesa? - sorriu.

- Então você podia casar com ele, por favor? Aí ele ia vir aqui todos os dias para brincar com gente, que nem você! - David não sabia do que se tratava enquanto Daphne, um pouco mais relaxada, soltou uma singela gargalhada. Ele deduziu que fosse algo engraçado, porém ainda tinha um ponto de interrogação na testa.

- O que ela falou, cara? - indagou mais baixo a Gustavo, que estava próximo e tinha escutado tudo, dando-lhe dois tapinhas com o dorso da mão. Daphne e Calyssa mantinham-se conversando e falando uma no ouvido da outra, como se trocassem confissões sigilosas. A menina parecia falar de David, porque os seus olhares sempre se voltavam para ele, como se ele não pudesse saber sobre um segredo que o envolvia. A médica prestava atenção em qualquer ponto aleatório do lugar, menos no visitante ilustre.

- Pelo que eu entendi, ela disse pra você se casar com a doutora. - o mais alto respondeu.

- Só isso? Parece que falou cem frases diferentes. Tô vendo que aprender francês vai ser bem difícil... - pensou.

- Por quê?

- Porque, mano, tem que fazer biquinho pra pronunciar quase todas as palavras!

- Como se você não gostasse dessas viadagens... 

- Cala a boca, mané! Fora que são todas estranhamente engraçadas e comprometedoras... Le lulu, le cu, sei lá! Cê gosta, é? Hmmm, nunca me enganou!

- Ah, para, moleque ferro! – ele riu – Francês não é tão difícil, vai. E, sim, ela falou mais coisa, mas tu nem deixou eu terminar de falar, caramba! Fica todo apressado e curioso, pô!

- Traduz logo o que ela disse, ô minhoca. -  David inquiriu. - Elas estão falando de mim, e eu só queria entender o que tanto falam.

- Tá certo, garanhão. A bonitinha também disse que era pra você vir aqui visitá-las todos os dias e que você é bonito e legal. A doutora concordou com a última parte.

David gargalhou ao entender por que Daphne estava tão vermelha e já não o encarava quando falava com a menina.

- Fazer o que se eu sou bonito e legal? Se elas disseram, eu não vou negar. - fez sua melhor cara de convencido.

- Deixa a Sofia saber disso... - Gustavo brincou. 

- Eu tenho certeza que ela concordaria com as duas. - David concluiu com um sorrisinho cínico e fez o amigo menear a cabeça e revirar os olhos, fingindo tédio.

- Ei, vocês dois! Vamos brincar de batata quente. Topam? - Danilo estava em meio às outras crianças e chamou a atenção dos amigos, que prontamente aceitaram. Calyssa bateu palminhas e se juntou aos amiguinhos no momento em que o brasileiro traduziu a frase anterior para o idioma local. Daphne e Marie acabaram por entrar na brincadeira também e a tarde se seguiu divertida até o horário de visitas se encerrar.

 

 

Sete dias se passaram e a apresentação ao Paris Saint Germain ocorreria dentro de uma semana. David parecia mais aliviado e também ansioso agora que estava adaptando-se à sua nova vida. Sofia e Nina também pareciam mais familiarizadas com a cidade, mas ambas foram à Inglaterra graças à editora e aproveitaram a estadia para visitar Charlotte e Rodrigo, enquanto o jogador decidiu ficar e sair com os novos e os velhos amigos. O boliche estava animado, pois ninguém tinha hora para ir embora. Todos combinaram de voltar, no outro dia, ao instituto de oncologia para uma nova visita. David havia tido uma ideia incrível e precisava da ajuda de alguém.

 

Estava tudo bem, exceto com Daphne. Sua mãe, por anos distante, resolveu aparecer para reclamar o carinho e a atenção da filha. Bateu em sua porta e contou lamúrias sobre arrependimento. Sua cabeça girava em pensamentos mistos de rancor e da falta de ter uma figura materna. Lembrou-se de seu pai, da saudade que ele lhe deixara e de como tudo seria diferente se ele ainda estivesse vivo. Sentia-se sozinha, mesmo tendo amigas, e não era nesse sentido que se incomodava com a solidão. Já havia anos desde que teve um namoro sério, não conseguia se relacionar por um longo período por não ter como ser atenciosa com outras pessoas que não fossem seus pacientes.

 

No dia seguinte, lá estava o batalhão de brasileiros. Daphne reconheceu alguns deles antes mesmo de adentrarem os corredores do hospital. Ainda na recepção, ela conseguiu identificar David facilmente. Foi ele quem lhe fez abrir um sorriso largo e sincero, vindo em sua direção juntamente com Danilo.

 

- Oi, doutora! Se lembra de nós? - David perguntou em inglês. Da primeira e única vez que se viram, os dois se cumprimentaram rapidamente e descobriram que conseguiam falar um idioma em comum.

- Claro que sim, David! Que alegria tê-los por aqui novamente.

- Muito obrigado! Estamos felizes de estar aqui. Mas eu quero conversar com você, será que pode me ceder um pouco do seu tempo? Se eu não for atrapalhar, é claro. - o cabeludo falou. 

- Imagina! Tem que ser agora? 

- Pode ser agora ou quando estivermos indo embora.

- Então na hora do encerramento eu os levo até minha sala.

- Não, eu não vou. Só ele. - Danilo explicou.

- Tudo bem, vamos ver nossas crianças?

- Vamos! - os dois responderam e a acompanharam.

 

O dia foi alegre e agradável mais uma vez. No fim, David quis conversar com Daphne sobre um evento que gostaria de promover; uma festa com temática livre apenas para divertir os pacientes, tal como se promove na ação social que leva seu nome e seus pais cuidam carinhosamente no Brasil. Daphne se encantou com a ideia, mas pareceu receosa de início pelas regras do hospital.

 

- É por isso que venho te pedir ajuda para a permissão da diretoria do hospital. - ele concluiu. Os dois se encontravam sozinhos na pequena sala da médica.

- Não sei... Eu posso tentar, só não posso garantir.

- Tentar já é uma grande ajuda. - sorriu satisfeito.

- Espero conseguir. Me dá só uma semana ou duas. - ela lhe pediu.

- Você vai. Eu confio em você, doutora.

- Não precisa me chamar de doutora, me faz parecer tão... séria. Pode me chamar de Daphne.

- Ok, doutora Daphne. - ele travou os lábios num bico e arregalou os olhos, fazendo uma careta indefinida, porém engraçada.

- Lá vamos nós de novo... - ela sorriu e abaixou a cabeça.

- Estou brincando, Daphne.

- Agora sim. - ambos sorriram.

- Foi um prazer conversar com a senhorita. 

- O prazer foi meu, ainda mais com a pauta tão maravilhosa. - ela retribuiu.

- Que bom. Nos vemos em breve?

- Claro! – ela enfatizou.

- Anota meu número para você me avisar caso consiga a resposta antes. – ele pediu.

- Aqui. - tirou o aparelho celular da gaveta de sua mesa e desbloqueou - pode anotar você mesmo.

David assentiu e tomou o aparelho de suas mãos, discando os números para guardar seu contato na agenda da médica, devolvendo-lhe o celular logo em seguida.

- Acordo feito, doutora Daphne? - perguntou ao se por de pé para sair. Daphne entendeu que o assunto se encerraria e também se levantou.

- Sem o doutora, sim... Acordo feito. - ela estendeu sua mão e os dois se cumprimentaram. Os olhares se cruzaram e sorriam junto com as bocas. Era um caminho sem volta para o que estava fadado. Daphne talvez intuísse a grande prova que teria pela frente ao primeiro toque; David sequer entenderia o que viria a acontecer.

 

Assim foi feito. Daphne e David se falaram por dias apenas sobre isso. Insistentemente, ele lhe perguntara todas as vezes sobre uma resposta positiva. Ela, por sua vez, lhe explicava que ainda não havia tido tempo porque estudava e trabalhava em outro hospital. Mas ele nunca desistiu ou a fez esquecer. Entre conversas paralelas e assuntos mais pessoais, David descobriu que Daphne era uma mulher excepcional e que tinha planos e sonhos de ser voluntária em outros países com menos recursos.

O jogador se saiu muito bem em sua estreia pelo novo clube. Sofia e Nina o assistiram na tribuna. Belle, junto com os filhos, comentava sobre a vida e sobre a partida com sua mais nova amiga. As duas já se conheciam e só agora se aproximaram, porque não mantinham muito contato.

 

Ao pegar seu celular em mãos, depois do jogo e já em casa, David recebeu a tão aguardada mensagem de Daphne com uma notícia que o fez ficar mais feliz ainda.

 

- Que tanto você sorri pra esse celular, amor? Você mal conversa comigo. Quero falar sobre hoje. – Sofia lhe perguntou e depois reclamou. Os dois já se encontravam deitados para dormir.

- Recebi uma notícia boa.

- E eu posso saber qual notícia é essa?

- Claro... que não. – riu. – Tô brincando, é óbvio que vou te contar.

- Então conta, estou esperando. – ela cruzou os braços.

- Tá bravinha, tá? – ele largou o celular na mesinha de cabeceira e se direcionou à Sofia, que fingia estar chateada.

- Você não me dá atenção, tá cheio de segredinhos e não larga esse celular mais. – ela dizia enquanto ele dava beijos no seu rosto.

- Ciumenta – e deu mais um beijo no nariz – para de ser – e mais outro beijo no canto da boca – tão ciumenta – e beijou-lhe o queixo. Sofia sabia qual era a intenção dele, mas entrou no seu joguinho.

- Por que você se desviou na melhor parte?

- Porque quero te irritar.

- Quanto amor, né?

- Amor demais. Tanto amor... – ele tentou beijá-la finalmente, mas ela desviou e sorriu, fazendo-o sorrir também.

- Você acha? A conversa de antes tava tão boa. E aí, vai me contar o motivo do seu sorrisão?

- Eu consegui autorização para fazer tipo uma ação social no hospital de oncologia. Não é bem uma ação, é só um evento pra animá-los. Lembra que te falei?

- Claro que sim, amor! Que maravilhoso! – Sofia o abraçou.

- Eu quero que você vá. Você e a Nina.

- Não sei, David... Eu não me sinto bem. Não é que eu tenha pena, você sabe que não, é só que...

- Shhh! – ele lhe deu um selinho segurando o rosto da mulher – Não pense assim. – os dois se olhavam nos olhos com a luz do abajur iluminando o quarto escuro. - Eu sei o que você sente, eu também sinto. Mas é tão incrível a força que eles têm. Vamos comigo, amor? Por favor. Eu sei que você vai adorar.

- Tudo bem, eu confio em você, então eu vou.

- Eba! – ele a beijou novamente enquanto ela só sorria da sua comemoração infantil.

- Vamos dormir agora? Você deve estar cansado...

- Dormir? Cansado? Eu tenho energia sobrando pra ser gasta com você.

- Hoje realmente merece... – ela retrucou enquanto David já se encontrava por cima de seu corpo, com a cabeça entre seu ombro e seu pescoço, onde distribuía carinhos.

- A propósito, parabéns de novo, boleirão.

- Obrigado, torcedora número três. Só falta fazer o gol. – sussurrou no ouvido dela e deu uma risadinha rouca.

- Acho que não sou capaz e não quero defender minha área. – respondia um pouco mais ofegante enquanto também soltava risadinhas e ele já explorava a região de sua barriga ao levantar sua camisola de seda.

- Eu gosto exatamente assim. – a olhou com intensidade e prosseguiu, fazendo Sofia se sentir amada de todas as formas com o poder que só ele tinha e que ela não sabia, mas, para ele, era ela quem provocava.

 

(...)

 

A festinha ocorreu dois dias depois porque David só teria treinos pela manhã naquela semana e jogos na semana conseguinte. Com todas as restrições de alimentação e barulho, Daphne ajudou a organizar tudo o que podia. Sofia compareceu e levou a filha também. Todos curtiram o momento de descontração e David apresentou sua família para a doutora, que se encantou com Nina. Calyssa, por quem David tinha grande carinho, se encontrava cada vez mais debilitada e já não conseguia andar, mas recebeu mimos de todos. O sucesso do evento agradou quem passava por ali e a diretoria do instituto, também presente, concedeu o aval para mais ocasiões como aquela ocorrerem sempre que ele quisesse.

 

Os agradecimentos do jogador à Daphne foram muitos e ambos se tornaram amigos, principalmente pelas visitas frequentes que ele fazia ao hospital. A intimidade que ambos criaram não tinha maldade ou desrespeito, mas Daphne já sentia algo indecifrável e confuso. David não dizia, porém se preocupava e sentia saudades da presença da loira quando não conseguia vê-la ou conversar com ela. Numa das recorrentes visitas, Calyssa já estava desenganada e dormia profundamente por causa dos remédios. Quem a acompanhava, infelizmente, só esperava pela hora do seu descanso. Ele notou o estado de Daphne e a chamou para tomar um café no momento de sua pausa.

 

- Eu sei que não deveria, mas me sinto inútil quando isso acontece. – tentando não chorar, ela lhe explicava sobre a parte difícil de sua profissão.

- Daphne, você não pode se culpar. É Deus quem decide quem permanece aqui e quem vai. Eu também queria poder fazer mais, só que não depende de mim. Você fez tudo o que podia ser feito. Você sempre faz.

- Não, eu não faço. O meu pai me deixou por causa dessa maldita doença, a minha mãe me deixou porque eu nunca fui importante para ela. E quem confia e gosta de mim Deus quer levar sempre? Eu sei que não deveria, mas me envolvo emocionalmente com cada um. É inevitável, David. Quando um deles volta pra casa, eu me sinto incrível. Quando um deles perde a batalha diante dos meus olhos, eu me sinto culpada.

- Ei, não pense assim; não é assim que as coisas acontecem. Tenho certeza que todas as pessoas que te conheceram, seja como doutora ou como pessoa, guardam ótimas lembranças de você. Eu sei do que falo, eu te conheço das duas formas. Você é incrível. Eu sou seu fã. – ele sorriu segurando as mãos dela e a fez sorrir, mesmo com os resquícios de lágrimas em seus olhos.

Após soltar um longo suspiro e perceber que as mãos de ambos ainda estavam próximas, Daphne se distanciou e um silêncio incômodo se instaurou por breves segundos.

- Eu não sei se devo te contar, mas faz tempo que não tenho um amigo e...

- Você deve. – ele a interrompeu - Seja lá o que for, você pode contar comigo.

- Muito obrigada. Você me faz muito bem e eu aprecio cada gesto.

- É sempre bom ajudar os amigos.

- Você foi visitar os pequenos e eu que pareço uma criança carente aqui. – ela sorriu sem graça.

- É, pelo tamanho até que parece uma criança, sim. – Daphne soltou uma risada sincera e David se sentiu satisfeito por conseguir essa reação da mulher à sua frente.

- A minha mãe e eu, bem... A gente já não se fala há muito tempo, mas ela tem me procurado há semanas. Eu não sei o que fazer, eu não consigo evitar sentir mágoa. Ela me abandonou no momento que mais precisei e eu tinha só doze anos. Eu prometi a mim mesma que seria oncologista para não deixar ninguém sentir a dor que eu senti, mas me apaixonei pela área pediátrica e me especializei.

- Notei. – ele disse e a fez sorrir de novo.

David observava todos os traços do rosto de Daphne e prestava atenção em cada palavra sua como se não houvesse mais ninguém por perto. Seu celular vibrou em seu bolso e o tirou de sua bolha imaginária; era Sofia. Não querendo que Daphne se esquivasse do assunto que ele via que a incomodava, o deixando preocupado, desligou o aparelho antes mesmo de atender o telefonema. Depois explicaria à esposa o que estava acontecendo.

- Que horas são? – ela perguntou ao vê-lo olhar para baixo.

- São quase sete.

- Eu já te incomodei demais, meu Deus! E também tenho que voltar, estou de plantão.

- Você não me incomoda. Mas se tem que voltar ao trabalho, eu te levo até lá e a gente continua nossa conversa em outro dia. Ainda quero saber sobre sua mãe, também tenho algumas coisas pra te dizer.

- Não sei o que fiz para merecer alguém como você. – Daphne disse e arregalou os olhos. – Quer dizer, você é um ótimo amigo. Muito obrigada.

David disfarçou a tensão que sentiu ao ouvir aquilo, mas somente sorriu em retribuição. Ele pagou a conta e a levou até o hospital, que não era muito longe dali.

 

Pensando na aproximação dos dois, Daphne agora se dividia entre sua mãe, sua paciente e ele. Por um lado, era reconfortante saber que alguém se importava com ela e que esse alguém era muito querido. Pelo outro, era um labirinto de emoções no qual ela não podia entrar... E já havia entrado.

 

O jogador e a médica sofreram muito com a partida de Calyssa pelo grande apego que tinham com a menina. Um tentava consolar o outro porque, afinal, ela foi a primeira conexão entre eles e cada um nutria um carinho especial pela criança.

David dedicou um dos seus jogos à pequena. Sofia, sabendo de toda a história, se compadecia da dor que ela sabia que ele estava sentindo.

 

Depois de três breves meses, Daphne e David pareciam amigos de longa data. Eles se viam uma vez por semana. Ambos sabiam que a relação deles já estava diferente, só que ninguém admitia. Nunca deixavam nada acontecer. Ele, por fidelidade; ela, por consideração à família dele. Em casa, ele já não conseguia tratar Sofia como antes e ela sofria calada. David, mesmo sabendo, também sofria à sua maneira, porque não conseguia reverter a situação na qual se enfiou sem nem perceber. E Daphne, arrumando um jeito de não estragar nada entre ela e David, conheceu um médico com o qual estava se envolvendo intensamente, imaginando que sua única saída era se apaixonar por outra pessoa, sem que o jogador soubesse.

 

- Você já falou com sua mãe? – David encontrava-se sentado no sofá do pequeno apartamento da médica. Ela suspirou e ele entendeu a resposta. – Deveria.

Ele decidiu visitá-la em seu raro momento de folga de hospitais e estudos.

- Eu não consigo, David, você sabe. – ela sentou no sofá ao lado com um balde de pipoca em mãos.

- Você consegue, eu sei. – ele se esticou para pegar um pouco de pipoca.

- Não é tão fácil. – Daphne mirou o teto.

- Eu não disse que é. – disse mastigando.

- Não depende de mim...

- Depende unicamente de você. – ele já havia terminado de comer, se levantou, tirou o balde das mãos dela e pôs na mesa de centro da sala, se sentando de frente para ela com uma das pernas dobradas e apoiadas no sofá - Eu já briguei com minha mãe muitas vezes porque eu e ela somos muito parecidos. Uma vez, ela me disse coisas que eu guardei por semanas e não nos falamos mais. Ela adoeceu e estava internada lá no Brasil e eu jogando uma das competições mais importantes da Europa. Não consegui fazer uma boa partida devido à minha preocupação com ela. As piores coisas se passaram na minha cabeça e eu só queria estar com ela naquele momento, foi horrível. Na primeira oportunidade que tive, eu a abracei e prometi que palavras ou desentendimentos jamais seriam maiores do que o meu amor e minha gratidão. Choramos abraçados por vários minutos. Ninguém é capaz de substituí-la e eu não podia ficar guardando aquilo se eu nunca sei quando não a terei mais. Sei que a situação com sua mãe nem se compara, mas já se imaginou sem ela? Se ela voltou e insiste em se aproximar, acredite, é para algo bom. As pessoas têm direito a uma segunda chance. Não prive vocês duas disso. Tenta, Daphne. Você precisa tentar. A vida de vocês como mãe e filha pode começar agora. O que importa é vocês estarem juntas, porque uma só tem a outra e vocês são únicas.

Àquela altura, a loira já chorava e recebeu um abraço do amigo. Ele a incentivou a telefonar para dona Aimée, que apareceu cerca de meia hora depois. David foi embora e as deixou conversando, mas não sem antes ver a emoção nos olhos de Daphne por querer sanar o que lhe fazia mal havia tantos anos.

            Foi somente com a ajuda dele que, de fato, Daphne se reconciliou com a mãe. Dona Aimée tinha um carinho especial pelo amigo da filha, que ela já havia percebido que seria mais do que amigo se eles dois fossem livres... Porque Daphne estava prestes a engatar em um romance e dona Aimée sabia que o jogador não gostaria nada disso.

 

(...)

***

 

São quase seis da tarde e estou cansada de tanto caminhar e dar voltas sem sair do lugar. Meu corpo pede por uma bebida quente, então sigo rumo a uma pequena cafeteria próxima que, infelizmente, me acostumei a ir com o David, mas que eu já amava antes mesmo de ser um dos "nossos" lugares. Adentro o local e uma onda de saudade me rompe por dentro. Por que tudo tem de lembrá-lo? Respiro fundo e sento-me em uma mesa um pouco mais escondida. Quem me dera poder me esconder de mim mesma como tento me esconder do que me cerca em qualquer canto da cidade... Ah, quem me dera! Meu celular toca e me tira dos meus pensamentos. Olho o visor e bloqueio o aparelho quando vejo o nome de David. Sinto um aperto no peito, mas não tenho opção. Não posso mudar o número pelos muitos contatos de pacientes e familiares que o têm; só posso ignorar David, que, ainda assim, sabe onde e como me encontrar - e que, tenho certeza, vai aparecer muito em breve.


Notas Finais


Vamos começar com as duzentas explicações:

- Dentro de toda e qualquer instituição hospitalar há regras sobre silêncio e respeito, então eu não detalhei a cena do evento porque é como se fosse uma visita comum com mais interações do que visitas normais. Aqui está o vídeo que demonstraria, mais ou menos, como seria a cena. É MUITO IMPORTANTE que vocês assistam para entender o sentimento e a atmosfera do capítulo! Quem puder, não deixe de ver! O link: https://www.youtube.com/watch?v=D64Mod-9bOY
- Eu sumi por motivos pessoais, mas também pelo grave bloqueio do que aconteceu com o David nas últimas semanas. Não pretendo abandonar a fanfic, só não posso afirmar quando teremos capítulos porque tudo depende de acontecimentos externos da minha própria vida;
- Não coloquei David envolvido com a Copa porque esse assunto não precisa ser mais explorado. Juro que não aguento mais nada que envolva aquela "tragédia";
- Para ser oncologista e tratar de crianças, é necessária a especialização em oncologia pediátrica. Porém, eu não sei se a especialização dá certificado para atuar apenas como pediatra. Por esse motivo, eu decidi que a personagem faria residência em pediatria também (não achei artigos na internet que me dessem certeza);
- Brincadeira de "batata quente" é quando os participantes formam um círculo, com um deles sentado ao centro da roda com os olhos vendados. No círculo, cada jogador deve passar a bola – ou a batata – para o que está a sua direita. Enquanto o objeto circula, todos cantam: ‘Batata quente, quente, quente, quente... ’. A qualquer momento o jogador que está vendado pode gritar: ‘Queimou!’;
- Esse capítulo tem chaves para capítulos futuros, por isso tem tantas informações e foco na Daphne.

Espero que vocês tenham gostado e tenham reavaliado o lado de cada personagem. Eu cheguei para abalar meixxxmo! n

O grupo da fanfic foi criado, mas eu nunca interagi lá porque só coloquei três pessoas e minha vida esteve agitada. Vou colocar quem respondeu ao meu recado e quem quiser aparecer é só mandar número por inbox. Por review, o SS remove.

Muito obrigada a todas as meninas que me procuraram, mandaram mensagens para saber sobre atualizações, elogios e tudo mais! Vocês são lindas!!!

Erros devem ser apontados e sugestões são bem-vindas.

Até mais (quero que seja breve, vamos torcer!!! hahaha)


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