História Era Uma Vez Mais Uma História Clichê - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Zac Efron, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Cabello, Camila, Camren, Camren G!p, Hailee, Jauregui, Lauren, Laureng!p, Zac, Zayn
Exibições 610
Palavras 3.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Geralmente quando eu posto um cap nesse horário, quase ninguém vê, mas to sem nada pra fazer, então quem estiver por aí, boa leitura.

Capítulo 41 - O esperado grande dia.


Fanfic / Fanfiction Era Uma Vez Mais Uma História Clichê - Capítulo 41 - O esperado grande dia.

Camila Narrando.

 

Sentia-me inebriada, satisfeita, saciada. Sentia-me nas nuvens. Depois de dias, distante do meu verdadeiro amor, encontrava-me ali em seus braços, depois de uma maratona de sexo.

Fizemos de tudo. Primeiro fizemos amor, para que pudéssemos matar a saudade que sentíamos uma da outra. Lenta e calmamente. Logo em seguida, ela intensificou as coisas e, dali em diante, fodemos como duas loucas, desesperadas para nos proporcionar o máximo de prazer que conseguíssemos.

Após horas seguidas, cansamos e paramos um pouco para recuperarmos o fôlego.

Ambas, suadas e com enormes sorrisos nos lábios, nos aninhamos na enorme cama daquele quarto de hotel. Ela acariciava minhas costas e eu tinha a cabeça enterrada em seu pescoço, sentindo o delicioso cheiro natural que emanava dali. Ela tentou retirar seu membro de dentro de mim, mas a impedi.

- Como tem sido as coisas por aqui? – Quis saber.

- Bem, para ser sincera... quando estou jogando ou treinando, é mais fácil. – Ela disse e suspirou. – Mas quando saio de campo e se o resultado não for positivo, a pressão toda cai em cima dos meus ombros e de Hailee. Somos as responsáveis por grandes resultados. Hailee se sai bem com a pressão, mas eu não.

- É por isso que não consegue dormir bem? – A vi desviar os olhos e me posicionei de uma maneira que pude encarar seu rosto. – Não minta, Lauren. Essas suas olheiras falam por si.

- Tudo bem. – Suspirou. – Eu não consigo dormir nem por quatro horas durante todo o dia. Eu ando muito agitada e Hailee tem me ajudado bastante. – Agradeceria a Hailee assim que tivesse a oportunidade.

- Eu estou preocupada com você, Lo. Acho que você deve ir a um psicólogo. – Ela revirou os olhos e eu belisquei sua cintura, a vendo se contorcer. – Eu estou falando sério. Na ala médica da comissão técnica não tem algum?

- Tem, Camz. Mas eu não acho necessário isso tudo. Eu estou bem. – Semicerrei os olhos para ela. – É sério, amor.

- Desde quando você mente pra mim? – A vi me olhar com incredulidade.

- Camz... – A interrompi.

- Não, Lauren. Você não está bem. Eu me preocupo com você, e agora você vai me prometer que vai pedir sessões no psicólogo da sua equipe.

- Mas, amor... – A interrompi mais uma vez.

- Por favor, Lauren. Faz isso por você e por mim. Eu não aguento te ver mal. – A vi suspirar e concordar com a cabeça.

- Tudo bem. – Sorri largo com aquilo e a enchi de selinho, ouvindo-a soltar uma gargalhada gostosa.

- Eu te amo. Eu te amo muito, e se eu te ver mal, ficarei mal instantaneamente. Portanto, sua saúde é minha saúde. – Depois que terminei de dizer aquilo, ela me encarou com seus grandes olhos verdes, que estavam num tom clarinho. Vi lágrimas nascendo ali e logo tratei de dar um beijo em cada um de seus olhos.

- Eu também te amo, meu amor. – Ela sussurrou e eu me derreti em seus braços.

- Eu sei. – Disse convencida e deitei minha cabeça em seu pescoço novamente.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. Eu ouvia as batidas tranquilas de seu coração e ela afagava meus cabelos, num cafuné gostoso. Ficamos assim até que ela quebrasse o silêncio com uma pergunta que eu não esperava.

- Camz, você acredita em almas gêmeas? – Me surpreendi com aquela pergunta.

- Nunca acreditei, mas também nunca duvidei, Lolo. Por que pergunta? – Quis saber, fiquei curiosa com aquilo.

- Eu acho que você é a minha. – Me emocionei e não pude evitar que lágrimas brotassem em meus olhos.

- Bom, se eu sou a sua, com certeza, você é a minha. – Falei com a voz embargada e ela me abraçou apertado.

Sem conseguir conter meus impulsos, ataquei seus lábios. O beijo era forte e intenso. Ela sugava meus lábios e língua com uma habilidade que me enlouquecia. O ar foi acabando aos poucos, até que tive que quebrar o maravilhoso beijo para que pudesse respirar. Não se dando por satisfeita, Lauren desceu os beijos para a minha mandíbula e depois para o pescoço.

Quando menos pude esperar, ela trocou nossas posições e se colocou acima de mim, se preocupando em não deixar todo o seu peso acima do meu corpo. Seu pau, que ainda estava enterrado em minha boceta, ficou duro mais uma vez.

Logo ela iniciou movimentos de vai e vem, me arrancando gemidos surpresos pela sensação de prazer que veio com tudo. Ela me preenchia completamente e me arrancava suspiros.

Ela me levou a loucura quando aumentava seus movimentos e os diminuía quando eu estava prestes a gozar. Eu gemia longamente ao seu pé do ouvido, ronronando e pedindo por mais, a vendo revirar os olhos, sabendo que para ela também estava sendo incrível.

Então, pela incontável vez àquela noite, nos entregamos a mais um orgasmo avassalador. Dormimos exaustas logo em seguida, sem forças para mais nada. Com a mania de sempre, Lauren colocou sua mão direita entre minhas pernas e começou aquela massagem gostosa, me contando que estava com saudade de fazer aquilo.

 

...

 

Acordei no dia seguinte ao sentir os raios solares em meu rosto. Levantei e fui até a janela da varanda, tampando o sol com as cortinas. Queria que Lauren continuasse dormindo, para repor as horas que ela não havia dormido nos dias anteriores.

Pedi nosso café da manhã e enquanto ele não chegava, fui até o banheiro tomar banho. Aproveitei para ligar para os meus pais e dizer que estava tudo bem.

Tomei uma chuveirada e relaxei ao sentir a água morna entrando em contato com meu corpo. A noite havia sido exaustiva, mas muito prazerosa. Estava inerte em pensamentos quando senti braços me rodearem a cintura. Dei um pequeno salto ao me assustar, mas logo relaxei, pois sabia que era Lauren ali.

- Bom dia. – Falou com aquela voz rouca e eu sorri involuntariamente.

- Bom dia. Dormiu bem? – Virei em seus braços e fiquei frente a frente com ela.

- Melhor, impossível. – Disse e sorriu, me dando um beijo logo em seguida.

Tomamos banho juntas e ao terminarmos, nos vestimos com roupas leves e saímos do banheiro. Ouvi pequenas batidas na porta e caminhei até ela.

- Deve ser o nosso café da manhã que eu pedi. – Disse e abri aporta, vendo que era sim o serviço de quarto com o que eu tinha pedido.

Peguei o carrinho, agradeci ao rapaz e logo em seguida o posicionei ao lado da nossa cama.

- Nossa, que fome. Acho que vou devorar quase tudo. – Ela disse ao observar o carrinho abarrotado de comida.

- Eu não duvido. – Brinquei e ela me piscou um olho.

Comemos tudo em meio a brincadeiras. Ela me dava comida na boca e eu fazia o mesmo com ela. Estavam sendo maravilhosos aqueles momentos.

- Amor, quantos dias você ficará aqui comigo. – Mordi o lábio inferior para conter um sorriso. Lauren amaria ouvir o que eu estava prestes a dizer.

- Bom... se você não me mandar embora, eu ficarei aqui até a competição terminar.

Gargalhei ao ver a cara que ela fez. Vi surpresa e felicidade em seu rosto.

- Essa, com certeza, foi a melhor notícia do dia. – Disse e largou a fatia de pão que comia em cima da bandeja e se jogou em cima de mim. Encheu meu rosto de selinhos e eu só gargalhava de sua reação. – E quanto o restante? Dinah, Zayn, Vero, meus pais e irmãos?

- Dinah, Zayn e Vero irão ficar. Seus pais e irmãos terão que voltar daqui há três dias.– Vi seu sorriso diminuir um pouco, então tratei de continuar falando. – Mas seus pais voltarão. Eles virão com meus pais, os tios de Hailee e todos os nossos amigos.

- Bom, isso é ótimo. – A vi se alegrar novamente. – E como vamos fazer? Você trouxe dinheiro para fazer as viagens que eu vou fazer com o time? Porque hoje mesmo, no final do dia, teremos que ir para outra cidade. Se você quiser, eu posso pagar e... – A interrompi.

- Fique tranquila, eu trouxe dinheiro suficiente.

- Mas eu ganhei benefícios por jogar pela seleção. Benefícios esses como vale-transporte, vale-alimentação. Eu posso fazer isso por você, amor. – Sorri e lhe dei um selinho.

- Não precisa. Eu posso me cuidar. – Dei uma piscadela para ela e me levantei logo em seguida. – Bom, como você já disse que terão que ir para outra cidade hoje à noite, podemos passear e conhecer mais o Rio? Eu achei essa cidade tão linda. – Lauren sorriu para mim e concordou com a cabeça.

- É claro, Camz. – Também se levantou da cama. – Só precisamos trocar de roupa e podemos ir. Eu vi um lugar incrível quando estava indo a caminho do estádio e achei que você iria adorar ir até lá se estivesse aqui. E como agora você veio de surpresa, vou fazer exatamente isso e te levar até lá.

Foi até sua mochila, que estava no chão, e pegou uma muda de roupa. Ela se trocou ali mesmo na minha frente e eu só consegui babar ao vê-la somente de top e cueca box. Balancei minha cabeça para desviar dos meus pensamentos, que me levaram até a noite maravilhosa que tivemos no dia anterior. Fui até minha mala e também tirei a roupa que queria usar. Me troquei ali também e pude notar o olhar de Lauren em mim.

Terminamos de nos aprontar e saímos logo em seguida. Lauren fazia mistério quando eu perguntava para onde ela estava me levando. Já estávamos dentro do taxi há quinze minutos e ela ainda não havia me contado.

- É sério, Lo... para onde estamos indo? – Perguntei fazendo um biquinho, que ela logo tratou de beijar. Negou com a cabeça, dizendo, sem precisar de palavras, que não iria me dizer.

Cruzei os braços irritada e não perguntei mais nada, me conformando em ter que esperar para saber aonde estávamos indo.

Minutos depois o taxi parou no acostamento. Ansiosa, saí do taxi para saber onde estava, deixando Lauren para trás, enquanto ela pagava o taxista. Meu queixo caiu quando vi aquelas enormes árvores do outro lado da rua.

- Este é o jardim botânico. – Ela falou ao chegar perto de mim. – É lindo, né?

- Demais. – Falei encantada, sem ao menos desviar meus olhos. – Podemos entrar?

- É claro. Vamos. – Pegou minha mão e me puxou levemente para que eu começasse a caminhar, e foi o que eu fiz.

Ela pagou nossas entradas e recebemos um mapa do local. Ao entrarmos, vimos que o local estava bem movimentado. Famílias, amigos, casais de namorados, pessoas desacompanhadas. Todos pareciam querer aproveitar a beleza daquele lugar.

Eu mais parecia com uma criança feliz por poder ir a Disney pela primeira vez. Talvez Lauren estivesse se perguntando se eu tinha a mesma idade de Sofi, mas eu não podia conter minha felicidade por estar num lugar maravilhoso, num país tão lindo. E ainda por cima, com minha namorada.

Quando nos cansamos de andar, nos sentamos no gramado e Lauren comprou para nós um cachorro-quente enorme. Nos entupimos de comida e depois nos apoiamos contra uma enorme árvore. Ela me puxou para o seu colo e me fez deitar a cabeça em suas coxas, que eu tenho que admitir que estavam lindamente grossas e musculosas. Tudo graças aos treinos intensos.

- Isso aqui é tão lindo. – Falei encarando aquela imensidão de árvores gigantes.

- Mas você é bem mais. – Ela falou, me fazendo sorrir, escondendo minha cabeça em suas coxas e dando uma mordida ali. – Ai, Camz. – Reclamou, mas não liguei e lhe dei outra mordida. – Desse jeito você vai me deixar toda marcada.

- Essa é a intenção. – Pisquei um olho para ela, que revirou os olhos. – Mas me conta, amor... – Mudei o tom. – Como vão ser as coisas enquanto eu estiver aqui? Não poderemos nos ver a todo instante, não é? – Ela me lançou um sorriso triste e concordou.

- Sim, mas veja pelo lado bom... pelo menos você está aqui, e eu poderei te ver em todas as minhas horas de folga. Só não poderemos dormir juntas, porque é proibido se envolver com alguém durante a competição e só me liberaram porque hoje teríamos o dia todo de folga para depois darmos início a essa nova fase da competição.

- É proibido fazer sexo enquanto vocês estiverem concentradas? – Perguntei risonha.

- Sim. Dizem que sexo prejudica em nosso rendimento. – Falou baixo, num resmungo, me fazendo rir.

- E, tipo, nem... sabe... – Fiz gestos com a mão fechada em punho de cima para baixo e ela pareceu entender.

- Lógico que eu bato pelo menos uma punheta. Não sou de ferro, e quando lembro de você, estando em abstinência, fico dura como pedra em poucos segundos.

- Desse jeito eu vou pensar que você só quer sexo comigo. – Falei emburrada.

- Claro que não, Camila. Eu estou com você porque não existe outra pessoa que possa ocupar o seu lugar. Nem mesmo pra uma única noite de sexo. – Olhei para ela e vi que em seu olhar, ela tentaria enfiar aquele argumento em minha cabeça, nem que fosse a força.

- Muito bom que seja assim mesmo, ou então eu te castro. – Ameacei e ela riu.

- Tudo bem. – Levantou as mãos em sinal de rendição.

Depois disso, deitei minha cabeça em sua coxa novamente e fiquei ali por um bom tempo, apenas recebendo um cafuné, que estava me deixando com sono.

 

...

 

Por volta das 14:00 horas, após termos almoçado com nossos amigos e parentes, Lauren teve que ir para a concentração junto com Hailee, que passou o dia na companhia de sua irmã e primos.

Nos despedimos com abraços calorosos, pois não poderíamos nos ver daquela forma por uns bons dias. Eu morreria de saudade, mas pelo menos estava ali para vê-la de perto.

Quando elas foram, aproveitamos para resolver o que havia de pendendo ali. Fizemos check-out e nos preparamos para viajar para a outra cidade, onde Lauren iria.

Como elas haviam ficado na segunda posição do grupo que estavam, iriam enfrentar a seleção que ficou em primeiro em outro grupo. No dia anterior tínhamos descobrido que elas jogariam contra a Inglaterra, adversário muito forte e um dos favoritos a ganharem a competição.

Tratei de fazer com que Lauren começasse imediatamente com as sessões no psicólogo da equipe e antes da próxima partida ela já começaria com as sessões. Mesmo resmungando, ela se comprometeu a fazer aquilo, o que me tranquilizou, pois seu estado estava me assustando.

 

...

 

Os dias passaram depressa. Muito depressa. Dia após dia, jogo após jogo, batalhas árduas vencidas com sucesso. Eu estava com orgulho de Lauren.

Sim, ela havia conseguido. Não só ela como Hailee e o restante daquelas atletas.

Elas haviam chegado na final com muitos sacrifícios e esgotamento físico.

Direi agora como havia sido a trajetória delas até ali.

Venceram a Inglaterra nas oitavas de final por 2x1, com gols de Maya, a volante da equipe, e Olivia, a meio-campista. Nas quartas de final, venceram a seleção do México por incríveis 4x0, resultado inesperado, mas muito bem aceitos. Nesse jogo, Lauren marcou dois gols, Hailee marcou um e Lana, a lateral, marcou o outro. Na semifinal, jogaram contra as donas da casa, a seleção brasileira. Esse havia sido o jogo mais difícil, pois a torcida vibrava muito e incentivava a sua equipe a todo o momento. Com muito esforço, conseguiram manter um placar de 0x0, levando a partida para os pênaltis. Amber, a goleira norte-americana, brilhou. Pegou duas penalidades, e foi chamada de heroína da partida por fazer com que o time vencesse aquele jogo difícil. Agora, o momento mais esperado, a seleção que elas enfrentariam seria o time canadense. A rivalidade chegou aos gramados brasileiros e seria uma linda disputa.

O estádio sorteado para sediar aquela partida havia sido o Castelão, que ficava no estado do Ceará. Eu havia chegado ali há dois dias e adorei o lugar.

Como prometido, todos, exatamente todos os nossos amigos e parentes estavam ali. Todos diziam não querer perder aquilo por nada e ali estavam.

Meu choque foi nítido ao ir no aeroporto receber a todos e encontrar alguém que eu acreditava não ver por um tempo ainda não calculado.

Octavia veio junto a todos e para a minha surpresa, me lançou um sorriso ao me ver.

Os direi como tudo aconteceu...

 

Início do flashback.

 

- Ali. – Dinah apontou para a enorme tela onde todos os voos eram anunciados. – Eles chegarão dentro de uma hora e meia. Temos tempo de sobra para passearmos por aqui, vi uma loja incrível e papai e mamãe vão ter que me perdoar, porque é hoje que eu deixo a conta deles no vermelho. – Ri. Dinah estava adorando aquelas férias. Lógico que eu tinha que ouvir suas reclamações, por conta da saudade que ela sentia de Normani, mas ela estava feliz na maior pare do tempo.

- Foi o que você disse ontem. – Vero disse, me fazendo rir mais um pouco. – Tio Gordon vai fazer você passar anos sem mesada para poder reparar o rombo que você deixou na conta dele.

- Não duvido. – Falou Zayn. – Mas vamos aproveitar enquanto eles não chegam. No caso de perigo iminente, aproveitamos que estamos em um aeroporto e compramos passagens só de ida para um lugar onde eles não poderão nos achar.

Aqueles três me divertiam muito. Eles foram excelentes amigos e me ajudaram naquela luta terrível contra a saudade que eu sentia de Lauren, pois só podia vê-la de três em três dias.

Pela hora e meia seguinte, perambulamos por aquele aeroporto. Nos divertimos em lojas características daquele estado, que era tão lindo. As pessoas ali eram muito engraçadas.

Como prometido, Dinah comprou de tudo um pouco e teria que se justificar quando seus pais a vissem com aquele amontoado de sacolas.

Dada a hora prevista para o pouso, fomo para a área de espera e aguardamos ansiosos pela chegada de nossos familiares e amigos.

- Que saudade da minha Mani. – Falou Dinah, com impaciência.

- Se acalma, eles já devem estar vindo. – Disse Zayn. Ele era o único que não estava terrivelmente ansioso, pois dos três, ele era o único a não esperar por seu par romântico, pois o mesmo não tinha.

- É, gente, se acalmem. Você também, Vero. Está praticamente quicando. – Brinquei, mas a mesma nem deu ouvidos ao que eu disse e ao ver algo, saiu correndo em disparada.

Curiosa, olhei para onde ela correu e entendi seu desespero. De longe a vi agarrada a Lucy, num abraço de coala. Me assustei ao ver Dinah abraçada a Mani, pois nem tinha a visto saindo do meu lado, só então me dando conta do quão rápido ela correu. Zayn também foi até eles e abraçou os pais, num gesto caloroso, denunciando toda a saudade que sentia.

Comecei a caminhar na direção que eles estavam e logo senti um pequeno corpo se chocando contra o meu. Sorri alegre ao olhar para baixo e ver minha irmãzinha ali. A peguei no colo e enchi suas bochechas de beijos e comecei a andar com ela em meus braços, até que chegasse perto de meus pais e envolvesse os dois naquele abraço também.

Quando nos separamos, tratei de abraçar cada um daqueles que haviam chegado. Dei um gritinho ao ver Ally e Logan. Estava morrendo de saudade daqueles dois. Ao fim, quando achei que havia cumprimentado a todos, vi alguém atrás de Lucy. Alguém que julguei que não fosse encontrar por um bom tempo.

Ela me sorriu, um sorriso verdadeiro, diferentes daqueles que ela me dava quando me perseguia no colégio. Retribuí o sorriso e me aproximei dela.

- Olá, Camila. – Ela falou ao ficarmos frente a frente.

- Olá, Octavia. Como você está? – Perguntei, esperando que a resposta fosse positiva.

- Eu estou melhorando. – Pelo seu tom de voz, deduzi que ela estava falando a verdade e fiquei feliz por aquilo.

- Que bom que sim. Torço para que você se recupere bem. – Falei sincera e ela sorriu para mim mais uma vez.

- Muito obrigada. É bom saber que mesmo depois de tudo, você não me odeia.

- Eu acredito que possamos deixar tudo o que aconteceu, no passado. Estamos em um outro capítulo, e porque não facilitarmos as coisas, não é mesmo? – Disse e ela concordou com a cabeça. – Mas me diz, você já está completamente recuperada?

- Não, ainda terei que voltar para a clínica. Só me liberaram porque Lucy insistiu que eu deveria vir até aqui. – Olhei para Lucy, que olhava nossa interação atentamente. Ela sorriu para mim e eu devolvi o gesto.

- Vamos andando, gente. Ainda temos que resolver muitas coisas. – Ouvi a voz de Mike e decidimos deixar para conversar detalhadamente dentro da van, que alugamos para nos levar até o hotel que ficaríamos.

No trajeto, Octavia me disse que estava se saindo bem e que em pouco mais de três meses, poderia sair dali e voltar a ter uma vida normal, na medida do possível.

Não tocamos no assunto Lauren, pois não achamos necessário. Nas atitudes que ela demonstrava, parecia ter se habituado comigo e Lauren em um relacionamento, então deduzi que ela não seria um problema para nós.

Fiquei verdadeiramente feliz em saber que, dentre dois, um amigo de infância da minha namorada havia conseguido vencer aquela luta.

 

Fim do flashback.

 

Horas depois, todos estavam nas arquibancadas daquele estádio. Os brasileiros lotaram tudo e estavam fazendo uma festa linda, mesmo que o time nacional não estivesse disputando aquela final.

Ouvi gritos eufóricos e olhei para o gramado, vendo que o motivo de tanto barulho, era a chegada dos dois times ao campo. Vi todo o protocolo pré-jogo ser feito. As duas equipes cantaram seus respectivos hinos e logo em seguida, partiram para onde deviam estar posicionadas.

Era isso. Iria começar a partida mais importante da vida da minha namorada.

A olhei de longe e fiquei tranquila ao ver que a mesma não estava tensa.

Ela parecia tranquila, inerte da grande coisa que significava aquele jogo.

Ela olhou para onde eu havia dito que todos ficariam e observei ela nos procurando, até que nos achou e nos lançou um largo sorriso. Todos nós começamos a gritar como loucos, falávamos palavras de incentivo e acenávamos, arrancando olhares curiosos das pessoas que estavam perto de nós.

Cessamos nossos gritos quando o juiz apitou pela primeira vez àquele dia.

E então os próximos minutos seriam de grande expectativa.

 

Continua...


Notas Finais


Desculpem qualquer erro, e me digam se verem algum grave.


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