História Era Uma Vez na Índia - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Atração, Família, Guarda, India, Mistério, Princesa, Prisão, Reino, Segredo
Visualizações 2
Palavras 1.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


PLÁGIO É CRIME !! (História registrada.) Capítulo novo toda semana !!! +Lembrando que essa história, só é temática indiana, não conta a história do país.+

Capítulo 1 - Capítulo I



Guizos chacoalhavam nos pés delicados da princesa Sita. Seu andar apressado, porém elegante, descia a escadaria principal, rumo ao portal direito, que saía no jardim lateral. Estava ansiosa com festividades futuras, que aconteceriam no palácio em poucos dias. Seu jardim estava esplendoroso, com flores de a-z, uma fonte grande, bancos, e um elefante de mármore em tamanho real. Satisfeita com o trabalho, voltou-se para dentro a procura de seu pai, o Rei Ashvin. Ela queria cavalgar agora que não havia mais nada a ser feito, porém precisava do consentimento do rei, e a liberação de um dos guardas reais.
O rei estava disposto a deixá-la ir. Mandou chamar um soldado novo.
Assim que ele chegou, Sita congelou seus olhos castanhos escuros nele, que era muito bonito e extremamente forte.
_Guarda, leve a princesa para cavalgar em segurança._ordenou o rei Ashvin.
_Sim Majestade. Nada, nem ninguém passará por mim._virou-se para Sita._Pode se despreocupar, senhorita. Levarei-a com minha vida.
O rei sorriu com gosto da firmeza do rapaz, enquanto Sita corava.
Com a benção do pai, a princesa seguiu o guarda até o estábulo, onde ele mesmo selou um cavalo cinza para ela, e seu cavalo negro, Bachcha, para si. Enquanto ele selava os cavalos, Sita não pôde negar a visão que estava tendo. O guarda era realmente lindo. Seus cabelos molhados de suor batiam na lateral do rosto, levando gotas para o pescoço, depois escorrendo para dentro de sua armadura dourada. Terminando a selagem, ele volta-se para a princesa e oferece a mão para ela apoiar e subir no cavalo. Sita a segura com firmeza, talvez até mais que o suficiente, e sobe no cavalo cinzento. Ele monta heroicamente no seu, e trota para mais perto dela.
Longe das vistas do palácio, Sita quebra o silêncio pela primeira vez.
_Qual o seu nome?
_Acho que não faz diferença, para vocês somos todos apenas guardas._disse rindo, mas ao ver que Sita não o acompanhava, pelo contrário, parecia não ter gostado tanto assim._Oh, me desculpe, anamol khajaana! 
Sita corou com o elogio, mas logo desviou sua atenção para outra coisa.
_Então...você não me respondeu.
_Desculpe. Me chame de Ram.
_Ram, você está a pouco tempo na guarda, estou certa?
_Sim, estou. Já servi o meu tempo no campo de batalha. Me verá com mais frequência._sorriu.
_Então, por isso disse que me protegeria com a vida ! Você serviu para a a batalha.
Ram olhou-a com curiosidade, com uma sobrancelha arqueada.
_Sim, mas se a princesa fica espantada com o que eu disse, certamente nunca havia visto um guarda apropriado.
_Não!_corta ela._Não é isso! É que você disse com tanta...dedicação que..._Sita nunca havia passado por situação como aquela, na qual não conseguia se expressar bem._Argh! Só me responda: tinha sido sincero?_pediu.
_Bem, é o que eu faria, Te protegeria a todo custo.
_Sério? Mesmo se pulassem cem inimigos daquele arbusto e tivesse que me defender?
_Mesmo se fossem mil, eu iria ao menos tentar. Afinal, é o meu trabalho. 
_Nossa..._riu._ E não há ninguém a sua espera? Digo, se morrer para proteger a coroa._a jovem queria de todo o modo chegar nesse ponto da conversa. Por mais que ele fosse um soldado e estivesse comprometido, ela só estava curiosa o suficiente para perguntar.
_Não.
_Nem uma pretendente?_perguntou Sita sem jeito, corando.
_Na verdade, há. Mas tê-la seria impossível.
_Você não sabe. Talvez os deuses estejam esperando a hora certa para uni-los.
_Bem...talvez._confirmou Ram, com uma piscadela.
Continuaram cavalgando até mais uma hora, até chegar num lago de água cristalina.
_Ah, estou mesmo precisando de água!_Bufou, sedenta. 
Sita pegou um punhado de água com as mãos, porém antes de beber, ela olhou duvidosa para Ram._É confiável?
Ram apenas assentiu, sorrindo.
Sita sentou-se um pouco na grama macia, encostada numa árvore. Ram sentou-se ao seu lado, ombro a ombro.
_Às vezes preciso fazer isso, se não fico maluca!
_A agitação do palácio é mesmo uma loucura!
_Ainda mais quando meu pai quer fazer um anúncio surpresa.
_Então quer dizer que nem a princesa sabe o que é.
_Talvez seja alguma posse que tomou recentemente, e queira compartilhar disso com nosso povo.
_Poderia ser, mas acho que não. Já que trabalho no exército, saberia antes mesmo do rei se conquistamos uma terra ou não. E não me lembro de ter ao menos ter sido mencionado algum interesse por parte dele.
_Estranho.
_Sabe que não são terras.
_Tem algo que saiba e eu não?_Sita perguntou com expressão confusa.
_Não. Nada. Só os comandos de sempre, até hoje._Ram olhou-a nos olhos._Não é todo dia que ordenam uma cavalgada com a bela princesa Sita._piscou ele.
_Uhum._concordou ela, sem deixar perceber que notou o flerte.
Com uma piscadela, Ram pôs-se a trotar mais rápido até galopar, passando a correr, seguido por Sita.
Estavam ambos rindo, pareciam livres de uma vida de palácios e ordens. Porém, tudo isso uma hora tem um fim.
Sita estava correndo mais rápido até que o próprio Ram, que ficara para trás. Olhando para ele e rindo, ela não se deu conta da rapidez com que seu cavalo estava. O animal freiou, jogando-a alguns metros a frente. O rosto de Ram congelou numa espressão vazia, temendo pela moça.
_Essa não !_cochichou ele para si mesmo, e desceu de seu cavalo ainda galopando. 
Ao lado dela, Ram fez de tudo para acordá-la, mas ela aparentava não mais estar entre os vivos. Era o que pensava.
_Não! Não faça isso comigo! Por favor, acorde!_pediu dando tapinhas no rosto da jovem._Não posso simplesmente chegar ao palácio, com o corpo morto da filha do rei, e logo esperar a minha morte. 
Ram checou seus batimentos cardíacos, e suspirou de alívio por vê-la ainda viver. Porém, ela não acordava. Ele pensou que era melhor levá-la para o palácio, e pedir assistência as enfermeiras. Com isso pegou com cuidado, envolveu-a num abraço, e montou no cavalo de modo que ela descansasse a cabeça em seu pescoço.
Ainda sem saber o que fazer quanto a fúria do rei Ashvin, por um minuto, pensou que seria melhor deixá-la com as enfermeiras e fugir por um tempo, ou talvez para sempre. Mas logo tirou isso de mente. Não podia fugir dessa realidade: isso acontecera por sua culpa,  a  princesa precisava dele nesse momento, e não haveria nada que o rei fizesse que fosse pior que ver a pobre dama falecer aos seus braços por um deslize seu. Iria enfrentar sim a ira do rei Ashvin. E se tivesse que morrer, que fosse com a conciência tranquila de que deixou a princesa nas seguras mãos hábeis das enfermeiras.
Chegando nos arredores do palácio, Ram já se preparava para a chegada furiosa, e tempestuosa do rei, declarando sua morte ali e agora. Mas nada do que imaginou aconteceu. Sem perder tempo, levou Sita a enfermaria que ficava na escadaria a sua esquerda, última porta do corredor. Não havia guardas por ali, provavelmente culpa da troca de turno, mas lá estavam as enfermeiras, prontas para o trabalho. Pediram para que Ram saísse da sala, pelo menos até que o rei chegasse e decretasse qual seria seu destino. Descendo as escadas, ele avistou um dos seus, e perguntou sobre o rei Ashvin. O homem dissera que vossa Majestade estava visitando uma cidade vizinha, e que demoraria um pouco por estar tratando de negócios. Ram perguntou do que se tratava, mas o guarda somente deu de ombros com ar duvidoso.
Ram achou melhor com isso tudo, primeiro pedir desculpas a princesa, e esperar por seu destino. O rei era um homem difícil de lidar. Uma vez amigo dele, na outra inimigo. Mudava facilmente de opinião.


Notas Finais


PLÁGIO É CRIME !! Capítulo novo toda semana !!! +Lembrando que essa história, só é temática indiana, não conta a história do país.+


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