História Eros Society - Capítulo 20


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Categorias Adrien Rabiot, David Luiz, Edinson Cavani
Personagens David Luiz, Personagens Originais
Tags Adrien Rabiot, David Luiz, Evelyn, Lucas, Romance
Exibições 65
Palavras 2.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - O Jantar


Fanfic / Fanfiction Eros Society - Capítulo 20 - O Jantar

“ - A escritora do momento, Evelyn Oliver foi vista ontem à tarde na  Faubourg Saint-Honoré conversando animadamente com o jogador Adrien Rabiot, depois de aparentemente ter comprado o vestido que usará esta noite no jantar de gala do clube de Nasser Al-Khelaifi, Evelyn e Adrien encontraram-se ocasionalmente, ela enquanto fazia compras, ele quando fazia companhia aos seus amigos de clube no restaurante ao enfrente a loja Gucci. A pergunta que não quer calar é... E David? Nas últimas semanas Evelyn parece estar reclusa escrevendo o último livro da trilogia, o que tem deixado-a bastante ocupada e sem tempo para manter a agenda com seu amigo, a inspiração para o personagem Lucas que tanto amamos e também seu possível affair. Ninguém sabe o que de fato esta acontecendo com esses dois, mas de uma coisa eu tenho certeza, o jantar de hoje a noite nos dará algumas respostas.”  

- Pode desligar a televisão, por favor? – Peço a Jean enquanto faço minhas unhas com Jasmíne.

- Laurence está cada dia pior. – Diz ele enquanto termina de pintar a última mecha de meu cabelo. – Não sei por que esse programa ainda está no ar, desde as fotos grotescas do Príncipe e da Duquesa ele deveria ter sido excluído da grade. – Comenta opinando sobre o programa Closer, popular por manter os franceses informados sobre as últimas fofocas do país. – Mas as clientes parecem gostar.

- Se eu não estivesse envolvida nas histórias também gostaria, acontece que as pessoas são hipócritas, todos gostam de uma fofoca, sobretudo quando não lhe diz respeito. – Respondo e ele levanta sua sobrancelha esquerda fina.

- Tem razão, mas já que estamos sozinhos no salão e somos amigos há algum tempo, pode nos dizer...

- Se estou com David? – Eu o olho por cima da revista que acabei de pegar. – Não, eu não estou.

- E com o garoto da foto? – Ele sorri sugestivo.

- Também não, na verdade vou sair esta noite com Fredrik Ferrier. – Confesso sorrindo de volta, talvez eu deva me sentir animada afinal.

- O filho do senador? – Ele bate as mãos animado. – Eu já cuidei dos cabelos de sua mãe uma vez e ele foi muito gentil quando veio buscá-la, além de ser lindo é claro. – Jean senta ao meu lado com tempo vago o suficiente para ficar me olhando por algum tempo sem mencionar nada, apenas fica suspirando até que... – Mas, devo confessar que prefiro você com David, o jeito que ele olha pra você, o dia que foram no programa e as fotos de vocês dois juntos, eu seria muito otimista em criar uma ilusão de cuidar do seu cabelo no seu casamento com ele? – Eu o olho, não sei se quero rir ou chorar, ainda tenho um vestido de noiva guardado em algum lugar do meu apartamento, a última coisa que quero pensar no dia de hoje é em todo o sofrimento que essa palavra me trás.

- Não diria otimista, mas um sonhador. – Retruquei, sorrindo. – David e eu somos incompatíveis, só não conta pra ninguém. – Peço aos dois e Jasmine balança a cabeça voltando-se para as minhas mãos.

- Você vai à festa de aniversário dele? – Ela pergunta ainda de cabeça baixa. – Eu soube que ele da às melhores festas, toda a sociedade parisiense é convidada, políticos, os chefes gerais da policia, jogadores, celebridades e tantas outras pessoas...

- Sim. – Confirmo e ela derruba o esmalte no chão eu o pego rapidamente antes que o mesmo manche o tapete caríssimo de Jean, ele gosta de lembrar isso muitas vezes desde que abriu seu salão e não quero que sobre bronca para ela.

- Ele nunca levou alguém. – Diz um pouco nervosa pelo que acabará de acontecer. – Quer dizer, uma prima trabalhou no Buffet de uma de suas festas e ela disse que normalmente ele aparece por lá e depois da meia noite ninguém o encontra mais, na verdade ela disse que todos somem, todas essas pessoas influentes parecem evaporar e ficam apenas aquelas que ninguém sabe mencionar o nome.

- Bom... Você sabe o que dizem... Se não encontrar algo que preste até a meia noite é melhor dar o fora, deve ser isso e tem mais, gente importante tem outros lugares para ir. – Ele parece contornar o assunto quando a afasta para que consiga olhar meu cabelo. – Vamos tirar, já está claro o bastante.

Jasmine sabe muito mais do que aparentou com essa conversa, disso eu tenho certeza, mas enquanto Jean estiver por perto ela não abrirá mais a boca. Preciso encontrá-la em outro lugar, porque quero que me conte tudo que sabe sobre Fredrik e suas festas.

Quando já estou pronta e irreconhecível, dou a ela meu cartão, longe do olhar de Jean, acreditando que ela tenha entendido minhas intenções.

- Aposto que a partir de agora você será a única a entrar com Fredrik em suas festas. – Jean está orgulhoso e eu satisfeita, mais do que isso, olhando-me no espelho tudo que posso pensar é que recuperei minha dignidade perdida desde o meu último encontro com David.

Sorrio para ele, porque é tudo que consigo fazer, parecendo boba demais eu o abraço, mas ele me afasta não querendo desarrumar o que fez com meu cabelo, então eu caminho para fora ainda vestido jeans rasgado e camiseta, arrastando-me para dentro do carro com meu querido irmãozinho que ainda mantém a esperança de ir ao jantar comigo.

- Ta linda irmãzinha. – Diz fechando a porta como um perfeito cavalheiro.

- Obrigada, mas a resposta ainda é não.

- Porque não?

- Não sei, simplesmente por que acho que você não deveria ir a esse jantar. – Insisto e a história perece morrer ali.

O espelho quadrado enfrente a minha cama é grande o bastante para que eu tenha a visão de meu corpo inteiro, propositalmente coloquei um sapato mais alto do que costumo usar, o que me fez ganhar dez centímetros de pura segurança. Esperançosamente espero não cair de cara no chão, porque embora eu ame salto alto, usar sapatilhas parece infinitamente mais confortável. Mas hoje é dia de esquecer o confortável e mesmo que eu tente estou longe de me sentir desta forma.

Respiro fundo antes de dar uma última olhada em mim mesma enquanto minha consciência grita “Volte para a cama”.

- Não mesmo! – Exclamo pegando minha bolsa preta favorita da Chanel.

Exatamente às sete e meia da noite desço da BMW preta encarregada de me levar ao jantar, cortesia do presidente do clube informada no convite, o Pavillon Gabriel estava prestes a se tornar à primeira parada de minha noite, mas não a mais importante. As luzes a minha frente se acendem com uma velocidade exagerada e mal consigo enxergar o tapete aos meus pés, flashes saltam aos meus olhos e não paro para tirar fotos ou responder perguntas dos fotógrafos que estão apostos ambos separados por cordas ao lado do Hall de entrada.

O ônibus com os jogadores parece ter chegado a pouco, e tenho certeza disso porque consigo vê-los ainda em fila para a foto oficial que sairá no site logo mais. Preciso passar no tapete vermelho, não posso evitá-lo como fiz logo na entrada, vou estar no site também, a garota feliz que escreveu sobre o maior clube da frança agora parecia uma bonequinha de luxo.

- Seja bem vinda. – Nasser me cumprimenta com gentileza apesar da distancia. – Espero que aproveite a noite, teremos um leilão no decorrer do jantar, seu livro estará entre os objetos do leilão, gostaríamos que assinasse para que esse tenha mais valor. – Pede e eu o acompanho.

Com o coquetel sendo servido de uma sala a outra, passo por Pocho e Lucas tirando selfie com alguns convidados, atrás dos mesmos sentindo-se provavelmente excluído está Adrien, um pouco abatido, não vejo seus amigos por perto, deve ser esse o motivo. Marquinhos e Matuidi caindo na risada com Jamel Debbouze, no meio do corredor chamam a minha atenção.

- Aqui esta. – Nasser me entrega um exemplar de Eros Society e eu escrevo uma curta mensagem de apoio a fundação junto a um agradecimento para quem comprá-lo. – Isso realmente significa muito para mim e para a fundação, obrigado novamente por sua presença, aproveite o jantar.

E novamente estou sozinha dirigindo-me ao tapete vermelho para tirar logo as fotos e procurar minha mesa, querendo logo que tudo isso acabe. Meu celular vibra dentro da bolsa e eu o pego com certa urgência acreditando ser uma mensagem de Fredrik, mas quando o olho lá esta o nome de David.

“Sei que pedi para não se apaixonar por mim, mas porra, vestida assim é muita covardia com o meu pobre coração, acho que vou quebrar minhas próprias regras esta noite”

 Eu o guardo novamente, com as mãos tremendo, questionando minha sanidade depois de receber essa mensagem. O primeiro flash dispara e eu olho para frente.

- Pode chegar para o meio do tapete. – Pede um fotografo.

- Um sorriso, por favor. – Diz outro e eu faço o que me pedem, por cinco minutos sou como uma daquelas atrizes encantadoras que não se cansam de fazer poses para lentes estranhas e eu me sinto bem,  talvez eu comece a gostar disso, afinal.

Quando vejo que acabou dou um passo para fora do tapete enquanto vejo Marquinhos e a namorada aparecerem para serem fotografados também, mas as mãos quentes de David me empurram novamente para o centro das atenções e eu o olho bem nos olhos para ter certeza de que esta ali mesmo e que não é um fruto de minha imaginação.

- Mais uma. – Ele brinca com o fotografo a nossa frente. – Essa é pra mim Steve, quero uma cópia, pode mandar emoldurar e mandar entregar na minha casa. – Ele me olha apertando-me ainda mais. – Não é todo dia que um cara como eu se apaixona. – Diz e meu rosto imediatamente queima. Não sei o que falar, não consigo me mexer para afastá-lo de mim e gritar para que pare de dizer mentiras tentando parecer engraçado na frente de todos. Eu quero matar David, ali mesmo, apunhalado pelas costas, como ele merece, mas tudo que faço é sorrir mais e mais enquanto os outros parecem se divertir as minhas custas.

"A Fundação realmente significa muito para mim. Nós ajudamos durante anos jovens em dificuldades e isso é muito importante. Vamos abrir neste 2015 uma Escola Rouge et Bleu, para crianças com dificuldades sociais ou escolares" diz Nasser

Nasser faz seu discurso, todos prestam atenção enquanto esperam o jantar ser servido, a mesa em que estou acompanhada de David tem mais seis lugares ocupados por pessoas que não conheço, além da prefeita da cidade que parece conversar animadamente com o mesmo.

- Tive a oportunidade de ver as belas ações, especialmente com as crianças doentes. Uma forte ligação foi criada entre o clube e a cidade... – Ela comenta com ele e David responde...

- Sim, isso é obviamente muito importante.

Tento parecer interessada, mas não consigo, sinto-me egoísta, em qualquer outro dia adoraria estar por dentro de tudo que acontece na fundação, mas não hoje, estou nervosa demais e deixo isso evidente enquanto balanço meu joelho direito sem cessar embaixo da mesa. David o para, segurando minha perna e me lança uma olhada a cada dois segundos em que começo tudo de novo.

- Se não parar vou enfiar a minha mão por debaixo do vestido e fazer você relaxar em um segundo. – Ele sussurra em meu ouvido, fico constrangida só de pensar que alguém possa ter ouvido e paro imediatamente de me mexer levantando minhas mãos apenas para bater palmas ao final do discurso. – Boa menina. – Ele exclama.

O animador Alexander Ruiz, mestre de cerimônias tomou conta outra vez do microfone para anunciar o jantar, que mal consegui comer, sob o olhar atento de David que acabará com seu prato em segundos enquanto seguia sua conversa com a prefeita animadamente encantando ela com seu jeito galanteador.

- Porque está tão quieta? – Pergunta tocando minha mão.

- Porque não me deixa em paz? – retruco com um sorriso fingido.

- Que bom ouvir sua voz escritora, melhor ainda saber que essa lingüinha continua afiada. – Zomba tomando um gole de seu champanhe. – O que vai fazer mais tarde? – Pergunta sendo interrompido pelo inicio do leilão.

E lá estava meu livro, entre os 19 lotes apresentados pelo mestre Arnaud Oliveux que animava o leilão, David deu o pontapé inicial ao comprar um conjunto de três raquetes dos três melhores tenistas do mundo, Nadal, Djokovic e Federer por 24 mil euros e ficou bastante contente com sua compra até virar a cara para mim quando meu livro foi anunciado, lançando-me aquele olhar que me condenava como “Louca” ele ficou ainda mais enfurecido quando na mesa de Blaise estava uma plaquinha levantada e com um lance de 12 mil euros dado por ninguém menos do que Adrien.

- Você assinou querida? – A prefeita perguntou me olhando com um sorriso no rosto, confirmo balançando a cabeça positivamente enquanto estou apavorada com a possibilidade de Adrien levar para casa, mesmo sabendo que ele pode ser encontrado em qualquer livraria daquela cidade essa idéia me apavora e sempre parece vir à tona nos piores momentos.

Anne Hidalgo da o lance final de 26 mil euros e o martelo é batido, fico lisonjeada quando recebo seu abraço e ouço suas palavras.

- É por uma boa causa, e minhas filhas vão adorar saber que sentei ao seu lado. – Diz sorrindo para a foto que tiram de nos duas enquanto ela segura o livro em uma das mãos. – Desculpe Adrien. – Diz ela e eu viro-me para olhá-lo.

- Sem problemas. – Ele sorri e eu me acalmo até ouvir suas próximas palavras. – Tenho certeza de que ela poderá assinar outro exemplar para mim em outra ocasião, não é mesmo Evy?

Fico entre os dois sem saber muito o que dizer, até ela perceber um certo clima e fingir uma conversa com o cara careca da mesa ao lado.

- Porque o interesse agora? – Pergunto a ele.

- Sempre estive interessado, do que está falando?

- Interessado em que exatamente? – Questiono mais uma vez. – Em me levar para cama?

- Cada um com suas prioridades. – Ele parece estar se divertindo.  – Não finja que não sonhava com isso.

Babaca idiota.

- Nos seus sonhos talvez. – resolvo rir um pouco também. – Na verdade sinto um pouco de pena em pensar que acreditou em minhas intenções, você foi uma opção Adrien, David minha escolha, lide com isso, já esta grandinho demais para se dar tanta importância como um garotinho mimado que não sabe perder. – Digo mesmo não acreditando em uma palavra, magoá-lo nunca foi a minha intenção, mesmo desconhecendo a pessoa em minha frente, acho que feri seu orgulho o bastante para que me odeie e isso inevitavelmente começa a doer.

Então eu o deixo para trás, olhando o relógio em minha frente, são quase onze horas e estou atrasada, preciso chegar em casa e trocar de roupa  antes de Fredrik aparecer em meu apartamento. Preciso ignorar qualquer detalhe da noite até o momento e focar em Vincennes e nos segredos da sociedade que estavam a minha espera.

- Hei! – David me alcança. – Vi você conversando com Adrien, o que ele disse?

- Nada.

- Onde está indo?

- Para casa! – Digo um pouco alterada.

- Está mentindo! – Ele se altera segurando-me pelo braço enquanto me carrega para um canto em que mal consigo enxergar seu rosto. – Diga a verdade.

- Estou dizendo, vou para casa, a noite acabou e cumpri meu papel. – Digo e ele suspira um profundo gemido ofendido.

- Por favor, não faça eu me sentir um burro também.

- Só estou dizendo a verdade.

Ficamos em silencio por um segundo, sinto um nó se formar em meu estomago, estou louca para fugir, mas preciso de uma mentira mais convincente, do contrário, não sairei daqui tão fácil.

- Você vai não é? – Sua pergunta soa como afirmação. – Mesmo depois de tudo que eu disse.

Ele esconde o rosto sobre as mãos e as cruza atrás da cabeça, cansado, talvez de mim.

- Com quem?

- Fredrik – confesso.

- Porra! – Ele está irritado, mais do que todas as vezes que o tirei do sério. – Porque não comigo?

- Não vou perder tempo justificando minhas escolhas. – É tudo que digo antes de abrir minha bolsa e devolver a ele sua ansata. – Acho que não vou precisar.

Ele a pega.

- Sabe que posso te segurar agora mesmo não é? – Ele se aproxima e eu me afasto.

- Não pode me proteger sempre.

- Não, mas eu posso tentar. – David parece derrotado e por um segundo penso em recuar. – Não vou segurá-la, pode ir se quiser... Eu... Eu gosto de você Evelyn...

- Não! Não tente me persuadir com mentiras David, estamos sozinhos agora, não precisa fingir.

- Qual é o seu problema?

- Estou atrasada.

- Foda-se

- Tchau David.

- Evelyn, ainda não terminamos! – Eu o ouço gritar ao longe.

 

Tarde demais, estou atrasada... 

 

 

E a noite só esta começando... 



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