História Errado - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Kris Wu
Tags Estóriaquasereal, Krisoo
Visualizações 63
Palavras 3.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ACONTECEU DE NOVO GENTE
ONTEM EU ESTAVA MT LINDA NA SALA DE AULA E EIS Q O PROFESSOR MAIS GATO DA ESCOLA PASSOU PELA PORTA

Eu falei com as amigas "pena q não dá aula pra nós"

Quando cê pensa que não
Ele entra na sala falando q assumiu o lugar da professora de física e q agr ele é nosso professor
Foi um tiro bem dado em mim

Capítulo 2 - Eu prometo


Desde o beijo no carro de Kris, na noite de sexta-feira eu não conseguia pregar os meu olhos.


O motivo era muito claro meus caros amigos. Se o seu professor te beija dentro do carro dele logo depois de ter dado um passeio com você e conversado com muitas risadas; te dar um apelido e te tratar como se a relação professor x aluno de vocês dois não existisse, você deveria se preocupar pelo menos um pouquinho com oque vem a seguir.


A minha vantagem era que ainda estava no domingo e na segunda, Kris não dava aulas na minha escola.


— Parece preocupado.



— CARALHOPORRA. – deu um salto da cama notando JongIn parado na porta. —  Como entrou aqui?



— Sua mãe abriu a porta. Dã. – ele foi até a cama e se deitou e eu joguei o corpo para trás fazendo o mesmo. — Hyung… eu estou gostando de alguém.



— Nini isso é ótimo. – JongIn era um garoto extremamente doce e merecia alguém que fosse assim com ele também.



— Só que eu… acho que ele gosta de outra pessoa.


Ai meu…

Nah

Não poderia ser.



— Outra pessoa? – engoli em seco



— É, eu tento me aproximar dele, mas ultimamente ele parece estar fugindo de mim como se não me quisesse perto ou… me escondesse coisas.


Ai meu santo Graal.


— A-ah é? - minhas mãos já começavam a suar.



— É. Esse cara de quem eu acho que ele gosta, não estuda com a gente. Na verdade já saiu do ensino médio e é mais velho.



— JongIn… qual o nome da pessoa que você gosta?



— S-



— AH NÃO JONGIN!! – me levantei da cama num salto logo ficando de pé e assustando o outro que se sentou me encarando.



— Eu sei… é idiotice.



— MUITA IDIOTICE!! NÃO PODE ACABAR COM UMA AMIZADE ASSIM!!



— Não é algo que eu controle. Não escolhi me apaixonar.



— JongIn, eu não posso corresponder você.



— O que? – ele me olhou confuso e eu sabia que teria que pisar em ovos pra não magoá-lo.



— Você é o único amigo que eu tenho e eu te vejo como um irmão mais novo. Você não podia ter confundido as coisas desse jeito e muito menos agora que eu-



— KyungSoo do que você tá falando??! – o outro me olhava com as sobrancelhas franzidas como se eu fosse a coisa mais estranha da terra.


Talvez eu fosse mesmo.



— Sobre você estar apaixonado por mim.



— O QUE?! – o mais novo explodiu em gargalhadas e eu fiquei parado enquanto ele se debatia na minha cama cada vez mais e assim ele ficou rindo por um bom tempo até saírem lágrimas do olhos e ele ficar sem ar. — Eu… ah ai… espera deixa eu… respirar.



Ele voltou a rir segurando a barriga e engasgando.


— Já acabou Jéssica? – perguntei de braços cruzados e ele riu mais um pouco enquanto limpava o canto dos olhos.



— De onde você tirou que eu sou apaixonado por você?



— Você não ia dizer “Soo”?



— QUE?! Não!! – ele riu… de novo e enfim respirou pra voltar a falar. — Eu ia dizer SeHun.



Aaaaahh

Fazia sentido, afinal.



— E de quem ele é afim? – eu jurei por um segundo que ele tivesse descoberto todo o lance com o Kris.


Tranquei tanto o cu que não passava nem agulha.



— Baekhyun. Lembra dele? – me forcei a lembrar de alguém com esse nome. — Ele se formou ano passado, tá na faculdade.



— Aahhh lembrei. Sinto muito Nini, que porra ein.


Voltei a deitar junto com o mais novo e fiz cafuné na cabeça dele, evitando olhar a carinha triste.

Tudo, menos o rostinho triste de JongIn. Pior que a carinha triste, só a decepcionada.



— KyungSoo. – chamou pelo nome, fodeu. Murmurei brevemente e ele continuou —  Por acaso você está afim de algum cara mais velho?



Esse amigos é quase aquele momento do GTA em que aparece a mensagem de que a gente se fodeu.


Ainda não cheguei lá, mas estava quase.



— Não, porque a pergunta?



Vejam bem, se eu dissesse a ele que saía pra tomar café com nosso professor de matemática e que da última vez o citado me beijou… Ele iria falar pra caralho no meu ouvido por motivos óbvios e diria que é errado.


Talvez até parasse de falar comigo ou pedisse que eu me afastasse do Kris, coisa que eu deveria fazer enquanto ainda era tempo, mas… eu queria ficar só um pouquinho mais.


Ter aqueles lábios pra mim… reviver aquela cena a todo instante no último final de semana só me dava mais vontade de querer permanecer.


Sempre que eu me lembrava do maldito beijo que eu descaradamente tive coragem de aprofundar.


E mesmo que eu me afastasse à procura de ar, não durava muito tempo nos encarando e nos beijamos de novo. E de novo. E de novo. E de novo.


Nos beijamos muitas vezes dentro daquele carro, até eu tomar consciência de que deveria entrar para minha casa e deixar aqueles lábios que pareciam continuar me chamando.




O problema é que JongIn não entenderia e naquele momento, eu não queria ouvir que era errado ou que eu era louco.

Naquele momento eu queria aproveitar quantos beijos eu pudesse, mesmo não sabendo oque me aguardava.



— Soo, você não está me escondendo nada, não é mesmo?



— Eu não estou, Nini.



E eu me sentia o maior filho da puta do mundo.




》》《《




Como o esperado, ele não estava na escola na segunda-feira, mas quando a terça chegou, trouxe com ela um pouco de tensão.

Não do tipo desconfortável.  


Era mais como se os dois quisessem sair logo daquela sala de aula, como se os dois quisessem sair daquela escola e voltar pra dentro daquele carro, pois enquanto estivéssemos ali dentro, nossa relação era de professor/aluno e eu não podia olhar pra ele de forma que nos entregasse, mesmo que só a visão de Kris entrando na sala vestindo jeans e camisa social de cor preta, me causasse rubor no pescoço e nas bochechas.


Passamos a aula evitando muitos olhares e só falamos o necessário.


Quando a aula acabou, eu agradeci aos céus por poder sair daquela sala e ficar um tempo a sós com ele, mesmo que fosse pra, hipoteticamente falando, estudar.


O problema é que eu não me concentrava em outra coisa que não fosse nos fios castanhos como os olhos e a boca que me atormentou durante dias sem contato.


— Eu… não sei oque aconteceu no carro aquele dia. Bem, na verdade eu sei, sei também que é errado, muito errado, mas… – nos encaramos por alguns segundos e os olhos dos dois procuravam as bocas um do outro. — E-eu… não quero parar.



— Eu também não quero. – nos encaramos por mais algum tempo, perdidos em coisas que não dizíamos.


Pelo menos não com palavras.



— Quer esquecer essa aula e ir tomar  chocolate quente?



— Adoraria.





— Eu p-pensei que iríamos t-tomar chocolate quente. – a boca de Kris passeava pelo meu pescoço enquanto suas mãos apertavam minhas coxas que estavam a cada lado do seu corpo no banco do motorista do seu carro.



— Eu esperei durante o final de semana inteiro. – ele inspirou meu cheiro e deixou uma mordida leve na minha orelha, me fazendo arrepiar. — O chocolate quente pode esperar.



Sim, ele poderia e no momento oque tinha de mais satisfatório era afundar minhas mãos nos seus cabelos e o beijar com volúpia até que o calor dentro daquela caixa de metal se tornasse insuportável.




》》《《




Três semanas.

Já faziam três semanas desde que decidimos não parar com aquilo que nós tínhamos e as minhas aulas se tornavam cada vez mais improváveis de acontecer e Kris acabava se sentindo um tanto culpado se minhas notas em matemática caíssem o mínimo que fosse.


Ficou decidido que as terças e quintas ele me daria as aulas normalmente e nos outros dias nós podíamos sair pra fazer oque quer que fosse.


Era difícil sair pra qualquer lugar, já que tínhamos sempre que estar escondidos, afinal se alguém soubesse que eu saía com meu professor e aquilo chegasse à direção, ele perderia seu emprego e dificilmente conseguiria outro.


Manter a máscara professor/aluno ficava cada vez mais difícil e me esconder de JongIn era pior ainda.




— Kris estamos na escola. – sussurrei quando o outro entrou no banheiro masculino e por sorte não havia ninguém lá, se aproveitando desse fato pra me empurrar pra uma das cabines e sentar na tampa da privada me puxando pro seu colo. — Isso é arriscado.


Sussurrei contra seus lábios e ele me calou com a própria boca enquanto apertava minha cintura.



— Eu sei, eu sei. Droga, mas você está tão maravilhoso nesses jeans que eu não consegui te olhar de longe. Precisava te beijar.



— Podemos fazer isso depois das aulas, hoje é quinta.



— Lembre-se do combinado. Hoje é quinta. – droga. Aquele seria um dos dias em que eu teria que realmente estudar.



— Então vai pra sua aula. – dei um beijo rápido em sua boca ainda falando entre sussurros — Vejo você no final da tarde.


Me levantei e segui rumo à minha turma, onde naquela hora eu tinha aula biologia.


Por sorte não tinha ninguém no corredor. Kris ainda ia me deixar maluco.





— Ei Soo, pode me ajudar amanhã? – me virei pra JongIn ao meu lado e maneei para que continuasse. — Eu vou falar pro Sehun que gosto dele, mas… eu não quero jogar assim que gosto dele.



— E oque pretende fazer?



— Eu queria sair pra jogar boliche, mas eu… não quero que pareça um encontro porque tenho medo que ele não aceite.



— Entendi, quer que eu fique de vela. - falei rindo.



— Não de vela. O ChanYeol é amigo dele e eu falei pra ele ir também. Vamos os quatro juntos.



— Vai parecer um encontro de casais.



— Soo, por favor… – ah não. Os olhinhos e a carinha de Nini não.



— JongIn…



— Por favor. – olhos brilhantes, sobrancelhas caídas, lábios grudados com biquinho mínimo.


Droga. Ele podia ser confundido perfeitamente com o gato de botas.



— Tudo Bem. Que horas? – ele se animou e me puxou para um abraço apertado.


Bem na hora que Kris entrou na sala pra dar sua aula de matemática.



— Vamos falar de geometria espacial. –  Ele anunciou aos alunos e começou a escrever na lousa.


Puta merda.

Olha aqueles ombros naquela camisa vermelha.

Como eu queria arranhar ali.


— Depois da aula eu vou pra casa me arrumar e passo na sua casa quando estiver pronto. – JongIn sussurrou e eu assenti pra ele.



Ou seja.

Nada de passeio com o professor de matemática na sexta-feira.





— É uma pena, queria te levar em um lugar amanhã.



— Que lugar? – não consegui impedir meus olhos curiosos e sorriso instantâneo no momento em que ouvi isso.



— Era uma surpresa. – disse dando de ombros.




— Aish. – reclamei contrariado ao mesmo tempo que sorria. — Você pode me levar no sábado. Nós nunca… saímos.



— Como um encontro de verdade? – ele perguntou sorrindo contidamente.



— Como um encontro de verdade. – concordei.


Ficamos nos encarando enquanto eu nervosamente batia a ponta do meu lápis na folha do meu caderno, esperando uma resposta.



— Tudo Bem. – ele pegou meu celular na mesa da biblioteca e desbloqueou a tela. — Acho que já que teremos até mesmo um encontro de verdade, passou da hora de você ter o meu número.


Ele me devolveu o celular e vi que salvou o contato como “Yifan”. Eu nunca o chamava pelo seu verdadeiro nome e a pouco tinha me acostumado a chamá-lo de Kris.


— E eu posso te mandar mensagens? –  perguntei com uma sobrancelha erguida. — Sabe, caso eu precise tirar alguma dúvida sobre a matéria.



— Pode me mandar mensagens se quiser tirar dúvidas sobre qualquer coisa. Agora vamos voltar pra cá.



Ele apontou pro caderno e eu sorri de lado enquanto voltava a prestar atenção na matéria.





— Nós nos vemos no sábado. – Kris disse enquanto parava o carro em frente à minha casa e eu concordei, mas não sem antes lhe dar um beijo. — Não me obrigue a te puxar pro meu colo.



— Não precisa me puxar.


Eu soltei meu cinto de segurança e me sentei um tanto desajeitadamente no colo de Kris, como fizemos dias antes.



— KyungSoo estamos em frente à sua casa. – dizia ao mesmo tempo em que sua boca corria livremente no meu pescoço.



— Não tem ninguém nela. – falei baixo enquanto afundava os dedos nos cabelos do outro e o sentia me apertar mais de encontro à ele.



— Mas você tem vizinhos.


— Eu não me importo. – disse puxando seu rosto e o encarando. — Agora por favor, fica quieto.



Eu o beijei.

O beijei com a mesma vontade da primeira vez, como se precisasse daquele beijo como quem precisa de ar.

Por mais que ele estivesse tirando o meu.



— Você não devia ficar desse jeito no colo de alguém. Vai acabar me deixando maluco. – quanto mais aquela mão enorme me apertava, mais eu queria que me apertasse.



— Você não devia ter esses ombros largos, mas tem. Então tudo oque eu posso fazer é ficar no seu colo enquanto os aperto.



— Você vai me enlouquecer dessa forma, garoto.



— Isso é tudo oque eu mais quero. – eu voltei a beijá-lo e senti uma de suas mãos na minha cintura enquanto a outra apertava a minha coxa com força. —  Desculpe por isso.



— Isso o… ah droga. KyungSoo por favor não faz isso comigo.


Ele se referia ao fato de eu naquele momento ter começado a mover o quadril em cima dele lentamente enquanto beijava seu pescoço.



— Isso é tão bom. – falei próximo ao seu ouvido e logo em seguida deixei uma mordida leve ali.



— KyungSoo não me faz sair daqui com uma ereção entre as pernas.



— A gente resolve se ela aparecer. – falei e comecei a me mover com mais afinco em seu colo enquanto o beijava avidamente.



As mãos que antes descansavam na minha cintura, desceram até alcançar meus quadris e me puxar pra mais perto e para baixo.


Senti o início de uma ereção e sorri continuando e sentindo a mim mesmo ficar excitado com aquilo.



— Kyungie… – me separei minimamente de Kris e o toquei sobre o jeans.


Comecei a acariciá-lo, sentindo se excitar sob meus toques cada vez mais enquanto o beijava.


Até que eu cansei e subi minha mão ao seu cinto que desafivelei um tanto atrapalhadamente, pra logo em seguida abrir sua calça  e infiltrar minha mão pra dentro dela, vendo o outro jogar a cabeça para trás, apoiando no banco e mordendo o lábio levemente quando apertei delicadamente sua ereção ainda por cima da cueca azul escuro.



— É uma pena não ter tempo hoje. – falei e minha mão foi em direção à cueca do outro, finalmente tocando oque tanto queria.


E devo dizer, Deus tenha piedade do meu frágil corpinho se algo viesse a acontecer.


Ou melhor, quando algo viesse a acontecer.


Segurei o membro de Kris na minha mão, sentindo a rigidez e logo passando o polegar sobre a glande em seguida espalhando o líquido que saía dela, facilitando meu trabalho.


Desci a mão lentamente sobre a extensão vendo as expressões de Kris, que naquele momento arfava de olhos fechados.


Subi novamente e aumentei a velocidade dos movimentos gradativamente, vendo o peito do outro subir e descer profundamente enquanto arfava.

Ele segurava os gemidos e aquilo começava a me dar agonias por tanto querer ouvir sua voz.



— Você vai me fazer gozar. – ele sussurrou sôfrego.



— É a intenção. – eu continuei cada vez mais rápido e Kris não me parava. A verdade é que ele queria aquilo tanto quanto eu.


Eu voltei a beijar sua boca enquanto continuava os movimentos, dando mordidas na mesma levemente e aumentava só um pouco o aperto da minha mão.


As mãos de Kris se cravaram em minhas pernas e com um longo suspiro e olhos apertados, ele gozou na própria camisa e na minha mão, me fazendo sorrir mais que satisfeito.

Eu fui diminuindo os movimentos até que seu corpo parasse completamente de reagir e ajeitei novamente sua cueca e sua calça, fechando o zíper e abotoando em seguida.


Ele respirou fundo me encarando nos olhos sem saber exatamente oque fazer ou falar.



— Eu não sei oque você anda fazendo comigo, garoto.



— Eu te digo depois. – beijei sua boca uma última vez, lentamente e saí de seu colo, pegando minha mochila que estava largada de qualquer jeito no banco de trás e abrindo a porta pra sair. Mas não sem antes me despedir. — Até sábado, Kris.



》》《《




— Você tá nervoso, precisa relaxar, Nini. –  ele fez que sim e respirou fundo.


Ele estava todo fofo arrumadinho quando chegou na minha casa. Talvez arrumadinho demais.


Jeans arrumadinho com a camisa social pra dentro das calças, praticamente engomada e o cabelo penteado perfeitamente pro lado.


Alinhada até demais pra um boliche e eu tive que revirar os olhos e rir um pouco, recebendo de volta um olhar enviesado, porém fofo que me fez puxá-lo pro meu quarto e desfazer aquela imagem do bebê da mamãe.


Tirei sua camisa de dentro das calças, dobrei as mangas um pouco e abri alguns botões da camisa branca.



— Falta uma coisa… – o coloquei sentado na minha cama, afinal era muito alto pra mim, baguncei um pouco os cabelos, ainda deixando de lado e pronto.

Um genuíno jovem que joga boliche.


Ele se olhou no espelho e sorriu. Eu apareci ao seu lado e espirrei um poucos de perfume em seus pulsos, que ele esfregou uns nos outros antes de passar no pescoço.



— Obrigado Soo, você é o irmão mais velho que eu não tive.



— Mas você não é filho único.



— Mas só tenho noonas e não hyungs. - eu sorri e fiz um carinho breve em seu cabelo.



— Vamos logo arrasar uns corações, bonitão.





— Caralho Nini, eu tinha esquecido o quanto Sehun é bonito.


O cujo dito estava parado próximo a alguns bancos perto da pista de boliche junto à ChanYeol e estava incrível.


Ele parecia quase tão fofo quanto JongIn na verdade, mas estava lindo daquele jeito simples.

Usava blusa de manga, quase um casaco de cor rosa, jeans e tênis. Sem contar no cabelo preto que estava bagunçado propositalmente e a última peça que o deixava daquele jeito “fofo”, os óculos de grau de armação redonda.


Eu poderia tirar uma foto dele e colocar na parede do meu quarto só  pra ficar observando.



— Eu… Soo… – Quando eu olhei pro lado pude notar que JongIn estava meio travado.



— JongIn se você desistir agora eu juro que te dou uma surra, moleque.



— E se der errado? – eu o encarei e pude enxergar o seu desespero. — eu tô sentindo que vai dar errado, Soo.



— Só continua andando e sorria quando ele falar com você. – sussurrei e alcançamos os outros dois. — ChanYeol, e aí?



— E aí?!



— Sehun. – acenei pra ele que sorriu minimamente.



— Oi KyungSoo. – ele encarou à JongIn e este sorriu com aquela cara de psicopata que me fez cobrir o rosto com uma mão.



— Relaxa, vai dar certo. – ChanYeol sussurrou ao meu lado e eu suspirei concordando.


Tinha que dar certo.





Uma hora que havíamos chegado ali e eu estava menos nervoso que antes, afinal os mais novos do grupo já haviam conversado e se descontraído mais do que eu poderia imaginar.


Sentamos um pouco pra descansar e conversar uns com os outros e eu aproveitei pra tirar uma foto da pista de boliche e mandar pra Kris.




Yifan: Aproveitando a sexta-feira?


KSoo: Espero aproveitar mais o sábado.


Yifan: você vai.




Sorri esperando ansiosamente o dia seguinte.



Naquele dia mais cedo eu fiquei encarando o celular, pensando se deveria ou não mandar uma mensagem.



Vamos fazer um momento flashback aqui.



•°•°•°•


Será que ele me acharia, sei lá, grudento ou desesperado ou ansioso demais?


Rolei na cama pela vigésima vez sem saber oque falar.


Eu deveria mandar um bom dia?

Eram nove da manhã, ele poderia estar na faculdade àquela hora.


Não.

Eu não mandaria mensagem. Iria esperar ele me mandar.


Só tem um problema Do KyungSoo, o Kris não tem o seu número.



— Okay, uma mensagem não faz mal.



KSoo: Já passou da hora de você ter o meu número.



Tudo bem, era só esperar uma resposta agora.

Eu não estava desesperado.

Eu estava muito de boa.


Levantei da cama, arrumei a cama, deitei na cama, levantei mais uma vez, olhei em volta…



Bip.



Yifan: Pensei que não me mandaria nenhuma mensagem de bom dia.



Ele estava realmente esperando uma mensagem de bom dia?

Não era realmente nada demais mandar uma mensagem depois de já ter colocado a mão no pau do cara né.


Enfim.



KSoo: Bom dia, Kris.


Yifan: Bom dia, Kyung.



Eu estava rindo que nem um imbecil, porque a verdade é que eu era um imbecil mesmo.

Um imbecil que estava nutrindo sentimentos indevidos.



•°•°•°•



— Eu conheço essa cara. – acordei das minhas lembranças dando de cara com ChanYeol que sorria cinicamente.



— Que cara?



— É a mesma cara que aquela. – ele apontou pra JongIn que tinha ido com Sehun comprar refrigerantes.


Essa foi a desculpa que ele usou pra chamar Sehun e finalmente contar oque queria.


JongIn estava adorável, mas parecia extremamente nervoso e ficava esfregando as mãos.



— Não estou com a mesma cara que ele. – me defendi lembrando do que ele falava.



— É de lá da escola?



— Não tem ninguém, para de ficar imaginando coisas nessa sua cabeça oca.



Eu não podia ficar dando tanto na cara daquele jeito.



— Eu vou descobrir quem é. – ele falou rindo e meu cu trancou o bastante pra me fazer travar.



Antes que eu pudesse me defender de qualquer coisa que ele tinha falado, ele foi puxado pela mão por um Sehun vermelho.



— Vamos embora, ChanYeol.



— Por que? – o orelhudo estava tão confuso quanto eu.



— Vamos logo!!



ChanYeol me encarou e se desculpou dizendo que a gente se falava depois. Eu assenti ainda meio travado e observei os dois indo embora apressados.


Procurei por JongIn com os olhos e não o encontrei de início. Minha cabeça rodando com várias dúvidas enquanto eu o caçava com o olhar. Até q senti uma mão tocar o meu ombro e me virei pra encarar meu melhor amigo com o rosto mais triste que eu já tinha visto.


— Nini…



— Só vamos pra casa, por favor. – eu assenti e nós saímos em direção ao ponto de ônibus.


Eu não tentei falar mais nada até chegarmos em casa. Sabia que ele não estava bem e nada do que eu pudesse dizer iria fazer melhorar.



— Posso dormir aqui hoje? – eu assenti e fui até o armário pegando roupas largas que eu usava pra dormir e que ficariam confortáveis pra ele.


Ele foi até o banheiro e eu troquei minhas roupas esperando que ele voltasse.

Minha mãe nos chamou pra comer, mas eu sabia que ele dificilmente sairia do quarto então apenas pedi sanduíches a ela e não demorou muito pra que eles chegassem ao quarto.


Ele precisava pelo menos comer.



— Quer falar? – perguntei fazendo cafuné nos cabelos castanhos.



— Ele não disse nada. A-apenas me olhou a-assustado e depois riu e saiu praticamente c-correndo. – no meio da frase ele começou a chorar desesperadamente e soluçar, então eu me deitei ao seu lado e o abracei com força enquanto o rostinho molhado ficava escondido no meu pescoço. — Ele riu, Soo, ele riu e foi embora. Não me olhou nos olhos e nem me deu uma resposta. Foi como se eu fosse uma piada. Eu sou uma piada. E-eu… porque ninguém pode gostar de mim?



E foi nesse momento meus amigos, que eu tive que segurar o meu choro o máximo que eu pude e ser forte por ele.



— Não diga isso, uh? Eu estou aqui. – deixei um beijo no alto de sua cabeça e ele se afastou me encarando.



— Eu não sei quem ele é, Soo. Eu não sei o porquê você não me conta, mas sei que gosta dele, então eu espero que ele goste de você também e que uma hora você divida isso comigo. Você promete?



E tinha como dizer não para aqueles olhinhos e carinha de quem precisa ser protegido do mundo?



— Prometo, Nini.



— Me põe pra dormir? – eu assenti e o abracei com força, fazendo cafuné na sua cabeça e cantarolando baixinho até sentir que ele tinha pego no sono.


Eu prometo que assim que as coisas ficarem menos confusas, eu te conto toda história.


Notas Finais


Ai meus Deus
Nada a declarar

Xoxo
*3*


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