História Errado - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Kris Wu
Tags Estóriaquasereal, Krisoo
Visualizações 48
Palavras 3.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Era 3shot
Mas esse capítulo ficaria MT longo
Então acaba no próximo

Capítulo 3 - Não dá mais tempo


— Você quer que eu te encubra pra você se encontrar com o tal cara que você não me conta quem é?


Foi tudo oque ele me perguntou depois de cinco fucking minutos em silêncio.


— JongIn eu sei que você já reparou que tem alguém e que é provável que você esteja puto comigo por não te contar, mas eu pr-


— Tudo bem, eu ajudo.


— Como é que é? – eu encarei o outro com o rosto confuso e ele deu um sorrisinho mínimo de lado.


— Pelo menos um de nós tem que se dar bem quando se trata de relacionamentos. Mesmo que provavelmente isso dê uma merda muito grande no final.


— Ah muito obrigado, Nini. Grande apoio cheio de sinceridade o seu.


— De nada amigo. – disse sorrindo um pouco mais e eu o puxei pra um abraço ainda deitados na minha cama.


Afinal de contas, era sábado e ninguém ali tinha pressa de sair cedo do cobertor quentinho.





— Tá bom, então até mais tarde Soo. Não se atrasa.


— Não vou.


— Vão sair de novo? – minha mãe apareceu atrás de mim secando a mão em um pano de prato .


— Sim, ontem eu não estava me sentindo bem e por isso chegamos cedo. – JongIn deu de ombros e ela assentiu.


— Você parecia mesmo abatido, já está melhor?


— Tô ótimo, acho que foi sua comida. – ah muleque acertou em cheio elogiando a comida de uma cozinheira.


Minha mãe riu e se aproximou dando um beijinho na bochecha dele que fez aquela carinha de bebê que derretia todo mundo.


Muito fofo o menino JongIn.


— Até mais tarde, Soo. Até outro dia, senhora Do. – minha mãe acenou e nós entramos novamente.


— Aonde vão hoje? – ela perguntou fazendo um carinho na minha cabeça.


— Vamos chamar os meninos de ontem e maratonar algum filme. Talvez Senhor dos Anéis.


— Harry Potter é melhor. – Ela sempre dizia isso é era por esse prazer que eu sempre dizia Senhor dos Anéis. — Vai dormir por lá?


— Se importa?


— De jeito nenhum, se ficar tarde eu prefiro que fique por lá. As ruas estão muito perigosas ultimamente pra ficar passeando e além do mais, hoje é sábado e o restaurante enche. Assim você não fica sozinho.


Apenas assenti e disse que voltaria pro meu quarto.


Tudo resolvido.

Eu tinha um álibi, uma pessoa pra me cobrir e nem precisaria marcar algum lugar pra me esconder até Kris me buscar, afinal minha mãe estaria no restaurante quando ele fosse me buscar.



KSoo: O que eu deveria vestir?



Eu não fazia ideia de pra onde iríamos e Kris não me dava dica alguma então eu estava totalmente no escuro

Eu tinha medo de parecer arrumado demais ou largado demais.


Mas naquele momento eu tinha que me lembrar de uma coisa…

O que poderia acontecer depois.


Digamos que eu… hã… digamos que Kris não tinha muito cara de ser passivo e bem… nas minhas poucas experiências sexuais eu também não era.


Não vou mentir, queria.



Como se preparar para liberar aquilo que não deveria ser liberado


Google pesquisar.



O que foi?

Eu precisava saber como estar prontinho né.



Bem, como não achei muita coisa pesquisando naquela forma, lá estou eu procurando novamente com outras palavras.



Como fazer a chuca


Google pesquisar.



Quando se pesquisa esse tipo de coisa, você encontra vários outros tipos de coisa. Vende chuca na farmácia meu Deus!!!


Como fazer pra comprar o necessário sem parecer suspeito pra sua mãe.


Isso aí nem o Google sabia meus amigos.



Toc Toc.



— Kyung, eu estou indo mais cedo pro restaurante hoje, você se cuida aí okay? Não espere escurecer pra sair de casa você sabe como tá perigoso e se sentir fome eu deixei coisas preparadas na geladeira pra você fazer um sanduíche. Nos vemos amanhã.


Ela nem me deu tempo de dizer nada, já saiu atropelando as palavras e me deu um beijinho e adivinha quem apertou Ctrl Esc quando ela se aproximou da tela?

Eu mesmo.


— Até amanhã.


Ela saiu e a primeira coisa que fiz foi olhar pela janela e me certificar de que ela saía com o carro.


Beleza.


Meu pai trabalhava em um banco e só saía de lá depois que ele fechava, então eu estava de boa.


Sozinho pelo resto do dia.



Pesquisei novamente tudo oque eu iria precisar pra ficar… pronto e liguei pra farmácia.


Vergonha?

Imagina.


Mais vergonhoso seria ter surpresas na hora.



Eu senti o tom de deboche na voz da menina que me atendeu e que teve o prazer de gritar dentro da farmácia se entregava tal coisa.

Maldita.


Depois de tudo devidamente pedido, eu apenas tinha que esperar.


Sabe o bom de não sair de casa?

Sua mesada dura já que você não gasta com nada.

E lá estava eu gastando a mesada.


Meu celular apitou e só então eu me lembrei de que havia mandado mensagem pra Kris.



Yifan: Roupas confortáveis.



Okay

O que ele chamava de roupas confortáveis?


Confortável pra mim é me vestir lindamente com minhas roupas de mendigo, das quais o engomadinho Kai e a senhora Do estavam sempre tentando se livrar.



KSoo: Diga isso e eu apareço de pijamas.


Yifan: Hahahahah não seria um problema

Yifan: Mas se te deixa melhor, um jeans e camiseta já estaria ótimo.



Deus seja louvado.

Jeans e camiseta senhor.

Era basicamente a única coisa que eu vestia mesmo.



KSoo: Anotado.


Abri o guarda-roupa e peguei um jeans claro e em seguida uma camisa branca com uns desenhos aleatórios de cor azul claro na frente.

Deixei meu tênis separado no canto e pronto, tudo nos conformes.


Ouvi uma buzina no andar de baixo e olhei pela janela, vendo que era a farmácia.

Peguei o dinheiro e corri, abrindo a porta e vendo o motoboy me olhando com uma cara de “uhum né safado”.


Me

Matem


Revirei os olhos e paguei a ele, logo voltando para dentro de casa e pro meu quarto.

Olhei tudo oque estava na minha frente é que seria usado ali.

Okay, aquela lâmina de barbear só não podia cortar meu cu e consequentemente o clima.


Imagina

Socorro


Ainda estava cedo pelo horário que marcamos e eu odiava ficar esperando então me arrumar às pressas não era uma opção.


Meu celular apitou de novo.



Yifan: Põe uma muda de roupas limpas em uma mochila.

Yifan: Vai precisar.



Era um convite indireto pra passar a noite?

Porque se fosse, eu queria.


Respirei fundo e me segurei pra não sair pelo quarto dando pulinhos bem héteros.



KSoo: okay



Aquilo poderia não ser nada do que eu imaginava também, então…


Mais um jeans e outra camiseta.

E cueca né.

Cuecas são importantes.


O que mais?


Não exagera KyungSoo, não exagera.

Só aquilo estava de bom tamanho.


Um casaco também, podia estar fazendo frio mais tarde.

Okay.

Aquilo era tudo.


Olhei a hora e tomei um susto.

Precisava de tempo pra não me atrasar demais.





Se alguém algum dia disse a você que fazer a chuca era fácil, essa pessoa é uma filha de uma puta mentirosa pra caralho.


Eu não sei se era exagero do virjão da chuca, mas enfim.

Eu estava devidamente limpo e depilado.


Se você pensa que apenas mulheres se arrumam para um primeiro encontro, também está enganado.

Lá estava eu com uma pinça na frente do espelho tentando não parecer ter uma taturana no lugar de sobrancelhas.


JongIn disse pra eu só limpar o excesso de não quisesse parecer uma garota.

Perfeito.


Roupas, confere.

Cabelo cheiroso e seco, confere. (créditos ao lindo secador da mamãe)

Perfume, confere.

Dentes, confere.


Lembrei de guardar minha escova de dentes dentro da mochila também.

Talvez eu estivesse sendo muito pretensioso?


Ah tô nem aí, sair sem minha escova de dentes era um desafio pra mim.


Enfim eu estava pronto e me olhei no espelho uma última vez, me certificando de que eu não iria passar vergonha.



Meu telefone tocou e eu não atendi, apenas olhei para o lado de fora, onde o carro preto de Kris me aguardava.


Peguei a minha mochila, meu celular é minhas chaves e saí relativamente calmo.


Lê-se: me cagando de medo que essa porra dê merda.


Assim que saí de casa e me virei pra trancar a porta, ouvi as portas do carro sendo destravadas.


Não era como se o carro do professor fosse o último modelo da marca, até porque ele era professor de matemática e universitário.

Nossa, deu até uma dor no peito só de pensar.


Entrei no carro e a primeira coisa que fiz, (okay foi a segunda, a primeira foi jogar a mochila no banco de trás) foi me inclinar e roubar um selinho.


Que foi, os alunos ruins de matemática também dão selinhos, viu?!

Vai chegar vez, meu jovem.



— Te fiz esperar muito? – perguntou sorrindo e eu fiz que não.


— Na verdade o dia passou bem rápido. Vai me dizer aonde vamos?


— Para de ser apressado. – ele riu e saiu com o carro. — O que fez o dia todo?


A chuca.


— Nada demais.





— Onde nós estamos?


Kris parou o carro em um estacionamento simples e assim que descemos eu pude ver muitas pessoas e ouvir uma música ao longe.


Quando nos aproximamos mais eu pude ver que todas as pessoas estavam… coloridas.


Olhei pra Kris, pela primeira vez de corpo inteiro e aquele não parecia meu professor. Na verdade aquele ali era só um cara jovem saindo em um final de semana.


Jeans surrado, camisa branca e All star.

Ele estava usando All star. Estava simples e quem olhasse pra ele, não diria que é professor do ensino médio.


— Festival de primavera. É indiano, mas as pessoas fazem pelo mundo todo.


— E oque nós fazemos nesse festival?


Ele riu e me puxou pela mão até nos embrenhar no meio das pessoas que estavam coloridas e não demorou muito pra que eu estivesse tão colorido quando a parada gay.


Kris foi pra um canto que tinha uns sacos enormes e cheios de pó colorido que era usado como a tal tinta e pegou com duas mãos o pó azul e eu fiz o mesmo com o amarelo.


Eu joguei a tinta em Kris que soltou a dele no meu rosto e quando eu fui ver um já jogava tinta no outro e nas pessoas à volta que nos devolviam com a mesma intensidade.


Tudo era colorido, tudo era alegre e cheio de vida, cheio de música.

Era como se tudo fosse cheio de Kris.


Olhei pra ele que ria enquanto jogava a tinta nas pessoas. Ele tinha todas as cores nas roupas, no cabelo, na pele e eu pensando que não conseguia ficar mais bonito do que já era, me enganei.


A música alta era tão alegre quanto o ambiente onde eu e ele já pulavamos e dançávamos animados e desajeitados. Daquele jeito ali mesmo, coloridos e suados, Kris me puxou pra um beijo na frente de todos os presentes que vibraram e jogaram tinta em nós.


Acho que engoli um pouco de rosa, mas tinha gostinho de azul.


Nos separamos e rimos apenas pra voltar a nos beijar de novo, enquanto meus braços enlaçavam seu pescoço e as mãos dele descansavam na minha cintura.


Eu estava muito, muito ferrado.


Minutos depois tinha um celular mirando em um Kris e um KyungSoo sorridentes e abraçados.

Eu ficava muito anãozinho perto dele, meu Deus.


Ele chamou uma menina e perguntou se ela podia tirar um foto nossa e que bom que eu tava cheio de tinta rosa mesmo. Podia  colocar a culpa nela por estar todo corado.


A menina pegou o celular de Kris e ele me se colocou à minha frente, e antes que eu perguntasse se ele pretendia me deixar aparecer na foto, ele se abaixou e segurou minhas pernas me fazendo gritar assustado e rir, segurando seu pescoço. A menina sorriu e tirou a foto enquanto eu ria, pra logo em seguida pedir que nos beijassemos e foi oque fizemos, e assim ela tirou outra foto.



Aquele era o encontro mais gay que eu poderia ter tido na vida e eu uma pessoa muito do vale não poderia estar mais satisfeito.



Muita tinta, risadas e fotos depois, era hora de ir pra casa.


— Agora você entende porque eu disse pra você trazer outra roupa? – ele perguntou enquanto seguimos de volta ao carro.


Já tinha começado a escurecer e nós dois estávamos parecendo o Bozo.


— Valeu a pena ficar todo sujo de tinta. – respondi rindo e ele concordou com a cabeça.



— Agora eu quero que conheça um lugar.





O apartamento não era grande coisa, afinal ele morava sozinho (pelo menos agora. Eu me perguntava sobre a tal esposa agora ex).


Depois de entrar e tirar os sapatos eu pude parar pra olhar em volta.


Eu corri os olhos pela sala arrumada, a cozinha americana e a porta aberta que de onde eu estava podia notar sendo um quarto.

Na parede oposta tinha uma porta fechada que imaginei ser o banheiro e na sala tinha uma porta de vidro que dava pra uma varanda.


Tudo tinha cara de… Kris.

Era aconchegante.



— Gostei. – falei ao voltar os olhos pra ele.


Ele sorriu pequeno e segurou a minha mão.



— Vamos nos livrar dessa tinta. – eu assenti e o segui até o quarto, onde ele pegou minha mochila e deixou em cima de uma cômoda, indo em seguida até o armário e pegando uma toalha. — Bom… o banheiro é ali.


Ele apontou pra porta fechada e eu me virei pra olhar, em seguida me virando pra ele e soltando antes que desistisse da ideia.


— Toma banho comigo? – ele me encarou e levantou uma sobrancelha. — Não consigo enxergar todos os lugares onde possa ter tinta ué.


— Entendi, quer que eu te ajude a se livrar da tinta.


— Claro, eu te ajudo também. – falei sorrindo debochado e ele riu pegando outra toalha.


— Vamos então.



Eu segui para o banheiro e ele me acompanhou. Até que era espaçoso o suficiente pra acomodar duas pessoas.

Ele pendurou a toalha dele, em seguida fazendo o mesmo com a minha e se virou pra mim, me encarando como se estivesse incerto de alguma coisa.


Antes que pudesse falar ou fazer alguma coisa, eu me aproximei de si e segurei a barra de sua camiseta, num pedido silencioso para que tirasse e assim ele o fez, em seguida fazendo o mesmo comigo.


Tiramos todas as peças, em silêncio e nitidamente evitando olhar um para o outro, mas uma hora seria inevitável, e foi assim que já não tinha mais oque tirar.


Querem que eu descreva o homem à minha frente?

Alto, ombros largos, se você está esperando um daddy todo musculoso, vai ficar esperando sentado.

O corpo de Kris não era como se fosse todo magro/corpo de bailarina/Nini. Era magro sim, mas tinha uma definição leve na barriga e os músculos do corpo eram firmes.


Vamos traduzir aqui.

Um verdadeiro gostosão real.


Até evitei olhar mais pra baixo, mas eu não sou de ferro.

Olhei mesmo.


Piedade do meu corpo.

Aquilo era demais pro baixinho aqui.



Evitei olhar por muito mais tempo e notei que não era o único observador.

Enfim, paramos de encarar o corpo um do outro e entramos no box.



A água do chuveiro era quente e eu agradeço por aquilo, nada melhor que banho quente.


Kris me empurrou primeiro de encontro a água e eu quase gemi em satisfação, ele pareceu notar, porque deu uma risadinha baixa que me fez procurar sua mão e puxá-lo de encontro a mim. A água da ducha agora molhava aos dois e eu pude ver a água se tornando colorida e indo em direção ao ralo.


Levei minhas mãos ao rosto de Kris, esfregando levemente a fim de livrar a pele da tinta e aos poucos ela foi sumindo, dando lugar novamente a cor original.


Ele fez o mesmo comigo, no mesmo ritmo, a diferença é que me roubava um selinho hora ou outra. Ele se separou de mim e alcançou o xampú despejando certa quantidade na mão e em seguida levando aos meus cabelos, enquanto lavava o mesmo.


— Isso é bom. – falei baixo e ele riu.


— Seu cabelo é macio. Bom, talvez não tanto agora com toda essa tinta, mas é. – foi a minha vez de rir e fechar os olhos enquanto ele continuava lavando meu cabelo e quando terminou eu peguei a esponja de banho e comecei a passar no corpo do outro, livrando de todas as cores que agora seriam boas lembranças.


Esfreguei suas costas, braços, pescoço, até na barriga tinha tinta, orelhas.

O cabelo ele teria que lavar sozinho porque eu não alcançava aquele tamanho todo.


Limpamos todo o corpo um do outro da melhor forma que conseguimos. Ficamos naquele banheiro pelo oque pareceu ser uma eternidade e eu já não sabia se era mesmo pra nos livrar da tinta.


Até um certo momento, foi, mas deixou de ser quando os carinhos abriram caminho para os beijos e esses beijos se prolongaram por um tempo bastante longo e confortável.



Beijos ora lentos e ora divertidos e cheios de risadas.

Até pra conseguir secar o corpo um do outro, os beijos estavam lá nos fazendo rir.


Beijos que foram aprofundados, beijos que se tornaram quentes, beijos cheios de toques.


O banheiro já não tinha mais espaço pra nós dois e ficar de pé já não era confortável.


Beijos já não eram o suficiente.



Fomos até o quarto nos beijando, calmamente, mas ainda assim com desejo.

Eu queria mais daquilo, queria mais de tudo oque pudesse ter.


Eu fui até a cama e me deitei, não demorando muito pra ter o outro sobre mim.


— Sabe oque pode acontecer se realmente ultrapassar essa linha, não sabe?


— Eu quero descobrir, Kris.


— Você tem certeza?


— Quer por favor calar a boca e me beijar? – ele sorriu e voltou ao que fazia antes, com mais urgência.


Cada toque em mim era um passo mais distante do meu controle e total sanidade, mas eu não me importava de ficar louco por ele, não me importava de ficar louco com ele.



Todo o processo que eu já sabia que seria feito, foi feito e acreditem, eu podia já me considerar louco a partir daí.


Só os toques em mim já me faziam querer revirar os olhos, ainda mais sendo toques tão íntimos.

Lá estava ele tendo toda a paciência e cuidado pra que eu estivesse preparado e lubrificado e por mais que eu estivesse adorando, não vou mentir, queria logo outra coisa além dos dedos dele dentro de mim.


— Kris, por favor. – ele sorriu ao ouvir a minha voz vacilar e voltou o corpo pra onde estava antes e quando o senti se posicionar o parei. — Já me basta ser passivo, ficar por baixo também já é demais.


Ele riu alto me fazendo relaxar um pouco e me beijou novamente.


— Me diz oque você quer.


— Quero que fique muito bonito sentado, você não gosta quando eu fico no seu colo? – Kris mordeu o lábio e concordou saindo de cima de mim e ficando sentado/meio deitado e eu me sentei em cima dele como tantas outras vezes, o beijando sem pressa (cof cof) e fazendo a única coisa que gostava mais que beijá-lo e essa coisa era beijar Kris enquanto afundo os dedos em seu cabelo.


Me ergui minimamente e deixei que ele se posicionasse, respeitei fundo.


— Pode descontar em mim se sentir muita dor. – ele sussurrou e eu concordei descendo lentamente e puta merda.


Haja fôlego e resistência pra não desistir naquele momento.

Como ele permitiu, lá estava eu descontando a dor nos ombros dele, apertando com força e arranhando.

Talvez eu estivesse apenas arrumando desculpa pra fazer oque eu queria fazer a muito tempo?

Talvez.



— Puta merda.


— Podemos parar.


— Não cheguei até aqui pra parar. – ele riu e respirou fundo junto comigo e eu voltei a descer lentamente enquanto o outro mantinha as mãos na minha cintura.


Enfim cheguei ao final, respirando muito, muito fundo e tentando pensar em qualquer coisa que não fosse aquela dor filha da puta.


Kris me beijava calmamente no rosto, me distraindo. Como se isso bastasse pra me distrair né.


Quando a dor parecia menos insuportável eu me movi em cima de Kris, ainda lentamente.


Tenta você ficar com um pau enfiado no cu, querido.


Enfim.


Muita calma, paciência e espera depois, eu pude me mover com um pouco mais de liberdade.

Não é como se você estivesse transando pela primeira vez e já pudesse quicar como ator pornô profissional.


Gradativamente eu relaxei e me movi cada vez mais, Kris parecia sempre prender os gemidos e eu queria dar na cara dele por isso.

E foi pensando nisso que mesmo sentindo um pouco de dor eu subi e em seguida desci de uma só vez, fazendo um gemido se desprender da garganta dele e ele me encarar um tanto chocado.


— É isso oque eu quero. – ele respirou fundo passou as mãos pelas minhas costas, parando na minha bunda que ele agarrou e apertou me fazendo arfar, em seguida, ainda segurando, me fez subir e descer sobre ele com um pouco mais de afinco e gemeu como eu estava doido pra ouvir.


Meu Deus, aquilo era tudo oque eu queria. Quanto eu mais me movia em cima dele, mais eu esquecia da dor e me entregava aos beijos, toques e sons.


Passei a me mover por conta própria e as mãos de Kris voltaram à minha cintura, que parecia ser seu lugar favorito. Até que ele descobriu outro lugar, também chamado de meu pau.


Foi só ele tocar pra eu me sentir tremer. Era a minha vez de gemer enquanto ele trabalhava com as mãos e eu me agarrava aos cabelos castanhos.


Yifan… continua. – e ele continuou mas não sem antes me encarar sorrindo e me beijar de novo.


— Como me chamou?


— Yifan. Eu te chamei de Yifan. – ele gemeu mais rouco que o normal e passou a literalmente me foder enquanto eu gemia mais alto.


Eu poderia ficar daquele jeito por muito tempo, mas ter mãos possessivas nos meus quadris e uma boca macia no meu pescoço, não me deixava me manter por muito tempo.


Ele voltou a mão ao meu membro e começou a bombear enquanto eu jogava a cabeça pra trás e gemia, ainda me movendo sobre ele.


Não demorou pra que numa dessas eu sentisse um lugar que eu adorava sendo atingido me fazendo literalmente virar os olhos e buscar acertar ele mais uma vez.

E mais várias outras vezes, até que em uma dessas eu sentisse todo o corpo arrepiar e um sensação forte me atingisse até que eu me sentisse tonto e me desse conta de que tinha acabado de gozar.


Dizem que quando você goza, se contrai né. Real.

E foi nessa que eu apertei Kris dentro de mim é o senti apertar com força o meu quadril me fazendo gemer de dor enquanto ele gemia de prazer por gozar também.


Aquilo ficaria marcado. Certeza.


Demorou bastante tempo com a testa no ombro dele e as mãos abraçando o mesmo lugar pra que eu voltasse ao normal e pudesse o encarar.



— Eu vou ficar dolorido pelo resto da semana.


— Eu cuido de você se precisar. – saí de cima dele e me joguei semi morto na cama, respirando fundo.


— Eu to exausto. Sexo cansa. – ele riu e desceu o corpo pra que ficasse completamente deitado.


— Dorme aqui essa noite. – eu o encarei com as sobrancelhas arqueadas e ele riu. — só vamos transar se você quiser.


— Vai ter que me alimentar, estou fraco.


— Por mim, tudo bem. – eu concordei e me aproximei o beijando.


Agora sim, era tarde demais pra tentar recuar.


Notas Finais


Xoxo
*3*


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