História Erros do passado - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
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Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite!
Aqui está mais um capítulo de Erros do passado.
Espero que gostem.

Capítulo 6 - Medo de te perder


Fanfic / Fanfiction Erros do passado - Capítulo 6 - Medo de te perder

 

 

Enquanto seguia pela Freedom Avenue em seu carro Mercedes, Lucy Lawless observava a paisagem urbana pela lateral esquerda do banco do passageiro acompanhada de sua amiga Hellen e Arnold que dirigia numa velocidade constante.

Atrás do seu veículo, um carro Toyota, negro, trazia cinco agentes do FBI munidos de pistolas automáticas e duas metralhadoras. Entre eles estava o detetive Mark Pellegrino. Havia ainda mais três escoltas policiais nas redondezas do correio Fox, aguardando-os e vigiando os arredores do lugar.

— Meu menino! Sinto tanto a sua falta!

Os pensamentos da mulher eram um mar revolto de tristeza. Seu peito doía. Respirava irregularmente. A angústia crescia dentro de si. Pensava em seu filho e no que podia acontecer de mal a ele. Jared era apenas uma criança.

— Deus! Proteja a minha criança! Não deixe que nenhum mal lhe aconteça, senhor!

A cada rua dobrada, a cada curva na estrada, sentia-se mais e mais perto de algo. Um lampejo de esperança, quem sabe. Uma luz no fim do túnel ou mesmo um "sopro divino". Agarrava-se a qualquer possibilidade não humana, pois quem sabe assim Deus olharia para sua dor e lhe devolveria seu rebento.

— Eu não devia ter errado como errei com você, Jay! Eu não devia! Deus, não me tire a oportunidade de reconquistar meu filho! Devolva-o para mim! Eu lhe imploro!

Absorta em seus pensamentos, não percebeu quando o carro parou. Hellen chamou-lhe a atenção. Sua voz não era menos triste que a de Lucy.

— Lucy, querida! Chegamos!

A senhora Lawless a olhou assustada, visivelmente aflita. Em seu olhar era nítida a sombra da preocupação.

— Chegamos? – Perguntou num fio de voz, prestando atenção pela primeira vez na mulher ao seu lado, desde que tinha entrado no carro. - Então o que você está esperando parada desse jeito? Vamos Hellen! – Afirmou séria.

Uma batida na lateral esquerda do carro chamou a atenção das duas mulheres. Arnold desceu do carro e abriu a porta revelando sua expressão séria e centrada.

— Senhoras, mudança de planos. As duas permaneceram me aguardando no carro.

J2

A zona rural de Sioux Falls era fria apesar do forte sol de agosto. À noite ventos gélidos e queda de temperatura circundavam o ar espesso daquele lugar, fazendo do ato de se agasalhar antes de dormir uma questão de saúde.

Depois de ouvir o que Danneel tinha dito, Jared deitou em sua decrépita cama, abraçando-se e chorando pela segunda vez naquela noite, pois as lágrimas teimavam em cair de seus olhos desde que fora sequestrado. O que era uma verdadeira luta, pois não queria se mostrar tão fraco e frágil diante de seus sequestradores.

Sentia-se cada vez mais só. Temia nunca mais ver sua família. Infelizmente isso não era o pior. A tristeza e a falta de alimentação exauriram seu corpo resultando em uma perda completa de sentidos. O frio rigoroso prejudicou ainda mais seu estado. Quase uma hora após desfalecer, o garoto ardia em febre e balbuciava palavras incompreensíveis. Permaneceu assim durante toda a noite.

— Menino, trouxe o seu café da manhã!

Collins entrou no quarto após abrir a porta abruptamente. O homem observou o mais jovem por trás da escura máscara em nylon, cujos olhos azuis encontraram foco nos movimentos mínimos e descoordenados do cativo.

Padalecki movimentava vez ou outra a cabeça enquanto resmungava. Continuava na mesma posição em que ficara na noite anterior, abraçado ao próprio corpo, de costas para a porta.

— Levante-se Jared! Não tenho tempo para pirraças de um fedelho, riquinho e mimado, como você.

Visivelmente irritado, levantou a voz julgando ser apenas birra do adolescente. Acreditara nas palavras que Ackles lhe dissera sobre o fato de o garoto não se alimentar, mal sabendo que as mesmas palavras eram apenas um disfarce do líder, na tentativa de esconder a preocupação que sentia com o bem estar do adolescente desde que o feriu por acidente quando o sequestrou.

— LEVANTE-SE! – Esperou por uma reação da parte do adolescente, mas nada aconteceu. Resolveu tentar mais uma vez antes de se aproximar do garoto e lhe chacoalhar.. – AGORA!

Perdeu a paciência gritando com o menino ao mesmo tempo em que se aproximou mais dele deixando a bandeja com alimentos sobre o criado mudo, mas Jared não respondeu a sua ordem e continuava a balbuciar palavras incoerentes. Misha o ouviu melhor ao se aproximar e pensou que sua autoridade estava sendo menosprezada.

— Garoto petulante... – Resmungou profundamente irritado.

O restante das ofensas morreu em sua garganta ao segurar com força o pulso do garoto e constatar seu estado febril. Pensou se talvez as estranhas palavras que ouvia não eram palavras debochadas, mas vocábulos soltos e esporádicos de alguém que delirava devido à febre.

— Santo Deus!

Deu a volta ficando de frente para ele. Ajoelhou-se no chão pondo-se ao seu lado. Aproximou o ouvido de seus lábios.

— Hellen... Amo... Volta... Mamãe...

Apesar da frieza natural eminente em um bandido, a preocupação da noite passada voltou aos seus pensamentos ao ouvir aquelas poucas palavras. Não que estivesse realmente preocupado com o garoto, mas o fato de que todos os membros da quadrilha Dark Moon seriam acusados de assassinato e o que era ainda pior: assassinato de uma criança, não lhe passava despercebido.

Tomado pelo medo e pensamentos atordoantes, Misha se desequilibrou caindo sentado. Temeu a possibilidade de o menino chegar a falecer.

— Merda, merda, merda!

Sentado no chão com as pernas para frente, apoiava-se nos braços buscando apoio para levantar. O medo era nítido em seu semblante pálido, cujos olhos esbugalhados observavam em choque o rosto cada vez mais suado do adolescente. Seu peito subia e descia tentando controlar sua respiração acelerada.

— Collins, que demora é essa para...

Mas Jensen perdeu, momentaneamente, o poder de falar assim que viu Misha com Jared nos braços. Decidira ir atrás dele ao notar a demora de Collins no quarto em que estava o garoto. Jensen parou na porta não gostando nada do que estava vendo.

De repente, sentiu-se mal humorado, muito mal humorado. E a culpa era toda do homem a sua frente..

— O que está acontecendo aqui? – Perguntou friamente, ignorando o olhar assustado do subordinado.

J2

Agência dos correios Fox, Salem, Indiana, 07h45min da manhã.

— Como assim mudança de planos? O senhor não pode simplesmente decidir que não iremos mais e pronto! Esqueceu que Jared é meu filho?

O desespero da mulher era genuíno. Entendia o trabalho da polícia e prometera ajudar em tudo que quisessem, mas isso era demais! Era seu filho nas mãos daqueles sequestradores e não iria baixar a cabeça para isso... Não mesmo. Jared era seu filho! Seu único filho. Não iria desistir tão fácil assim.

— Detetive Mark Pellegrino, Hellen e eu vamos e o senhor não vai nos impedir!

— Não temos tempo para discussões, senhoras! – Afirmou, enquanto se munia de paciência. – No caminho de volta eu lhes explicarei tudo. Por enquanto...

— Por enquanto o senhor nos deixará ir juntas. Prometemos não atrapalhar, detetive. Por favor! Eu criei aquele menino como meu próprio filho! Como acha que eu e a Lucy nos sentiremos se não nos deixar a par de todas as informações que surgirem, hein?

O homem as olhava fixamente enquanto sua mente pesava os prós e contras das duas mulheres seguirem-no a cada nova informação sobre o garoto. Desde que a mãe de Jared recebera a ligação do sequestrador, havia planejado deixá-la de fora. Temia se tratar de uma armadilha contra a polícia ou mesmo retaliação dos bandidos que talvez soubessem da união da polícia local com o FBI na busca para recuperar o garoto e prendê-los.

— Escutem-me — Pediu com calma. — Já pensaram na possibilidade de ser uma armadilha contra a polícia ou até mesmo ser uma retaliação contra a senhora por ter levado o caso à polícia? — Falou a última parte olhando nos olhos da senhora Lawless.

— Eu não me importo e minha amiga Hellen também não! — Falou com convicção.

— Mas eu me importo! Não quero salvar seu filho arriscando sua vida ou a de sua amiga. Então...

A morena levantando calmamente pôs-se de frente ao detetive, segurando em suas mãos. Mesmo sem fazer pressão, ele sentiu o quão macias e delicadas elas eram apesar da aparência serena e gentil da mulher.

— Pellegrino... Posso lhe chamar assim? — Perguntou indecisa antes de continuar. — Sim, claro que sim! — Respondeu nervoso. — Pellegrino, o senhor tem filhos ou cuida de alguém que esteja vinte e quatro horas sob sua responsabilidade?

— Por favor, Lucy!

— Apenas responda a pergunta, detetive. — A voz da mulher não continha um mínimo de irritação, apesar do seu estado de espírito atual.

— Não! Não tenho filhos e sou responsável apenas por mim mesmo. Nunca tive ninguém para cuidar ou proteger além daqueles que salvo dos criminosos como é o caso do seu filho.

— Então não sabe o que é o medo de perder alguém que se ama, não sabe o que é perder uma parte importante de você. Jared é um amor que a vida me deu, detetive. Ele, junto com meus amigos é o motivo pelo qual superei todos os sofrimentos pelos quais passei e os erros que cometi. Encontrá-lo além de ser uma questão de amor é também uma questão de perdão por que... Por que...

As lembranças vieram a sua mente. O mal que escondera no passado quase a levou a perder seu filho. Naquela época se a criança não tivesse Hellen para criá-lo como ela o criou, teria perdido seu menino e esse erro a estaria atormentando hoje em dia, tal qual um fantasma sedento pelo desejo da vida que se foi.

— Vamos resgatar seu filho, juntos. Eu lhe prometo ok?

Ao dizer palavras de conforto Mark soltou uma de suas mãos das de Lucy, deslizando-a pelo rosto dela. Secou-lhe as lágrimas oferecendo-lhe em seguida um sorriso sincero, singelo, acompanhado por um beijo em sua mão. Soltou-a delicadamente dando em seguida a ordem aos seus comandados:

— Agentes! Hora de agir! Vamos seguir com o plano!

Lucy Lawless e Hellen Harvelly seguiram juntos com o detetive Pellegrino e mais dois agentes entrando na agência do correio Fox enquanto os outros dois montaram uma disfarçada vigília na entrada sob os olhares dos outros companheiros que chegaram e revisaram o local, duas horas antes do combinado pelos bandidos. Imaginaram que os pegariam de surpresa. Ledo engano. Mesmo antes do sequestro do garoto, o bilhete já estava lá e Danneel o mudara um dia após o sequestro do mesmo.

Os três agentes e as duas mulheres, após obterem informação na recepção, seguiram por um corredor estreito em ferro maciço. Nos fundos havia uma porta blindada cujo acesso precisava da digital do gerente.

O homem foi chamado pelo segurança do lugar que de imediato permitiu o acesso, pois o motivo de sua ajuda lhe foi explicado no dia anterior, quando a senhora Lawless recebeu a ligação.

— Encontrei! É essa aqui! Sessão reservada número 139. — Hellen falou empolgada.

A sessão reservada abrigava pertences valiosos de ricos e famosos da cidade de Albuquerque há mais de cento e dez anos. Fora inaugurada dois anos após a construção do correio.

Pessoas de todo o estado do Novo México viajavam horas para usufruírem dos serviços do famoso lugar, conhecido também como Star Point, devido a sua procura por pessoas influentes.

Os cincos sabiam sobre essas e outras curiosidades sobre o Fox. O que não sabiam era que o garoto Jared estava em outro estado bem distante do Novo México e que o lugar fora escolhido visando despistar a polícia enquanto os membros da Dark Moon preparavam-se para irem para o próximo e definitivo esconderijo até o fim do seqüestro.

— Por favor! O senhor não vai ler para nós o que tem escrito nesse papel?

Pellegrino olhava fixamente para a folha de papel ofício dourada em suas mãos. Suas costas largas tomavam a visão das duas mulheres e dos três homens que o acompanhava, ambos atrás de si.

— Pelo amor de Deus! É alguma pista do Jared?

Hellen perguntou impaciente pela segunda vez, conseguindo a atenção do oficial que entregou o papel para Lucy. E, ao lê-lo...

— Meu Deus! Não!

Largou a folha no chão abraçando-se com Hellen. As duas choravam juntas.

— "A perseverança é um dom, o amor mais ainda, mas viver é um privilégio. Não espere pela vida do seu filho, pois eu lhe roubarei a perseverança, o amor e seu privilégio..."

J2

— RESPONDA COLLINS! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

Gritou nitidamente irritado por encontrar seu subordinado em situação suspeita.

— Jensen! Ele... Ele... O menino...

O moreno gaguejava e olhava nervoso para o menino em seus braços.

— Pare de gaguejar homem!

Ackles foi de encontro ao comparsa, estendendo-lhe as mãos para retirar o moreno dos seus braços. No entanto, ao sentir a alta temperatura que vinha de seu corpo...

—Misha! O garoto! Ele está doente! — Exclamou preocupado.

— Era isso o que eu estava tentando lhe dizer! Ele está ardendo em febre!

O medo se apossou dos pensamentos do loiro em fração de segundos. Quisera acreditar que se tratava apenas de uma simples birra de criança acostumada a ter tudo o que queria e na hora que queria, mas não. Ignorou a voz dentro de si que gritava para tratar melhor aquele que agora agonizava sob a comoção da febre e inconsciência. Não tinha palavras para explicar o medo que o dominou.

—Jared! Acorda! Acorda garoto!

A voz de Jensen tremia levemente. Misha não pareceu notar, pois continuava com o semblante de quem viu uma assombração.

— Não, não, não! Eu prometi que iria te proteger, criança! Acorda Jared!

Pensava enquanto colocava a mão esquerda no bolso de seu jeans escuro retirando uma chave prateada de dentro dele. Soltou os pulsos de Jared, erguendo-o dos braços de Collins, com cuidado, acomodando-o em seus próprios braços.

— Depressa, Collins! Providencie água limpa, fria e me traga o kit de primeiros socorros!

— Tudo bem! Mas para onde você vai levá-lo, Jensen? — havia uma curiosidade indisfarçável na pergunta do outro.

— Vou cuidar dele no meu quarto. Avise aos outros que, por enquanto, não partiremos para o próximo esconderijo.

Continua...

NB: É agora! As coisas estão começando a ficar quentes... Espero que o Jen cuide do Jay bem direitinho, todos nós queremos isso, não é? Imagine o Jensen tendo que tirar a roupa do Jay para passar o paninho molhado por todo o corpo do garoto... É! Isso aí, suas mentes poluídas, kkkkk.

 


Notas Finais


É, agora as coisas vão começar a ficar quente. Espero que o Jen cuide do Jay bem direitinho. Será?
Pessoal, os próximos capítulos podem sair mais rápido, mas preciso do incentivo de vocês.
Agradeço imensamente à todos que favoritaram minhas duas fics, mas que tal comentá-las? Faria-me imensamente feliz!
Beijos e um excelente fim de semana.


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