História Erros do passado - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
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Palavras 2.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esperam muito pelo próximo capítulo? kkkkkk
Não falei que se melhorassem os comentários, logo postaria outro?
Boa leitura!

Capítulo 7 - Aproximação


Fanfic / Fanfiction Erros do passado - Capítulo 7 - Aproximação

Capítulo 7 — Aproximação

O quarto era pequeno e limpo e apesar de possuir apenas uma janela com basculante, também era arejado e seco. Havia uma cama, não muito velha, em madeira mogno no centro do cômodo com uma decrépita mesinha de cabeceira ao lado.

Esse era o quarto de Jensen. No entanto, era Jared que estava deitado no fino colchão sobre o móvel. Encontrava-se em estado de inconsciência. Tremia de frio. A febre em seu corpo oscilava entre 39 e 40 graus.

— Não... Hellen... Morrer... Não! — o adolescente delirava e choramingava balbuciando palavras desconexas entre um soluço e outro.

— Jared? — o loiro chamou-o preocupado.

— Mamãe... Hellen... Não morram...

— Do que diabos esse garoto está falando? — pensou, sentindo-se momentaneamente irritado por toda aquela situação estar acontecendo. O moleque ficar doente não estava em seus planos.

— Não as machuque... Não! Não!

Sentado ao lado do garoto, Ackles aproximou-se mais colocando sua mão esquerda sobre a testa dele enquanto a direita punha o termômetro em seus lábios. E mesmo antes do pequeno aparelho mostrar o aumento da temperatura corporal, sabia que a febre continuava alta. O delírio e o corpo suado do garoto não mentiam.

— Não se preocupe Jay! — aproximou-se o suficiente, acariciando a face adormecida e chorosa do garoto. — Vou cuidar de você!

Voltou a dizer baixo e carinhoso, como se Jared conseguisse ouvi-lo e soubesse disso. E sem perceber, sua mão deslizou pelos cabelos dele em uma leve carícia, permanecendo assim até que um barulho de porta abrindo lhe chamasse a atenção, fazendo-o se afastar rapidamente.

Pego em flagrante, sua reação instantânea foi olhar com raiva para Misha e reclamar pela demora em trazer o remédio que havia pedido.

— Pensei que você não viesse mais! — chamou a atenção do colega.

— Jensen... Que culpa eu tenho se o antitérmico não estava no quite de primeiros socorros? — tentou se justificar, mas o olhar felino em sua direção continuava.

O líder, ainda irritado, bateu com as mãos na perna, claramente pedindo que o amigo lhe desse o remédio, mas Misha estava tão chocado com o que tinha flagrado que não estava percebendo a impaciência do outro.

— Misha! — gritou pelo amigo novamente. — Anda logo, seu inútil! Você é retardado ou está se fazendo?

O rapaz achou melhor continuar calado, mas ficou pensativo quanto à cena que tinha presenciado ao entrar e principalmente com a reação do líder. Achou melhor não comentar. Apenas lhe entregou a caixa com os comprimidos antitérmicos e o copo com água que trazia.

— Esse remédio vai lhe fazer bem, jay! — sussurrou tocando calmamente o moreno. Levantou-o um pouco lhe apoiando as costas com um de seus braços, mantendo-o com a cabeça encostada em seu ombro e levemente inclinada para trás. Pegou um comprimido esmagando-o com os dedos nos lábios entreabertos do menino, fazendo-o ingerir um pouco de água logo após. Depois o deitou novamente, desabotoando os botões iniciais do seu macacão expondo o peito. Collins observava a tudo com curiosidade. O que aconteceu com os modos rudes de Jensen? Aqueles que seus companheiros julgavam inato ao líder que seguiam há mais de quatro anos? As perguntas circulavam em sua mente levando-o a um questionamento sobre a cena flagrada antes e a de agora. Mas, no momento, guardá-las-ia somente para si.

— Eu não acredito que novamente você vai bancar a babá desse pirralho!

A voz furiosa de Harris ecoou por todo o quarto chamando a atenção dos dois homens. A contragosto ela trazia panos e um lençol limpos e uma bacia pequena com um pouco de água gelada. Fora obrigada pelo irmão a atender as ordens de Jensen quando essas vieram por intermédio de Collins.

— Obrigado, Dan! Agora pode se retirar. Você também Collins. E avise aos outros que não estamos mais de partida, pelo menos por enquanto. — indagou incisivo para os dois comparsas. Ambos parados na entrada da porta.

— Como quiser... — Misha disse impaciente, sendo cortado pelo grito histérico da ruiva.

— O QUÊ? ISSO É POR CAUSA DESSE MOLEQUE SONSO? — gritou, encarando furiosa o garoto adormecido.

Antes que Ackles pudesse abrir a boca para colocá-la em seu devido lugar, Misha agarrou a mulher pelo braço esquerdo, segurando-a firme mesmo sob seus protestos, jogando-a porta afora e bloqueando a entrada dela com o seu corpo.

— Mais alguma coisa, Jensen? — perguntou resignado.

— Sim! Se eu precisar de ajuda eu chamo vocês.

O moreno apenas confirmou com a cabeça antes de sair e fechar a porta atrás de si.

— Solte-me Misha! Está me machucando!

O homem não lhe deu atenção. Continuou a empurrá-la pelo estreito corredor em direção à sala de reuniões onde estavam reunidos os outros membros da quadrilha.

— EU JÁ DISSE PARA ME SOLTAR!

Antes que ambos alcançassem o determinado cômodo, a ruiva atingiu-lhe o estômago com um soco de direita. Ele cambaleou para trás inclinando-se sobre os joelhos tentando recuperar o fôlego.

— Nunca mais faça...

Antes de completar a frase Danneel foi ao chão pela força da bofetada que levou.

— SEU DESGRAÇADO!

Levantou-se rapidamente jogando-se violentamente contra o homem. Os dois caíram rolando no chão. Harry sobre Collins tentava estrangulá-lo enquanto ele a segurava pelos pulsos.

— PAREM CO ISSO AGORA! — Gritou Rosenbaum segurando a irmã enquanto Welling segurava o moreno. Ambos a duras penas.

— IDIOTAS! PAREM DE AGIR COMO CRIANÇAS! — Chad gritou pondo-se entre eles. Sua voz determinada e seu semblante firme surtiram efeito. Os brigões pararam, embora se olhassem de maneira ameaçadora.

Lindberg deu um longo suspiro passando as mãos pelo rosto impacientemente. Olhou-os em um misto de raiva e preocupação.

— Misha, por que a Danneel estava tentando te esganar?

— Por que ele...

— EU PERGUNTEI PARA O MISHA! — Gritou o loiro, fazendo a ruiva se calar imediatamente. Olhando novamente para o outro.

— E então, Collins?

— Não imagina o Porquê, Chad? Pelo motivo de sempre: Jensen!

Todos os membros da quadrilha que se aproximaram dos dois na hora da confusão entreolharam-se indignados pelo fato da mulher mais uma vez criar confusão por causa do líder. Eles sabiam que quando isso acontecia era somente por um motivo: ciúmes.

— Harrys... — Chad olhou-a seriamente. — você não acha que já está passando dos limites com essa sua obsessão pelo Ackles? Não acha que ele, principalmente, não está cansado dessa situação? Qual é a tua, garota? Quer acabar como o Havene?

Inconscientemente, Mike que mesmo levemente ainda segurava a irmã, apertou-a contra si assustado diante das palavras do comparsa.

— Pense bem em suas atitudes! Você é uma criminosa experiente e não uma colegial que sai comprando briga sempre que sente ciúmes do namoradinho. Jensen continuará sequestrando homens ou mulheres, adultos ou crianças e ele precisa que sejamos UNIDOS e não em pé de guerra um contra o outro — frisou bem a palavra antes de continuar. — Reflita! De hoje em diante haja como a adulta que é, antes que seja tarde demais para você.

— Lindberg...Eu só...

O loiro ergueu a mão pedindo nesse gesto que ela parasse de falar.

— Não é para mim que você precisa se explicar. Você é o braço direito do Ackles. Talvez por isso ele ainda não tenha dado um basta em seu comportamento repulsivo. Mas, pense: até quando vai ser assim? — E dizendo isso, voltou para a sala de reuniões sendo acompanhado pelos outros, incluindo o irmão dela. Danneel ficou só, pensando no que acabara de ouvir.

J2

As persianas do quarto de Jensen estavam mais abertas canalizando assim a brisa fria da manhã para dentro do cômodo, arejando-o naturalmente. Também pusera sobre o peito e a testa do adolescente um pano molhado em uma mistura de água gelada com álcool e a cada cinco minutos os retiravam mergulhando novamente no líquido e voltando a colocá-los sobre o menino.

Sim! Era prioridade cuidar dele, embora ainda não tenha se dado conta disso. Por isso, quando Danneel começou mais uma vez com "seus famosos chiliques", deixou de lado a maneira como pretendia tratá-la entregando a responsabilidade a Collins que a expulsou devidamente. Tão pouco se importou quando ouviu que os dois brigavam ao fim do corredor. Eles que se resolvessem. Com esse pensamento, optou por não pedir mais ajuda a nenhum de seus comandados, indo ele mesmo à cozinha improvisada preparar um bule cheio com chá instantâneo e quente, retornando ao quarto com o líquido e uma xícara média em porcelana.

Sabia de suas obrigações como líder da quadrilha Dark Moon. No entanto, julgava-se responsável pelo estado de saúde atual do garoto, pois desde que o machucou acidentalmente quando o sequestrou, um sentimento de dor e culpa crescia dentro de si, apesar de ter preferido escutar a voz da razão e sufocá-lo dentro do peito, já que nunca se preocupou antes com o bem-estar de um cativo. Por que se preocuparia agora? Era uma das frases que tentava internalizar em seu consciente.

Mas, as coisas não ocorreram como nos sequestros anteriores e ao ver o adolescente ardendo em febre, inconsciente e acorrentado por sua própria ordem, a culpa antes sentida transformou-se no medo da perda. E pela primeira vez, depois de perder a irmã e amiga, Jensen se sentia vazio pelo mero pensamento do garoto falecer.

— Shhh! Está tudo bem, minha criança! — Jensen murmurava, enquanto forçava o moreno tomar alguns goles de chá.

— Humm... Humm...

Jared resmungava enquanto o chá morno descia lentamente por sua garganta. Jensen inclinado sobre a cama, retendo-o em um de seus braços, deslizava a xícara contendo o líquido lentamente pelos lábios entreabertos dele. Até aquele momento, passado mais de meia hora desde que fora solto, não esboçava sinais de melhora.

— Hellen... Amo... Mãe...

— Calma! — Pedia sentindo-se quase desesperado pela situação de Jared.

Depois de lhe dar o chá, o loiro voltou a deitá-lo, reaplicando as compressas sobre o peito e a testa. Ajeitou-o melhor na cama. De repente, o vento soprou mais forte, bagunçando as madeixas do menino. Uma mexa de cabelo escuro caiu sobre a testa. Jensen afastou-a gentilmente, deslizando a mão sobre as madeixas macias mais tempo que o necessário. E em uma leve carícia, a mesma mão escorregou para a face adormecida daquele cujo brilho da liberdade reluzia em seus olhos quando ele o encarava raivoso. Era ainda um menino, mas forte o suficiente para não sucumbir aos algozes que o afastavam da família.

Os pensamentos de Ackles ganhavam força, a cada roçar de dedos nos fios escuros retidos entre eles.

— O que te faz diferente dos outros? Por que você mexeu comigo?

As perguntas eram mais retóricas do que propriamente significativas. Na verdade, não importava, realmente, o porquê daquele ser indefeso e desprotegido mexer tanto consigo. Mas, a intensidade e a repercussão disso para os seus sentimentos.

— Shhh! Calminha! Tudo vai ficar bem! — sussurrou quando o choro da criança se intensificou.

— Some people live their dreams, some people close their eyes

Então, do nada, as lembranças da música amada lhe invadiram a mente e mesmo sem perceber, cantava a música que profetizava o amor que essa nova vida lhe devolveria, mesmo ainda não sabendo disso.

— Some people's destiny, passes by

[…]

— It takes some time, god knows how long, i know that I can forget you… — interrompeu-se, baixando o rosto até deixar à altura do rosto do adolescente.

Então, o momento sentimental foi quebrado quando percebeu que o suor encharcava, novamente, as roupas recém-trocadas do mais novo. Pensou em chamar Misha, mas pensando bem, não o queria ali. Na verdade, não queria nenhum deles. Estar perto de Jared, mesmo que temendo por sua vida, mesmo com medo de perdê-lo era tudo o que importava. Sabia que o devolveria à família e não cobraria um centavo por isso. Sabia que perderia sua quadrilha por isso e que logo, Jared estaria entre os seus e seu sequestro, algum dia, não passaria de um pesadelo que surgiu em sua vida. Ele, Jensen, seria apenas comparado a um monstro que...

- Não! Não vou pensar nisso! Agora não, por favor!

Deixaria para pensar depois na falta que aquele lindo menino lhe faria. No momento tinha outra preocupação:

- Merda! Como tiro a roupa dele sem observá-lo nu?

Para Ackles, despir o mais novo seria como violar a sua pureza.

- Você é tão puro, criança! Tão indefeso! - falou, observando-o mais uma vez.

- Eu me enganei a seu respeito! Agora sei que você nunca foi um "filhinho de mamãe", mimado. Deve ser do tipo nerd, cuidado apenas pela babá, sentindo a falta dos pais que sempre estão ocupados para te dar atenção. - o diálogo seguia. Era como se o garoto estivesse lhe confidenciando sua vida.

- Não vou me aproveitar de você, entendeu? Nunca!

Foi quando teve a ideia de pegar o lençol limpo que pedira a Danneel e cobrir o garoto do pescoço abaixo.

- Vou tirar essa roupa molhada de suor e secá-lo. Depois vestirei outra, tudo bem? - falou, depositando-lh um beijo na testa.

E assim o fez. Cuidadosamente, retirou as roupas deles e usou o mesmo pano que cobria a nudez do moreno, para secá-lo. Apalpava os braços, as pernas, o tórax, sentindo os músculos ainda sem definição completa, mas fortes e macios.

- Meu Deus! O que está acontecendo comigo?

Um calor latente subia-lhe o corpo, a respiração pesava e, à medida que secava o garoto, seu membro ganhava vida e uma vontade incontrolável de tomar para si aquele ser indefeso, o consumia.

Continua…


Notas Finais


Ai, ai, esse loirão!
Cada dia mais apaixonado pelo lindinho do Jared, né?
O que será que vai acontecer?
Ai que escritora má! Parou na hora que o loiro estava se animando!
Aguardo seus comentários, queridos(as). Eles me incentivam a postar mais rápido.
Uma excelente semana.
Beijos!


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