História Escape - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias 30 Seconds to Mars
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Palavras 1.709
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Presa


Capítulo 14

POV. Caroline

Como eu disse, aparentemente meu plano não deu tão certo quanto eu esperava. Voltei ao quarto arrancando a camisa de J, apressando - me e  vestir meu sutiã. Eu precisava dar o fora dali o mais rápido possível!  Foi questão de milesimos de segundos após fechar o botão de minha calça jeans que a porta do quarto se abriu de uma só vez. Virei-me e J me encarava com o rosto completamente vermelho, o que acontecia quando ele estava irado com alguma coisa.

            -Bom dia querida. - falou sarcástico, cruzando os braços na altura do peito desnudo.
            -Bom dia amorzinho. - respondi no mesmo tom, dando um sorriso em seguida.
            -Você não acha que tem algo para me dizer?
            -Não que eu me lembre. - rebati fingindo pensar enquanto procurava minha blusa pelo quarto, lembrando que ela estaria na sala - Não, espere! Agora que você disse, eu estou com fome.
            -Mentirosa. - cuspiu ele, os olhos pareciam faiscar de ira - Você realmente achou que seu joguinho fosse dar certo? Realmente pensou que eu fosse idiota?
            -Mas o meu “joguinho” deu totalmente certo. Conviva com isso querido. - falei o encarando calmamente com um sorriso convencido.
            -Eu acho que não Caroline. Você foi descoberta. Daqui a pouco uma equipe do FBI vai estar aqui e você terá muito o que explicar. - falou chegando perto de mim ameaçadoramente em passos calculados.
            -Ok, agora eu não estou entendendo nada. O que o FBI tem haver com isso tudo? - falei indicando o quarto e dando uma risada pelo nariz.
            -Não se faça de desentendida. Você sabe o que você fez. - acusou-me.
            -Sim, eu inventei uma coisa só pra ficar com você mais uma vez. Mas não foi nada demais. - falei com pouco caso, fazendo cara de inocente.
            -Então você admite que mentiu?
            _Eu não admito nada. Eu sequer sei do que você está falando.

Ele passou a mão no rosto como se quisesse se acalmar e falou após soltar um longo suspiro:

            -Eu não vou te falar mais nada, você só vai acompanhar a equipe que chegar aqui e no QG nós conversaremos.
            -Sinto muito, mas você não pode me obrigar a ficar aqui. - falei tentando passar por ele, mas J segurou meu braço com força me impedindo e me empurrou de volta fazendo com que eu desse alguns passos pra trás. - Hum, adoro quando você fica dominador desse jeito. - sorri maliciosamente vendo sua expressão se fechar.
            -Você vai ficar aqui.
            -Não vou não. E sabe por que? Porque eu não recebo ordens de ninguém. Muito menos de você. - falei empurrando-o para o lado, o desequilibrando e ouvindo o som da queda enquanto corria em direção à porta.

Assim que eu passei o portal ele segurou o meu pé fazendo com que eu caísse de barriga no chão, meu queixo entrando em contato com o piso. Tentei me levantar, mas J prendeu o meu tornozelo em um aperto de aço e me puxou de volta ao quarto, me prendendo no chão com o próprio corpo. Com a mão que ainda estava livre desferi um soco em seu rosto, fazendo com que por impulso ele soltasse a minha outra mão, com a qual eu o tirei de cima de mim.

Assim que me levantei e deixei o quarto, ele ainda estava se levantando. O gosto de ferro em minha boca indicava que eu havia me machucado. Quando eu já estava na sala do apartamento ele saiu do corredor e se lançou sobre mim, porém meus reflexos agiram primeiro e eu acertei um chute em seu estomago fazendo com que ele se curvasse, me dando tempo suficiente pra abrir a porta e parar no corredor de frente ao elevador e as escadas. De onde agora apareciam cerca de 20 agentes empunhando armas. Na frente deles estava Shannon com uma cara nada amigável. Tentei recuar pra dentro do apartamento, mas Shannon falou:

            -Não se mexa. Coloque as mãos aonde eu possa ver.

Levantei os braços em sinal de rendição e perguntei:

            -Antes de me algemarem eu tenho uma pergunta. Porque eu estou sendo presa?
            -Calada. - mandou J aparecendo na porta, o braço em torno da barriga. Um hematoma se formaria também onde o acertei no rosto.
            -Você pareceu gostar do som da minha voz noite passada. - comentei piscando pra ele por sobre o ombro.

Os agentes que abarrotavam o corredor soltaram murmúrios desconexos até que Shannon perguntou, constatando o óbvio como era do seu feitio:

            -Vocês dormiram juntos?
            -Isso não interessa. - retrucou J atrás de mim à porta.
            -Claro que interessa. - rebateu Shannon, o rosto contraindo em uma expressão nada gentil.
            -Dá pra alguém me algemar logo? Meus braços estão doendo de ficarem erguidos. - reclamei chamando atenção de volta à mim - À propósito Shannon, nós não dormimos. - acrescentei com um sorriso, frisando bem a palavra dormimos.

Ele resmungou para que alguém me algemasse logo, fazendo uma agente se aproximar cautelosa de mim.

-Será que antes seria demais pedir minha blusa de volta? Aquela que você tirou Leto? - pedi com um sorriso maldoso, ouvindo J grunhir e segundos depois o tecido foi jogado em meu ombro direito.

Vesti a blusa sob o olhar de todos ali sem demonstrar estar desconcertada em qualquer momento. A agente então se moveu atrás de mim, algemando-me com as mãos trêmulas. 

            -Você sabe que a trava dupla está solta certo? - perguntei sobressaltando a agente, que se precipitou em ajustar as algemas.

Em seguida fui levada ao QG do FBI onde as coisas estavam bastante agitadas. Vários agentes assim que me viram arregalaram os olhos em descrença, outros deram sorrisinhos debochados e alguns apenas comentaram algo com o outro. Levaram-me até a sala do interrogatório e me deixaram lá sentada naquela cadeira de madeira em frente a aquela famosa parede com espelho onde agora eles provavelmente estavam puxando a minha ficha e todo esse blá blá blá...

Recostei-me na cadeira olhando para o teto, esperando até alguém aparecer pra que eu possa decidir o que fazer. Bastante entediante.

A porta se abre e entram Shannon com o uniforme do FBI e Jared com o usual terno preto. Sim, vou chamá-lo pelo nome agora já que eu não tenho mais nada a perder mesmo. Eles se sentaram nas cadeiras em frente a mim e ficaram me encarando em silêncio até que eu falei sarcasticamente:

            -Vai demorar? Eu não tenho o dia todo.
            -Vamos começar então. - falou Shannon colocando algumas pastas pardas sobre a mesa - Você sabe por que está aqui não é?
            -Não faço idéia. - falei fazendo cara de curiosidade.
            -Você é acusada de assassinato, roubo, extorsão, seqüestro, tortura... Quer que continue? - perguntou Jared apoiando os antebraços na mesa e se inclinando em minha direção.
            -Não se incomode, isso não me interessa. Eu só quero saber de onde vocês tiraram a idéia de que eu sou uma criminosa?
            -Deixe-nos esclarecer as coisas pra você. Como você bem sabe, eu fui seqüestrado. Mandaram me seqüestrar pra conseguir informações. Só que no meio do serviço o contratante desistiu e a pessoa contratada me largou naquela casa, onde você me encontrou. Ontem, a mesma pessoa que me seqüestrou foi cobrar o dinheiro do serviço ao contratante, e o mesmo acabou fazendo uma denúncia de roubo. - disse Jared lentamente, como se eu realmente fosse me entregar só por ouvi - lo falar aquilo.
            -E onde eu entro nessa história toda? - perguntei me fazendo de impaciente.
            -Você é a pessoa que me seqüestrou. Admita isso. - falou Jared se irritando e batendo com os punhos na mesa.
            -Vocês não tem como provar isso.
            -Sim nós temos. - disse Shannon indo até fora da sala e voltando com uma caixa.

Da caixa ele retirou a peruca preta, as roupas que eu havia usado pra seqüestrar o Jared e o mais importante: meu dinheiro!

            -Isso lhe é familiar? - perguntou-me Jared com sarcasmo.
            -E deveria ser? - perguntei remoendo a raiva que consumia.
            -Nós encontramos isso no seu apartamento. Eu acho que já é hora de parar com o teatrinho e admitir que você é culpada. - falou Shannon e acrescentou com ironia - Quem sabe a sua pena seja reduzida pra quarenta anos.

Revirei os olhos e bufei. Aquilo estava absurdamente entediante.

            -Okay, vou entrar nessa loucura de vocês e agir como se eu realmente fosse culpada. - falei num tom desprovido de humor.
            -Não está curiosa pra saber como conseguimos te prender? - indagou Jared cheio de si, como sempre. Filho da puta prepotente.
            -Eu sei que vocês estão doidos pra se vangloriar, e como eu não tenho outra escolha, falem a vontade.
            -Desde que você saiu do FBI você vem sendo monitorada. Cada passo, cada ação. Nós sabemos de todas as suas identidades falsas, cada lugar onde você esteve. - informou-me Shannon como se aquilo fosse algo extraordinário.
            -Brilhante. Engraçado é como você foram incompetentes o bastante pra só me prenderem agora.
            -Você realmente está se achando muito esperta Caroline. Pois saiba que esse tempo todo nós estivemos um passo a frente. - comentou Jared apoiando as mãos na beirada da mesa.
            -Não me diga! Eu estou impressionada com suas habilidades psíquicas de ver o futuro. - falei sarcástica encarando os dois.
            -Tudo não passou de uma armadilha especialmente para você. Lembra-se do Miličević não é? Pois ele é o Agente Miličević. Tudo que nós fizemos foi te atrair pra dentro do nosso cerco com uma proposta irrecusável e você caiu. Eu sabia que você não ia recusar a oportunidade de acabar comigo. Não depois de eu ter te trocado pela agente Hanks e ainda te dispensar da única coisa que você era boa e que você gostava. Surgiu aí a oportunidade perfeita. - comentou Jared sorrindo para mim, uma máscara perfeita de filhaputagem.
            -Como você agiu foi exatamente da forma que esperávamos. Esse é o seu problema. Você era uma boa agente, mas sempre foi altamente previsível Caroline. - falou Shannon - Se esse fosse mesmo o seu nome.
            -Do que você tá falando? Vocês estão fora de si. - falei descrente, revirando os olhos.
            -A única doida aqui é você Caroline, ou devo te chamar de Mary Carol? - indagou Jared irônico consultando uma pasta que Shannon havia trago.



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