História Escape - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias 30 Seconds to Mars
Visualizações 2
Palavras 1.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Identidade


Capítulo 15

POV Caroline ou Mary Carol?

Um arrepio me percorreu e precisei muito do meu autocontrole para não fazer uma besteira. Os dois me encaravam satisfeitos como um gato que havia acabado de comer um rato incrivelmente gordo. Aquilo estava me irritando e eu não via a hora de sair logo dali. Como fiquei calada com a mesma expressão impassível, Jared continuou a falar:

-Mary Carol Blake, nascida em 1985, Bolton, Inglaterra. Filha única de Marco e Mary Blake, empresários milionários mortos em 1997 em um acidente de carro deixando todos os bens à sua única filha, Mary. A causa do acidente nunca foi descoberta e Mary passou a viver em um orfanato até completar os 18 anos quando se mudou pros Estados Unidos e não se soube mais nada dela. Interessante não é mesmo, Mary?
-Muito interessante. - falei sem interesse, suprimindo um bocejo e apoiando minhas mãos algemadas sobre a mesa.
-Parece que logo cedo já se tornou uma assassina. - debochou Shannon se sentando à borda da mesa - O que você tem a dizer sobre isso?
-Nada. - respondi com o tom neutro, sustentando os olhares que queimavam buracos em mim devido a intensidade.
-Você matou seus próprios pais e ainda assim não sente nenhum remorso? - perguntou Jared incrédulo.
-Não. Eu fiquei rica. Não tem nada de errado em querer as coisas, mesmo que pra isso eu tenha que passar por cima dos outros. - falei sem me importar com a expressão de choque de ambos.
-Você esta muito tranqüila pra quem vai ser presa, provavelmente pra sempre. - observou Shannon checando uma folha sobre a mesa - Essa lista é longa o suficiente para isso.

Dei uma risada seca e falei:

-Porque eu deveria estar nervosa? Isso não é nada importante. E não é como se eu pudesse fazer algo para impedir. Aliás, posso ir ao banheiro?
-Não sei se percebeu, mas você esta algemada. - comentou Jared casualmente.
-Não tem problema, eu posso dar conta disso. Você ficaria surpreso com as coisas que eu consigo fazer algemada.
-Acho que não me surpreenderia. Mas vá. - falou indicando uma porta ao meu lado.

Levantei-me, e antes que eu pudesse alcançar a maçaneta Shannon abriu a porta para mim.

-Gostaria de me ajudar aqui dentro também, querido? - perguntei com um sorriso sarcástico, o que resultou em Shannon me empurrando para dentro do pequeno espaço e fechando a porta com força.

Acendi a luz analisando o pequeno ambiente. Não havia janelas só uma entrada de ar grande o bastante pra uma pessoa passar por ela. Coloquei a mão dentro do bolso traseiro da calça e retirei a chave das algemas. Eu havia as roubado da mesma agente novata que havia me algemado assim que ela reajustou as algemas. Assim que me livrei das algemas travei a porta prendendo à maçaneta ao cano de ferro que dava suporte à torneira. Isso deveria impedir que a porta se abrisse facilmente. Subi na privada com cuidado e puxei a grade da entrada de ar com as mãos, fazendo com a mesma se soltasse com um ruído quase inaudível. Coloquei-a no chão e com um impulso icei-me pra dentro do tubo de ventilação. Segui o tubo até chegar à uma sala vazia. Assim que sai do tubo de ventilação fui cuidadosamente até a porta e percebi estar na primeira sala do andar, que ficava perto das escadas. Pra minha sorte o corredor estava vazio, porque provavelmente todos do andar estavam acompanhando o interrogatório por trás do falso espelho. O meu interrogatório.

Fui até as escadas indo o mais depressa possível ao meu andar quando uma sirene alta começou a soar e uma luz vermelha começou a piscar. Finalmente haviam descoberto que eu não estava lá, mas tarde demais. Corri pelo corredor até a minha sala evitando entrar no campo de visão das câmeras, que eu já havia decorado seus pontos cegos.

Entrei em minha sala, trancando a porta, e fui até meu armário. Peguei tudo que eu fosse precisar e coloquei em minha mochila. Sobre a mesa ao lado do computador um pen drive repousava com um post-it azul colado à si escrito: "Faça bom uso". Perfeito! Acessei a base de dados do FBI, conectando o pen drive e executando o programa na pasta desejada. Diante dos meus olhos qualquer traço de informação à meu respeito deixava de existir para sempre.

Sai da minha sala, quando passos começam a ecoar pelo corredor juntamente como barulho de portas se lacrando. Lancei-me outra vez às escadas indo para os andares inferiores, porem o som de passos vindo de lá so aumentava então não tive outra escolha senão ir aos andares superiores. A cada andar que eu chegava a porta se trancava, até que cheguei ao último andar. O heliporto.

A porta igualmente lacrada pela medida de segurança me recebeu quando tentei forçar sua abertura, e a câmera pendendo do teto parecia zombar de mim. A essa altura eles já saberiam minha localização, portanto não hesitei em disparar contra a lente da câmera.

De minha mochila retirei uma espécie de explosivo, cuja reação química iniciaria o processo de corrosão do liga rapidamente. Logo a porta estava aberta e fui recebida pelo ar fresco e uma leve brisa que soprava. O helicóptero estava em seu lugar. O piloto patrulhava o lado oposto do heliporto com as costas voltadas em minha direção. Me aproximei sorrateiramente e o imobilizei, apoiando o cano da arma na base das costas dele.

-Não faça nenhum movimento brusco que tudo ficará bem. - falei pausadamente e fazedo com que o piloto se virasse, permitindo que eu tivesse uma melhor visualização do heliporto.
-Melhor parar bem aí se quiser ficar viva. - falou Vee saindo das escadas com a arma em punho e apontada em minha direção.
-Qual é, você está realmente ameaçando a mim? - falei irônicamente, e incitando o piloto a dar alguns passos em direção ao helicóptero.
-Você devia ter aprendido a não subestimar as pessoas. Quem você acha que esteve no comando de toda essa operação? - ela se vangloriou enquanto mais agentes emergiam das escadas.
-Eu deveria estar surpresa que você foi capaz de fazer algo de util, mas eu genuinamente não me importo. - falei empurrando o piloto para mais perto do helicóptero.
-NÃO DE MOVA. ABAIXE A ARMA. - gritaram vários agentes se espalhando em um semicírculo com suas armas apontadas para mim.

Que merda. Eu vou me atrasar agora.

-Abaixem as armas vocês. Não me façam matar seu precioso piloto. - retruquei mantendo todos sob meu olhar.
-Se entregue Caroline. É o melhor pra você. Não tem como fugir. - falou Jared entrando na frente dos outros agentes junto com Shannon.
-Vocês acham que não tem como fugir!
-Você não cansa de ser previsível? Ninguém vai te deixar chegar até o helicóptero muito menos até qualquer outro lugar. - falou Shannon parecendl entediado.
-Cala a boca. - falei retirando a arma que estava presa à cintura do piloto e disparando contra Shannon, mas como esperava, o mesmo usava coleto a prova de balas.

Só que o impacto foi o suficiente pra desequilibrá-lo, fazendo com que ele desse alguns passos pra trás, sendo segurando pelos outros agentes.

-Sabia que estava esquecendo de pegar algo. - comentei olhando pra todos que usavam coletes - Mas agora eu não irei cometer o mesmo erro.
-Você só atirou porque sabia dos coletes. Você não coragem de nos machucar. - falou Jared abaixando sua arma.
-Observe.

Disparei em direção ao braço dele, atingindo em cheio. Jared soltou a arma no chão devido a dor provocada pelo disparo, e sua mão passou a aplicar pressão sobre o ferimento. Seu olhar era indescritível, mas notei algo semelhante à decepção.

-Você tem sorte de estar usando o colete à prova de balas ou teria sido fatal. - comentei torcendo os lábios.
-A mesma sorte que você não tem. - falou o piloto em um rapido movimento, me pegando desprevenida e derrubando ambas as armas de minha mão.

Antes que eu pudesse sequer pensar em revidar, ele cravou uma faca em meu abdomen em um ponto que seria fatal para qualquer um. Ofeguei em surpresa, segurando o cabo da faca que se tornava cada vez mais ensanguentada.
Era como se tudo ficasse mais lento. Minha visão estava cada vez mais turva quando senti meu corpo colapsar de encontro ao chão. 



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