História Escape From Hell - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~DaSolo

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Inferno, Interativa, Original, Paraiso
Visualizações 91
Palavras 2.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Thief aqui trazendo uma divulgação disfarçada de prólogo! E como bônus vocês saberão mais sobre meu personagem e o melhor vilão q eu consegui criar até hoje!

Com vocês: MIGUEL ÁNGEL!!!!

Capítulo 2 - Miguel Ángel : The End.


Fanfic / Fanfiction Escape From Hell - Interativa - Capítulo 2 - Miguel Ángel : The End.

Cheguei em casa bufando, desatando o nó da gravata com uma mão enquanto procurava as chaves com as outras.
Outro dia de merda! Estava cansado do emprego de bosta que havia arranjado para manter as aparências...
Eu não precisava daquilo! Não precisava ter um velho gordo gritando ordens ao meu ouvido, se quisesse poderia simplesmente mandar explodir aquele maldito prédio, e nunca faltariam pessoas para sujar as mãos por mim.
Eu, Miguel Ángel era o dono desta cidade! Todos os outros eram minhas putinhas! Mas mesmo assim eu não conseguia achar a droga da chave!

-Merda!- gritei comigo mesmo, começando a esmurrar a porta o mais forte que meus músculos me permitiam, aplicando chutes e socos até conseguir arrombar a mesma. Eu poderia colocar outra a hora que quisesse, e se eu quisesse poderia colocar uma de ouro no lugar! Eu mando nessa porra, eu e mais ninguém!

Encarei a porta quebrada por alguns instantes, suspirando fundo, estava em meu Palácio agora, nada me incomodaria.
Coloquei um sorriso no rosto e segui para a cozinha, onde a empregada preparava alguma comida qualquer, e cheirava bem, estava com uma fome horrenda, não cairia mal uma comida não industrializada, para variar.
Fiquei rondado a cozinha por mais algum, tempo, conferindo se estava tudo em ordem em minha casa, eu não aceitaria um garfo sequer fora do lugar, e a empregada sabia bem disso. Por outro lado, esta nunca me decepcionou, deixa tudo em seu devido lugar, e acatava todas as minhas ordens, todas elas , e por isso a deixei com um lugar de destaque, perante os outros funcionários. Se eles saíssem da linha, ela me contaria, e ganharia alguns agrados por isto.

-Boa noite,Sra. Silva!- falei, ainda sorrindo, abraçando ela por trás.- O que prepara para hoje?

-Fiz Chilli con Carne, Sr. Ángel.- respondeu, ainda concentrada no que fazia, porém empinando a bunda, fazendo a mesma encostar ainda mais em mim.- Um pedido especial de Senhorita Rosa, espero que não lhe desagrade... A pobre menina não comeu direito ontem, passou mal, mas fique tranquilo, ela está melhor agora, os médicos asseguraram que foi apenas uma reação comum aos novos modelos do Mi-Ok.

Esses malditos chips...Nem devem servir pra nada! Apenas foi a forma que o governo encontrou de colocar medo nas pessoas, e eu tinha que admitir, eu gostava dos métodos deles...
Se eu fosse um dos governadores provavelmente faria o mesmo tipo de terror psicológico...
Aliás, quando eu me tornar um governador, será a primeira coisa que irei fazer: Arrumar maneiras de atualizar este projeto.
Ninguém mais teme o inferno, e também quem iria temer o inferno se ele está supostamente em Cuba?
Sinceramente, aquilo precisava de ajustes, urgentemente, e um dia serei eu a consertar as coisas.

-Não, não me desagrada. Desde que ela coma....- bufei me afastando, de repente não estava mais no clima.- Sra, Silva, tem algumas coisas que quero que faça por mim hoje.

-Estou a suas ordens, Sr Ángel.- ela se virou pra mim sorrindo.

-Primeiro: Tive um pequeno problema com a porta, mande alguém trocar por uma nova!- ordenei, e ela assentiu concordando.- Depois mande alguém me preparar a banheira, e deixe meus " remédios " na minha cabeceira. A propósito, a empregada nova está?

-Sim Senhor.- informou, ouvindo com atenção cada palavra que saia de minha boca.

-Talvez eu precise que ela vá ao meu quarto mais tarde. Certifique-se que ela estará apresentável!- olhei para o relógio, conferindo as horas.- Pode mandar que ela suba à meia noite em ponto. Odeio, atrasos, e neste caso não será diferente.

-Eu mesma poderia subir senhor Ángel...- ela me olhou, colocando as mãos na cintura.- A menina é muito nova, mais nova até mesmo que sua irmã.

Até aquele segundo eu estava satisfeito com a ordem em minha casa, mas a maldita tinha que abrir a boca, não tinha?
Aos poucos minha expressão foi mudando, não queria me exaltar ali. Oh não! Eu com certeza não queria! Ainda mais por saber que minha irmãzinha estava doente em seu quarto. Mas agora provavelmente o barulho iria incomodá-la...
Uma pena, realmente, mas a culpa não era minha! Apenas estava fazendo minha obrigação como o homem da casa...

-Sra. Silva, em algum momento eu perguntei a idade da empregada?- mais uma vez forcei um sorriso, levando vagarosamente minha mão até seu rosto, o alisando com o polegar.

-Não senhor! Mas eu pensei que o Senhor...- ela começou, porém logo tratei de a interromper. Não tinha tempo para desculpas esfarrapadas.

-Oh! Você pensou?- fiz pressão em meu polegar, apertando a bochecha dela.- Não me lembro de te pagar para pensar, Sra. Silva... Pelo o que me lembre, você é  minha empregada, e aqui não tem o direito de pensar em nada! Não dentro da minha casa! Estou enganado sobre alguma dessas coisas, Sra. Silva?

-De maneira alguma, Sr. Ángel!- se apressou a dizer, e eu podia sentir ela tremer, mas nem sequer ousou a se mexer.

- Sabe, eu estou extremamente cansado de um dia exaustivo de trabalho, e tudo o que lhe pedi foi uma boa recepção...- a soltei, ajeitando o terno em meu corpo.- Mas parece que você não é capaz de atender nem mesmo um simples pedido como este, então me responda, Sra. Silva, o que eu deveria fazer em relação a isto?

-Senhor, me desculpe, eu apenas...-Antes que ela acabasse de falar virei minha mão em sua cara, deixando a marca de meus dedos avermelhadas em sua face.


-Apenas faça o que mandei, sem questionamentos!- ralhei enquanto limpava minha mão em um pano xe prato qualquer.- Irei ver minha irmã, quero que o jantar seja servido em quinze minutos, e é melhor que ela goste da comida.

-Sim senhor...- abaixou a cabeça, voltando sua atenção para a comida.

Fui até a geladeira e peguei uma cerveja, abrindo e tomando um gole, o gosto era horrível e eu preferia mil vezes um bom vinho tinto, mas tinha que beber algo alcoólico antes de surtar de vez.
Enquanto bebia segui até a escada, para ver como minha irmã estava, da última vez que tive tempo para vê-la, ela estava passando por uma fase rebelde...
Acabei me exaltando um pouco, imagino que ela ainda esteja chateada com o ocorrido. Hoje teria que ser o irmão legal.
Bati em sua porta, mesmo sabendo que não estaria trancada, ensaiando mentalmente o que diria a ela.

-Já disse que não quero ser incomodada!- gritou do outro lado da porta. Obviamente, eu não gostei disso, por outro lado sabia exatamente de quem ela puxou isso. Está no nosso sangue... Nascemos para mandar.

-Rosa? Sou eu, Miguel!- falei sem abrir a porta, tentando permanecer calmo.- Soube que não comeu ontem... O jantar estará na mesa em dez minutos, fizeram Chille con Carne, como você pediu.

-Vai jantar aqui hoje?- questionou, ainda dentro do quarto, e de fora eu escutava ela se remexer na cama, fazendo barulho com as molas do colchão. Na noite anterior eu nem havia vindo para casa.

-Sim, jantarei com você.- respondi passando a mão nos cabelos, não aguentava ficar parado, e ela também não me deixava entrar. Minha vontade era de quebrar a porta como fiz com a da entrada, mas mordi meu lábio reprimindo esse pensamento.

-Ainda não quero falar com você!- abriu a porta de supetão, me pegando de surpresa.- Você havia prometido que não iria me bater mais, e fez de novo!

Olhei para ela de cima a baixo, a analisando. Suas bochechas estavam infladas demonstrando toda sua indignação, os braços cruzados e a pose de superior. Com quem ela pensava que estava falando? Com uma das empregadas?
Eu nunca a neguei nada. NADA!
Se ela quiser explodir a cidade, basta falar com um dos empregados e será feito, mas eu tenho que ser respeitado por ela também! Ninguém fica acima de mim, e se ela apanhou foi por merecer. Por não acatar minhas ordens.
Mesmo assim, não era hora para mais uma discussão....

-Desculpe, Rosa...Você sabe que às vezes não consigo controlar.- abracei ela, forçando o choro. Logo lágrimas escorriam pelo meu rosto, e até eu mesmo poderia acreditar na sinceridade delas.- Nunca quis te machucar, você sabe disso. Sabe que eu te amo...

-Eu também te amo Miguel...- senti seus dedos adentrando meu couro cabeludo, me fazendo carinho. Sua voz havia se suavizado, como esperado.- Mas essa situação está indo longe demais.

- Vou buscar tratamento.- menti, sabia muito bem que não precisava de tratamento algum, mas era isso que precisava ser dito naquele momento.

-Promete?- ouvi ela sussurrar ao meu ouvindo, com a voz rouca.

-Prometo.- me afastei um pouco, olhando diretamente para seus olhos.

-Eu vou cobrar isso...- desviou o olhar, encarando o chão. Suas bochechas adquiriram um novo tom de cor, mais avermelhado. Simplesmente magnífica!

-Com certeza vai...- sorri de lado, segurando seu queixo, a forçando a me encarar.

Tão pequena...
Quem me dera não desse tanto trabalho! Ela era um desafio pra mim, nunca foi submissa como as outras. Nunca me obedeceu como deveria.
Mas é apenas a idade, espero eu.
Também era rebelde assim aos treze anos, como disse, está no nosso sangue o desejo de liderar. Não nascemos para nos curvar a ninguém!
Eu precisava de uma mulher assim ao meu lado, uma mulher que não se deixe levar por ninguém, exceto eu. Um rei tem de ter sua rainha, e a minha era Rosa.
Minha irmã, minha mulher, meu brinquedo. Apenas meu.
Não resisti mais e a puxei para um beijo, que prontamente foi correspondido. Suas mãos cercavam meus pescoço, e todos os nossos movimentos pareciam sincronizados. Minha vontade era jogar ela na cama e a foder até que toda minha raiva por sua petulância desaparecesse, porém não era hora disto.

-Vamos descer.- falei me afastando, olhando novamente o relógio.- O jantar estará na mesa em três minutos. Não queremos deixar o Chille esperando!

Ela assentiu, segurando meu braço, sorrindo para mim. Antes de sair, olhei por cima de seu ombro para dentro de seu quarto, estava um pratos sujos na mesa, a cama desarrumada, e roupas jogadas pelo chão. Pelo visto havia algum tempo que ela não deixava as empregadas entrarem ali. A desordem me incomodava, mas teria que continuar firme.

Suspirei dando mais uma olhada para ela, tentando mostrar meu desgosto, porém , ela deu de ombros e descemos a escada, ido diretamente à mesa de jantar. Eu sentei em uma ponta e ela em outra, e antes que eu pudesse olhar meu relógio novamente os pratos foram servidos.


-Pedi Chille pensando em você…- Rosa sorriu, enquanto fazia sinal para que uma das empregadas servisse o vinho para ela. - Era sua comida favorita, não era?


-Era, não é mais.- respondi encarando o prato. - Faz muito tempo que não como essas receitas pré-históricas!


-Não são pré- históricas, Miguel... São nossa cultura, não é?- ela balançou a cabeça em negação, tomando um gole do vinho. - Nossa mãe sempre dizia que mesmo após a guerra, ainda temos corações mexicanos.


-Sim, claro! Meu coração com certeza pertence a um país extinto que nem mesmo cheguei a conhecer!- falei com ironia, comendo uma colherada.- Mas tenho que admitir, isto é melhor que a comida industrializada de sempre…


-Recentemente houve um escândalo em uma das indústrias, parecem que estavam colocando restos de ratos para fazer aquelas carnes que a ralé come.- riu, e te relance vi uma das empregadas fazer cara de nojo, provavelmente ela fazia parte da ralé que comia carne de rato.


-Já sabia disso a séculos, mas não culpo eles… Tinham que acabar com os ratos de alguma maneira, não tinham? Prefiro que eles façam essas carnes do que uma infestação pelas ruas!- afirmei.


-Vamos mudar de assunto, irmão, não quero falar desses bichos nojentos!- falou, olhando diretamente para empregada nova. - A propósito, já bebeu o vinho? Tomei a liberdade de pedir que abrissem uma garrafa especial da adega…


-Espero que não esteja se referindo a minha adega…..- Franzi o cenho, recebendo um sorriso travesso como resposta. - Depois conversaremos sobre isso, Rosa.


-Não acho que iremos precisar conversar depois dessa noite…- Piscou para mim, me arrancando um sorriso.


Peguei minha taça e brindei com ela, pelo visto minha noite iria render!

Bebi toda a taça de uma vez, estava mesmo querendo me embebedar, mas logo senti um gosto diferente em minha bebida.

Minha garganta começou a secar, e minhas mão a ficarem dormentes, estava suando e tremendo, e os malditos empregados não faziam nada, pareciam nem notar meu desespero.

Olhei para minha irmã em busca de ajuda, mas ela comia normalmente, e aos poucos eu me sentia mais tonto.


-Sabe o que mais nossa mãe falava do México?- levantou o olhar, me encarando.- Das suas ervas, irmão… Ervas que ainda são plantadas nessas terras, e que com uma combinação bem peculiar podem formar um veneno indetectável, mesmo com todos os avanços tecnológicos…


-Você me envenenou…- falei com dificuldade.


-Ah,sim, desculpe por isso. - voltou sua atenção para a comida. - Mas foi necessário! Você estava sempre no meu caminho, e como você mesmo diz, nós dois não nascemos para obedecer.


-Eu vou matar você!- ralhei, arrancando risadas dela.


-E como pretende fazer isso, irmão? Em alguns minutos você estará morto, e eu dei dando uma olhadinha em seu testamento… Confesso que fiquei surpresa por você deixar tudo para mim! Surpresa e muito agradecida também, afinal também posso assumir suas transações ilegais…- falou, e eu nunca em toda minha vida senti tanto ódio de minha irmã.



-Você fala como se tivesse capacidade para isso… - ri sem humor. - Uma garota como você só servirá como brinquedo na mão dos meus sócios.


Ela nem mesmo se mexeu enquanto eu pronunciava minhas palavras, e muito menos pareceu se abalar com elas, muito pelo contrário, ela ria como se tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.


-É o que veremos, irmãozinho….- sorriu, e foi a última coisa que eu vi antes de apagar de vez.


Notas Finais


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