História Escapist - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Reituki
Exibições 90
Palavras 4.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Minha gente maravilhosa.
Como sempre, um super muito obrigada a quem está comentando na história e espero que gostem do capítulo, hihi.
Peço desculpas no aumento do número de palavras, mas ele foi necessário dessa vez, como vocês devem ver logo mais *cof cof* Btw, esse capítulo já dá algumas ~pistas~ do que pode rolar na história, mas super não se prendam a isso ainda.
Por favor, deixem comentários para que eu saiba suas opiniões ao final ^^
Uma boa leitura ~<3

Capítulo 7 - Uma Primeira Vez e Muitas Vezes Mais


Três grandes goladas e tudo tinha mudado. Pisquei lentamente, tentando me adaptar à nova situação, mas era ela quem não se adaptava a mim. Em uma curta fração de segundos, as luzes pareceram um pouco mais claras, as pessoas ao redor pareceram mais interessantes e minha visão pareceu um pouco turva.

Não turva como se eu visse dois de tudo. Oh, não, era uma turbidez muito mais elegante do que isso. Era apenas como se minhas pupilas tivessem sido um pouco dilatadas, como se as luzes locais fizessem tudo parecer um pouco, apenas um pouco mais lento. Eu me sentia bem, mas me sentia agitado. Eu me sentia inacreditavelmente vivo. Capaz de fazer qualquer coisa. Capaz de finalmente chegar em Aki e lhe dizer toda a verdade sobre meus sentimentos.

Os convidados de Yuu já não me pareciam tão estranhos - pareciam só adaptados àquela forma diferente de ver o mundo. Meus cinco sentidos pareceram aflorar como se nunca tivessem funcionado antes direito, e até mesmo um sexto ia começando a surgir, de forma que eu já ia começar a pensar que conseguia ver ondas energéticas flutuando pela sala. Mas é claro que eu não via, e é claro que nada havia mudado. Era só impressão.

Uma deliciosa, maravilhosa impressão de que tudo naquela minha solitária vida tinha se encaixado, e de que tudo até então havia acontecido por um motivo. Tudo havia tido um começo, tudo estava tendo um meio e eventualmente tudo teria um bom fim. Aquele bom fim dependia de mim, e o meu tempo era agora.

Olhei para minhas próprias mãos, acreditando que eu estava delirando ou coisa do tipo. Talvez eu tivesse me espiritualizado nos últimos cinco segundos, ou talvez tivesse mudado bruscamente de uma hora para a outra. E enquanto minha visão trêmula fazia parecer que minha mão se movia lentamente - quando ela na verdade estava parada -, eu me dava conta do que tinha acontecido comigo.

- Kai - sussurrei para mim mesmo, identificando a origem daquela mudança louca.

Talvez não tivesse apenas água naquele copo. Talvez tivesse algo muito mais maravilhoso; algo que talvez tivesse me dado coragem para começar a viver meus desejos a partir de agora. Independente do que fosse, eu gostava. Mas passaria a gostar ainda mais se conseguisse encontrar Aki no meio daquelas pessoas.

Enquanto me detinha naqueles pensamentos, senti uma mão me puxando sutilmente enquanto ouvia meu toca-discos começando a tocar o disco do The Smiths que eu havia trazido.

- Você tá legal? - perguntou a voz de Kou às minhas costas. Ao ouvi-lo, abri um sorriso. Então era ele quem havia me puxado.

- Vou mostrar a ele, Kou - sussurrei, convicto. - Vou mostrar a ele o que eu sinto.

Kou soltou uma risada baixa, antes de me perguntar:

- O que o maluco do Kai deu para você?

- Muito mais vontade de viver a minha vida.

Kou suspirou, provavelmente abrindo um sorriso. Deu alguns tapinhas amigáveis no meu ombro, antes de informar:

- Ele está no quarto ao fim do corredor. Vai devagar com ele, Taka. Ele gosta muito de você.

Assenti com a cabeça. No instante seguinte, sem nem saber se Kou tinha algo mais para me dizer, eu me encaminhei ao corredor que aparentemente me levaria a Aki. Minhas mãos suavam um pouco, mas eu estava bem. Eu estava legal. Eu precisava mostrar a Aki que gostava dele tanto quanto ele gostava de mim. Não podia ser assim tão difícil deixar meu orgulho de lado daquela vez.

Totalmente despercebido, eu passei pelos convidados e me enfiei no largo corredor que levava aos quartos. Começava a me dar conta de que aquela casa estava vazia de pais ou familiares, porque não se ouvia nada nos cômodos internos; mesmo assim, eu me perguntava por que Aki tinha saído do meio da festa. Eu me perguntava por que ele tinha se dirigido a um quarto, sendo que todos estavam na sala.

Talvez estivesse com mais medo de mim do que o normal? Talvez tivesse percebido o motivo de estarmos naquela festa, e com isso estava pressionando a si mesmo para tomar uma atitude?

Com aqueles pensamentos, enxerguei um quarto com a porta entreaberta ao fim do corredor. Enfiei meus olhos pela fresta da porta, o coração já acelerando com a possibilidade de encontrá-lo; por mais que já estivéssemos nos acostumando um ao outro, a ideia de finalmente chegar a ele e demonstrar a fragilidade dos meus sentimentos me deixava tenso. Muito tenso.

De qualquer forma, eu estava com sorte. Aki estava ali.

Quando meus olhos finalmente o encontraram de costas para a entrada, apoiado na pequena varanda daquele quarto, dei um pulo de susto e recuei. Me escondi atrás da parede, tomando um pouco de fôlego. Mesmo com toda aquela coragem pulsando em minhas veias, eu ainda me sentia nervoso perto dele. Estalei os dedos e respirei fundo, tentando me concentrar naquela simples missão.

Ele gostava de mim. Ele tinha me perseguido por todo aquele tempo. Não tinha como errar. Tirei o rosto parcialmente detrás da parede, apenas para ver o que ele fazia. O fato era: não fazia nada. Olhava a paisagem ainda de costas para mim, um copo de bebida nas mãos que ele eventualmente agitava. O barulho do gelo batendo no copo com aquele movimento era a única coisa que se podia ouvir.

Eu conseguiria. Porra, é claro que eu conseguiria. Se eu não conseguisse, ninguém mais no mundo o faria.

Saí detrás da parede em um só pulo, materializando-me à entrada do quarto. Usando a linha de raciocínio subitamente esperta que eu agora tinha, falei, soando a maior autoconfiança que eu conseguia:

- Você bebe, afinal.

Aki reconheceu minha voz imediatamente. Ele também pareceu levar um susto ao me ouvir, e imediatamente se virou em minha direção. Ele estava tão lindo, com aquele olhar tímido de sempre, agora um tanto mais triste, um copo de uísque quase intocado nas mãos. Quase parecia um adulto. Mas tinha só dezesseis anos de idade.

Me mediu da cabeça aos pés, e tive a impressão de que ele gostava do que via. Mas quanto mais gostava, mais se retraía, de forma que eu não sabia mais se aquela porra da minha aparência tinha ou não tinha um bom efeito sobre ele.

- Taka, eu...

Esperei. Esperei por um tempo, mas nada veio. Nem uma mísera palavra que pudesse completar aquela frase. Eu o quê? Meu coração palpitava com as possibilidades, mas as palavras de Kai ecoavam na minha mente. "Você não tem todo o tempo do mundo", elas diziam. Me deixavam um pouco mais otimista.

Quando tomei fôlego para cobrá-lo do resto da sentença, ele falou por si só.

- Eu sei por que a gente está aqui - falou.

Abri um sorriso em sua direção. Ele estava a um passo de implodir, como sempre fazia poucos segundos antes de se afastar completamente de mim. Com aquela percepção ampliada, eu quase via a guerra que ele travava dentro de si, em parte por não se achar bom o suficiente, em parte por saber que eu estava ansioso por aquilo. Mesmo a energia em torno dele parecia tão pesada, tão tensa, que daquela forma não chegaríamos a lugar nenhum.

Sem esperar por mais nenhuma explicação, eu dei alguns passos certeiros em sua direção, e por mais que ele não parecesse esperar por aquilo, cheguei perto o suficiente para abraçá-lo. Um abraço forte e calado, ao que Aki retribuiu imediatamente. Me agarrou com toda a força que parecia ter, de forma que até algumas gotículas da sua bebida pingaram no meu cabelo antes que ele deixasse o copo sobre uma pequena mesa de canto.

- Desculpe - disse, rindo.

Era a minha deixa.

- Tudo bem, eu estava precisando - respondi.

Aki riu de novo, e eu fechei os olhos quando aquela risada alcançou meus ouvidos. Era uma risada contida, mas ao mesmo tempo tão sincera, que fazia aumentar o sorriso nos meus lábios. A energia ao redor melhorou um pouco. Também, não tinha como não melhorar.

Perceba que nós estávamos nos abraçando fortemente e eu já tinha enfiado meu rosto naquele pescoço, de forma que já enchia meus pulmões com o cheiro amadeirado e delicioso que o rodeava. Meu coração estava a um passo de sair pela boca, mas apesar de estar agitado como poucas vezes na vida, eu não estava mais tão tenso. Era impossível estar tenso com aquele cheiro.

Eu normalmente era orgulhoso a ponto de não me mostrar vulnerável na frente dele. Mas agora, eu já não sentia aquele orgulho. Pelo contrário, eu queria mostrar a Aki que ele também me tinha nas suas mãos, e que ele era tão bom quanto precisava ser.

- Seu cheiro é tão bom, Aki - sussurrei, com os olhos fechados.

Ali, com a cabeça enfiada no seu pescoço, eu conseguia sentir o coração que batia freneticamente, provavelmente tão rápido quanto o meu, enquanto continuávamos naquele toque. Sem me responder, ele levou as mãos aos meus cabelos e voltou a mexer neles, reproduzindo o cafuné que tinha feito na noite da garagem.

Um toque tão calmo, mas ao mesmo tempo tão intenso, que já senti aquela boa e conhecida fisgada no meu ventre. Caralho, como ele me excitava. Bastava levar as mãos aos meus cabelos e pronto, ali estava eu, literalmente duro como um pau, apaixonado como se tivesse esperado minha vida inteira por aquilo.

Amá-lo não era mais suficiente e eu não podia mais com aquela incerteza. Eu precisava sentir o sentimento na minha carne, eu precisava consumar a coisa ali mesmo. O cafuné me excitava, mas já não supria a necessidade. Eu precisava dele dentro de mim.

Com a respiração já acelerada devido àquele carinho, eu forcei mais minhas pernas contra as dele, chegando a quase empurrá-lo um pouco. Minhas roupas começavam a me incomodar, mesmo que eu estivesse com os shorts curtos de Kou. Minha súbita inteligência bolava as frases na minha mente, e antes que eu pudesse me dar conta, eu já as sussurrava ao pé do ouvido dele, usando meu último e mais conhecido recurso: a ironia. A resposta surgia na minha cabeça como que por mágica, e mágica dizia: "Continue".

- Me... desculpe... Aki - sussurrei, realmente gaguejando. Com a intensidade daquele cheiro dentro de mim, minha língua chegava a quase enrolar dentro da boca. Eu ia me soltando sobre ele, me esfregando como um gato sobre o seu corpo. - Me desculpe... por cobrar tanto de você...

Aki ofegava sobre mim, as mãos já passando a puxar um pouco meus cabelos, como se ele pudesse ler os meus pensamentos e entendesse exatamente o que eu queria. Nossas ereções eram separadas pelo tecido das roupas, mas aquilo não impedia alguns gemidos precoces. Continuei no jogo dos sussurros.

- Talvez... nós possamos... ser apenas... bons amigos.

- T-Taka, não faça... isso...

Apesar do sussurro relutante, Aki ia caindo na minha armadilha. Ele ia dando alguns passos lentos para frente, e eu ia dando alguns passos lentos para trás, até que senti minhas costas encostando sobre a parede. Entrelacei minhas pernas nas dele. De repente, o ar estava tão quente, que eu quase não conseguia respirar.

Uma das mãos que estavam nos meus cabelos desceu para a perna que eu entrelaçava sobre ele. Com aquela mão trêmula, ele a apertou de muitas formas diferentes, como se não pudesse acreditar que estava vivenciado aquilo. Um sorriso maldoso se formou nos meus lábios e depositei uma lambida lenta naquele pescoço.

Quanto mais Aki a apertava, mais eu a forçava contra ele. Mais eu queria que ele a apertasse. Mais queria que se soltasse e fizesse logo comigo o que tanto desejava. Qualquer coisa que ele desejasse, eu faria. Simplesmente qualquer coisa.

As fisgadas no meu órgão rígido já chegavam a doer pela necessidade, mas os meus órgãos já não importavam. Tudo o que importava eram os dele. Eu faria Aki ter tanto prazer naquele dia, que não lhe restaria mais nenhuma hesitação. O que me importava era só ele.

Arrastei a mão que estava sobre minha perna até o vão entre as minhas nádegas, e então ele já não conseguiu conter o gemido. Mesmo com a resistência dos meus shorts, ele posicionou um dedo naquele vão, me fazendo ganir. Eu rebolei ao toque do seu dedo.

- Aa-ahh... Taka...

Segurei o seu rosto bruscamente, descendo aquela faixa maldita em um só movimento. Agora, nós nos olhávamos nos olhos e havia algo novo no olhar dele. Havia o desejo de quem queria me foder até de ponta cabeça e de quem havia se segurado muito até então, perseguido pelo medo do que viria depois. Agora, o medo tornava-se mais e mais fraco.

Eu retribuía o seu olhar ferozmente, e era por olhares que nos comunicávamos. De repente, era como se nós não fôssemos mais nós mesmos. Era como se algo dentro de nós tivesse despertado, e só não tínhamos ainda nos comido vivos porque estávamos nos deleitando com aquele momento improvável.

Enquanto segurava aquele rosto nas minhas mãos, meu olhar nem por um segundo se desviando do dele, falei, com toda a certeza que existia dentro de mim enaltecida pelas substâncias que corriam nas minhas veias:

- Tudo o que você quiser. Você pode fazer comigo tudo o que quiser, Aki.

Perceba que eu já não gaguejava. A minha voz tremulava como todo o resto do meu corpo, embebida pelos hormônios que pareciam a um passo de estourar as minhas veias. Mesmo assim, eu já não gaguejava e nem sussurrava, porque queria ser ouvido. Eu dizia aquilo em alto e bom tom, porque queria que ele soubesse.

Aki abriu e fechou a boca algumas vezes. Ao ouvir me dizer aquilo, achei que ele ia ter um treco. Fez menção de abaixar os olhos timidamente uma vez mais, mas eu não permiti. Continuei segurando seu rosto e nós continuamos nos olhando fixamente.

Deixei que um sorriso pequeno estampasse meus lábios. Ele ainda não estava pronto para me dar a resposta em palavras, mas talvez estivesse pronto para dá-la em gestos. Assim, eu desenlacei nossas pernas e comecei a escorar na parede, lentamente fazendo menção de me ajoelhar no chão em frente a ele. Eu ia chupá-lo, mas uma mão firme me segurou fortemente.

- Não - disse ele, e a voz grave reverberou por todo o meu interior, me fazendo estremecer. Não era aquilo que ele queria? Também já não havia gaguejar na sua voz, mas tanta determinação quanto havia na minha. - Eu é que vou fazer isso.

Empurrou-me com um pouco de força contra a parede, mantendo-me de pé. Cacete, da onde tinha saído aquilo? Eu não sabia, mas meu órgão pulsou mais uma vez, e por um instante pensei que eu iria me liquefazer. Eu amava quando Aki tomava a frente daquela forma. Eu amava quando ele explicitamente, em uma das raras aparições de autoconfiança, me dizia o que fazer.

Mantendo-me encostado naquela parede, foi ele quem se ajoelhou. Ajoelhou-se ali bem à minha frente, e as mãos se destinaram a desabotoar e a abaixar meus shorts. Um shorts que estava antes tão apertado sobre a minha ereção, que eu gemi de alívio quando me senti finalmente livre. Antes que eu pudesse me dar conta, estava já sem roupas debaixo, bem em frente a ele. Aquele rosto estava a centímetros do meu pênis suplicante.

Senti meu rosto subitamente aquecido; tão quente, que meus olhos lacrimejaram. Eu estava alucinado de desejo, mas ainda havia alguma vergonha dentro de mim. Eu estava nu na frente dele, mas Aki ainda estava vestido. E se pensasse algo sobre mim? E se não gostasse de mim?

Mas ele não pensou nada. Tudo o que fez foi tirar suas próprias roupas ali embaixo mesmo, já no chão, e me lançar um sorriso apaixonado, antes de direcionar o olhar ao órgão latejante que já deixava escorrer algo pela sua extremidade. Romântico como era, Aki não o engoliu de vez, mas começou depositando alguns beijos lentos em toda a sua extensão.

Comecei a arfar com a visão dele me beijando ali embaixo. Quando fazia aquele tipo de coisa, Aki me quebrava. Ele simplesmente me quebrava, porque mesmo pra fazer algo como aquilo, ele era tão doce. E quando finalmente me encheu de beijos de todas as formas possíveis, me deixando duro como eu nunca havia estado na vida, ele me engoliu.

- Aaah...

Uma boca tão inacreditavelmente úmida, tão quente. A língua masseagava sutilmente a minha glande para que então ele escorregasse, me levando até o fundo daquela garganta. Fechei minhas mãos sobre aquele cabelo platinado em desespero, ajudando-o na movimentação que ia ficando mais e mais violenta.

Eu estocava aquela garganta ao mesmo tempo em que sentia a saliva dele misturando-se ao meu pré-gozo, e ao mesmo tempo em que via aquele líquido viscoso ocasionalmente escapando pelos seus lábios.

- A-Aki... M-eu Deus... Eu não vou aguent-...

Eu já não conseguia terminar minhas frases. Ele me sugava com tanto desejo, apertava tanto aqueles lábios em torno do meu pau, que eu não conseguia fazer nada que não fosse gemer, ensandecido.

De repente, o pré-gozo começou a nos inundar. Ele gemia sobre mim, e fazia com que aquele órgão vibrasse ainda mais. Parou brevemente para levar dois dedos à própria boca e os umedeceu. Em sequência, enquanto ainda mantinha os lábios sobre mim, ele lançou um olhar para cima.

Umedecendo os dedos... E me lançando aquele olhar... Aquilo só podia significar...

Tentei esboçar um sorriso sacana, mas agora eu já não conseguia esboçar nada. O meu pênis agora encharcado latejava cruelmente, distribuindo espasmos no meu corpo enquanto eu me contorcia sobre a parede. Tremendo e transpirando, tentando me concentrar para manter os olhos nos dele, eu assenti com a cabeça, porque porra, eu queria. Como eu queria.

Arrancando mais um gemido sôfrego das minhas entranhas, ele tirou a boca de cima de mim, e com o rosto encostado no meu agora desesperado órgão, ele sussurrou, timidamente:

- Tudo... mesmo?

O sorriso tímido não condizia com o olhar que pegava fogo, nem condizia com aquela boca demoníaca que me fazia espasmar.

- T-t-tudo.

Automaticamente, à frente daquele olhar que já me comia de qualquer forma, afastei um pouco minhas pernas entre si. Aki enfiou-se um pouco mais embaixo de mim e apoiou uma das minhas pernas sobre um ombro seu, de forma que eu pudesse soltar um pouco do meu peso e relaxar um pouco mais.

Agora, ele tinha um ânus bem exposto a sua frente. Não direcionava mais o olhar apaixonado a mim, mas a ele. Acho que consegui sorrir quando ele soltou um gemido baixo e mordiscou os lábios, se controlando para não me atacar de uma só vez.

Aproximou-se da abertura pulsante e depositou um beijo sobre ela, fazendo uma descarga elétrica correr pelo meu corpo.

- A-aki...! - gemi, desistindo de me conter. Como ele podia estar fazendo aquilo comigo?

Lentamente, não usou mais apenas os lábios, mas também a língua para me tocar sobre a pele que rodeava meu orifício suplicante. Uma língua tão lenta e tão molhada, que eu ia me soltando sobre ele e sobre a parede, urrando de desejo, quase suplicando para que ele me penetrasse logo e acabasse com aquilo, porque eu não ia aguentar. Eu ia me desfazer ali mesmo.

No instante seguinte, com aquela mesma língua, começou a me penetrar. Arqueando as costas naquela parede, puxando os cabelos à minha frente e ouvindo o gemido de dor dele, eu ia sentindo meu âmago sendo tocado, massageado, quase engolido por aquela língua torturante. A minha abertura ia se alargando conforme eu gritava naquele quarto, a língua já sendo intercalada com os dois dedos que ele enfiava dentro de mim.

- A...ki...! Por favor...! M-me fode... logo! - gritei, já não podendo suportar os espasmos que se multiplicavam sobre mim. Eu ia explodir. Eu já não conseguia me sustentar nas minhas pernas. Eu latejava por dentro e por fora, o meu órgão rígido já sendo tomado em uma dor dilacerante que precisava ser sanada agora. Tinha que ser agora. E ao ouvir minhas palavras desesperadas, Aki agiu.

Afastou o rosto do meu orifício e segurou minhas pernas com força. Em um único movimento, me senti sendo erguido do chão, porque ao mesmo tempo em que ele agora se levantava, também me carregava no colo, cada uma das minhas pernas sendo seguradas em um lado de seu corpo. Eu estava parcialmente apoiado sobre a parede, parcialmente carregado por ele. Flutuando a alguns centímetros de onde meus pés alcançariam o chão.

Com os olhos fechados e completamente ofegante, ele aproximou o rosto do meu, os lábios quase tocando minhas orelhas. Aki estava tanto quanto ou ainda mais trêmulo e arfante do que eu. Ele não era nada mais do que uma bomba-relógio.

Os sussurros que encontraram meus ouvidos eram descrentes. Completamente descrentes, como se ele estivesse sonhando e temesse acordar a qualquer hora.

- T-Taka... - murmurou ele. As mãos que me carregavam também tremiam. Estando agora suspenso no colo dele, o meu pênis encostava naquele tórax descoberto. - O-o que... você... disse...?

Esbocei um sorriso dolorido. Eu já tinha perdido aquela batalha há muito tempo. O meu coração já era dele, e agora o meu corpo todo desejava ser. Também aproximei meus lábios das suas orelhas e voltei a fechar minhas mãos sobre a nuca que estava ao meu alcance.

- Eu disse... Pra você... Me foder - sussurrei.

Um sorriso desacreditado se formou nos lábios dele enquanto aqueles olhos ainda estavam fechados. Segurando-me com força, mantendo minha entrada totalmente aberta para si mesmo, ele foi lentamente se enfiando dentro de mim.

Um gemido de dor escapou dos meus lábios. Contraí meu rosto em uma expressão de sofrimento e fechei as mãos sobre ele com mais força, porque aquilo doía. Com a testa encostada sobre o seu ombro, eu arfei, tentando me acostumar à dor de alguém quase me rasgando por dentro. Mesmo com a dor, eu não queria que parasse. Eu simplesmente não queria.

- C-Continua... Continua - supliquei, tentando me mover para frente e para trás para que ele não desistisse. Aos poucos, o meu interior ia cedendo. Aos poucos, ia me sentindo sendo mais e mais alargado, de forma que mesmo aquele membro inacreditavelmente duro começava a se assentar dentro de mim.

Respondendo ao meu comando, Aki insistiu. E um gemido lânguido escapou dos nossos lábios ao mesmo tempo quando sentimos que ele finalmente havia alcançado o fundo de mim. Estava feito.

As estocadas começaram. Primeiramente lentas, como se ele quisesse me poupar de algo, mas conforme eu mesmo ia me movendo para frente e para trás, acompanhando o vaivém e o abre-e-fecha do meu interior completamente entregue, ele ia se aprofundando mais, gemendo mais em sincronia aos movimentos que se tornavam mais violentos.

- Mais... Mais! - eu já gritava, porque não havia mais dor alguma. Havia um prazer lancinante que ia tomando meu corpo conforme ele entrava e saía, me obrigando a rebolar mais e mais em busca daquele contato tão urgente.

- Mais! - repetia ele à minha frente, passando a me mover também para cima e para baixo enquanto me penetrava, eu agora caindo e sendo erguido repetidas vezes sobre aquele órgão cruel.

Conforme as estocadas continuavam, também o meu próprio órgão pungente ia sendo jogado de encontro àquele tórax e eu urrava mais e mais, cada vez mais enrijecido, até que me dei conta: não ia mais dar. Sentindo o pré-gozo dele me inundando completamente, minha última súplica veio logo antes da minha próstata ser atingida.

- O-olha p...ra mim, Aki...

Nossos olhos se encontraram naquele mesmo instante. Eu vi o olhar dele embebido no tesão fulminante ao mesmo tempo em que senti meu âmago ser  brutalmente atingido algumas poucas vezes. Uma, duas, três foram suficientes.

Gemendo com toda a força que ainda restava dentro de mim, eu me senti sendo desfeito em jatos sobre aquele tórax enquanto sentia e ouvia Aki também se desfazendo dentro de mim, a movimentação alucinante diminuindo aos poucos conforme o prazer ia cessando dentro de nós.

Enfim, nós paramos. Provavelmente cansado de me carregar por tanto tempo, ele soltou um suspiro sofrido antes de se agachar comigo ainda no colo, soltando-se de joelhos sobre o chão e soltando-me também sobre si.

Nós transpirávamos. Ofegávamos. Ninguém se movia. Ao longe, voltávamos a ouvir em som baixo a música que vinha da sala. É claro que ela sempre havia estado ali, mas nós tínhamos fugido de nossa consciência nos últimos minutos.

Enquanto ainda continuávamos naquela posição e eu ia sentindo o líquido dele escorrendo por entre minhas pernas, Aki voltou a fazer o conhecido cafuné sobre mim. Eu estava com o rosto apoiado nos seus ombros, tentando não voltar do transe maravilhoso que ainda me possuía. As mãos dele vacilavam sobre meus cabelos, provavelmente devido ao cansaço. Os sussurros atingiram novamente meus ouvidos.

- Eu não quero nunca mais me separar de você. Quero proteger você pra sempre, Taka - disse ele, ainda recuperando o fôlego. - Tudo bem eu sentir isso?

Fraco como estava, eu soltei uma risada baixa. O meu coração estava tão quente, que era como se eu começasse a viver apenas agora. Antes, tudo o que me tinha acontecido era uma prévia da vida que realmente estava começando.

- Tudo bem - sussurrei de volta, fechando os olhos. - Eu disse que você poderia ter o que quisesse.

Nós continuamos ali, abraçados, por algum tempo. É claro que não foram por muitas horas, mesmo porque não estávamos em nossas casas. Em breve, nós iríamos levantar e rumar para a sala, talvez para fingir que aquilo nunca tinha acontecido, talvez para finalmente assumir para o mundo que nós nos amávamos e que não podíamos mais ficar separados.

Sinceramente, eu ansiava pela segunda opção. Mas naquele momento - apenas naquele breve e único momento -, ainda não importava. Não importava, porque mesmo que estivéssemos ali por poucos minutos, era como se o momento em si nunca fosse terminar. Por mais que levantássemos e seguíssemos a vida depois daquilo, uma parte de nós permaneceria cansada, abraçada, sorridente no canto daquela sala, por toda a eternidade.

Independente do que pudesse vir depois, nós nunca mais seríamos os mesmos.


Notas Finais


Obrigada a quem leu!
Façam uma autora feliz e deixem comentários, purfa ~<3


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