História Escarlate - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Ficção, Romance, Yuri
Exibições 8
Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi pessoas, desculpa a demora. Foi provocada por um mal chamado bloqueio criativo, mas consegui escrever esse capítulo finalmente.
Esse capítulo é um divisor de águas na fic, porque vai começar uma nova fase para as garotas. Está um pouco chato, mas é essencial.

Então boa leitura!

Capítulo 18 - O mal está próximo


P.O.V Valentina

Abro os olhos lentamente e tateio o outro lado da cama ao qual eu dava as costas, estava vazio. Sento-me na cama apoiando as costas na cabeceira da cabeceira da cama. O quarto já estava claro, de forma leve, como o amarelo claro do sol da manhã. Alguns pássaros cantavam do lado de fora e eu não via Mariana em nenhum canto do quarto. Coloco meu quimono que estava no canto da cama.

Sigo direto para o banheiro, com preguiça, escovo meus dentes, lavo meu rosto e observo o ponto roxo em meu pescoço. Sorrio com a lembrança da noite passada e faço uma nota mental para não me esquecer de passar muita base e ameaçar Mariana. Onde diabo está Mariana?

Ouço um som da porta do quarto sendo fechada e respiro fundo com a silhueta que passa devagar pelo quarto e a moça que entra no banheiro.

_ Bom dia – digo sorridente e ela sorri junto.

_ Seu avô pediu pra te avisar que ele quer que encontre com ele depois do almoço no escritório dele – Disse aproximando-se e depositando um beijo no meu rosto.

_ Você sabe o que ele quer comigo? – Ela nega e eu respiro fundo. – Acho que posso prever o que é...

Ela me olha como se pudesse ler os meus pensamentos e sorrio de lado.

_ Vai ficar tudo bem – Descansou o queixo sobre meu ombro e olhou nos meus olhos pelo reflexo do espelho.

Depois do almoço após já está totalmente pronta para o casamento eu desci pelas escadas de pedra e segui pelo corredor estreito que dava para a porta de cor escura que mostrava o sigilo que era o escritório de meu avô. Bati hesitante e depois de alguns minutos a porta abre revelando o velho rosto conhecido do pai do meu pai. Ele me olha de cima a baixo e eu beijo lhe a face.

_ Às vezes fico assustado de como você virou esta mulher linda. Você se parece muito com seu pai – Sorrio com o elogio. O velho sr.Archetti senta-se atrás da escrivaninha organizada de madeira bruta e indica a cadeira acolchoada para que eu pudesse me sentar.

Meu avô pega o telefone antes de falar algo e digita uma mensagem rápida.

_ O que o senhor queria conversar – Pergunto enquanto me acomodava em meu assento.

_ Bom isso vai ser um pouco difícil de dizer, mas preciso que mantenha a calma – Disse sério e meu coração logo disparou. – A questão é que... Desde que descobri que seu pai começou a mexer com essas coisas governamentais...

_ Pera, como você sabe que... – Ele me manda calar e eu o obedeço, seu rosto não expressava nada, e seus olhos fixaram-se nos meus e ficaram verdes como os de um gato preto.

_ Como eu estava dizendo – Continuou ignorando minha pergunta. - Eu percebi o quanto aquilo traria malefícios para minha empresa e para minha família. Quando seu pai se foi, pensei que tudo acabaria, mas percebi o quanto parecia com ele. Então resolvi lhe entregar o material e vê se conseguia abri-lo, o que conseguiu de forma engenhosa, foi surpreendente! - Bateu palmas lentamente de forma sarcástica. -  Obrigado por facilitar a localização de seu pai e melhor, facilitar com que eu acabasse com toda essa palhaçada.

_ Espera... Meu pai está vivo? – Minha cabeça estava confusa e eu precisava digerir tudo de uma vez só.

_ Vivinho da Silva. De modo que precisamos atraí-lo. O que é melhor para isso do que sua própria filha. A menina que ele vem observando desde que fingiu sua morte – Ele sorri e percebo que seus dentes eram pontudos de forma que eu nunca havia percebido. A raiva corroeu meu corpo. Meu pai estava vivo todo esse tempo e meu avô era realmente um monstro. Isso explica suas reações explosivas.

_ Você sabe que família vem em primeiro lugar, não é mesmo? Por que está fazendo isso? Dinheiro, poder, vingança? – Seus olhos percorreram meu rosto vermelho de raiva por alguns segundos e sua língua passou contornando seus lábios. – Minha avó sabe disso?

_ Não e nem vai saber, graças a os remédios mágicos que ela toma todas as noites...

_ SEU MONSTRO PRIMITIVO! – Tento levantar-me e ele estala os dedos. Sinto duas mãos fortes e pesadas me segurarem na cadeira, onde por mais que eu me mexesse não conseguia me soltar. Cuspo em sua face e ele limpa com um pano vermelho. Seu rosto fica sério, então ele me dá um tapa. Um tapa estalado com seus dedos cheios de anéis. Sinto a ardência e o sangue escorrer por toda a minha bochecha e rosno para demonstrar toda a raiva que queimava meu corpo como gasolina.

_ LEVE-A PARA O GALPÃO E DEEM UM JEITO NA NAMORADINHA! – Ele grita e lambe seus dedos com meu sangue.

_ Vocês não vão pegar a Mariana, me levem, mas deixem-na em paz – Grito com todas as forças, parecia que minha garganta iria se corromper. Se eles fizessem algo com ela eu não sei o que seria de mim. Lágrimas desciam quentes embaçando minha visão.

_ A garota sabe coisa demais para deixarmos ela ilesa... – Me repuxo tentando soltar aquelas mãos que machucavam meus ombros. Meu avô balança a cabeça em consentimento e um pano com cheiro químico é colocado sobre meu rosto, tapando minha boca e minhas narinas. Aos poucos vou perdendo a força de relutar e tudo der repente se apaga.

 

P.O.V Mariana

Nunca fui com a cara do avô de Valentina, desde a primeira vez que o vi ele me parecia frio e misterioso. Algo que nunca era bom de perceber em uma pessoa. Mas eu estava tão cega pela garota que não liguei muito para esse ponto estranho.

Hoje eu acordei cedo e decidi ir para a cozinha pedir aos cozinheiros para que preparasse um café da manhã para duas pessoas. Eles falaram que levaria no quarto e eu subi para encontrar com minha garota no quarto, esperava que ela estivesse dormindo. Só que fui abordada enquanto ia para a escada.

_ Sr.Archetti? – Ele parecia preocupado e me olhou com olhos desamparados. Mas havia algo a mais naquela expressão. Algo venenoso como a picada de um escorpião.

_ Preciso que diga a Valentina para vir ao meu escritório, é algo importante. Mas não diga que é importante para não assusta-la, só peça que venha – assenti e subi as escadas correndo.

Quando contei a ela que seu avô queria vê-la em seu escritório seu rosto mudou, não entendi. Ela passou o resto da manhã estranha, não falava muito e parava sempre para tentar analisar algo. Eu queria saber o porquê. Durante a tarde, enquanto me arrumava para o casamento eu resolvi perguntar:

_ Valen - Ela fez um barulho nasal. Estava sentada na cama com aquela expressão pensativa novamente. - Quando dei o recado de seu avô você mudou totalmente e desde então está um pouco estranha. Por que?

_ Ele nunca chama ninguém da família para seu escritório. Isso deve ser realmente algo sério... – Ela me olha tensa, mas logo sua expressão suaviza.  A lembrança de que nunca fui com a cara daquele homem veio a mente e meus pensamentos de preocupação surgiram, eu não deixaria ela completamente sozinha eu iria saber o que aquele homem está tramando.

Quando Valentina resolveu descer para ir conversar com Sr.Archetti, eu a segui. Parei-me no vão da escada e observei tudo o que acontecia. Algum tempo depois dois homens surgem e entram no corredor: um devia ter dois metros de altura e seu porte era forte, ele era como um muro. O outro era baixo e ágil, parecia se estreitar em qualquer canto. Era magro e esquivo.

Espero os homens se virarem e passo pelo corredor entrando na sala ao lado, onde ficavam grandes esculturas de gesso e pedra sabão. Encosto minha orelha na parede e por incrível que pareça naquela área não havia isolamento sonoro então pude ouvir a voz grave de Sr. Archetti de forma clara.

_ Eu percebi o quanto aquilo traria malefícios a minha empresa e a nossa família. Quando seu pai se foi, pensei que tudo acabaria, mas percebi o quanto Você se parecia com ele. Então resolvi lhe entregar o material e vê se conseguia abri-lo, o que conseguiu de forma engenhosa, foi surpreendente! - Ouço palmas lentas que estalavam pelo ambiente como bombinhas de festa junina. - Obrigado por facilitar a localização de seu pai, e melhor, facilitar com que eu acabasse com toda essa palhaçada – O que?

_ Espera... Meu pai está vivo? – A voz de Valentina soava baixa e abafada. Como se ela estivesse tapando a boca.

_ Vivinho da Silva. De modo que precisamos atraí-lo. O que é melhor para isso do que sua própria filha. A menina que ele vem observando desde que fingiu sua morte – Isso soou irônico. Esse homem é um monstro.

Mas antes que eu continuasse a ouvir aquela conversa que me embrulhava o estômago senti uma mão em meus ombros me virar com um pouco de agressividade e pressa. E um rosto familiar me encarava, eu conhecia aquele homem.

_ Sr. Archetti v-você está vivo? – Ele assente com pressa e se aproxima ficando bem próximo a meu rosto como se fossemos um casal em um momento intimo.

O pai de Valentina olhava de esgueira para a porta, onde eu olhei e um dos seguranças, o mais magro, passou e olhou para nós, mas logo desviou os olhos e continuou andando com constrangido. Nos afastamos e ele me puxou para atrás de uma grande escultura de touro em tamanho real feita de gesso. 

_ É o seguinte, preciso que me ajude a salvar Valentina. Mas por agora quero que saia por aquela janela – Disse apontando para uma janela aberta no fundo da ampla sala de esculturas. – Quando pular, corra pelo gramado e entre no corredor no fim do gramado. Lá você irá ver um carro preto grande. Entre e me espere lá, compreendeu? Ele está aberto – Engoli seco e assenti. – Vou logo atrás de você, não deixe que ninguém a veja.

_ Mas e a Valentina? – Perguntei e ele me olhou e pela primeira vez estudava meu rosto.

_ Eles não vão fazer mal a ela, eles querem a mim. Até que eu morda a isca e vá lá, eles não irão fazer nada. Agora vá - eu relutei em ficar e ele respira fundo e toca meu ombro. – Eu juro. Dou minha vida por aquela garota.

Assenti e fiz o que ele pediu o que foi fácil já que todos estavam no jardim para o casamento. Entrei na caminhonete preta e o esperei com ansiedade, minutos depois ele entrou no carro e dirigiu em silêncio por algumas quadras. Paramos em frente a uma casa escondida no meio de outras casas exatamente iguais.

Entrei naquela casa estranha e me surpreendi com a quantidade de fotos de Valentina pela casa. De fotos dela pequena até fotos dela agora. Aquele homem a amava e isso não era duvida alguma, mas por que ele a abandonou e a fez sofrer durante todo esse tempo?

_ Eu não me arrependo do que fiz – Ouço uma voz atrás de mim e pego a foto de Valentina que estava em uma pequena porta retratos sobre a lareira. Ela estava em torno de seus oito anos, estava sentada de frente a um enorme pedaço de bolo de chocolate. Seus cabelos pareciam ouro derretido e seus lábios arqueados em um sorriso grande com um de seus dentes da frente faltando. Sua boca estava toda borrada de chocolate, até seu nariz.

Viro-me para o homem que pega a foto de minhas mãos com educação e a analisa. Ele dá um sorriso triste e vejo melancolia em seus olhos. Ele se parecia muito com Valentina, seus cabelos, o sorriso e a maneira de como seus olhos verdes eram expressivos.

_ Foi doloroso deixa-la, mas eu precisava protegê-la dos meus erros. Arrependo-me por fazê-la sofrer e eu via isso e era como levar uma facada direta no coração – Ele diz e lágrimas surgem em seus olhos. – Me desculpe, é que...

_ Tudo bem, eu entendo – Coloquei minhas mãos sobre seu ombro e ele me olhou nos olhos. Enxugou as lágrimas ficando sério.

_ Você realmente quer salva-la? – Assenti sem pensar duas vezes e ele sorriu. – Então preciso que aprenda uma coisa. Preciso que aprenda a lutar. Você precisará protegê-la quando eu for embora novamente.

_ Mas ela sabe que o senhor está vivo, Sr.Archetti .

_ Por favor, me chame de George – George coloca o porta-retrato novamente no local certo. – Têm um quarto lá em cima, não tenho roupas limpas para você, mas irei comprar para você durante a manhã. Começaremos o treino de manhã e precisamos bolar um plano ataque o mais rápido possível. Temos dez dias no máximo, vai ser pesado, mas preciso. Eu contatei Frederico e ele chega pela manhã. Boa noite... – Ele se vira para subir as escadas. – Nós iremos salva-la, eu juro – Diz de costas e sobe as escadas.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Até a próxima.
Beijinhos de luz!


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