História Escassez - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, Personagens Originais
Tags Brant Daugherty, Doctor Who, Emma Watson, Lutas, Romance, Viajem No Tempo
Exibições 2
Palavras 1.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Revelações?


Fanfic / Fanfiction Escassez - Capítulo 2 - Revelações?

(Onde estou? Alguém pode me ouvir? Olá...Olá ...Alguém?

Corra April, corra garota impossível!) 

Acordo gritando, afinal de quem era aquela voz que me mandava correr, correr para onde? Meu Deus como minha cabeça dói. A não, provavelmente eu perdi a luta ......- Merda, merda! - grito socando a cama.

- Parece que você acordou. - olho para o lado e vejo Adam sentado em uma cadeira, já estou completamente farta deste cara.

- Não querido estou dormindo não está vendo?? E Isto é apenas uma crise de sonambulismo, idiota! – me levanto da cama me apoiando na estrutura forçando meu cérebro a esquecer a dor e funcionar. Ele se levanta e tenta me ajudar segurando-me pelo braço, eu o olho com reprovação e ele me solta.

-Me chamou de que?? - ele me olha e eu reviro os olhos – Foi brincadeira, Marcos me encarregou de cuidar de você - ele explica – ele me pediu para que eu a levasse para casa quando acordasse.

-Eu vou sozinha, sei o caminho. E é bom que você não esteja por perto quando eu quebrar os dentes do seu papaizinho. -  pego minhas coisas que estão em cima de uma mesa e saio pela porta, parece que eu estava em uma espécie de ambulatório ou sala de emergências daquele lugar. Passo por todos a passos largos e me dirijo a saída, memorizo o lugar, salão, porta, corredor, porta, loja de discos e pôr fim a rua. Já estava escurecendo, procuro meu celular na minha bolsa sem perder o ritmo dos passos, olho no visor e vejo duas chamadas perdidas e uma mensagem da minha mãe, são cinco da tarde abro a mensagem e leio.

(“April, Marcos me cotou que te viu com um rapaz hoje, você não me disse que tinha um encontro quero saber quem ele é OK, não demore para voltar pra casa.”)

Porra, não acredito que aquele velho disse a ela que eu estava em um encontro. Pelo que me lembro estou a apenas algumas quadras longe de casa, viro a esquerda e já começo a reconhecer a rua pela qual passei com Marcos pela manhã. Sinto algo se mover pouco atrás de mim.

- Quanto tempo mais você vai ficar me seguindo? – digo enquanto guardo meu celular, paro e olho para trás, há uma banca bem próxima a mim. – Vamos, tem que ser melhor do que isso se quiser me enganar. - Adam se levanta de trás da banca.

-Quando percebeu que eu estava te seguindo? – pergunta ele.

- Desde que saímos da loja, tenho sexto sentido meu filho, senti que estava sendo observada e ao julgar pelos fatos, sabia que era você. Agora, qual parte do “eu sei o caminho da minha casa” você não entendeu?

-Eu prometi a Marcos que a levaria, e eu não desisto fácil, se é o que estava pensando April.

-Sabe estou de saco cheio de você, sua arrogância já bastou para mim cara, foda-se o que Marcos te pediu, foda-se o que você acha de mim, e o mais importante. Vá se foder e me deixe em paz!! – me viro e saio andando mais rápido do que antes.

-Garota acorda eu não sou seu inimigo porra. –ele aumenta o passo, e me alcança. – escuta eu odeio Marcos tanto quanto você, ele e meu pai okay mas isso não me obriga a ama-lo, e eu sei que agi feito idiota hoje de manhã, mas me entenda, eu odeio aquele cara e agora tenho de seguir seus passos na S.H.O.R.T.A.G.E.

- Não, você não tem. – eu paro. – você faz suas próprias escolhas.

- Não e assim, não no meu caso – eu reviro os olhos e continuo andando, para o meu azar ele me segue -  e coisa de geração entende, - NÃO MEU FILHO NÃO ENTENDO “as fuck” -  meu avô e meu pai. Serviram a mesma agencia e eu sou o próximo, eles não aceitam qualquer um, tem de ser descendente de outros agentes para entrar organização secreta sabe?!.

- Perfeito, agora me explica o porquê que eu estou dentro então. – ele me olha com dúvida.

-Como assim?

-Meu pai, ele não era um agente. Ele era tipo um Homer Simpson, impossível de entrar no ramo militar.

-Como não? Só descendentes entram... A menos que...

- A menos que oque?

-Não, mas por que você? – ele me olha incrédulo

-Ei! Será que dá pra fala o que tá rolando??

-Só existe um por que de um não descendente entrar para a equipe.

-Eee... Qual seria esse “por que”?

-Bem você teria de ser a escolhida.

-MEU DEUS, pra mim chega Einstein eu vou pra casa.

-Pareceu idiota, mas é tipo uma profecia, um soldado, para entrar na equipe sem ser membro puro sangue só poderia ser um Bad Wolf.

-Interessantíssimo, Chapelzinho Vermelho! Agora, eu tenho um padrasto para bater, uma mãe que acha que estou em um encontro, um olho quase roxo, uma enxaqueca horrível, uma barriga roncando e um chato me perseguindo. Se me der licença tenho mais o que fazer.

...

Chego em casa e bato a porta, sabia que Adam ainda me seguia e por Deus eu não o deixaria entrar na minha casa.

- Oi mãe! – disse passando por ela.

-Oi Marcos seu grande... – a campainha começa a tocar me interrompendo e minha mãe sai para atender, Marcos caminha em minha direção.

-April pare, me entenda, você é especial não me culpe por tê-la levado à S.H.O.R.T.A.G.E, era a minha missão, você é a escolhida. Sua mãe não deve saber nada sobre isso, não ainda. -  eu o encaro.

-April, é para você. – minha mãe grita da sala.

-Ótimo, agora tenho que mentir para minha mãe e seu filho não para de me seguir, e que história e essa de você falar para ela que “me viu em um encontro”?

-Foi a única coisa que eu pensei, quem te disse que Adam é meu filho?

-Ele mesmo! Vai dizer que minha mãe não sabe!!

-Sim ela sabe, só não contamos a você por que, bem eu nunca tive uma boa relação com Adam, e não convinha contar nada a você, sua mãe nunca gostou da ideia sabe, vocês tem idade parecida ela achava que vocês poderiam se relacionar, ela nem chegou a conhece-lo eu mesmo o vi pouquíssimas vezes. Tomara que sua mãe não ache que vocês estão... você sabe.

-Como ela não acharia? Você chega dizendo que estou em um encontro, depois ele bate à minha porta! Se ela não sabe que ele é teu filho Marcos uma hora vai descobrir, minha mãe não e burra, e a hora que ela descobrir, sai de baixo. – ele olha para porta assustado, decido me virar.

-Meu Deus. – eu e Marcos dizemos baixinho em uníssono quando vimos minha mãe entrando na cozinha rindo e conversando com Adam, eu olho para Marcos, e ele me olha com uma cara de “O que vamos fazer?”.

-April, por que não me disse que estava saindo com alguém?

-Porque não estou?! -  digo passando pelos dois e indo para as escadas, subo em direção ao quarto.

-Este rapaz disse que vocês estavam em um encontro. - ela grita do pé da escada.

-Espera, você disse oque à ela Adam?? – desço as escadas, e me pondo de frente aos dois.

-Disse que fomos a lanchonete, você brigou comigo e eu decidi vim me desculpar.

-Ah mas eu vou matar você! – eu vou na direção dele para soca-lo mas ele segura minha mão. Minha mãe se põe no meio de nós dois.

-Paro! Ninguém vai brigar nesta casa! April, já tá mais do que na hora de você arrumar um namorado – Adam dá um risinho - não brigue com o rapaz!

- Acontece mãe que esta coisa, não é e nunca vai ser MEU NAMORADO!!- digo apontando o dedo para Adam.

-Ei eu não sou coisa – retruca ele – e não aponte o dedo para mim, April.

-Mãe, escuta. Eu estava na academia e Adam é um... bem quase um amigo, um colega, apenas isso.

-Está bem, mas mesmo assim, não e assim que se trata um amigo, ou colega, sei lá. Tratem de se acertar, tenho mais o que fazer. – disse ela indo para cozinha – Ah já ia me esquecendo, chegou uma encomenda para você April. Eu não entendi nada, tá com data de 2012, não faço a menor ideia do que possa ser. – ela me joga o embrulho, é uma caixa envolta em papel pardo. Adam me olha curioso.

-Você não vai abrir?

-Acho que a encomenda é para mim! Você não tem casa não?

-Meu Deus que garota impossível! Trégua April, saia da defensiva! – “garota impossível, foi assim que a voz do meu sonho me chamou, mas não era nem um pouco parecida com a voz de Adam.

-Tudo bem, você sabe, o dia não foi dos melhores para mim.

- Eu posso ficar? Quero dizer já estou aqui sou filho do seu padrasto e bem, começamos com o pé errado mesmo.

-Tudo bem, quero ver o que é isso. - digo erguendo o embrulho -  Mas já vou avisando, qualquer brincadeira idiota e eu te chuto pela janela mesmo! – ele ri.

-Mãe, Adam vai ficar para me ajudar em um trabalho Okay, qualquer coisa estamos na sala de jogos.

-Tudo bem! Juízo em! – ela grita e eu reviro os olhos. Subimos as escadas.

-Sala de jogos? Serio isso? – pergunta ele.

-Sala de jogos e uma camuflagem, é na real meu observatório, era para ser o quarto de visitas, mas como eu não gostei do meu quarto e passo mais tempo aqui do que lá, ele é meu.

-Então você tá me levando para seu quarto. Digo “observatório” – ele arqueia a sobrancelha.

-Você deve tá doido pra voar pela janela né? – ele ri.

-Estava só brincando. – tiro as chaves da bolsa e abro a porta.

-Uou! Meu Deus isso é, isso é enorme!

-Fecha a boca, vai baba no meu piso. – digo rindo.

- Não estava brincando quando disse observatório em, isso é uma cúpula? – ele aponta para o teto.

- Não, uma cúpula é uma superfície côncava, isto é apenas um alçapão de vidro, é para subir no telhado, lá fica meu telescópio.

- Caramba, esse quarto e o máximo! O que é isso?

- Ah, é minhas fitas de todas as temporadas da segunda fase de Doctor Who. – ele pega minhas miniaturas na mão. – e isso, são minhas miniaturas, eu tenho a TARDIS o nono, décimo e décimo primeiro Doctor, uma miniatura Dalek, e o mestre Yoda... Estou pensando em aumentar a coleção.

-Você é meio nerd.  – ele dá uma risadinha.

-Algum problema? E não é ser “nerd”, é apenas um interesse pelo desconhecido. 

-Está bem, vai dizer que acredita em aliens?

-Como não acreditar? Universo imenso, conhecemos apenas parte dele, já descobrimos que há   milhões de estrelas com planetas às orbitando. Está tudo à sua volta, é triste acharmos que estamos sozinhos.

-É você tem razão, vai que o governo nos esconde a existência dos verdinhos.

-É pura fantasia achar que eles são verdes. Podem ser de infinitas cores e formas, nunca imaginadas pelos humanos.

-Ok, Ok. Não vou discutir.

Eu pego e desembrulho o pacote, entre a caixa e o papel há três cartas, minha mãe estava certa, no papel não há remetente, apenas destinatário, e data do mês 12 de 2012.pego a caixa e vejo Adam se aproximar. Há um infinito meio distorcido na tampa a caixa é um pouco menor que meu laptop, é de madeira e meio azulada.

-O que é? – pergunta Adam.

-Não sei, não tem como abrir.

-Você sabe quem enviou?

-Não faço a menor ideia. Tem data do mês 12 de 2012.



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