História Escassez - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, Personagens Originais
Tags Brant Daugherty, Doctor Who, Emma Watson, Lutas, Romance, Viajem No Tempo
Exibições 2
Palavras 3.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Espaço-Tempo


-Serio? 2012? O ano em que o mundo acabaria? – ele diz tentando fazer voz de suspense. Sem sucesso.

-É, eu ri muito disso, tipo, vai que os maias estavam com preguiça de continuar o calendário, e a galera fico achando que o mundo acabaria. – ele riu e assentiu.

-Você viu isso?

-Oque?

-Tem um remetente nessa carta. Jane Doble. 06 do 03 de 2012.

-Estranho, as cartas estavam dentro do embrulho, embaixo da caixa. E o embrulho não tinha remetente.

-Normal April.

-Nossa supernormal! Me empresta aqui vai. – ele me dá as cartas e eu vou em direção a minha cama e à puxo.

-Pera, tua cama é embutida?

- Economiza espaço, levanta ela e é apenas parede, puxa essa cordinha e “puff” cama, quentinha e confortável. – dou umas batidas no colchão – pega a caixa e senta ai.

-Okay, você tá legal?

-Claro, por que não estaria? – digo pegando a caixa e procurando uma forma de abri-la.

-Você sabe, o Dean pegou pesado com você.

-Dean? Esse é o nome o quatro portas? É um nome muito sexy para um brutamontes daqueles.

-Sexy? Sério isso?

- O que? – ele fica me encarando – há me erra vai Adam. - digo rindo. – Achei ele gato, mas a magia acabo quando ele me pôs para dormir, sozinha ainda. – ele começou a rir.

-Viu, eu não sou sempre chata.

- E eu não sou sempre arrogante.

-É, mas aquela frase, “porque não deixou a criança com uma baba”. – digo, gesticulando aspas no ar. - Sério se Marcos não tivesse falado nada você ia começa o dia com um soco na cara.

-Foi mal, olhar na cara de Marcos pela manhã é muito para mim.

-Tudo bem vai. Amigos? – digo estendendo a mão, ele encara minha mão e arqueia a sobrancelha. – Ah vamos lá, pare de frescura Adam.

-Amigos, mas não quer dizer que confio em você. – ele aperta minha mão em comprimento.

-Estou falando para sermos amigos, não para confiar em mim, até porque eu não confio em você.

-Nossa, essa doeu.

-Sinceridade, defeito ou qualidade, eis a questão.

Digo, deixando a caixa de lado na cama, e pegando uma das cartas, Jane Doble, afinal quem seria essa mulher? Percebo que cada carta tem uma data e um remetente. 06/03/2012 – Jane Doble, 21/12/2012 – Jane Doble também, porém a última 22/12/2012 foi escrita por Rose Smith, cada uma tem um número 1, 2, 3, nesta mesma ordem. Pego a que data de 06/03/12. Correspondente a carta um, abro e começo a ler.

“Jane Doble, 06 de março de 2012. Nebulosa de Escorpião.”

-Adam ouça isso, aqui no cabeçalho da carta diz “Jane Doble, 06 de março de 2012. Nebulosa de Escorpião.”

-Nebulosa de Escorpião? – ele começa a rir. – parece que não é só você que assiste Doctor Who.

-Cala a boca palhaço. -  digo brincando.

-Lê tudo ai! – eu o olho e começo.

“April, espero que tenha aberto esta carta primeiro, sei que é inteligente, por isso o doutor te escolheu afinal. Eu sou Jane, você ainda não me conheceu, mas posso dizer que somos amigas, a primeira coisa que tenho que dizer é para não confiar em nenhum membro da S.H.O.R.T.A.G.E, eles conhecem o doutor, mas não são confiáveis, sei que o doutor odeia que contemos sobre o futuro, mas ele previu isso, ele disse que você seria levada à S.H.O.R.T.A.G.E, ele não me contou como sabia. Quando nos conhecermos no seu futuro, eu não farei menor ideia de quem você é, mas você me conhecerá e salvará o doutor na constelação de scratrez 5, não posso falar muito sobre o que aconteceu, ou para você acontecerá, mas você deve saber que a S.H.O.R.T.A.G.E tentará usa-la para achar o doutor, apenas não confie neles, para nada.”- Eu paro e olho para Adam, ele é um membro, seu pai também.

-Por que parou? – pergunta ele.

-Você sabe o porquê.

-April, você não tá acreditando nessa besteira né, meu Deus, entendo você ser fã de Doctor Who e tals, mas isso é ridículo! O doutor não existe, viagens no tempo são impossíveis, aliens não existem, essa mulher deve ser uma lunática que tá zuando com a tua cara!

-Não estou falando que o tal doutor existe, mas como ele sabia que eu iria para a S.H.O.R..T.A.G.E?

-E eu lá sei?

-Meu Deus isso realmente é uma loucura! -  passo os dedos pelo cabelo, o que está acontecendo? O que essa mulher quer dizer?

-É exatamente o que estou dizendo! Me dê isso. – ele tira a carta de minha mão.

-Vamos ver o que mais diz aqui.

“[...] apenas não confie neles, para nada. Você tem de procurar April, as respostas chegarão até você, basta saber procura-las. Mudando de assunto, você deixou o doutor completamente confuso! Meu Deus como adorei hahahahaha, ele sempre sabe de tudo, mas quando te viu ficou com uma cara ótima de espanto. Enfim estamos na Nebulosa de Escorpião, não faço a menor ideia do que o homem do espaço está fazendo, mas parece ocupado. Bem April, nos vemos no futuro, parece loucura isso tudo eu sei, você deve ter uns dezesseis anos e assim como eu provavelmente é fã da série Doctor Who, mas acredite o doutor existe, e é incrível!

XOXO, Jane.”

-Okay isso é muita loucura! – Adam se deita na cama rindo.

-É, e ainda tem duas cartas. Outra dessa tal de Jane Doble, e a outra é de Rose Smith.

-Agora sim que quero saber o que tem na caixa! Qual é a próxima carta?

- Aqui. – digo rasgando-a.

“Jane Doble, 21 de dezembro de 2012. À caminho da Terra.

Nos vimos de novo hoje April, meu Deus você estava tão forte! Pena que descobri que jamais à verei de novo, sentirei saudades garota impossível. Houve um problema que eu realmente não poderei te contar, mas o doutor disse que tudo ficaria bem, e eu confio nele, sentirei saudades, das poucas vezes que nos vimos tive a oportunidade de ver o quão brilhante você é April. Boa sorte em tudo, você vai precisar.

XOXO, Jane.”

-Bom, é isso. – coloco a carta sobre a cama.

-Só? O que houve será? – pergunta ele.

-Não sei, mas não foi você mesmo que disse que isso tudo era besteira?

-Uma besteira bem elaborada. Precisamos saber quem são essas pessoas, como descobriram sobre a agência, o que elas querem. E no momento, precisamos saber o que tem nessa caixa.

-É temos mais uma carta, Rose Smith, 22/12/2012. Leia ai, estou cansada. – jogo a carta para ele e me encosto na cabeceira da cama. Ele abre e começa a ler.

“Rose Smith, 22 de dezembro de 2012. Sidney, Austrália.

April, se estiver lendo isso é por que tudo deu certo. Nós nos conhecemos ontem, mas se já leu as cartas de Jane saberá que para você isso só ocorrerá no futuro, o doutor me disse que você estaria no futuro dele e que a caixa só poderia ser aberta por você. Nunca mais nos veremos, estou confiando este embrulho à um velho amigo pois tenho que voltar para casa, o doutor já se transformou, e eu darei um jeito de vocês se encontrarem, contarei com a ajuda de Joseph, “o amigo à quem confiei o embrulho”. Na verdade depois da minha partida ele tomará conta de tudo. Você tem a chave para abrir a caixa, e tem de procurar pelo doutor, provavelmente você já conheceu a S.H.O.R.T.A.G.E, não conte nada sobre isso à eles, a TARDIS está segura, quando você encontrar o doutor ele saberá onde encontrá-la. Cuide bem dele April, sei que para muitos ele é impossível, mas também sei o quão aberta é sua mente. Acredite no doutor, procure-o, e ajude-o, o mundo precisará de você um dia. Não deixe que ninguém te diga que algo existe ou não, há um motivo real para o fato da Terra nunca ter sido contatada por outros seres, um dia você compreenderá.

Boa sorte. Rose.”

Eu estou deitada segurando a caixa no ar, há um pequeno quadrado perto da tampa, parece um espaço para um tipo de chave.

-Então, descobriu como abre essa coisa ai?

-Não. – A última carta, a mulher disse que eu tinha a chave. Passo a mão no meu pescoço e sinto meu colar, a pirâmide que pende no meu pescoço, meu pequeno amuleto, são tempos dificeis.

-Desculpe, preciso ir. – Adam se levanta da cama.

-Olha, não conte nada do que aconteceu hoje à ninguém okay.

-Você está falando da sua surra, ou do pacote que recebeu?

-Perde o amigo, mas não perde a piada né cara! É claro que eu estou falando do embrulho.

-Fique sossegada, não vou contar para ninguém.

-Ninguém mesmo, ouviu. Nem Marcos.

-Aquele idiota? Por que contaria algo para ele?

-Ele é um membro e é seu pai. Sabe me lembrei de uma coisa, hoje na cozinha, na hora que você tocou a campainha, ele me disse que eu era especial, e que era seu trabalho me levar para a S.H.O.R.T.A.G.E.

-Como assim? -  ele para em frente à porta.

-Não sei também não entendi nada, mas lembra que na carta diz que, eles me usariam para chegar até o doutor?

-April, o doutor não existe!

-Einstein! E se o doutor for um cientista ou um médico mesmo que saiba demais? Já passou pela sua cabeça?

-Bom, vendo por esse lado. Mas como explicar o fato de elas terem dito que te conhecem do futuro?

-Mensagem subliminar? Um código escondido para que se outra pessoa abrir, o ache excessivamente estranho e deixe o lado assim como você pensou em fazer?

-Tá, sua inteligência sabe, ela tá me assustando.

-Mas é a mais pura verdade.

-Sabe, uma vez, minha mãe me disse que odiava o trabalho do meu pai, e que não era seguro, ela tentou por anos impedir que eu fosse para lá, sabemos que não funcionou. Porém, prometi a ela saber a verdade sobre o que acontecia lá, espero poder confiar em você, isso é uma coisa que só eu e minha mãe sabemos, se Curt sonhar que planejo roubar informações, além de ser um traidor e ir para a cadeia, eles matam minha família. Você precisa tomar cuidado, eles não tem medo de queimar alguns arquivos.

-Parece que teremos de aprender a confiar um no outro. – ele assente. – tudo bem, darei um jeito de abrir a caixa.

-Cuidado com Marcos, e amanhã tem treino novamente. Agora mais do que nunca precisamos ser membros da S.H.O.R.T.A.G.E.

-Tem razão, lado a lado com o inimigo para descobrir suas fraquezas.

-É, mas na carta dizia para você se afastar. – ele me olha.

-Tem razão, mas se eles querem o doutor, tenho que descobrir onde ele está, sozinha e depois é só leva-los para longe com falsas informações.

-Seremos uma bela dupla soldado! – ele bate continência.

-Meu Deus não bata continência para mim! E eu não sou um “soldado”. – digo rindo.

- Olha este é meu número, ligue se precisar.

-Pode deixar. – meu Deus isso é um flerte?!

Saímos juntos e descemos as escadas, Marcos estava na cozinha com minha mãe, e pela cara deles, havia tido briga. Minha mãe vem em nossa direção e abraça Adam.

-É muito bom conhecer você meu filho, fico feliz de saber que é filho de meu marido. As portas desta casa estarão sempre abertas para você.

-Obrigado senhora, mas eu e meu pai, não nos damos muito bem sabe.

-Sim, ele me disse, mas sempre há tempo para consertar as coisas. E você e April, parecem que são amigos, isso também é bom.

-É – ele diz rindo – nos conhecemos hoje, brigamos, mas estamos virando amigos. Não é mesmo baixinha?

-Falo tudo, e não é que eu seja baixinha, é que você é primo de primeiro grau do homem bambu, é diferente. – minha mãe ri.

-Você já vai? – pergunta ela.

-Sim senhora, minha mãe está me mandando mensagem perguntando à que horas eu volto.

-Tudo bem, mas não me chame de senhora, meu nome é Sky Hunt.

-Sou Adam Ember, foi um prazer senhorita Sky. – Eu já estava na porta, ele se despede de mim e vai embora, fecho a porta e vou para cozinha.

-Você não deveria ter escondido aquele rapaz de mim Marcos.

-Você sempre soube que eu tinha um filho Sky.

-É sabia, mas não sabia quem ele era, você não se deu ao luxo de me apresenta-lo.

-Ora essa, pois foi você quem disse que não seria bom que April com 15 anos conhecesse um meio irmão da mesma idade pois eles poderiam se apaixonar! – Cruzes não acredito que estou vendo isso. – Você não quis conhece-lo e agora a culpa é minha! - Todos pensando em meu futuro, como se isso desrespeitasse à eles.

-É Marcos, mas isso não quer dizer que você não pudesse me apresentar ele, ou apenas me mostrar ele na rua sei lá! Eu só não queria que ele e April convivessem na mesma casa só isso!

-CHEGA! PARO! – eu grito. – VOCÊS SÃO ADULTOS OU NÃO? – eles me olham com espanto. – Não importa como deveria ou não ter acontecido tudo isso, o que importa é que todos se conheceram, e eu e Adam estamos começando a ser amigos, e mãe não deve se preocupar com essas coisas. As probabilidades de eu gostar de Adam são de zero em zero Okay! Se querem saber essa briguinha clichê de vocês me cansou, eu vou dormir.

-Mas April você nem jantou!

-Já esta tarde mãe, amanhã acordo cedo, se der fome eu desço a noite e como algo.

-O que tem amanhã cedo?

-Academia. – interrompe Marcos.

-Academia? – pergunta minha mãe. – Desde quando você faz academia?

-Desde hoje mãe, desde hoje. Por isso que estou tão cansada, tudo bem? Boa noite para vocês. – subo as escadas e vou para meu quarto, Deus que dia foi esse, tranco a porta e me jogo na cama.

Pego a caixa, as cartas e decido subir para o telhado, sento-me ao lado de meu telescópio e olho através dele, apenas contemplo as estrelas se há algo lá fora eu quero conhecer. Examino a caixa, aquelas frases “Você tem a chave para abrir a caixa, e tem de procurar pelo doutor”.  “Você tem de procurar April, as respostas chegarão até você, basta saber procura-las”. “Pena que descobri que jamais à verei de novo, sentirei saudades garota impossível”. “Garota impossível” era assim que a voz do sonho me chamava. As respostas chegarão até mim, basta saber procura-las, tiro meu colar e o seguro, viro a caixa e procuro pelo orifício próximo à tampa, retiro o pingente e coloco a pirâmide naquele quadrado, ela encaixa perfeitamente e ouço um clic suave, ergo a tampa da caixa.

-Meu Deus, o que é isso?

-O que está vendo ai em cima April? – é Marcos, tenho de esconder tudo.

-Não sabe bater não?

-Estou subindo – diz ele. Eu vou até o alçapão e o travo, ele força para abrir.

-Abra, precisamos conversar!

-Já estou indo. – cacete aonde ponho essa merda!

-April! É sério abra aqui!

-Já vai! – finalmente acho um espaço entre as telhas e encaixo as cartas e a caixa ali, não dá para perceber nada, vou até o alçapão e o abro.

-Até que enfim! O que estava fazendo?

-Olhando o espaço.

-Como sempre né, diga-me o que tinha naquele pacote que você recebeu? - preciso inventar algo e rápido.

-Jura não contar para minha mãe? -  eu nunca contaria, mas se aprendi algo com meu pai foi a mentir e identificar mentiras, sabia exatamente como enganar Marcos.

-Juro!

-Tudo bem, aquilo era um presente de um ex-namorado meu. Mas eu já tratei de me desfazer dele.

-Quando? – pergunta ele. O maior problema de Marcos e que ele acha que deve ter controle sobre tudo e todos à sua volta.

-Dei a Adam, era um livro.

-Não vi nada com ele! – ele parece desconfiado, preciso avisar Adam caso Marcos pergunte algo para ele.

-Ele guardou na bolsa, por que tanto interesse em um livro?

-Não é nada, é que sua mãe disse que estava com a data de 2012. Eu só achei que poderia ser outra coisa.

-2012 foi o ano que nos conhecemos, o que achou que fosse?

-Nada, esquece, mas e o livro era sobre oque?

-Eu sei lá, só abri e vi que era um livro quando li o bilhete que dizia o nome de Donn eu logo dei para Adam jogar fora para mim.

-Por que você mesma não jogou no lixo?

-Qual é Marcos! Quer controlar agora como eu me livro ou deixo de me livrar do presente do meu ex-namorado?

-Não, claro que não. Eu só fiquei curioso, só isso.

-Tá bem, se minha mãe souber disso eu mato você ouviu! Já não me basta o que você me aprontou hoje!

-Amanhã tem outro treino.

-Eu sei Adam me disse.

-O que vocês tanto falaram aqui em cima?

-Nada de mais, apenas falamos mal de nossos pais, e também sobre o quão boas são nossas mães, essas coisas.

-Tudo bem, Boa noite April.

-Boa?!. – Idiota.

Espero ouvir a porta do quarto bater para pegar as coisas de volta, travo o alçapão e pego meu celular e o número de Adam que havia deixado no bolso.

“Adam, é a April. Se Marcos te perguntar sobre o embrulho diga o seguinte. Que foi um presente de um ex-namorado meu um livro e que eu te pedi para jogar fora, se ele perguntar sobre a data de 2012 é o ano que eu conheci o tal ”ex” Okay!

                                                                         19:33”

Eu não acreditava no que havia visto, demoro a abrir a caixa novamente.

-Deus eu sabia que não estávamos sozinhos, mas isso?

Abro devagar a caixa, e encontro um relógio de bolso, uma chave de fenda sônica, um colar com uma chave como pingente, uma gravata e bem em baixo uma carta. Pego a carta, mas quando vou abri-la sinto meu celular vibrar.

“Tudo bem, Você tem ex-namorado? Kkkkk brincadeira... o que está fazendo?

                                                                        19;46”

“Você pode vir para cá? Tenho algo para te mostrar.

                                                                        19;47”

“Proposta interessante! Estou indo, mas espero ser bem recompensado quando chegar ai.

 

                                                                       19;50”

“Desculpe, não tenho petiscos para Cachorros.

                                                                       19;53”

“Engraçadinha, chego em 20 minutos.

                                                                       19;53”

Espero Adam chegar para abrir a carta, fico observando o relógio, caramba todos esses anos assistindo Doctor Who e agora me deparo com isso. É uma completa loucura. Pego a chave de fenda sônica na mão. Isso só pode ser, sei lá um souvenir de lojinha geek, só isso. Procuro algum botão, acho e então aperto, ouço um barulho estranho e acabo deixando-a escapar de minha mão. Ela cai ao lado do telescópio, pego-a novamente, mas dessa vez aponto-a em direção ao alçapão, ele destrava.

-Pai amado! – Olho para a chave de fenda que está na minha mão, ela funciona por Deus ela funciona!!

-Pssiiu! – ouço alguém chamar, do nada cai uma pedrinha na minha frente. Me penduro na ponta do telhado e vejo Adam lá embaixo.

-Espera! – sussurro para ele. – Tem uma escada. – aponto a lateral da casa.

- O que? – ele diz alto.

- Psiiiiiiii!!! tá louco?! – sussurro para ele, que gesticula um pedido de desculpas no ar. Ele vai para a lateral e escala.

- O que era tão importante?

-Isso. – mostro a carta para ele. – olha, aqui diz o doutor.

-April, você abriu a caixa!

-Eu tinha a chave lembra? – passo a mão no colar mostrando à ele qual era a chave.

-O que diz?

-Não sei, não abri.

-E por que não?

-Olha isso é meio confuso Okay, eu não quero tá sozinha nessa e bem ambos queremos descobrir os segredos da S.H.O.R.T.A.G.E então, nada mais justo do que você ler isto junto comigo.

-No que fomos nos meter April?

-Querido eu não tive opção lembra?

-Me chamou de querido de novo, vou mudar de status, estou em um relacionamento sério agora.

-Adam, sem piadas isso é sério e até parece que você não entende ironia!!

-Vamos ver o que tem nessa carta.

Eu a abro e começo a ler.

“Olá April, sabia que conseguiria abrir a caixa. Se conheço bem Janne e Rose elas já te contaram tudo. Dentro dessa caixa há um relógio, cuide bem dele! Eu precisei me tornar humano para que não me encontrassem, e minha consciência está nesse relógio.

Hoje foi seu primeiro dia na S.H.O.R.T.A.G.E. Fique esperta! Curt é mais esperto do que você imagina.

 

Continua....



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