História Escolha-me - Capítulo 12


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Categorias A Seleção, Naruto
Personagens Akamaru, Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kurama (Kyuubi), Matsuri, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shino Aburame, Shion, Shizuka, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags A Seleção, Gaamatsu, Hinata, Hyuuga, Livro, Naruhina, Naruhota, Narushion, Narushizu, Naruto, Universo Original
Visualizações 417
Palavras 4.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amados
Obg por cd comentário ( respondendo aos pouquinhos) e aos 248 favoritos. Quase 250 no spirit. Tem ideia da emoção? Obg
Eu sei que MT gente anda pedindo cap mais longos. Mas, gente sou uma bb nesse mundo das fics. Nem tenho um aninho. Aprendendo ainda. Mas, em esforçando; ok?
Qualquer erro, perdoe-me. Estava ansiosa por enviar o cap dai nem revisei; mas, prometo corrigir durante o decorrer do fds
Bem, vambora?

Capítulo 12 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Escolha-me - Capítulo 12 - Capítulo 12

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.

Madre Teresa de Calcutá

 

Hinata

- Feliz, Hyuuga? – Shion pergunta, enquanto saboreamos nosso desjejum.

É lógico que estou feliz. Meu coração dá pulos de tanta alegria. Depois de ontem e de suas palavras, nada e nem ninguém é capaz de apagar o brilho dos meus olhos. Sinto-me iluminada. Inclusive mereço e posso me dar ao luxo de ter, nessa manhã, um sorriso que não sai dos meus lábios; concordam? Afinal, sou a menina mais doce e encantadora que ele já conheceu. Palavras do próprio. Arrisco-me até a dizer que sou a menina dos olhos seus. Portanto, hoje o meu mundo ganhou novas cores e não me darei ao trabalho de responder a Shion.

- Não vai me responder, sua zonza? – continua suas provocações; e, eu, por minha vez, continuo a ignorá-la, enquanto coloco na boca um rolinho de canela e açúcar. Finjo até mesmo que ela não existe em meu novo mundo colorido. – Aproveite. Essa felicidade vai durar pouco.

Olho em seus olhos. “Infeliz” é o que penso. Só mesmo uma pessoa muito infeliz é capaz de se preocupar tanto com a felicidade alheia. Seria muito mais inteligente de sua parte reunir suas forças para buscar sua felicidade e viver a própria vida. Mas, não. Prefere a todos os instantes provocar-me e me ameaçar. Será que ela não percebe que assim vive a minha sombra? Pobre mulher.

- Não pense que serei tola como a Akari. Sou muito mais astuta e inteligente. E, prometo a você que essa sua felicidade durará muito pouco. Aí, sim, tornar-me-ei a primeira dama de Konoha.

Ela ri como uma louca; mas, seu sorriso morre no exato instante em que percebe a entrada majestosa de Tsunade e seu olhar mortal em sua direção.

- Ameaçando alguém, Shion?

- Claro que não, Tsunade. - responde cinicamente

- Escute aqui, menina. – Tsunade anda em sua direção, coloca as mãos na mesa, bem rente a ela, e a adverte. – Você pode enganar metade do público que assiste esse programazinho de quinta categoria e até mesmo ao baka do Naruto; mas, a mim você não engana. Então, só um aviso. Se você fizer ou apenas pensar em fazer algo contra a Hinata, você terá que arcar com as consequências depois. – Shion treme de medo e as meninas chegam a rir disfarçadamente. A grande Shion, que ameaça e provoca todas aqui, tremendo nas bases. Sim, chega ser engraçado. – Eu acabo com sua raça. Fui clara? – Shion acena repetidas vezes a cabeça, respondendo que sim. – Que bom; por que, ela é minha protegida. – Tsunade sorri e se levanta. – A propósito. – olha e aponta para todas. - O que acabei de dizer vale para todas. – anda pela sala e pára próximo a porta. – Voltando ao que de fato me trás aqui. Amanhã, terça-feira, desfrutaremos da visita do Kazekage. Ele veio a Konoha por um pedido do Hokage. Como sabem, ambos são amigos. Portanto, será um almoço no jardim. Algo íntimo e amigável. – Matsuri inconscientemente sorri espontaneamente. Creio que seu coração ainda bate pelo Gaara, embora se negue a isso. – Já na quarta-feira, teremos a visita do Mizikage. Essa, sim, será uma visita diplomática e totalmente política. Teremos um jantar formal e pretendemos estreitar nossos laços e entrar em um acordo político e econômico com eles. É bom ressaltar que nossas relações são um tanto frágeis, se levarmos em conta as nossas divergências do passado. Portanto, é imprescindível que se comportem como a futura primeira dama de Konoha. – os burburinhos entre as meninas já começam. Shion e Shizuka já falam sobre as roupas que pretendem utilizar; e, por aí vai. Tsunade pigarreia, chamando nossa atenção, e continua. – O desempenho de vocês será analisado nessas duas recepções; e, após elas, anunciaremos as cinco finalistas no programa excepcional de quinta-feira.

 

Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira.

Rubem Alves

 

Hinata

Olho pela última vez meu reflexo no espelho, averiguando o eximo trabalho da costureira e de Kurenai-sensei e Tenten. Sorrio ao perceber o quanto elas capricharam. Com um coque baixo e adornado por crisântemos alaranjados, visto uma yukata de fundo preto, com toques amarelo, laranja e vermelho e com algumas rosas em sua extensão. E, o que mais gostei em todo visual: um guarda-sol feito de bambu nos tons cru e vermelho. Como Tenten mesmo disse, é algo talvez contrário ao que costumo vestir; porém, por isso mesmo, feito sob medida para chamar a atenção do Naruto-kun.

Desço as escadas e dirijo-me ao jardim, onde será realizado o almoço destinado ao Gaara. Ao chegar lá, não tenho dúvidas. Uma recepção íntima ou não, a decoração idealizada por Tsunade e Shizune é de extremo bom gosto e cheia de detalhes.  A começar pelo mobiliário utilizado de madeira, vime e fibras naturais. E, pensar que uma das funções da futura primeira dama de Konoha será organizar tais eventos.

Nos lounges, por exemplo, encontramos sofás e poltronas confortáveis nos tons brancos e terrosos. Frente a esses, temos ainda mesas e baús antigos, onde são depositados diversos quitutes e bebidinhas, para degustarmos antes do almoço. Um luxo.

Logicamente que não podemos nos esquecer das mesinhas de madeira pura e escura, de quatro lugares, disponíveis para a realização do almoço em si. Em cima de cada uma dessas, um grande guarda sol com uma lanterna de cobre pendurada; mais os arranjos de flores silvestres na cor branca, as louças de porcelana branca e as taças de cristais. E, em todas as cadeiras, uma espécie de almofadinha, dando um ar mais rústico e romântico ao ambiente.

Todo o meu encantamento com a beleza do lugar se perde no exato momento em que meus olhos se encontram com as safiras preciosas do Naruto-kun. Um único olhar e eu me sinto ainda mais apaixonada. Perdida em meio a um turbilhão de sentimentos que me levam de encontro ao amor grandioso que sinto por ele.

São longos – ou poucos. Não tenho certeza. – minutos que ficamos nos fitando. Olhando-nos enamorados e conversando em um simples olhar. Tanta coisa a dizer e acredito que tudo é dito assim, nesse intenso olhar. Quando penso enfim aproximar-me e dar um passo, Shion passa como um furacão, empurrando-me; e, eu me detenho apenas em olhá-lo a distância. Uma distância lamentável, diga-se de passagem.

Lá está ela com ele. Em um quipao branco, justo e com uma enorme fenda nas coxas. Ela fala e toca-o para que consiga sua atenção. No entanto, nada disso faz efeito. O placar entre nós duas está um a zero. Devo-lhes dizer até que estou vencendo; por que, seus olhos continuam presos nos meus.

Sorrio e ele retribui o sorriso. Ela não desiste e ainda por cima, fuzila-me com seu olhar furioso. Não a temo. Sei que se Kami tiver o destinado a mim, ninguém no mundo poderá nos separar. Nem mesmo a Shion ou qualquer uma dessas seis meninas. É o que diz a lenda do fio vermelho.

- Se Shion pudesse te matava só com um olhar – alguém diz, rindo do próprio comentário.

Olho para o lado e me dou conta de que a dona da voz é Matsuri, que, com toda sinceridade do meu coração, nunca vi mais linda. Em um coque alto e com uma maquiagem discreta, traja um quimono japonês tradicional em um tom carmim com detalhes brilhantes e alegres. No lugar do obi band, ela ousou, dando preferência a um cintinho de amarrar. Amo essa sua ousadia em se vestir no dia de hoje.

- É verdade. - suspiro.

- Ela continua aqui. – lamenta Yukata, que se aproxima. Igualmente linda; mas, muito mais discreta. Veste uma yukata creme com crisântemos grandes bordados em seu obi band laranja. - Eu ainda não entendo como ela continua aqui. – lamenta - Será que o Naruto é mais ingênuo do que imagino? Está na cara que ela armou para cima da Saori. Eu acredito até que foi ela quem convenceu a Akari a confrontá-lo. – levanta uma suspeita considerável. É verdade. Shion realmente pode ser uma pessoa muito mais manipuladora do que eu imaginei anteriormente.

Mantenho-me em silêncio, pensativa e volto meu olhar para o Naruto-kun. Será mesmo que ele é tão ingênuo assim? Será que ele não a elimina por já está tão envolvido com ela? Então, não é apenas algo físico, digamos assim, como eu imaginava? O que há entre os dois é amor? O mais impressionante disso tudo, nesse momento, não são nem minhas perguntas e as possíveis respostas que posso obter. É o Gaara-sama, que até então passou despercebido por mim e encontra-se ao lado do Naruto-kun. Ele não tira os olhos de Matsuri. Olha-a como se ninguém mais existisse na face da terra e nem sequer disfarça seus sentimentos. 

 

O amor é uma bela flor à beira de um precipício. É necessário ter muita coragem para ir colher.

Stendhal

 

Naruto

- Shion, poderia nos dar licença um minuto? – tento ser educado. – Preciso falar em privado com o Gaara, onegai.

- Oh, claro. – ousadamente beija o canto da minha boca e sai.

 

- Revirando os olhos para a cobra, garoto? – pergunta Kurama em meu interior, sorrindo vitoriosa.

- Não entendi.

- Você. – seu sorriso se expande. – Antes, vivia caindo nas lábias dessa mulherzinha detestável e no meio de suas coxas; agora, revira os olhos quando se aproxima.

- Não sei. – penso por um segundo, analisando os fatos. - De alguma maneira, a presença dela passou a me incomodar. – confesso.

- Ela sempre me incomodou.

 

Volto ao mundo real e olho Gaara. Continua na mesma. Acredito piamente que se Shukaku ainda vivesse dentro dele, estarei se revirando ao vivenciar a cena melosa que encontro ao meu lado. Gaara está literalmente babando pela Matsuri. Seria cômico se não fosse romanticamente trágico.

- Matsuri está bonita hoje. Não acha? – puxo o assunto.

- Hum. – nem ao menos presta atenção em mim.

- Ao menos, enxugue a baba, Gaara. – provoco-o e solto uma pequena gargalhada.

- Nani? – espanta-se.

- Eu sei o que há entre você e Matsuri. – aponto-a com o copo de saquê.

- Gomen'nasai. – constrange-se.

- Não tem do que se desculpar.

- Claro que tenho. – abaixa a cabeça.

– Bem, na verdade... – faço uma pausa e obtenho sua atenção. – ... não é a mim que você precisa se desculpar.

- Nani?

- Qual é, Gaara? Nós dois sabemos a quem você precisa se desculpar. – ele leva alguns segundos pensando e refletindo sobre minha insinuação. – Eu me refiro a Matsuri. – concluo na dúvida quanto a ele ter entendido minha insinuação.

- Eu sei. – fica cabisbaixo. – Mas, é melhor eu me manter afastado. Não quero a magoar mais do que eu já magoei. E, tenho outros motivos que me levam a agir desse jeito.

- Que motivos? – quero saber.

- O Conselho de Suna é contra nosso relacionamento.

- Por Kami! – vocifero. – Esse velhos precisam entender que a nossa vida pessoal não diz respeito a eles.

- Eu sei.

- E o outro motivo?

- Ela está aqui.

- E daí?

- E daí que jamais trairia sua confiança.

- Eu sei disso, Gaara. – sei realmente. – Você é meu irmão. – encosto minhas mãos em seu ombro.

- De qualquer forma, dou minha palavra. Pode ficar tranquilo. Não há mais nada entre nós dois.

- Será? Não foi bem isso que ela me disse.

- Como assim?

- Bem, eu imagino que você conhece a mulher que ama e sabe o quanto ela pode ser sincera.

- Sim. Matsuri é a pessoa mais sincera e verdadeira que já conheci.

- Pois bem. – bebo um pouco o conteúdo do meu copo. – Assim que Matsuri chegou aqui, ela foi bem clara comigo. – sua atenção agora está totalmente voltada para mim. – Ela me disse o real motivo que a trouxe até aqui.

- E, qual é?

– Está aqui tão somente para manter-se afastada de Suna e esquecer você.

- Eu não sei... – fica pensativo. - Não sei se ela seria capaz de me perdoar.

- Deixa de ser tolo, meu amigo. – outro gole. – Ela te ama.

- Eu também a amo.

- Então, o que está esperando para ser feliz?

- Nada. – o frio Gaara sorri, olhando-a; e, ela retribui seu gesto, encantada.

- Escute o que vou te dizer.- sussurro para que ninguém nos escute. - Vá até meu escritório e espere. Mandarei Matsuri para lá. E, por Kami, só saiam de lá quando resolverem todas as suas pendências. Fui claro?

- Hai, Nanadaime. – brinca, fazendo uma pequena referência.

– Aproveite e tire o dia para vocês.

– Mas, e o almoço?

- Não se preocupe. Dou meu jeito. – tranquilizo-o

- Certo. – posso dizer-lhes que ele está feliz e esperançoso. Isso é visível em seus olhos. - Nem sei como te agradecer, Naruto.

- Agradeça-me sendo feliz.

- E, quanto a você? – ao escutar sua pergunta, automaticamente meus olhos são atraídos em direção a Hinata e tão somente para ela.

- Eu... – respiro fundo. - ...ainda não sei.

- Como não sabe? É notório o quanto você está caidinho pela Hyuuga. Além disso, tenho certeza que o Conselho de Konoha daria total apoio se você a escolhesse. A futura líder do clã Hyuuga.

- Eu sei.

- Se sabe, o que falta para que você a escolha? – arregala os olhos. – Não vai me dizer que ainda se sente preso ao passado?

- De certa forma, sim. Eu ainda me sinto receoso. Não sei se sou correspondido. 

- Por Kami, Naruto. Todo o mundo sabe que Hinata sempre foi apaixonada por você.

- É o que dizem.

- Então?

- Como eu disse, é o que dizem. Ela não me disse nada. – ele revira os olhos, tal como Shikamaru.

- Não seja um baka maior do que já é. A insegurança é uma má conselheira. – adverte-me. – Ou prefere perder a menina? Você acha mesmo que ela estará sempre a tua disposição? Até quando você acha que ela irá esperar por sua decisão e de boa vontade?

Olho-a e a analiso. A ideia de perdê-la incomoda e machuca meu coração. Um medo enorme assola meu coração. Um medo muito maior do que todo o meu receio em me deixar envolver. Na realidade, eu sinto verdadeiro pavor. Pavor dela me dizer adeus. Pavor dela ir embora. Pavor de nunca permitir-me sentir o gosto de tê-la só para mim e ser apenas só dela.

- Eu não a perderei. – digo convicto, sorrindo para ela e eu me vejo dentro de seus olhos perolados. – Não tem mais como eu negar ou fugir dos meus sentimentos.

- Vou fazer a mesma pergunta que você fez para mim. – volto minha atenção para ele. - O que está esperando para ser feliz?

- Nada. Ainda hoje conversarei com ela. Colocarei tudo a pratos limpos. – digo otimista. Não posso mais viver na dúvida. – Mas, por enquanto, concentre-se apenas em resolver tua vida. Eu ainda tenho um almoço para comandar.

- Você mandará Matsuri para seu escritório?

- Hai.

- Agora?

- Sim. Agora. Vá logo. – ordeno, saindo em direção ao grupinho formado pela Matsuri, Yukata e Hinata com o único objetivo de unir aqueles dois pombinhos.

 

Se todos os seres humanos vivessem enamorados, até mesmo o veneno das víboras desapareceria.

Samael Aun Weor

 

Hinata

Às treze horas da tarde, enquanto Matsuri e Gaara tentavam se acertarem, o almoço teve início. Os convidados distribuíram-se entre as mesas de quatro lugares ali dispostas. Naruto, eu e as meninas sentamos em uma mesa de sete lugares, ornamentadas por pequenos castiçais alaranjados e dourados. Sem contar as flores brancas, os talheres dourados e as louças de porcelanas, que se alternavam entre os tons branco, terrosos e laranja.

- Daremos início ao nosso almoço. – Naruto-kun pronuncia-se. – Devo desculpar-me pela ausência do Gaara, Matsuri e Hotaru. Infelizmente, Gaara precisou ausentar-se devido a um problema de última hora que surgiu em Suna. Nesse momento, encontra-se em meu escritório tentando resolvê-lo, juntamente com Matsuri, que como todos sabem é uma ninja pertencente à Suna e, como tal, tem seus deveres para com sua vila. – é discreto, protegendo os dois de possíveis comentários maldosos. – Quanto a Hotaru, ela encontra-se indisposta e já está sob os cuidados de Sakura-chan, uma de nossas melhores ninjas médicas.

Como esperado, alguns lamentam a ausência dos três; mas, nem todos, devo frisar. Shizuka, em um quipao verde floral, e Shion estão mais dispostas a conquistar a atenção do Naruto-kun do que ficarem preocupadas, por exemplo, ao que de fato acontece com a Hotaru.

É verdade que atualmente existe uma disputa ferrenha para saber quem será a grande escolhida pelo Naruto-kun, o que sempre foi esperado dentro desse reality show. Contudo, isto tem atrapalhado a nossa convivência dentro dessa casa. A ânsia de vencer tornou-se maior que qualquer outro princípio ou sentimento, como a compaixão por alguém adoentada, por exemplo. Lamentável.

- Como elas podem ser assim? – olho as duas. Shion e Shizuka. - Nem sequer pensam no que pode estar acontecendo com a Hotaru. – penso em voz alta.

- Infelizmente já me acostumei com o jeito dessas duas. – responde Yukata ao meu lado e igualmente revoltada.

- Será que é algo sério?

- Eu não sei. Mas, vi uma pequena movimentação em seu quarto logo de manhã.

- Então, é serio. – concluo.

- Acredito que sim.

O almoço em si tem início. De entrada, sushi, sashimi, tempora e guioza. Para o prato principal, por ser uma reunião minimalista, íntima e pessoal, é servido o verdadeiro lámen, em uma variedade de tipos de sopa, indo desde molhos de peixe até manteiga ou porco. Servido com um macarrão especial com ervas e legumes. Já a sobremesa contou com sorvete, manju de chá verde e moti, um doce feito com um arroz especial, o motigome. Tudo preparado com afinco pelo Teuchi, proprietário do Ichiraku, restaurante preferido do Naruto-kun, como vocês já sabem.

Entre um prato e outro, em todos os instantes, mesmo eu mantendo uma conversa amigável com Yukata e aquelas duas se matando por uma mísera atenção por parte do Naruto-kun, nossos olhares não se desgrudam um único minuto. Ele me olha com uma intensidade que jamais experimentei, ao ponto de fazer meu rosto queimar, devido ao constrangimento que começo a sentir. Eu ainda tento disfarçar e desviar meu olhar. No entanto, vire e mexe meus olhos são traídos e ficam presos nos seus, que responde apenas em monossílabos o que quer que Yukata e Shion perguntam. Eu nem sei se de fato ele sabe o que elas tanto falam.

- Eu acho que vou desistir. – Yukata revela-me de repente.

- Nani? – pergunto meio perdida, por não estar dando a devida atenção a ela.

- Eu disse que acho que vou desistir.

- Por que está me dizendo isso agora? Há pouco tempo você me disse que tinha chances com ele.

- Tinha. Talvez não tenha mais. – sorri tristemente. – Creio até que nenhuma de nós temos.

- Como assim? – pergunto preocupada. Ele escolheria alguém de fora da competição?

- Ele já tem sua escolhida. – revela com convicção. – E, não tira os olhos dela. – cutuca-me por debaixo da mesa.

- Você acha? – estou a ponto de explodir com tamanha felicidade. Será possível?

- Com certeza. – vira seus olhos na direção da mesa ao lado, especificamente, para Kankuro. - Acho que, se esse for o caso, eu deva me importar com quem realmente se importa comigo.

- Kankuro? – questiono.

- Sim. – confessa extremamente corada.

 

Queria... te olhar nos olhos e dizer:

Me apaixonei por você...e eu te amo, de verdade, fica comigo!

Germana Facundo

 

Hinata

No final do almoço, com o sol já quase se pondo e os convidados já se retirando, para minha agradável surpresa, Naruto-kun se aproxima. Olho-o apaixonadamente e vejo o mesmo menino pelo qual me apaixonei há anos atrás. A mesma expressão leve e divertida. O mesmo olhar ingênuo e descontraído. E, o mesmo sorriso maroto de quando coça a nuca, constrangido com algo que fez ou que ainda há de fazer.

Com ele assim, eu pergunto-lhes: tem como não ficar ainda mais apaixonada? Não tem como; não é mesmo? Quer dizer, eu não sei. As vezes penso que o amor que sinto não tem como aumentar; e, aí vai e ele se expande ainda mais. Inacreditável.

- Eu gostaria que você me acompanhasse, Hinata?

- Claro. – sorrio. – Para aonde iremos?

- Surpresa.

Enquanto caminhamos, lembro-me do que Hanabi me recomendou. “Seja ousada, nii-san”, é o que ela disse. Quase morro de vergonha; mas, decido arriscar-me e colocar em prática o seu conselho. Trêmula, passo meu braço entre o seu, segurando-o; e, sinto o meu guarda sol protegendo-nos do sol de uma final de tarde de verão de konoha.

Ele corresponde meu gesto e entrelaça meus dedos nos seus. Sinto meu rosto queimar ainda mais. De vergonha e de uma felicidade tão sublime, que jamais imaginei que poderia usufruir. Eu estou a um passo de entrar em seu coração. Tudo me leva a crer nisso. Até mesmo os pássaros que ali cantam, parece nos abençoar.

A conversa flui naturalmente. Por muitas vezes, solto uma discreta gargalhada por alguma piada que ele faz. Por outras vezes, há apenas p silêncio entre nós dois. Nada constrangedor. É que, nesses momentos silenciosos, nossos olhares conversam por nós dois. Quando enfim chegamos ao lugar esperado, fecho meu guarda sol e quase surto. É algo muito maior do que eu poderia esperar.

No chão, um tapete xadrez, que se sobrepõe a um roxo. Sobre ele, diversas almofadas em tons pasteis, predominando as estampas florais e geométricas.Ainda dispõe de mesinhas, bancos e baús rústicos, onde são depositados alguns petiscos, sucos e arranjos de tulipas e outras espécies de flores alaranjadas,. Resumindo, um verdadeiro espetáculo. Algo realmente e magnificamente especial e romântico. Sem palavras.

- Um pic nic? – pergunto extasiada.

- Sim. – responde-me. – Eu pedi que Tenten e Kurenai me ajudassem. Queria algo mais sofisticado e a sua altura; mas, com a correria dos últimos dias, isso se tornou inviável. Mas, saiba que foi feito com todo carinho e para que pudéssemos desfrutar do pôr do sol. Gostou?

- Se gostou? – olho em seus olhos. – Nunca imaginei um cenário tão lindo. – estou realmente encantada com tudo o que vejo e sinto. – Eu amei, Naruto-kun. Arigatô.– faço uma pequena referência em forma de agradecimento.

- Sem essa, Hinata. – o ar entre nós dois está muito mais descontraído e leve do que um dia já existiu. - Sem as formalidades do seu clã, onegai. – puxa-me para sentarmos no tapete.

- Eu não esperava algo do tipo. – digo olhando em volta. - Eu realmente não esperava que pudéssemos desfrutar um momento só nosso. – volto meu olhar para si.

- Eu prometi no programa; não prometi?

- Sim, claro. – sorrio.

- Pois então. – coloca uma madeixa dos meus cabelos atrás das minhas orelhas. – Aqui estamos nós dois e só nos dois. – seus dedos percorrem todo o meu rosto. Fecho meus olhos para desfrutar-me de seu toque gentil e carinhoso. – Acho que precisamos mesmo conversar. – sinto sua respiração próxima a minha. Digam-me que ele vai me beijar novamente, por favor. Eu torço enormemente que sim. – Acho que já até passou da hora de termos essa conversa. – meu coração quase pula para fora do meu peito. Ele me escolherá? – Mas, antes quero sentir seus lábios novamente. – roça seus lábios nos meus e um arrepio instantâneo sobe por todo o meu corpo. – Quero te beijar outra vez. – dá um selinho. – E mais outra vez. – outro selinho. – E mais outra. – outro selinho.

Aos poucos, o que antes eram apenas selinhos se tornam em beijos mais profundos e intensos. Ficam como uma espécie de carícia onde os sentimentos são sentidos, conectados e trocados. Nossas línguas se unem. Amam-se. A eletricidade do meu corpo só aumenta, conforme ele puxa-me para mais perto e eu agarro seus fios dourados como o sol. Percorre todo o meu corpo em uma velocidade sem igual. Tudo explode em minha volta. Melhor. Tudo explode dentro de mim. Sinto uma necessidade indescritível de exigir mais dele. Exigir que ele me tome. Torne-me sua. Agora. Nesse momento e para todo sempre.

Eu acredito mesmo que o amor que sinto por ele nos conectou de tal forma, que ele escuta meus pedidos. Talvez ele realmente se dá conta de toda essa minha necessidade. Ou quem sabe sinta até mesmo a mesma necessidade que eu e na mesma intensidade. Eu não sei. Só sei do que posso sentir nesse exato momento, como os dedos da sua mão direita segurando minha nuca e sua mão esquerda apertando minha cintura, como se me dissesse: “sim, você será minha e eu serei todo teu”.

Minha pele se arrepia, extasiada com seus toques e com seu cheiro. Meu coração dança e pula dentro de mim, inebriado de amor. Meu sangue corre por minhas veias queimando-me de desejo por ele. Tudo parece um sonho e, como todo sonho bom, dura um milésimo de segundo apenas.

 

Te vejo e sinto varias coisa que não sei dizer, eu quero logo te ver!

Meus pensamentos vão de encontro ao seu, só penso em você!

Agora diga o que eu quero saber, se vai da certo eu e você?

Felipe de Souza Silva

 

Naruto

Eu pergunto a vocês e peço que sejam bem sinceros e de todo o coração. Mato ou não mato o Shikamaru? Não é possível. Ele conhecia meus planos. Sabia que eu estava disposto a ter uma conversa franca com a Hinata. Mais que isso. Sabia muito bem o quanto eu queria e precisava estar um minutinho que seja com ela e tão somente com ela. Então, qual era a dele?

Eu estava nas nuvens. Sentia ela em meus braços. Tão entregue e tão minha. Sentia meu coração mais leve. É. Ela tem esse poder sobre mim. Traz-me paz, tranquilidade e leveza, tudo o que falta em minha vida. O que me leva a desejar ardentemente que esse nosso momento dure uma eternidade. Não acabe jamais. Contudo, é como eu disse. Por que Shikamaru tinha que aparecer aqui e agora?

Eu já estava deitando ela sobre aquele tapete, decidido a tomá-la para mim, quando senti sua presença e nem tive tempo de reagir. Em menos de um milésimo de segundos, escutei apenas o seu pigarro e quase enfartei de raiva ao ser obrigado a me afastar da Hinata.  

Agora, já de pé, vejo a Hinata do meu lado, passando as mãos por seu quimono, corada, de cabeça baixa e totalmente constrangida. Shikamaru de costas e esperando que nós pudéssemos nos recompor. E, todos os meus planos vão por água abaixo. Droga! É por isso que eu repito a pergunta: mato ou não mato o Shikamaru?

- Diga, Shikamaru. – ordeno sem paciência alguma.

- Gomen'nasai, Naruto. – me dou conta que somente alguma coisa de extrema urgência traria Shikamaru até aqui.

- Aconteceu algo importante?

- Sim. – responde já se virando em nossa direção. – Eu sinto muito; mas, Sakura solicita com urgência sua presença.

- Hotaru? – penso em voz alta. Se a deixei sob os cuidados da Sakura e essa solicita minha presença, boa coisa não é.

- Hai. Ela foi envenenada.

- Nani? – espanto-me e viro-me para Hinata.

Infelizmente, terei que deixar meus planos para depois. Primeiro por ser Hokage. Segundo por que se Hotaru está em uma situação dessas é por minha culpa. Ou seja, independente de ser Hokage ou não, preciso estar ao seu lado de qualquer forma e principalmente em um momento delicado como esse. Ainda mais sendo uma das meninas mais doce, gentil e educada dessa competição.

- Hinata, eu...

- Não se preocupe, Naruto-kun. – é compreensível. – Hotaru agora precisa de você.

- Arigatô, hime. – acaricio suas bochechas. – Eu não me esqueci da conversa que prometi que teremos.

- Eu sei. – sorri e eu dou um selinho me despedindo. Já correndo em direção à mansão encarno o Hokage. – Alguma pista de quem possa tê-la envenenado, Shikamaru?

- Nenhuma; mas, Sai já está trabalhando em prol de achar o culpado. Acreditamos que seja alguém de dentro.

- Claro. Mas, como te conheço, quero que seja sincero. Você desconfia de alguém? – subo já os lances de escada que dão entrada a porta principal da mansão.

-Sim; mas, prefiro guardar minhas suspeitas para mim até que eu tenha certeza.

- Imaginei mesmo que diria isso. – suspiro. O que falta mais acontecer dentro desse reality show? Digam-me. – Como Hotaru está? – ando apressado até se quarto.

- Já foi administrado o antídoto e se recupera bem. – olho-o por um segundo. Constato que diz a verdade e eu já respiro mais aliviado. – Só achei que deveria te chamar mesmo assim.

- Fez bem. É minha obrigação assegurar a proteção e o bem estar dessas meninas.


Notas Finais


Amados:
Gostaram? Sugestões, críticas, conselhos ou por aí vai?
Bem, não sei quando postarei o próx. Bem intenso aqui. Vou até postar um jornal explicando isso. Não estou conseguindo conciliar duas fics por n motivos e portanto decidi me empenhar e dedicar-me a essa, para depois voltar com “salve-me” e a segunda temporada de “sua e indesejável”. Fora os outros projetos. Explicarei td isso no jornal e meus motivos.
Além disso, creio q o próx vai ser bem trabalhoso. Conforme o roteiro q fiz, vem treta, ciúme e um pouquito mais. Ou seja, como será fundamental, decisivo e de extrema importância para o andamento de td fic, preciso caprichar. Então, é bem capaz q demore um cadinho ou não. Depende da inspiração aqui.
De qf, esforçando-me para postar um cap por semana; ok?
Fotos das roupas, decorações etc no wattpad.
A fic Tb está no spirit e no nyah
Bjs e obg por não desistirem de mim.
Amo vcs


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