História Escolhas - Capítulo 7


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eld Jinn, Eren Jaeger, Erwin Smith, Gunther Schultz, Hange Zoë, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Oluo Bozado, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Ataque Dos Titãs, Guerra, Rivamika, Seinen, Violencia
Visualizações 275
Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shounen, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente... MUITO OBRIGADA A TODOS PELO IMENSO APOIO!!!! Sério, eu estou emocionada aqui < 3 tenho muito a agradecer a todos vocês que estão favoritando e comentando essa fic < 3

Segundo, tenho uma indicação de fic de SNK para vocês, uma estória que eu achei simplesmente maravilhosa e que é focada em Armin e Annie, sério, leiam-na que eu garanto que vcs não vão se arrepender, eu ADOREI! Link nas notas finais < 3 Nome? "Amy" (tão boa que me fez shippar esses dois < 3)

E uma claro, música do capítulo "This is Deutsch" Eisbrecher, para já ir entrando no clima de guerra < 3 hehe

Capítulo 7 - Ingressão dos Recrutas


Fanfic / Fanfiction Escolhas - Capítulo 7 - Ingressão dos Recrutas

Não muito longe do quartel oficial das tropas de Trost um veículo de transporte militar se aproxima, a lona na parte superior do transporte protegia os novos recrutas da chuva torrencial que caia do lado de fora nesse instante e impedia-os de se encharcarem, mas nem por isso ocultava os ânimos de alguns e tampouco disfarçava a felicidade de outros.

— Armin! Mikasa! Acreditam que depois de tantos meses em treinamento na base militar finalmente estamos sendo enviados para uma... AUCH!

Antes do recruta excessivamente empolgado terminar sua frase o caminhão passou por um trecho de estrada relativamente esburacado causando um solavanco inesperado e como o cadete estava de pé na traseira do veículo o resultado foi um desequilíbrio repentino e uma bela de uma batida na cabeça do recruta, Eren, em uma das vigas de sustentação da lona e como não poderia deixar de ser isso acabou causando risos em Mikasa e Armin.

 

“Eren Yeager, 20 anos, sempre fora um recruta muito determinado, seus olhos verdes e decididos demostravam uma expressão firme que a maioria dos recrutas não sustentava por muito tempo mesmo que ele fosse um tanto quanto impulsivo nas situações e simulações de perigo durante os treinos nas trincheiras ou nos campos abertos e florestas fechadas, Yeager sabia que não era o mais forte ou o mais talentoso do grupo tal como sua irmã de mesma idade, Mikasa, porém a determinação do garoto havia sustentado seu velho sonho de entrar para as tropas de exploração do exército, sonho esse que ficou ainda mais forte depois da morte de sua mãe, Carla Yeager em um ataque a um pequeno setor civil de Trost onde a proteção do exército não conseguira intimidar um bombardeio e para piorar ainda havia o desaparecimento de seu pai que ocorreu no mesmo dia, Grisha Yeager, um médico renomado e que mesmo sendo abstenho de muitos recursos financeiros, já que sua família vivia apenas com o necessário, era conhecido por ajudar todos a sua volta com tratamentos acessíveis...

Depois da tragédia o rompimento da família Yeager não teve tanta relevância já que várias famílias passavam por situações iguais ou piores devido aos difíceis tempos de guerra .”

A partir daí Eren não desistiu até conseguir entrar nas tropas de exploração do exército desde que havia se alistado como um recruta, movido pela sede de vingança e o desejo de derrubar cada um de seus inimigos independente de qual fosse a maneira que fosse necessária empregar!”

 

A garota com traços orientais que observou a queda do irmão tratou de ajuda-lo a se levantar, embora um pequeno indício de riso em seus lábios denunciasse que ela estava achando certa graça da situação.

— Eren, se você não diminuir o nível de empolgação nada vai te impedir de cair do veículo direto com a cara no chão no próximo trecho de terra.

— Mikasa, ninguém pediu sua opinião.

Eren encarava sua irmã, constrangido por alguns risos de outros recrutas já que vários ouviram o comentário da garota a respeito do rapaz de olhos verdes e o riso era audível mesmo com o barulho de chuva batendo na lona que encobria a parte de cima do veículo aberto na traseira e que possibilitava a visão da paisagem por seus ocupantes.

 

“Mikasa Ackerman, 20 anos, irmã adotiva de Eren que sentia uma enorme necessidade de protegê-lo de tudo e todos uma vez que ela o considerava sua única família desde a morte de Carla Yeager e o desaparecimento repentino de Grisha Yeagear, os pais de Eren, que a acolheram quando toda sua família fora destruída e arrasada por mercenários... Mikasa além de tudo sentia que possuía uma dívida com seu irmão adotivo pelo seu passado e desde o dia em que sua família fora morta na sua frente Mikasa desenvolveu uma certa visão de mundo, vendo-o como um lugar belo e ao mesmo tempo cruel onde somente os mais fortes poderiam sobreviver...

 Sempre agindo de forma fria e racional na maioria das vezes mesmo que tivesse alguns momentos de emoção, normalmente sozinha ou na companhia de Eren e Armin que, fora seu irmão, ela considerava seu único amigo, Mikasa era forte e já na base dos recrutas provou que possuía um talento acima da média para o combate corpo a corpo, longa distância ou em visão aérea desde o início do treinamento e logo ela havia se destacado como a primeira da turma em toda e qualquer classe de combate, embora o peso do seu sobrenome ajudasse, e muito, nesse ponto.

Mesmo que o sobrenome Ackerman causasse repulsa em várias pessoas e ainda certo temor em outras, Mikasa se via relativamente livre desse preconceito por ter vivido muitos anos com os Yeager e ser conhecida como uma garota calma que apenas protegia seu irmão e seu amigo em comum dos ataques dos valentões do distrito, a bela aparência oriental revelava algo de suas origens mesmo que ela se recusasse a falar do seu passado e as feições delicadas da garota escondiam uma força bruta e uma determinação que só não era maior do que a de seu irmão e o único objetivo que impeliu Mikasa a ingressar nas tropas tidas como as mais perigosas do exército e que mais sofria com as baixas era unicamente proteger Eren e impedir que ele morresse pelas mãos de mercenários ou tropas inimigas.”

 

O loiro que observava a cena não podia deixar de rir, seus melhores amigos, os irmãos Yeager sempre lhe propiciavam momentos engraçados e o tiravam de várias encrencas desde crianças, muitas das quais ele se metia sem desejar e logo ele retrucou para os irmãos que estavam prestes a começar uma discussão, sua voz sustentava um tono animado.

— Eren, Mikasa, tentem não se matar antes de chegarmos até o quartel! Eu também estou ansioso para saber a que enfim vamos ser designados e, sinceramente, acredito que poderemos nos dar bem independente do que nos aguarda!

 

“Armin Arlelt, 19 anos, perdera seus pais em uma expedição mal arranjada pela burocracia da cidade soberana, Maria, que achou uma boa ideia construir pequenas moradias e cedê-las para os seus habitantes menos favorecidos, imigrantes que sem escolhas e sem mantimentos haviam migrado para o interior da cidade mais rica após o ataque as margens do distrito de Trost alguns meses antes do ataque ao centro da cidade que matou a mãe de Yeager.

 Essas pequenas casas ficavam em um território que estava entre a divisão de Maria, Rose e Trost... E embora no início todos tivessem ficado surpresos pela súbita decisão generosa dos comandantes políticos em receber moradores desfavorecidos de outra cidade e aceitaram ajuda de bom grado, essa era a pequena “boa ação” do prefeito de Maria... Fora descoberto depois o verdadeiro motivo da construção dessas pequenas casas, por mais que o prefeito houvesse prometido que os cidadãos estariam protegidos fora de seus muros eles haviam sido usados como iscas para ataques militares adjacentes além do fato de que o prefeito pretendia assim reduzir o número de imigrantes desencorajando os que várias vezes tentavam entrar lá vindos de outras cidades e ainda reduzir o risco de um ataque direto a Maria usando-os como isca para emboscadas inimigas que haviam se tornado cada vez mais frequentes desde o início da declaração de que a guerra havia sido, mais uma vez, oficialmente aberta.

Armin por várias vezes ia até Trost e ás vezes passava os dias lá com os seus amigos Eren e Mikasa devido á distância entre o vilarejo que ele vivia agora e a sua cidade natal...

E em uma dessas noites onde Armin encontrava-se dormindo na casa dosa Yeager por ter tardado demais a voltar para sua própria casa o adolescente loiro, na época com 15 anos, não havia sido morto junto com seus pais em uma invasão direta de vários soldados sanguinários que haviam matado todos os residentes daquela área e colocado fogo na maioria das moradias, os atacantes  foram posteriormente eliminados pela guarda militar que fora alocada para a região em situação de emergência, mas antes disso os inimigos já haviam matado todos os residentes da área... Ninguém havia sobrevivido e o tempo da guarda de Trost chegar até o local fora o tempo que Maria conseguiu se proteger, fechando seus muros e “entretendo” os soldados inimigos com os imigrantes desprotegidos fora de suas guarnições servindo de isca e distração enquanto os próprios guardas de Maria atiravam por cima dos muros, pouco importando se o alvo era um imigrante ou um soldado inimigo.

Trost repreendeu Maria pela ação, mas havia pouco que uma cidade mesmo que fosse militar pudesse fazer contra uma que era o centro político da nação e cujos cidadãos, poderosos e influentes eram por muitas vezes donos das fábricas de abastecimento militar, armamentos e munições de Trost, logo as relações diplomáticas necessitavam ser mantidas ainda mais por que ambos os distritos lutavam contra um inimigo em comum.

Logo o caso foi esquecido e em pouco tempo ninguém mais lembrava dos cidadãos mortos por um capricho da cidade de Maria, Trost era indiretamente culpada pelo ocorrido mas mesmo assim não havia nada que o seu governo pudesse fazer contra uma decisão dos dirigentes políticos da cidade soberana e havia claro, os militares corruptos que aliavam-se a junta política de Maria para conseguir os benefícios que somente um morador de lá teria, o que ajudou, e muito! A manter Trost de mãos atadas em frente aos habitantes de seu território, os pobres imigrantes menos favorecidos já que nem mesmo a própria cidade tinha condição de mantê-los e a grande maioria havia imigrado para Maria por conta própria após a notícia de que ela os ajudaria com melhores condições, melhores até do que a própria cidade de Trost!

Isso incluía os pais de Armin que foram brutalmente mortos e tiveram seus corpos carbonizados posteriormente em uma pira coletiva, o loiro desde então, mesmo não tendo a coragem de Eren ou a força física de Mikasa e sendo considerado o mais fraco dos três, era dono de uma inteligência invejável e isso havia se refletido na base de recrutas e mesmo que suas aptidões físicas não fossem das melhores ele havia sido considerado o recruta com maiores notas nos exames teóricos e elaboração de táticas estrategistas para domínio do campo inimigo.

A motivação do loiro de olhos intensamente azuis que revelavam sua inteligência era simplesmente vingar seus pais e acompanhar seus amigos, agora família, e evitar que mais artimanhas políticas ferissem os cidadãos independente de qual cidade ou classe social eles pertencessem.”

 

— Alguém está sentindo esse cheiro?

Connie Springer, 21 anos, um recruta de baixa estatura de cabeça raspada e personalidade agitada que estava nesse momento sentado observando a chuva do lado de fora repentinamente perguntou para os outros recrutas presentes.

— Sim, parece algo como comida, mas o que eu não sei.

Ymir, 24 anos, uma mulher alta com feições relativamente agressivas e com o rosto coberto de sardas, respondeu para Connie, Ymir encontrava-se sentada e abraçada de forma protetora a uma pequena garota Loira, Historia Reiss,19 anos, sua amiga que dormia pacificamente em seus braços ignorando completamente os solavancos e os ruídos da chuva ou da estrada, segundo Ymir o nervosismo de Historia ao saber que entraria na tropa de exploração depois de tanto tempo a pôs tão agitada nas noites anteriores que ela não havia conseguido pregar os olhos um momento sequer.

— Quem está comendo batata cozida aí atrás?!

Jean Kirschtein, agora com 28 anos, além de combatente fora promovido a tenente e era agora um dos responsáveis diretos pelo treinamento dos recrutas e expedições militares, ele fez a pergunta da parte dianteira do caminhão de transporte ao qual ele dirigia em direção ao quartel de Trost e seu amigo que estava sentado ao lado também sentiu o cheiro e disse para Jean.

— Isso com certeza não é uma coisa muito comum nessas condições...

Marco Bodt, 25 anos, também instrutor e braço direito de Jean, encontrava-se sentado na dianteira do caminhão de transporte ao lado do seu amigo. Ele estava realmente curioso pela situação tão inusitada, como que em um momento de nervosismo onde a recompensa após anos de treinamento e trabalho duro se aproximava, uma criatura pode simplesmente comer batata cozida?! Ele não podia deixar de rir!

Marco então virou o rosto até a vidraça onde havia uma tela tramitada de aço que separava seu olhar dos novos recrutas, não demorou muito para que ele encontrar uma garota encolhida no canto do veículo e com um casaco cobrindo a cabeça.

— Ei! Você aí sentada com a roupa na cabeça! Qual seu nome?!

Nesse momento a garota respondeu, mas algo em sua voz era diferente... Era como se sua boca estivesse cheia.

— Sasha Braus senhor!... Cof!

 

“Sasha Braus, 20 anos, era excessivamente animada e sempre se dera bem com seus colegas embora constantemente fosse vista comendo e chegava ao ponto inclusive de invadir a saleta dos oficiais na base dos recrutas e roubar comidas especiais, tal como a carne que em época de guerra e recessão estava a preços altíssimos! Ela era tida como uma recruta talentosa embora agisse de um jeito meio aéreo e parecesse sempre estar em um mundo á parte, Sasha era reconhecida como uma ótima atiradora e sua especialidade se revelou logo após ela ingressar na base dos recrutas se destacando nos ataques a longa distância onde ela logo foi conhecida por ter uma excelente pontaria e, desde o início do treinamento, sempre manuseava armas de tiro a longo alcance com uma precisão invejável independente das condições ao qual fosse submetida, Sasha havia provido de uma pequena cidadela nos arredores da cidade de Sina e vivia em uma casa simples onde era membro de uma pequena família de fazendeiros onde suas poucas terras foram tomadas por refugiados de Sina após um bombardeio ao local, mas a tomada de terras fora por que sua própria família as havia cedido para tentar abrigar os que haviam fugido dos ataques, Sasha um tempo depois entrou na tropa de exploração para tentar ajudar as vítimas da guerra e também para seguir o exemplo de seu pai, um homem justo e correto que fizera o seu máximo para ajudar os refugiados.”

 

Assim que foi surpreendida Sasha se engasgou e acabou deixando o casaco que estava encobrindo sua cabeça cair no chão revelando seu rosto... E também sua boca cheia enquanto que em sua mão estava uma grande batata mordida que ela possivelmente tentou comer rápido ao notar que fora descoberta.

Jean nesse instante virou o rosto da dianteira do caminhão, encarando pela primeira vez os recrutas que ele levava até além do distrito onde o quartel se encontrava e falava agora de forma enérgica.

— Espero que você não faça isso na frente do comandante ou do capitão! Acredite que as consequências seriam no mínimo...

As palavras do tenente foram cortadas assim que seus olhos pousaram sobre o rosto da recruta próxima a Sasha, a oriental que se encontrava agora sentada conversando com um cadete de olhos verdes... Mikasa Ackerman...

— Eu... Eu só acho que isso não... Não deve se repetir então se livra dessa batata agora!

Logo ao terminar sua frase de forma extremamente apressada Jean virou seu rosto mais uma vez em direção ao volante ignorando os recrutas, em situações normais ele teria dado um sermão muito mais caprichado na "garota batata" mas o rosto do instrutor ficou repentinamente rubro e ele achou melhor ninguém ver isso.

— Ouviu isso? — Connie falou para Sasha tomando a batata de suas mãos. — Larga isso garota batata! Não vamos tomar advertência logo no primeiro dia por sua culpa!

Sasha, que teve a batata tomada de suas mãos, encarou Connie com um olhar arrepiante o suficiente para fazer Springer começar a suar frio.

— DEVOLVE ISSO AQUI!

Logo Connie e Sasha entraram em uma discussão acalorada que só foi interrompida quando Marco virou-se e mandou os dois calarem a boca.

Antes da discussão dos cadetes ninguém notou nada estranho na entonação do soldado mais velho, Jean, exceto Eren que imediatamente percebeu o olhar constrangido que o mais velho lançara para sua irmã. Logo ele se aproxima de Mikasa e lhe diz enquanto dirigia abertamente o olhar para a divisória de vidro que separava o tenente e o seu comparsa do restante dos recrutas, o barulho da chuva nesse meio tempo havia aumentado demais até mesmo para que os próprios recrutas pudessem se ouvir dentro do caminhão de transporte que chacoalhava de um lado a outro e logo Jean não notou quando Eren disse.

— Mikasa, não gostei desse aí. — Yeager disse enquanto apontava para nuca de Jean visível através dos vidros. — Ele tem cara de cavalo.

— Cara de cavalo? Por que acha isso?

— Não sei, mas que ele tem cara de cavalo têm, e muita!

Eren falou para sua irmã enquanto ainda olhava desconfiado para a tela tramitada de ferro que separava os cadetes dos dois mais velhos a sua frente, Eren não era ingênuo, sabia que sua irmã era bonita e claro que isso o deixava possesso de ciúmes sempre que sentia uma aproximação efetiva de algum homem para com ela, mesmo que seu ciúme fosse simplesmente algo de irmão e Eren não possuísse desejo algum em relação á Mikasa...

O que revelou-se algo bem diferente quando ele observou uma certa loira carrancuda sentada na parte mais afastada do caminhão, próxima a Bertholdt, 24 anos, e Reinner, 23 anos, ambos irmãos que desde o início da viagem ficaram isolados do restante dos recrutas conversando algo entre eles...

O olhar de Eren despencou sobre a recruta que até o momento não havia se pronunciado e permanecia com um olhar indiferente a tudo e todos enquanto vagamente mexia em seu celular...

 Annie Leonhardt, 22 anos, uma garota loira com olhar gélido, azul e concentrado que pouco parecia se importar com o que estava acontecendo a sua volta, muito pelo contrário, ela parecia estar achando tudo uma tremenda de uma chatice sem fim! Eren não sabia explicar o motivo do comportamento da garota e isso fora assim desde o primeiro dia deles na base de treinamento... Uma particularidade da loira era que depois de Mikasa, Annie conseguira a segunda melhor colocação da esquadra entre os novos recrutas e apesar do olhar indiferente de alguma maneira a garota chamou a atenção de Eren desde o primeiro dia.

O passado de Annie nunca fora mencionado por ela mas algumas vezes ela já fora vista conversando sobre sua família com Reinner e Bertholdt, tanto ela quanto os irmãos eram provenientes dos mesmos distritos, cidades fora de Maria, Shinganshina, Sina, Trost ou Rose e ninguém sabia ao certo muito sobre o passado deles ou de onde eram suas cidades natais, mas eles pareciam vagamente conhecidos um ao outro, Eren apenas deixou um olhar de relance sobre a garota loira logo ignorando o ocorrido com sua irmã e para sua sorte nem Armin e nem tampouco Mikasa haviam percebido o olhar lascivo de Eren para sua colega de tropa.

— Eren, por que chamou o tenente de cara de cavalo? Você nem conhece ele?

Armin perguntou inocentemente, normalmente Eren sempre se levava bem com todos que conhecia e a imediata antipatia do garoto de olhos verdes não passou despercebida para o seu melhor amigo.

— Também não entendi, mas vamos deixar o assunto pra lá, estamos quase chegando ao quartel.

Mikasa respondeu antes de Eren ,que ficou emburrado por ter sido interrompido antes mesmo de começar a falar!  Mikasa nesse instante apontava para um local distinto em meio á chuva que era visível através da traseira do caminhão de carga militar.

O olhar de todos os recrutas voltou-se para a grande base militar que se aproximava, a exceção de Sasha, que aproveitou para comer o restante da batata que estava escondendo.

— Garota batata. — Connie disse para sua colega. — Deixa isso e olhe para a frente.

Sasha enfiou o que restava da batata na sua boca e aproximou-se da extremidade descoberta do veículo de transporte onde os recrutas agora observavam a aproximação do quartel cada vez mais nítido, mas não era isso de imediato que havia chamado a atenção deles e sim a presença de duas figuras paradas na entrada do quartel mantendo-se secos por estarem abaixo do pátio coberto onde o caminhão começou a entrar de ré...

— Sejam bem vindos recrutas!

Hanje começou a gritar excessivamente animada enquanto cumprimentava os novatos com a mão, a chuva torrencial era tão forte que impedia até mesmo sua voz de ser ouvida pelos recrutas enquanto estes desciam do caminhão. Hanje nesse instante disse para seu comandante, Erwin Smith, que também estava aguardando pela apresentação dos novos cadetes.

— Vieram poucos para a tropa de exploração esse ano, não acha?

O loiro observou os cadetes se aproximando, de fato não havia muito interesse dos recrutas em participar das tropas exploratórias uma vez que eram muito arriscadas e suas expedições em território inimigo não eram muito bem vistas, a grande maioria dos recrutas preferia participar da policia militar que atuava dentro dos muros de Maria, ou das tropas de guarnição, que nada mais fazia além de dar um pequeno apoio aos militares e fazer a defesa geral das cidades embora a eficiência das guarnições fosse cada vez menor devido a elevada taxa de corrupção que se encontrava agora dentro das divisões políticas principais do exército nacional.

Aliando-se isso a baixa popularidade inferida as tropas de exploração pelos outros setores devido a maior resistência dos superiores do setor de exploração em entrar nas tramoias políticas e corrupção ativa, a polícia militar e as tropas de guarnição tinham o hábito de dizer que o batalhão de exploração era pouco efetivo e que quem deveria cuidar da guerra em totalidade era o exército nacional.

Opinião contrária aos próprios membros da tropa, já que fora graças ao trabalho deles, as vitórias com o grupo de Levi e outros fora dos distritos de Maria e Região, o mapeamento efetivo do terreno inimigo e outros, fora graças ás tropas de exploração militar que o exército havia conseguido algum progresso em certos locais dos territórios inimigos e os encontros furtivos com os aliados bem abaixo dos terrenos hostis onde ás tropas de exploração operavam a maioria de suas missões.

Graças a essas ações uma inegável vantagem fora dada a sua nação, soldados de regiões distintas no geral não estavam interessados em proteger locais muito afastados a sua cidade de origem o que acabava resultando em várias tropas isoladas atuando em setores diferentes, nunca antes uma guerra dessa magnitude se havia formado e as nações estavam uma contra as outras a tal ponto que até mesmo a economia global era afetada.

Erwin aguardava ao lado de Hanje enquanto os recrutas já se preparavam para descer do caminhão e irem, guiados por Jean e Marco, até o encontro dos dois veteranos.

Nisso uma voz aparentemente irritada fora ouvida por Erwin e Hanje, era Rivaille que estava indo em direção aos colegas e ele não parecia nem um pouco satisfeito com a situação embora sua expressão revelasse uma leve surpresa por encontrar seus colegas ali também.

 

 

— Tsk, o que temos aqui? Não me digam que vocês também tem que perder seu tempo recepcionando a creche de pirralhos.

 


Notas Finais


https://spiritfanfics.com/historia/amy-8037000 (Amy)

https://www.youtube.com/watch?v=yDhkFHC8tO4 (This is Deutsch)

Muito obrigada a todos pelo imenso apoio < 3 responderei a todos os comentários um por um < 3 < 3


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