História Escolhas do Coração - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adultério, Drama, Lesbianismo, Romance
Exibições 29
Palavras 3.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ola.
Primeiro quero agradecer a todos que comentam, favoritam e leem EC
Capítulo explosivo e hoje máscaras vão cair.

Capítulo 19 - Neste jogo alguém sempre perde. . .


Fanfic / Fanfiction Escolhas do Coração - Capítulo 19 - Neste jogo alguém sempre perde. . .

Skyler está sentada em seu gabinete em uma sala na Promotoria quando o telefone toca tirando a ruiva do estado de concentração em que se encontra. Desde que chegara ao seu trabalho tentava a todo custo lutar contra a vontade de fugir dali e voltar para casa. Sabia que existe um risco muito grande em deixar aquelas duas mulheres sozinho, mas sempre agia com justiça e quando olhara no fundo dos olhos de Dani via uma real preocupação neles, então decidiu dar ela o beneficio da dúvida embora achasse que dificilmente com a mágoa que Taylor carrega acharia uma coisa desta.

No mês anterior por conta da alta carga de trabalho que chegava ali, após um surto maciço de violência, decidira contratar uma pessoa para atender aos telefonemas para que assim pudesse trabalhar com maior eficiência. Havia feito uma longa averiguação de antecedentes e uma bateria de testes até contratar Alex, um rapaz bolsista do curso de Direito da Columbia.

Instantes depois uma batida na porta, faz com que Skyler desviasse os olhos do documento que a sua frente vendo um rapaz de cabelos castanhos e olhos azuis entrar na sala.

 

Alex: Desculpe incomoda-la Doutora Hopkins, mas o Comissário Harold está no telefone querendo falar com você.

 

Skyler dá um suspiro. Não é comum a interferência da Comissaria de Justiça no seu trabalho, a não ser que houvesse um grande interesse na investigação e nos últimos dias havia trabalhado em casos rotineiros que normalmente não rendia uma ligação do Comissário.

 

Skyler: Vou atender aqui Alex, obrigada. Pode pegar para mim o arquivo do Caso Morris?

 

O rapaz concorda com um gesto na cabeça fechando a porta atrás de si, antes de Skyler pegar o telefone.

 

Skyler: Bom dia Comissário Harold. . .

 

Comissário: Skyler Hopkins. . .Ando escutando muitos elogios em relação ao serviço que tem prestado a sociedade nova yorkina.

 

Skyler revira os olhos agradecendo por estar ao telefone e não pessoalmente. A verdade que nunca simpatizara muito com aquele homem que sempre procurava adular as pessoas em troca de favorecimento embora ele o fizesse de maneira tão discreta que não havia maneira de se provar algum tipo de envolvimento ilícito dele.

 

Skyler: Desculpe-me se pareço grosseira, Comissário, mas realmente como deve saber a promotoria anda recebendo muitos inquéritos e infelizmente meu tempo livre é bem restrito. Peço então que me diga qual a reação intenção da sua ligação.

 

O homem respira fundo e no fundo apesar de achar aquela mulher um tanto quanto prepotente, gostava daquele jeito direto de lidar em todas as situações. Skyler Hopkins com certeza é a grande joia da promotoria nova yorkina, conhecida pela firmeza de caráter.

 

Comissário: Realmente não quero atrapalhar seu trabalho Doutora Hopkins, mas recebi um telefonema de um dos nossos mais estimados contribuintes sem dizer importantes cidadãos e gostaria que pudéssemos nos encontrar em um almoço para falar sobre a investigação que pediu sobre Taylor Scott.

Ao ouvir aquilo, Skyler soube no mesmo instante que aquela ligação tinha influencia de Jason e se ele estava mesmo envolvido com aquele sequestro, então Taylor ainda corre risco.

 

Skyler: Podemos marcar um dia. Peça para alguém do seu gabinete organizar tudo e assim poderá falar com meu assistente. Agora se não tiver mais o que me falar vou voltar ao meu trabalho.

 

O telefone foi desligado antes que o Comissário dissesse alguma coisa e então ela volta a atenção para a pilha de documentos em cima da mesa, antes de se levantar caminhando na direção a porta, abrindo-a, vendo o rapaz olhar na sua direção com uma expressão interrogativa no rosto.

 

Alex: Pois não Doutora Hopkins?

 

Skyler tenta disfarçar o nervosismo causado pela ligação do comissário e decidiu que devia conversar com Taylor, afinal mau havia trocada algumas palavras por conta da febre alta, mas tinha que conversar sério e tentar descobrir algo sobre o desaparecimento dela.

 

Skyler: Estou saindo para um compromisso importante e não sei se volto hoje. Por favor, anote os recados e revise os arquivos do caso Morris.

 

O rapaz concorda fazendo anotações em um bloco enquanto caminha até um arquivo, tirando uma grossa pasta de dentro colocando sobre a sua mesa. Skyler volta a sua sala, pega a sua bolsa, celular e então sai da sala caminhando pelo grande corredor. E se voltasse para casa e flagrasse as duas juntas?

 

= = = = = =

 

Taylor abre os olhos sentindo a cabeça latejar, fazendo com que desse um gemido, antes de virar o rosto vendo Dani adormecida com a cabeça apoiada em seu peito e um dos braços envolta da sua cintura. Uma mecha dos cabelos caem sobre o rosto dando à ela um ar desprotegido e se já não fosse apaixonada por ela teria se apaixonado naquele instante. Ao perceber o rumo dos seus pensamentos Taylor fecha os olhos por alguns minutos.

 

Dani: Taylor?

 

Ao ouvir a voz feminina, Taylor abre os olhos, vendo que Dani a observa com uma expressão preocupada no rosto. 

 

Taylor: Eu. . .

 

Dani se levanta sentando – se na cama e continua a olhar para Taylor a sua frente com preocupação. Os olhos da jovem voltam se para a boca da médica sem conseguir desviar o olhar e antes que pudesse dizer alguma coisa, seus lábios se encontram em um beijo suave.

Quando suas línguas se tocam, Taylor sente a velha sensação borbulhante em seu estômago.

Suas bocas se encaixam com perfeição enquanto suas mãos deslizam pelas costas e a jovem leva os lábios a curva do pescoço feminino sugando seu ponto de pressão.

 

Dani: Taylor. . .

 

Os olhos de Dani estão mais escuros e intensos. Só com aquele toque a medica sente seu sexo

pulsar e nenhuma pessoa consegue deixar ela daquela forma apenas Daniela.  Mas então de

repente, a jovem se afasta encarando a médica que tem uma expressão confusa no rosto.

 

Taylor: Não podemos. . . Estamos na casa de Skyler e você tem um namorado. . .

 

Dani abaixa a cabeça lutando contra a dor que parece sufoca - la e ao ver a médica daquela forma Taylor sente – se dividida. Na verdade a sua vontade é abraça-la e fazer amor até que esquecer todos os problemas que sempre parece acompanha-las.

 

Dani: Eu preciso conversar com você. Na verdade existem coisas que precisa saber. . .

 

Taylor ergue as sobrancelhas esperando pelo que Dani ia falar e pela expressão no rosto dela parece algo bem sério, mas naquele momento Skyler entra no quarto. Tanto Taylor quanto Dani olham na sua direção e Skyler percebe o clima pesado existente entre as duas mulheres.

 

Skyler: Eu só queria saber como você está e temos que conversar Taylor.

 

Dani se levanta da cama, passando a mão pelos cabelos antes de caminhar na direção do banheiro e deixando claro que estava dando privacidade e ruiva para a conversa.  Tinha certeza que a ruiva sabia que algo estava acontecendo entre Taylor e ela, mas as palavras ditas por Taylor ecoam em sua mente.

 

Taylor: Obrigada Sky. . .

 

Ao ouvir aquilo, Skyler ergue a sobrancelhas sem esconder a expressão surpresa no rosto e então senta na cama ao lado de Taylor. A jovem olha na direção da porta do banheiro fechada com uma expressão nervosa.

 

Skyler: Taylor como você está se sentindo? – A ruiva ergue a mão colocando sobre a testa da jovem vendo que a temperatura não estava alta e a palidez de Taylor havia dado lugar a um leve rubor.

 

Taylor pega a mão de Skyler entre as suas no momento que Dani sai do banheiro caminhando na direção da porta do quarto.

 

Taylor: Aonde você vai?

 

Dani esta com a mão na maçaneta da porta e seus lábios estão apertados enquanto luta contra a sensação de aperto que invade o seu peito.

 

Dani: Agora que está melhor eu tenho que ir.

 

Skyler: Daniela?

 

Dani olha para Skyler que tinha se levantado da cama e agora olha na sua direção como se tivesse algo muito importante para falar.

 

Skyler: Quero lhe pedir um grande favor. Gostaria que mantivesse em segredo que Taylor está aqui. 

 

Dani: Todos estão preocupados com o desaparecimento de Taylor: Alisson, Júlia e Fabian. Você concorda com isto Taylor? Fabian é seu sócio e melhor amigo, porque vai deixa –lo devastado sem notícias suas?

Taylor concorda, levantando – se da cama, caminhando na direção de Skyler.

 

Skyler: É para a segurança de Taylor. Quanto menos pessoas souberem, mas teremos chance de não só chegar a verdade quanto proteger a Taylor. Por enquanto não é seguro que muitos saibam até descobrir em quem confiar.

 

Taylor permanece em silêncio enquanto Dani continua a encara –lo como se questionasse tudo aquilo e como a jovem permanece em silêncio, a médica revira os olhos.

 

Dani: Eu não sei o que Taylor te contou sobre. . .

 

Skyler: Sobre o relacionamento de vocês? Contou tudo o que achou relevante para que as minhas suspeitas sobre o uma determinada pessoa. . .

 

Dani: Jason, não é? Vocês acham que ele é o responsável.

 

Skyler hesita e olha para Taylor que continua calada, fazendo com que Dani se lembrasse do que ia contar a jovem, mas acabara sendo interrompida pela chegada da ruiva. Podia ver que existe uma espécie de cumplicidade entre as duas e aquilo causa um estranho sentimento dentro do seu coração. Estaria com ciúmes de Taylor?

 

Taylor: Skyler só está preocupada com a minha segurança. Ela está investigando o meu desaparecimento e não quero que o psicopata do seu namorado saiba onde estou para que ele não mande ninguém para terminar o servicinho sujo dele.

 

Dani aperta os lábios, mas Taylor fica com raiva por achar que a médica estava ofendida pela acusação feita de forma subentendida a Jason Fox, mas mau sabia das coisas que Dani tivera que passar, as sessões de agressões e abusos para proteger a jovem.

 

Dani: Acha mesmo que eu faria algo para te prejudicar? – A médica fala com a expressão fechada no rosto, vendo Taylor erguer os ombros em sinal de indiferença.

 

Taylor: Sei lá, afinal o amor deixa as pessoas estúpidas. . .

 

Dani lança um olhar raivoso e magoado na direção de Taylor enquanto Skyler olha com reprovação a cena que se desenrola a sua frente.

 

Dani: Tem toda razão Taylor, quando estamos apaixonadas nos tornamos estúpidas.  – Dani fala isto olhando diretamente para Taylor e antes que ela pudesse retrucar Dani sai da casa batendo a porta atrás de si.

 

Taylor ficou parada olhando para a porta ao lado de Skyler que balança em sinal de reprovação e um suspiro ruidoso escapa dos lábios da jovem como se ela finalmente estivesse soltando o ar dos pulmões que nem tinha reparado estar segurando a respiração.

 

Skyler: Fico me perguntando como uma pessoa tão esperta às vezes pode ser tão tapada.

 

= = = = = =

 

Maya abre os olhos sentindo os raios de o sol atingir seu rosto, fazendo com que ela desse um suspiro e olha sua imagem no espelho vendo seus cabelos em desalinho e uma expressão sonolenta em seu corpo. Depois de fazer  sua higiene pessoal, ela caminha pelo longo corredor

até parar na entrada do escritório de Camilla e ouve vozes vindo do aposento.

 

Camilla: Quero que resolva logo isto da melhor maneira possível.

 

XXX: Vou fazer o que puder Senhora Moura. . .

 

Assim que percebeu que está sendo observada, Camilla ergue o rosto e naquele momento seus olhos se encontraram por alguns instantes até a modelo olhar para um rapaz de cabelos escuros sentado na cadeira vestido com uma roupa social.

 

Camilla: Que bom que acordou, quero te apresentar uma pessoa.

 

Maya franze a testa entrando no aposento e o homem encara a mulher a sua frente com a testa com atenção. Apesar da beleza que irradia daquela mulher existe algo nele que o deixa desconfortável, algo que não consegue explicar.

 

Maya: É sábado e ainda esta muito cedo, porque está trabalhando? Achei que disse que ia passar mais tempo com Rafael.

 

Ao ouvir isto, ela ergue as sobrancelhas, levantando –se  e olha de forma significativa para o homem que concorda com um gesto na cabeça, abrindo a pasta tirando de dentro um maço de folhas entregando para Camilla.

 

Camilla: Maya este é Doutor Phillips Brown. Ele é meu nome advogado. . .

 

Maya abre a boca espantada, olhando para o homem a sua frente em silêncio. Camilla observa a reação da esposa com atenção. Permitira que a modelo achasse que estava sob controle de tudo, enquanto preparava tudo e estava na hora de arrancar algumas máscaras.

 

Maya: Mas Natalia não é a sua advogada? Você sempre teve confiança absoluta nela final se conhecem a muitos anos e ela sempre cuidou de tudo.

 

Um novo sorriso se desenha nos lábios de Camilla que pega o telefone sem fio.

 

Camilla: Na verdade acho melhor que chame a Doutora Morales porque teremos uma conversa deveras interessante e com certeza vai precisar de orientação de uma pessoa da sua confiança.  

 

Maya sente um estranho calafrio pela maneira que a loura a olha em sua direção e então ela hesita pegando o telefone digitando o número do celular de Natalia que atende no terceiro toque.

 

Maya: Natalia é Maya. Será que você pode vir a Mansão Moura?  - Maya olha para Camilla que está olhando alguns papeis com atenção antes de assinar e só então desliga – Natalia já está vindo. Será que você pode pelo menos adiantar o assunto porque realmente não entendo porque está dispensando os serviços de alguém que sempre trabalhou de forma eficiente.

 

Camilla: Não, quando a Doutora Morales chegar saberá do que se trata.  

 

Naquele momento há uma batida na porta e umas das empregadas entram trazendo consigo uma bandeja com café e creme além de alguns biscoitos amanteigados.  O homem se serve de um café com creme enquanto Camilla apenas um café puro sem açúcar.

Algum tempo depois, Natalia se aproxima da porta acompanhada com uma das funcionárias da Mansão e antes de entrar troca um olhar confuso com Maya que desvia os olhos. Camilla continua com um estranho sorriso nos lábios.

 

Camilla: Entre Doutora Morales estávamos mesmo esperando por você para começara nossa reunião, mas antes quero te apresentar uma pessoa. Este é o Doutor Phillips Brown, meu mais novo contratado.

 

Natalia aproxima com a testa franzida colocando a sua maleta sobre a mesa antes de voltar a atenção para o homem a sua frente com atenção. Nunca havia ouvido falar daquele nome, com certeza é americano, pelo modo como está vestido.

 

Natalia: Camilla, você pode me dizer do que isto tudo se trata? Não me lembro de ter marcado algo com você. Nem me avisou que estava de volta a Paris.

 

Camilla sorri tentando controlar a raiva que se apossa de seu corpo e cerrando o punho se levanta da cadeira. Tudo aquilo está deixando Maya com certeza incomodada e Natalia dá um suspiro tentando controlar o nervosismo que sente.

 

Camilla: Na verdade Natalia, hoje eu te chamei aqui por dois motivos, mas não defendera nenhum interesse das empresas Moura e sim da minha esposa Maya. – Natalia franze a testa e como se percebesse que algo grave estava para acontecer, Maya se levanta da cadeira, fazendo menção de falar algo, mas a expressão no rosto de Camila a impede. – Vou explicar as coisas mais claramente. Meu casamento com Maya chegou ao fim e já pedi para que o Doutor Brown entrasse com uma ação de divórcio.

 

Natalia continua com os braços cruzados sob o peito, mas de repente sente todo o seu nervosismo se dissolver. Camilla sabe muito bem a consequência de pedir o divórcio, fizera questão de fazer um contrato pré- nupcial que beneficiasse unicamente Maya em caso de divórcio e caso acontecesse seria a ruina financeira de Camilla Moura.

 

Natalia: Podemos tratar disto se quiser, mas saiba que. . .

 

Camilla faz sinal para o advogado que entrega um envelope de papel pardo lacrado para a loura que agradece.

 

Camilla: Sabe que eu não entendo uma coisa? Sempre falou da sua grande amizade por mim e faz isto? Mas não é o mérito da questão, vamos falar sobre o contrato pré- nupcial que você confeccionou na época do meu casamento e estupidamente assinei sem ler cada clausula por confiar em você. Meu advogado leu cada palavra e embora de forma astuta tenha amarrado cada ponta deste novelo, creio que o contrato vale para ambas as partes, não é?

 

Maya sente um novo calafrio se espalhar pela sua espinha e ela lança um olhar para Natalia que tem uma expressão tão confiante no rosto que as poucos se convence a se acalmar.

 

Natalia: Sim o contrato é bilateral, mas eu apenas estava protegendo seus interesses, afinal você me pediu que fizesse um contrato bem rigoroso.

 

Sem conseguir controlar Camilla dá uma risada que ecoa por todo o aposento e só então ela abre o envelope.

 

Camilla: Meu interesse. Francamente Natalia, acha realmente que sou estupida? Vou me

divorciar de Maya e não existe mais nada que me impeça. E quanto ao contrato, digamos que cometeram um grave erro. . .

 

Camilla joga diversas fotos em cima da mesa onde mostra Camilla e uma pessoa aos beijos em um jardim e outros casos da modelo em momentos bem íntimos com uma ruiva, fazendo com que Maya arregalasse os olhos.

 

Maya: Camilla. . .

 

A loura lança um olhar frio na direção da esposa e depois para Natalia que permanece em silêncio com os braços cruzados sob o peito sem demonstrar nenhuma espécie de sentimentos.

 

Natalia: Isto não prova nada. Estas fotos podem ter sido uma montagem para que você divorcie de Maya sem dar nada o que ela tem direito.

 

Camilla: Sabe muito bem que não é montagem. E incrível como você sempre falou de ética tem coragem de fazer o que fez.

 

Natalia sente uma sensação borbulhante dentro do seu estomago. Sabia que havia não só cometido um erro como fora flagrado nele por Camilla e pela expressão no rosto da loura isto não teria perdão. Camilla nunca aceitara uma traição de pessoas que confiam e tinha certeza que daquela vez não seria diferente, mas fizera isto por Maya. Não aguentava ve –la daquela forma em um casamento sem amor, sendo maltratada pela esposa e com o probabilidade de sair arruinada deste casamento.

 

Natalia: Maya sempre estivera ao seu lado depois que foi abandonada por Julia no dia do seu casamento, mas você nunca conseguiu esquece –la e condenou a sua esposa a ter que sofrer com a sua diária indiferença. Ela te deu um filho e o que você faz? Pede o divórcio e ainda a joga neste abismo de miséria.

 

Camilla bate palmas de forma irônica e lança um olhar para a modelo que permanece em silêncio, perdida no meio desta guerra de palavras polidas e hostilidade.

 

Camilla: Você arrumou uma boa protetora Maya. Acho que escolheu errado, mas o negócio é o seguinte, realmente você ficou o tempo todo ao meu lado e ajudou a construir o que tenho, me deu um filho a quem amo muito, então minha proposta e dar a você parte dos espólios dos bens desta família. Quero poder ter acesso ao meu filho livremente e não quero uma guerra entre nós.

 

Lágrimas escorrem pelo rosto de Maya e Natalia se aproxima da modelo, colocando a mão sob o ombro dela.

 

Natalia: Eu posso acabar com você no Tribunal. Tenho um contrato assinado por você e estas fotos podem ser provadas que não passam de manipulações grotescas. . .

 

Camilla pega outra folha e entrega para Natalia que ergue as sobrancelhas surpresa.

 

Camilla: A partir de hoje está afastada de todas as atividades que envolvam o sobrenome Moura, ou seja, você não trabalha mais para mim. Este é o documento que assinei para cassar a sua procuração e o Doutor Brown será responsável pelas contas da empresa.  Sua entrada na empresa está proibida e nenhum documento pode ser retirado de lá.

Natalia abre e fecha a boca sentindo seu corpo tremer até explodir em um grito raivoso.

 

Natalia: Você não pode fazer isto. Eu trabalhei anos para você, ajudei seus negócios prosperarem. Não tem este direito. . .

 

A expressão de Camilla se modifica tornando dura e tensa. Os olhos estão mais escuros e densos.

 

Camilla: Não só posso como eu fiz. Você recebeu pelo seu trabalho e tenho certeza que Maya te pagou muito bem pelos seus serviços. A partir deste momento seu empregador é a minha esposa e apenas ela.

 

O advogado entrega a cópia da ação de divórcio para Natalia e então dispensa todos antes de caminhar na direção do quarto do filho. Havia guardado o original de todos os documentos que comprovam a infidelidade da esposa desde o inicio do casamento e aquele é o seu passaporte para a liberdade.

 

Camilla: Neste jogo alguém sempre perde. . .

 

Camilla entra no quarto e caminha até a cama onde Rafael dorme tranquilamente. Com carinho, ela toca nos cabelos do filho antes de beijar a testa dele. A única coisa boa que tivera naquele casamento é o filho.

 

 

                                                                    (Continua)

 

                                   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Favoritem, opinem, faça uma autora feliz.

Spoiler: Breve um personagem vai morrer !!!


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