História Escolhas e consequências (Interativa) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 2.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A reposta certa era Adrenalina.

Capítulo 7 - Medo de acreditar


"A" foi a mais escolhida

Halle Elisabeth Dare // 10:11 // 4°Andar

Precisava ser rápida. Entrar no quarto antes que a porta se fechasse e antes que Snow me visse. Desesperadamente sai de trás do vaso e estiquei meu braço antes que a porta se fechasse, e dolorosamente ele se fechou no mesmo. Tentei não produzir nenhum ruído de dor. Obviamente Snow estranhou não escutar o barulho da porta se fechando e estava prestes a virar de costas. Rapidamente entrei no quarto e fechei a porta. Esperei até que escutasse o som do elevador. Finalmente escutei e ainda esperei alguns minutos para que pudesse investigar o local.

Eu parecia estar em um filme de terror, e bem das antigas. As janelas estavam cobertas por panos grossos impedindo que a luz solar penetrasse naquela sala, que era realmente grande, maior do que eu esperava. Havia uma enorme mesa redonda com papéis desarrumados e como disse antes não consegui perceber muitos detalhes além disso pois estava muito escuro, então procurei um interruptor. Felizmente achei do lado esquerdo da porta. Quando acendi a luz me incomodou um pouco, pois de certa forma tinha me acostumado com aquela escuridão.

Comecei a investigar. As paredes eram bem decoradas, feitas de madeira. Uma cabeça de lobo, um pouco grande demais se encontrava em cima de uma enorme estante de livros antigos. O chão era barulhento, toda vez que você pisava em uma tábua ela rangia, outras estantes de livos rodeavam a mesa mas eram menores e tinham menos livros do que a maior de todos, e de certa forma a mais bela. Além da cabeça assustadora de lobo outras "esculturas" e quadros decoravam as paredes. Todos os quadros remetiam a gurras, sejam antigas (que eram a maioria) e as mais atuais como a 2°guerra mundial. Já as esculturas ou objetos na parede eram armas de fogo e espadas e escudos:

- Com certeza essa é a sala do professor Snow.- Eu disse para mim mesma. Finalmente cheguei na mesa. Observei vários papéis normais como por exemplo o gabarito de provas antigas, documentos provavelmente copiados de guerras e outras coisas de história, fotos de guerra coisas de guerra em si. Já outros papéis eram mais diferentes. Esboços de criaturas inexistentes, cartas escritas com sangue, a página que damos a ele, e fotos de coisas bizarras que nem sei descrever. Em cima da mesa também tinha uma linda espada. 

Peguei meu celular e comecei a tirar fotos, não só da mesa como também da sala, das paredes das estantes e uma foto especial da cabeça de lobo. Aproveitei que estava próxima a estante maior e comecei a folhear os livros. Eram muito estranhos a maioria eu não entendia pois estava em outra língua  mas consegui ler o suficiente para perceber que boa parte dos livros falavam de uma criatura chamada Wendigo que é uma criatura sobrenatural que faz parte da mitologia do povo indígena da América do Norte Ojíbuas. De acordo com a mitologia, o Wendigo é formado a partir de um humano qualquer, que passou muita fome durante um inverno rigoroso, e para se alimentar, comeu seus próprios companheiros. Após perpetuar atos canibais por muito tempo, acaba se tornando este monstro e ganha muitos atributos para caçar e se alimentar, tais como imitar a voz humana, escalar árvores, suportar cargas muito pesadas, e além disso tem uma inteligência sobre-humana. A vítima humana do espírito do Wendigo, após perpetuar atos canibais começa a transformar-se.

Os olhos ficam brancos, os dentes afiados e a pele estica-se à volta do esqueleto do ex-humano. O Wendigo também tem a capacidade de hibernar por anos, e para suportar os invernos, estoca suas vítimas em cavernas subterrâneas onde as devora lentamente. De acordo com a mitologia indígena, para destruir um Wendigo é preciso queimá-lo, pois segundo os indígenas, Wendigo tem uma pele sobrehumana que também lhe permite sobreviver a qualquer tipo de ferimento inconstante, tais como esfaqueamento ou ferimentos provocados por balas, apesar de que balas de escopeta tornam o Wendigo lento por alguns segundos.

Isso me deixou extremamente assustada. Isso poderia ser útil apesar disso não existir, então levei aquele livro comigo. Sai do quarto e quase esqueci de apagar as luzes. Apaguei e sai daquele lugar assustador. Sai do 4°andar e fui em direção a sala de artes, já que Rose tinha me mandado uma mensagem enquanto subia as escadas.

Ana Beatriz Marinho // 10:30 // Sala de artes

A sala de artes era incrível. Tinha pelo menos uns 7 cavaletes na sala, e vérios quadros já pintados nas paredes. Nas prateleiras haviam materiais que um pintor ou artesão geralmente usam e mesas cumpridas com bancos pequenos era onde geralmente os alunos sentavam:

- Gostou?- Ben perguntou para mim guardando suas barulhentas chaves no bolso.

- Sim, é incrível!- Eu disse dando uma pequena girada e quando voltei a posição normal foquei em Ben. Ele usava uma regata cinza de algodão por baixo de seu fino casaco xadrez vermelho arregaçado nas mangas. Sua calça jeans era um pouco rasgada. Seus sapatos também eram All Star. Eu achava ele muito cavalheiro, bonito, educado, engraçado...

- Então Rose vai vir com Dimitri?- Ele perguntou quebrando meu pensamento.

- Acho que Halle também vai vir.

- Entendi, quer ver meu quadro?- Ele perguntou chegando próximo a mim.

- Claro- Ele me conduziu até um cavalete ocupado por uma linda obra de outono.- Isso é maravilhoso!

- Assim como você- Ele apareceu um pouco envergonhado por ter falado isso. Eu parecia um tomate na hora. Ele pôs a mão na testa- Me...desculpe...

- Ta tudo bem, é que não to tão acostumada em receber elogios.- Ele se levantou do banco que estava sentado. Ele se aproximou de mim e eu acho que não resisti. Fui a caminho de seu rosto e ele fez o resto. Não costumo beijar frequentemente por falta de oportunidade. Deveria fazer meses que eu não beijava antes. Mas aquele beijo foi suave, prazeroso e muito bom. Escutamos a porta se abrindo e rapidamente cessamos o beijo:

- Oi?- Rose disse com um sorriso no rosto.

- Não é que...- Ben disse tentando se explicar.

- Nos beijamos- Eu disse impedindo que Ben mentisse.

- Eu sei eu vi pela janela, eu apoio Benatriz!- Ela disse feliz demais.

- Benatriz? Você nem me conhece direito- Ben disse dando aquele lindo sorriso.

- Eu sei mas eu já apoiava desde o início. Enfim, não vamos enrolar! Que coisa séria vocês precisavam nos contar?- De repente a alegria e felicidade acabaram. Fomos perseguidos por uma mulher armada.

- Sorcha está armada e nos perseguiu- Eu disse meio tensa.

- Como assim? Vamos nos sentar- Dimitri disse apontando para a mesa. Explicamos toda a história como se a gente tivesse combinado antes.

- Aqui está a foto que nos fez correr- Disse colocando meu celular no centro da mesa. Dei um zoom no caderno que estava nas mãos de Sorcha.

- Isso parece um desenho de um monstro. Que estranho- Dimitri disse colocando os dois cotovelos na mesa. De repente a porta se abriu e escutei barulhos de salto no chão. De trás de um cavalete Halle sai com os livros na mão.

- Vocês não vão acreditar! E-eu entrei naquele quarto, e realmente era a cara do Snow, olha!- Ela disse colocando rapidamente seu celular que era maior que o eu na mesa. Passando de um em um fomos vendo as fotos.

- Que bizarro...- Ben disse interessado nas fotos.

- E o mais bizarro de tudo. Da um ligue nesse livro que estranho, ele fala de uma criatura chamada Wendigo- E Halle nos explicou a descrição do monstro perfeitamente.

- Gente parece que o monstro que Sorcha estava desenhando!- Disse Rose apontando para outro desenho da criatura que estava no livro.

- Ela estava falando alguma coisa sobre "Cadê essa entrada..."- Eu disse para todos.

- E naquela página tava escrito que aqui na escola podia ser o possível local do ninho!- Halle disse assustada e tensa.

- Galera isso ta ficando bizarra- Dimitri disse pensativo e tenso.

- O que estão fazendo aqui?- Uma voz ao fundo fez todos gritarem de susto, menos Dimitri. Vimos que era o Professor Snow.

Snow Hot // 10:44 // Sala de Artes

Eu sabia o que era matar aula,, geralmente os alunos matavam para aproveitar algo, se pegarem ou apenas sair da escola. Mas nunca imaginei que ele matavam para reunião. Todos da mesa pareciam desconfortáveis, e eram o mesmo grupo que tinha me despertado o interesse. Tive bastante tempo para descobrir os nomes e informações dos integrantes:

- Rosemary e Dimitri, moram juntos na mansão de Dominic Hathaway- Belikov. Halle Elisabeth é de uma rica família. Ana Beatriz seu pai é um médico muito famoso do hospital Harvestblovourt. Benjamin, você também tem uma rica família apesar de seu pai estar ausente quase sempre.

-Sinistro- Benjamin disse pálido.

- Professor sinto muito matar aula mas...- Rosemary ia dizendo quando Halle evidentemente pisou no seu pé.

- Nos arrependemos de ter matado aula, e vamos para nossas aulas agora- Halle disse se levantando.

- Sente-se- Eu disse com a voz firme. Ela se sentou sem protestar. Fui em direção a mesa e vi que Dimitri estava com um livro na mão.- Deixe-me ver este livro.- Ele hesitou antes de me dar.

- Professor antes de abri-lo saiba que...

- Halle por favor, já é tarde demais!- Rosemary disse interrompendo Halle. Quando percebi que livro ela fiquei abismado.

- Este livro é meu! Como conseguiram ele?!- Eu disse irritado.

- Eu entrei... invadi, sua sala no 4°andar- Halle disse evitando contado visual.

- Isso é crime sabia?!- Disse eu no ápice da minha fúria.- Vocês podiam estar seriamente encrencados! E eu sou um policial e essa é minha obrigação.

- Vai prender a gente?- Ana Beatriz disse assustada.

- Não... mas deveria!- Eu disse encostando a mão na testa. A vida daqueles garotos iria mudar para sempre.- Vocês não deveriam bancar o detetive. Fiz minha pesquisa e descobri que Sorcha é uma mulher muito perigosa. Poderiam estar feridos ou coisa pior.

- Nós sabemos disso, ela estava armada quando vimos- Benjamin disse arrependido- Por favor nos perdoe senhor. Nunca mais faremos isso.

- Já é tarde.- Eu disse- Já sabem da existência do Wendigo.

- Como assim? É só uma lenda!-Dimitri disse confuso.

- Não é só uma lenda. O Wendigo existe desde o primeiro ato de canibalismo do mundo, e desde então quem praticar o ato de canibalismo como um ato de desespero o espírito do Wendigo é liberado.

- O que você quer dizer com isso?- Ana disse tensa.

- Quero dizer que graças a página que vocês me deram percebi que Sorcha está procurando o "ninho" dos Wendigos, aqui.

- Ninho?- Rose disse confusa.

- Ninho é uma expressão que utilizamos para saber onde é o núcleo dessas criaturas.

- Você não está muito viajado não?! Fala sério, monstros agora existem?- Halle disse prestes a rir.

- Tem que acreditar em mim! A segurança de todos corre risco!- Eu disse preocupado.

- Desculpa mas você não tem provas.- Halle disse evitando acreditar.

- Vou leva-los a abertura do inferno então, se é o que desejam. Durante muito tempo hesitei em ir la. O aluno que tentou se matar era na verdade um professor... que era meu...- Hesitei antes de falar- namorado... e ele não morreu! Desapareceu. Pinchard tentou amenizar a situação dizendo que a árvore tinha salvado ele e que ele estava bem. Depois de várias descobri que em baixo desta escola existe uma enorme mina. Ele deve ter de alguma forma entrado nesta mina e de alguma forma ele praticou canibalismo. Ele desapareceu no inverno.

- Ta mas ele não queria se matar?- Halle disse confusa.

- De qualquer forma ele liberou o espírito do Wendigo.

- Isso é muito difícil de acreditar- Dimitri disse preocupado.- Mas eu vou com você, para ver com meus próprios olhos.

-  Eu também vou- Benjamin disse um pouco nervoso.

- Eu...- Rosemary disse pensativa- Vou...

- Se é assim eu vou também...- Ana Beatriz disse hesitando bastante antes de falar.

- Eu acho que não vou...- Halle disse decepcionada.

- Você tem que ir, é uma das que mais sabe sobre a criatura- Eu disse.

- Essa merda de criatura não existe tá?! E como uma pessoa que queria se matar sobrevive cai em uma mina e como um mineiro ou sei lá o que?! Achei essa história forçada demais! Sinto muito mas eu to fora dessa.- Disse Halle indo em direção a porta.

A: Deixar Halle ir.                                   B: Impedi-la e tentar convence-la


Notas Finais


Me arrisquei! Caso fique estranho essa história para vocês eu mudarei! Mas espero que não estranhem tanto, obrigado.


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