História Escolhas e Consequências (Romance Lésbico) - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Entre Mulheres, Garotas, Lesbicas, Romance, Romance Lésbico
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Palavras 1.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ontem tive um pequeno problema com a net, não consegui postar, peço desculpas. Hoje irei também postar o capitulo referente a amanhã, que é o 12. Mais tarde estarei postando ele, então fiquem atentos.

Capítulo 10 - Capitulo 10


- Era melhor eu ter ficado calada. - Foi tudo que Lúcia falou. Ela por mais que tentasse dividir tudo, tratar Veronica como apenas sua cliente, era difícil porque as duas compartilhavam tanta intimidade que ela não conseguia distinguir os sentimentos. - Que tal subirmos e aproveitarmos a noite como Natalie e Maria devem estar fazendo? - Forçando seu melhor sorriso propôs. Era mais fácil fazer sexo e virar para o lado do que encarar Veronica por horas e tentar manter uma conversa.

Diana e Natalie chegaram ao quarto, de longe a mulher de olhos cor de mel percebeu que algo estava errado. Ela parou na frente de Natalie, fechou a porta atrás dela e retirou seu chapéu, fazendo seus cabelos caírem como uma cascata negra sobre seus ombros. A puxou de leve pela gravata e colou seus lábios nos dela, em longo selinho.

 

- Ficará com rugas mais cedo se continuar franzido a testa dessa maneira. - Diana passou os polegares de leve na testa de Natalie, tentando fazer a morena relaxar a expressão. - Quer me contar o que aconteceu o prefere ficar em silêncio?

- No momento prefiro ficar em silêncio.

- Ficaremos em silêncio então. - Diana retirou o paletó, a gravata, os sapatos e fez Natalie se deitar. Ficou fazendo carinho nos cabelos da morena, Natalie fechou os olhos, sentiu-se leve, como se seus problemas estivessem de esvaindo. – Quer que eu lhe faça uma massagem? Eu creio que irá ajudar você a ficar mais relaxada.

- Tudo bem. – Natalie não abriu os olhos para responder.

- Você prefere ficar de blusa ou tirar? Eu tenho alguns óleos aromáticos, dizem que eles são relaxante.

- Comprou de alguma cigana?

- Como sabe? – Diana sorriu. Ela havia comprado pela indicação de Lúcia, queria poder usar em Natalie um dia, por isso comprou e deixou guardado, mas não falou nada, pois poderia ser interpretada de maneira errada.

- Eu fui irônica.

- Eu percebi, mas é verdade que comprei de uma cigana. Devo buscar os frascos? – Natalie ficou pensativa, mas concordou. Diana foi até o seu armário, pegou de lá três frascos, cada um tinha um aroma diferente e segundo a cigana causava efeitos diferentes. Sentou-se na cama novamente e entregou para Natalie escolher. – Qual dos três?

- Qual me recomenda?

- Este. – Diana pegou o que tinha uma coloração verde. – É refrescante e tem cheiro da casca de uma árvore.

- Pinheiro. – Natalie sorriu. – Ela disse para que servia?

- Para aliviar o estresse.

- Você sabe para o que cada um desses serve? – Diana concordou.

- O azul é para uma boa noite de sono, na verdade comprei este para mim, em dias de folga é difícil dormir durante a noite, agora que venho tomando esse habito com você que tem melhorado.

- Você usou noite passada? – Diana concordou. A morena de olhos verdes se aproximou, colocou seu nariz no pescoço de Diana e percebeu que o cheiro estava ali. Aquilo fez com que a pele da mais nova se arrepiasse. – Creio que esse cheiro me relaxa mais. Mas e o outro, o vermelho? Eu acho que tenho ideia do que seja, mas quero ouvir de sua boca.

- É afrodisíaco. – Natalie percebeu a respiração de Diana falhar. – Eu comprei pensando em você.

- Está falando isso para alimentar meu ego? – Natalie puxou Diana para mais perto, fazendo com que ela sentasse em seu colo de frente, para logo em seguida abraça-la e continuar com o nariz em seu pescoço.

- Nunca achei que precisaria fazer isso. Já escolheu qual quer?

- Eu estou numa duvida cruel, se escolho o que tem seu cheiro ou escolho o afrodisíaco, mas gostaria de usá-lo em você.

- Basta você escolher, eu farei o que me pedir.

Natalie ponderava se deveria cair na tentação da carne ou se deveria manter-se respeitosa, até porque não estava sendo totalmente sincera com Diana, o que a fazia se sentir culpada por querer se deitar com a mulher, sem contar que havia lhe prometido aulas de leitura, mesmo que as coisas estejam caminhando para onde seu corpo e seu coração ansiava, mas seu cérebro pedia para ela não fazer isso.

- Eu aceitarei sua massagem com o óleo para estresse. – Natalie soltou um suspiro. Diana fez um breve carinho no rosto da morena, os olhos azuis eram lindos, mesmo com um ar um tanto triste.

- Vou tirar sua blusa para ficar mais fácil de passar o óleo, tudo bem? – A morena concordou. A jovem prostituta, tentou disfarçar suas mãos trêmulas, por mais que não quisesse, não conseguia deixar de pensar em como seria o corpo de Natalie. Um a um, ela abriu os botões, quando chegou a parte do busto, percebeu que havia uma faixa comprimindo os seios da morena. Por fim ela retirou a blusa de Natalie, andou até o cabideiro e pendurou a blusa ali, a impedindo de ser amarrotada. – Deite-se de bruços.

Diana colocou as pernas, uma de cada lado do corpo de Natalie, retirou o cabelo da morena dos ombros e colocou para o lado. Despejou um pouco de óleo nas mãos e fez exatamente como a cigana lhe ensinou, esfregou uma mão na outra, para assim aquecer. Começou a massagear os ombros de Natalie, a morena por sua vez, soltava breves suspiros de satisfação.

- Não sei se é o óleo ou se são suas mãos, mas me sinto mais relaxada.

- Fico extremamente feliz. – Diana sorriu verdadeiramente. – Natalie, sei que isso pode te chatear, mas não consigo parar de pensar nisso. O que está te preocupando são problemas financeiros? – A morena virou a cabeça para olhar Diana de relance, era intrigante o fato de que a mais nova estava preocupada.

- O que te faz pensar que são problemas financeiros?

- Não me leve a mal, mas conheci muitos homens e o que lhes deixavam tão aflito era problemas com dinheiro. Não se sinta envergonhada em me contar, eu prometo que tudo que conversamos aqui, permanece aqui.

- Eu confio em você. – Natalie pegou a mão de Diana e deu um beijo. – Se eu disser que sim, você irá me dar dicas de investimento?

- Natalie... – Diana virou a morena de frente e a fez se sentar. – Não é vergonha admitir que está passando por problemas financeiros, até porque tem gastado bastante dinheiro aqui, sem contar que tem me dado uma mesada bastante alta.

- Diana...

- Shii... deixe-me terminar. – Ela colocou o dedo indicador nos lábios de Natalie. – A cada duas semanas eu tenho dois dias de descanso e nas demais um dia. Eu realmente gostaria que continuasse nos vendo se for de sua vontade. – Natalie estava tão surpresa, não esperava por aquilo. – Poderemos nos ver durante esses dias.

- Mas eu não poderei te dar presentes, nem mesmo comprar bebidas.

- Eu não me importo com isso. – Natalie sorriu e capturou os lábios de Diana num beijo carinhoso e calmo.

- Sinto que somos tão intimas.

- Intimas? – Diana perguntou confusa, o assunto havia mudado drasticamente.

- Sim. A intimidade vai além da nudez e do atrito entre dois corpos. Nossa intimidade é como uma amizade, cheia de carinho e compreensão.

- Você se interessa por mim como amiga?

- Não somente como amiga, mas preciso que me dê um tempo para organizar todos meus pensamentos e algumas questões da minha vida.

- Não se sinta pressionada, se você estiver ao meu lado, eu já me sinto realizada. – Natalie deu um beijo na testa de Diana. Iria dizer a ela sobre sua identidade, mas antes precisava resolver todos os problemas em que acabou se envolvendo para não envolver Diana neles.


Notas Finais




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