História Escolhas e Consequências (Romance Lésbico) - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Entre Mulheres, Garotas, Lesbicas, Romance, Romance Lésbico
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Palavras 1.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capitulo de amanhã já está disponivel no blog <3

Capítulo 11 - Capitulo 11


- Não se sinta pressionada, se você estiver ao meu lado, eu já me sinto realizada. – Natalie deu um beijo na testa de Diana. Iria dizer a ela sobre sua identidade, mas antes precisava resolver todos os problemas em que acabou se envolvendo para não envolver Diana neles.

Natalie continuou a ver Diana com a mesma frequência, mas a preocupação só aumentava, à medida que ia em busca da verdade sobre o trafico de pessoas, principalmente de mulheres, via que haviam diversas pessoas da alta sociedade envolvidos. A carta que havia enviado há algumas semanas atrás teve resposta, ela conseguiu encontrar o Barão Portillo, o homem vivia em Barcelona, mas a resposta que recebeu não foi nada boa. O homem negava que sua filha, bastarda, estivesse viva e ainda assim se estivesse jamais a reconheceria ou a ajudaria, afinal estava impura, muitos já haviam se deitado com ela. Natalie foi tomada por uma raiva tão grande que acabou lançando o tinteiro sobre a parede de seu quarto.

- Você não parece nada feliz. – Justice constatou.

- Eu queria puder encontrar esse Barão, olhá-lo nos olhos. – Natalie mordeu a maçã com tanto ódio que Justice até fez uma breve careta.

- A pobre maçã não é culpada, poupe-a de tal sofrimento. – As duas estavam sentadas no banco do parque que ficava próximo a casa de Natalie. – Você não disse a ela que iria enviar a carta, disse?

- Não, por mais esperançosa que estivesse, ainda assim sabia que a resposta poderia ser negativa e não queria criar falsas esperanças em Diana.

- Há quanto tempo você tem sido uma cliente fixa dela?

- Quatro meses.

- O tempo passou rápido.

- Nem me fale, ainda assim as investigações andam a passos bem lentos. Creio que terei que arregaçar as mangas e voltar a investigar sozinha.

- Você sabe que isso é bastante perigoso.

- Mas o que posso fazer?

- Deixar as autoridades cuidar disso.

- Nenhum deles vai mexer o traseiro até que haja provas. Me desculpe pelo palavreado. – Natalie tomou postura na cadeira novamente. – O pior é que minha mãe não sai do meu pé, agora está com a ideia fixa de que preciso me casar.

- E o que você disse?

- A verdade, não estou interessada em casamento.

- Com nenhuma outra pessoa que não seja, Diana. – Justice completou a frase.

- O pior de tudo é que não consigo tirar Diana das garras daquela maldita velha.

- Já tentou negociar com ela?

- Sim, mas ela me ameaçou, parece que quer manter Diana sobre suas asas, é estranho à forma que ela não quer deixar que ela saia de lá.

- O que quer dizer com isso?

- É como se ela tivesse um apreço por Diana e não quer que ela saia de baixo de sua saia. Talvez queira que ela se torne sua herdeira, é bem confuso, mas a mulher não aceitou nenhuma de minhas propostas.

- Onde iria deixa-la? Suponho que tenha um local para ela. – Justice sabia que Natalie jamais deixaria a mulher longe de seu olhar atento, mas ainda assim resolveu perguntar.

- Ela viveria comigo, na minha casa.

- Natalie, sua mãe jamais permitiria isso.

- Minha mãe vai voltar para Paris em breve, está apenas esperando pela chegada de meu pai para então partir, creio que isso não leve mais do que uma ou duas semanas.

- E nas vezes que ela vier te visitar, como irá esconder Diana? Fará ela se passar por criada?

- Não, claro que não, mas até lá já terei recursos o suficiente para poder ter algo meu e dela, assim não precisaremos depender de meus pais.

- Desde o primeiro dia em que te vi olhando para ela, sabia que traria confusão.

- Precisa compartilhar mais suas intuições comigo. – Natalie falou divertida.

- Não adiantaria, você simplesmente faz o que lhe da telha e nem pensa nas consequências de seus atos.

- Eu acabo fazendo antes de meu cérebro conseguir medir as consequências de meus atos.

- Natalie, você precisa ser mais cautelosa.

- Eu sei. – A morena de olhos azuis soltou um suspiro.

- Bom, acho que para melhorar seu animo e diminuir seu estresse, veja quem está passando na ponte.

Natalie estreitou os olhos, haviam algumas pessoas atravessando, até que então avistou Diana, acompanhada por Lúcia. Ambas conversavam e riam, alguns homens a cumprimentavam tirando seus chapéus, as duas faziam um breve aceno de cabeça. Natalie não queria se sentir incomodada, mas era impossível, afinal em sua cabeça, todos eles tinham olhar de desejo.

- Veja, o que acha desse perfume? – Lúcia abriu de leve o frasco para Diana cheiras.

- Muito bom.

- Consegui pela metade do preço.

- O vendedor pediu para ver suas pernas de novo? – Lúcia concordou e as duas riram. – Antes que ele pudesse pedir algo mais, deixei o dinheiro no balcão e sai correndo.

- Por isso tivemos que corre.

- Você comprou algo para você?

- Como assim?

- Vejo em sua cesta itens que mais parecem do gosto de Natalie do que dos seus, inclusive o espartilho. – Diana fechou sua cesta.

- Qual o problema de querer agradá-la?

- Nenhum, mas... – Lúcia hesitou em falar, mas sabia que era importante, porque aquilo iria deixar Diana mais preparada. – Diana, você precisa aprender a separar as coisas. Elas, Natalie e Victória, são Ladys, elas nunca vão nos levar a sério.

- Por que diz isso?

- Porque já fui como você, na verdade até pouco tempo atrás eu ainda era como você.

- Então é verdade, Victória não é mais sua cliente fixa?

- Sim, na verdade eu preferi assim. Quando nos envolvemos demais, ficamos expostas e bastante suscetíveis a sofrer. Mulheres como nós, que vivem sem nenhum afeto, carinho e respeito, quando experimentam uma pequena dose acabam se viciando. Victória é uma mulher boa, não entenda errado, uma excelente cliente e uma amante sem igual. Mas um dia ela vai se cansar, me deixar lado e conhecer outra, a qual ela vai dar as mesmas coisas que me deu, afinal eu sou só mais uma prostituta e existem varias como eu.

- Ela disse isso para você? – Diana fez um breve carinho no braço de Lúcia.

- Eu a ouvi dizer isso para Natalie e para mais um homem que estava acompanhando elas, o Lorde Daniel Stevens.

- O dono do jornal? – Diana perguntou curiosa.

- Sim. Ele e Lady Natalie são bastante próximos.

- Amigos?

- Creio que sim, mas não se prenda a isso. Natalie tem interesse em homens e mulheres, Victória me revelou.

- Ela também me contou. Quando ele se tornou dono do jornal?

- Há alguns anos, dois ou três. Por quê?

- Nada demais, vamos voltar.

Diana começou a ligar os fatos, existiam duas possibilidades. A primeira era de que Daniel Stevens fosse Sir Lucas e tinha medo de usar seu nome real para publicar assuntos bastantes polêmicos. A segunda era que Sir Lucas fosse alguém que ela conhecia muito bem, alguém que lhe escrevia cartas e que compartilhava a cama com ela. Sua cabeça estava martelando, os nomes ficavam se repetindo. Natalie ou Daniel?

 

- Natalie! – Diana foi desperta de seus devaneios, olhou assustada para Lúcia. Será que ela pensou alto e Lúcia respondeu sua pergunta? – Ela está do outro lado da rua, na carruagem. – Ainda atordoada com tudo Diana olhou na direção da carruagem e viu uma mão, coberta por uma luva delicada chamando para que ela se aproximasse. Talvez aquele fosse o momento perfeito para questionar a morena, Diana pensou ao se aproximar da carruagem.



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