História Escolhas e Consequências (Romance Lésbico) - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Entre Mulheres, Garotas, Lesbicas, Romance, Romance Lésbico
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Palavras 1.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capitulo 09


- Ser ou não ser, eis a questão. - Recitou Shakespeare olhando para o espelho. - Ser! - Era um caminho sem volta, mas ainda assim o caminho certo. Natalie estava entrando em um assunto perigoso, mas sabia que iria evitar que outras Diana Maria Portillo fossem tiradas do seio de suas famílias.

Na mesma noite depois de receber a carta, Natalie voltou ao bordel arrastando consigo Victória, que não lutou muito, na verdade estava até em seus planos ir para o local. Dentro da carruagem, Natalie permaneceu pensativa o que inquietava Victória, por mais que quisesse ficar calada e deixar a amiga mergulhar dentro de seus pensamentos e suas reflexões, ela não conseguiu ignorar a testa franzida e o olhar penetrante de Natalie, olhar este que era direcionado a rua.

- Natalie, você sabe que pode compartilhar o que quiser comigo e sei que com Justice também.

- Me desculpe, mas pode repetir? - A morena virou a cabeça e percebeu que estava tão compenetrada em seus pensamentos que não ouviu.

- O que se passa, Natalie?

- Nada demais.

- Algo relacionado a prostituta Maria?

- Chame ela apenas pelo nome.

- Certo, me desculpe. Mas tem algo a ver com ela?

- Também. - Natalie suspirou. - Me sinto tentada em dizer a ela que sou Sir Lucas, quero ser sincera com ela, mas algo me impede, medo talvez.

- Com certeza é o medo, tudo que ocorreu com Janet e Marie, são coisas bem fortes, mas por que quer tanto dizer a ela quem é o homem? Acha que o que ela sente por ele pode ser projetado para você quando ela descobrir?

- Não, não quero que ela projete o que sente por ele para mim, isso seria horrível, me sentiria o prêmio de consolação.

- Você precisa se perguntar por que é tão importante dizer isso a ela, se isso vai fazer alguma diferença positiva na sua vida ou não.

- Eu venho pensando nisso.

- E qual a conclusão?

- Não existe, só existe um receio enorme de que tudo termine do mesmo jeito.

- Você disse que as pessoas são diferentes, por que isso se aplica a mim e não a você?

- É mais fácil dar um conselho do que seguir. - Natalie riu.

- Eu sei que sim. Você confia nela? - Natalie concordou. - Confia a ponto de lhe deixar promissórias valorosas nas mãos dela? - Natalie pensou por um segundo, mas sim, confiava. Natalie concordou novamente. - Você confiaria seus sentimentos, seus medos, sonhos e desejos?

- E-eu não sei. - Natalie hesitou.

- Você não é tão diferente de mim. - Victória sorriu. – Confiamos quando se trata de dinheiro, mas sentimentos…

- Somos péssimas nisso. - Natalie suspirou pesadamente.

- Quem sabe Justice não nos ajude nisso.

- Eu acho que sejam questões pessoais, mas ter a opinião dela realmente pode nos ajudar.

A carruagem parou e o cocheiro abriu a porta, o cocheiro na verdade era Harold, o Valete de Natalie. As duas desceram, ajeitaram rapidamente as roupas e seguiram para dentro do bordel. Victória já tomou a frente para buscar por Lúcia, já Natalie foi impedida por uma mulher loira, seios fartos, olhos azuis e sorriso malicioso. Rapidamente a mulher agarrou o pescoço da morena, depois de ouvir a conversa de Lúcia e Maria sobre a pulseira de diamantes que Natalie deu a prostituta, claro que iria tentar tirar jóias dela também.

- Milady, posso lhe acompanhar essa noite?

- Infelizmente para esta noite eu já tenho companhia, quem sabe em outra ocasião. excusez-moi! - Natalie fez um rápido aceno com a cabeça e quando olhou em direção a mesa em que senta junto com Victória, viu que a amiga já lhe tinha feito o favor de ir atrás de Diana. A morena rapidamente andou onde as três estavam, parou a frente de Diana. - Vamos subir. - Saiu como uma ordem, mas era apenas um desejo de intimidade, poder simplesmente deitar-se e sentir os carinhos ou o calor do corpo de Diana abraçado ao seu.

- Sim, Milady.

- Que apressada. - Victória brincou, mas não houve resposta. As duas saíram sem nem ao menos olhar para trás.

- Lady Natalie parece chateada, algo aconteceu? - Lúcia perguntou.

- Nada demais. Você parece cansada, o que houve?

- Precisei lavar os lençóis hoje. - Lúcia deitou a cabeça sobre os ombros de Victória.

- Teve algum cliente antes que eu chegasse? - Lúcia concordou cautelosamente. - Ele te machucou?

- Não. - Victória sempre perguntava se ela estava bem ou se algum dos homens a havia machucado. Lúcia nunca entendia porque ela tinha esse receio, mas Victória sabia como um homem poderia ser cruel na cama, mesmo não querendo se lembrar. - Quer subir e me contar como foi o seu dia?

- Foi o de sempre. - Victória suspirou.

- Não parece ter sido o de sempre.

- Minha xícara de café da manhã quebrou, sendo assim o almoço e qualquer outra refeição do dia foi perdida e a única coisa que faz meu dia ainda parecer ser "meu dia" é estar aqui.

- Você tem inúmeras xícaras, poderia ter escolhido outra preferida.

- Você sabe que não é fácil para mim, eu tento de verdade não deixar me afetar pelas manias. - Lúcia sabia que não adiantaria muito discutir sobre aquilo com Victória, sabia o quanto era difícil para ela superar essas manias estranhas.

- Vamos subir? - Lúcia acariciou a mão de Victória.

- Vai me forçar a comer sem meus talheres e minhas louças?

- Na verdade quero compartilhar uma refeição com você. - Lúcia ajeitou o colarinho da blusa de Victória, que estava amarrotado, e deixou um breve beijo em seu pescoço, deixando até uma marca e seu batom. - Você me ensinou a usar os talheres, mas nunca mais compartilhou uma refeição comigo.

- Eu sei que está fazendo isso só para que eu possa me alimentar.

- Ontem foi o garfo que você disse não ser seu, hoje a xícara que quebrou, amanhã será o café que parece mais escuro que normal e nisso você fica dias sem comer, quando vê está fraca, desmaiando pelos cantos, eu me preocupo com você.

- Não devia, me sinto bem.

- Eu… - Lúcia pensou bem no que falar, Victória quando contrariada atacava, agia como um animal acuado. - Não quero que fique doente e… fique fraca a ponto de ser um alvo fácil a morte.

- Não irei morrer, se é isso que te preocupar, eu continuarei viva e te pagando por sexo, sua galinha dos ovos de ouro é forte. - Victória não entendia porque Lúcia se preocupava com ela, pois nem seus parentes se preocupavam e a única mulher que um dia se preocupou, além de seus pais, a manipulou e a traiu. Por isso para ela era difícil acreditar que a preocupação de Lúcia era verdadeira.

 

- Era melhor eu ter ficado calada. - Foi tudo que Lúcia falou. Ela por mais que tentasse dividir tudo, tratar Victória como apenas sua cliente, era difícil porque as duas compartilhavam tanta intimidade que ela não conseguia distinguir os sentimentos. - Que tal subirmos e aproveitarmos a noite como Natalie e Maria devem estar fazendo? - Forçando seu melhor sorriso propôs. Era mais fácil fazer sexo e virar para o lado do que encarar Victória por horas e tentar manter uma conversa.


Notas Finais




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