História Escrava Sexual - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bdsm, Escravidão, Hentai, Masoquismo, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violencia
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Palavras 2.516
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Poxa, já faz quase uma semana? O.o
O tempo está passando rápido, mds.

Bem-vindos novos leitores e obrigada aos antigos por não desistirem de mim. Sou grata a todos vocês.
Boa leitura <3

Capítulo 18 - Dezoito


Quando os meus olhos se abriram, desliguei tudo o que havia ao meu redor e sorri. Sorri tão abertamente que eu quase consegui sentir os raios solares que se infiltravam pelas cortinas do quarto e morriam nas paredes cor de terra, além do cheiro delicioso da comida que pairava no ar; impregnados em mim. Parecia que o momento estava propício para eu fazer o que estava pronta há quinze dias.

Porém, eu deveria adicionar o pequeno problema que surgiu assim que me juntei aos outros à mesa:

— Vivianne não irá ao desfile. Ela ficará em casa — Gregory avisou.

Julliet me encarou rapidamente e me cutucou por baixo da mesa.

Droga! Eu sabia! Havia ouvido claramente o que o gordo disse! Por quê enfatizar aquele desastre com um cutucão? Sabia que era algo a mais que teríamos que nos preocupar e, muito provavelmente, nos atrapalhar na hora da fuga. Eu até cogitava a ideia de matá-la, caso ficasse no nosso caminho.

Assim sendo, assenti com a cabeça e voltei a servi-lo.

— Deveria ir conosco, os desfiles da Nathália sempre são os melhores: roupas, sapatos, bolsas, perucas… É tão belo — Julliet puxou assunto.

— Eu sei. Conheço Nathália de longas datas e, mesmo assim, a vadia me virou as costas quando Filipe morreu. Acha que eu apareceria lá dessa forma? Com roupas batidas, surradas e usadas? Não seja ingênua, escrava. Não tenho nada que fazer lá.

Ela olhou para mim, largueou um sorriso e adicionou:

— Prefiro que Shaya fique aqui e me faça uma bela massagem.

— Que pena — fiz uma careta triste. — Eu vou ao desfile com meu Senhor.

Sua expressão alterou para uma linha dura e um olhar diabólico. Certamente seus planos, – além dos nossos –, não saía como gostaria.

— É. É uma pena — Gregory tossiu. — Vamos comer, sim? O dia será longo…

 

Mesmo que fizessem tantos dias que eu estava naquele Oásis, não o havia conhecido por completo e, sequer, havia me aproximado de algumas portas. Uma delas, pelo menos, nos levou até o terceiro andar do prédio dos fundos, onde encontrei uma das mais belas salas do casarão.

— Vamos nos arrumar aqui — contou Julliet, abrindo um grandioso closet. — Convenci Gregory que faríamos uma surpresa para ele, por isso queríamos estar sozinhas. Ele caiu.

— Você é inteligente, às vezes! — Brinquei, olhando algumas araras.

— Às vezes? — Ofendeu-se com um sorriso. — Eu sempre sou inteligente. Por isso ainda estou viva.

— Não confunda inteligência com paciência, amiga — empurrei-a com o ombro.

— Que seja — voltou-se para as roupas. — O que faremos com a Vivianne? Ela não pode estar aqui quando voltarmos para pegarmos as garotas.

— Eu sei. Mas, deveríamos nos preocupar primeiro como faremos para fugir do gordo nojento, naquele desfile.

— Já pensei em tudo — estendeu a mão, revelando um pequeno envelope de plástico e algumas cápsulas. — Eu consegui com uma escrava amiga. Ele vai cair com isso, o resto é só vir pra casa e lidar com a megera.

— Aquela mulher é muito suspeita. Por que ela tem que vir em mim assim? — Bufei, revoltada.

— Não que eu a entenda, mas soube que as suas escravas eram fiéis demais. Suponho que a veneravam de uma forma meio… Íntima? — Pegou um vestido preto. — O que achou desse?

— Ela me dá calafrios — esfreguei os braços. — É bonito, mas deveria ser mais leve para podermos correr. O que acha desse?

— Combina mais com você — respondeu, observando o azul que eu havia pego. — Eu acharei algo pra mim.

— Certo. Mas, por quê eu tenho a leve impressão de que ela não deixará barato o fato de eu não ficar aqui?

— Espero que seja apenas impressão. Não conseguirei fazer nada se você não for — suspirou, pegando nas minhas mãos. — Devemos nos preparar logo, Shaya. Uma grande onda de problemas está a caminho.

— E eu não sei disso? Estou com o coração na goela só em pensar. Já espero pelo pior desde quando fui levada do Submundo.

— Mas não espere. Podemos sair disso vivas. E, mesmo que eu não consiga, você conseguirá.

— Não diga isso — apertei-a em um abraço. — Vamos sair juntas, o.k.?

— Claro. Sorte para nós hoje, amiga.

— Sorte para nós hoje, amiga — repeti, preocupada.

 

Estávamos prontas. Receosas, animadas, desesperadas e prontas! Minhas mãos tremiam, cruzadas e postas por sobre as pernas, quase que invisíveis diante dos olhos de Gregory: ele se preocupava mais com os nossos decotes, onde os seios pareciam gritar por socorro e livrarem ele do pano apertado. Talvez ele se distraísse suficientemente para não perceber que estávamos aprontando.

— Maravilhosas! — Ele berrou de repente, assustando-me. — Vocês, com certeza, serão as mais gostosas daquele maldito desfile! Vou adorar apresentá-las para Nathália. Só espero que ela não queira me dar um preço irrecusável para transformá-las em modelos… Seria um desperdiço para mim!

Eu sorri fraco e ele arqueou uma sobrancelha, desconfiado.

— O que há com você, morena?

Julliet arregalou os olhos, repreendendo-me e eu sorri desengonçada, gesticulando.

— Não há nada, nada! Eu só estou receosa. Quer dizer, eu nunca fui a um lugar desses… O Senhor acha que eu o faria passar vergonha? Não quero fazê-lo passar vergonha, quer dizer.

Gregory gargalhou, provavelmente de volta ao seu bom humor, sem notar a minha aparente confusão.

— Fique tranquila, morena. As coisas darão certo. É só fazer o que a minha esposa faz! — Apontou para ela, trazendo-a a força para um beijo.

— Ah, sim — assenti com nojo. — Eu farei.

Antes de sairmos, encontramos Vivianne estendida no sofá, amuada, em posse de uma garrafa de Whisky. Gregory avisou que já estávamos de saída e ela gesticulou, falando algo como “isso aí, me deixem mesmo” e reclamou sobre precisar de uma corda para se enforcar. O gordo deu de costas e nos puxou para a limousine que nos aguardava.

 

A viagem de carro nos custou quarenta minutos e eu tentei, o máximo possível, guardar o caminho. Não sabia se Julliet conhecia o percurso e, caso não o conhecesse, pelo menos eu ajudaria em algo. O trajeto parecia uma visão única, onde cores se fundiam em paisagens maravilhosas. A mata tomava os destroços do que antes era uma cidade, perdendo o verde de vista, enquanto que suas raízes se fincavam e dominavam o que um dia pertenceu ao homem.

Logo ao longe, eu me surpreendi com a imagem do mar refletindo a bela lua cheia. Calmo e sereno, conseguiu me transpassar mais paz do que eu gostaria.

— É lindo, não é? — Gregory perguntou e aquela foi a primeira vez que eu concordei com ele.

— Sim. É — afirmei.

Meu momento de liberdade terminou quando adentramos a zona de estacionamento e um homem nos recebeu. Os seguranças de Gregory logo nos rodearam e ele fez questão de nos puxar, cada uma para um lado seu. Observei o manobrista levar o veículo e pará-lo não tão distante e refiz meus cálculos, montando um novo plano, caso aquele não desse certo. Seria uma corrida para fora daquele lugar gigantesco até o carro, e poderíamos encontrar desde um pedregulho até uma rocha para nos atrapalhar. Pensar nos detalhes era obrigatório para a nossa liberdade.

— Este lugar é incrível — disse ele, animado, preso em seu terno colado, ensacado feito uma linguiça. — Estamos diante de um antigo estádio. Utilizamos esse espaço para os grandes eventos, já que custa uma fortuna. Um dia ficarei rico o suficiente para fazer meu casamento aqui.

Engoli o seco e um ódio cresceu em meu coração. Aquele maldito havia se unido com minha melhor amiga, – desejar toda uma plateia para presenciar mais uma cena absurda, já era demais.

— Vamos, vamos.

Gregory nos conduziu para a entrada do estádio, onde homens armados guardavam seriamente. Haviam várias pessoas ao redor, algumas conversando, outras dando o espetáculo inicial, que se resumiam a palhaçadas e malabarismos.

— São tão exóticas! — Sorri, ao ver uma mulher rechonchuda passar por mim.

Seus cabelos eram divididos entre o vermelho sangue e o azul-marinho, enfeitados com dezenas de presilhas de pedras preciosas. Seu vestido brilhava intensamente, cheio de lantejoulas e pequenas luzinhas pisca-pisca, enquanto a mão se agitava com o leque rosa choque.

— Não diga isso por aqui! — Repreendeu-me Gregory num cochicho. — Essas pessoas são a renomada classe! Elas são as que mais se vestem bem.

— Não gostaria de pertencer a renomada classe, então! — Brinquei e ele riu.

— É, tem razão — bufou. — Elas realmente são estranhas!

Enquanto seguíamos por um corredor largo, abarrotado de telespectadores e artistas, Julliet e eu ficamos distantes, apenas nos comunicando por sinais e olhares. Era difícil conseguir acertar nossos planos separadas pelo egoísmo do gordo. Ele, provavelmente, levava a sério o fato de querer nos expor como peças raras em sua vitrine de coleção.

— Vamos ficar no camarote — Greg mostrou um lance de escadas. — Eu não quero me meter com a ralé. Seria cansativo ver todas aquelas pessoas gritando e comendo feitos porcos!

Revirei os olhos… “Como se ele não fosse um”.

Subimos aquele lance de escadas e passamos por um salão fechado, ainda cheio. Atravessamos saletas até chegarmos numa área privativa cheia de portas. Entramos na primeira e Gregory tratou de se acomodar, colando seu traseiro gigante no trono de camurça. Deu dois tapinhas ao lado e nos ajeitamos nas cadeiras, onde logo fomos servidas com comida. Dali, conseguíamos ver com precisão tudo o que acontecia no campo, – este, criativamente transformado num imenso palco para o desfile.

De lá pude ver Nathália dar as ordens e naquele exato momento eu senti uma sensação estranha. Era como se eu a conhecesse de algum lugar, de alguma forma. Mas preferi afastar a imaginação. Minha obrigação ali era focar na fuga.

— Em breve começará! — Animou-se ele. — Assim que tudo terminar, vamos falar com Nathália. Assistam bem o desfile e escolham qualquer vestido que quiserem. Comprarei para as duas.

— Obrigada, Senhor — Julliet o abraçou, cutucando-me.

Eu olhei ao redor em busca de saídas e não encontrei nada que não pudesse levantar suspeitas. Aquele camarote era reservado, mas apenas a frente era livre para as arquibancadas, enquanto que atrás encontrava-se a porta guardada pelos seus homens. Sobre uma bancadinha, descansavam dezenas de travessas gulosas, recheadas das mais diversas sobremesas e bebidas, esperando que a fome daquele monstro exterminassem-as em alguns segundos.

— Vou servir-lhe, querido — Julliet se levantou e Gregory assentiu.

Notei quando ela pegou as pequenas cápsulas de entremeio dos seios e a quebrou, despejando seu conteúdo no líquido vermelho. Houve uma efervescência e o pó branco desapareceu rapidamente. Ela chacoalhou a taça e piscou, esboçando um riso vitorioso, levando a bebida até ele.

— Obrigado — agradeceu, depositando no braço do trono. — Vai começar! Vai começar!

As luzes se apagaram e o palco foi consumido por efeitos especiais e uma música agitada. A gritaria vinda de baixo me deu dor de cabeça, pois, depois de tanto tempo, Gregory ainda não havia tomado, sequer, uma gota do vinho. Eu estava agitada, entrelaçando as mãos e dançando os pés. Tudo o que eu queria era estar longe daquele lugar. Com minha mãe. Com Francis.

Finalmente, depois de quase quarenta minutos de show, Nathália entrou no palco e anunciou suas modelos e algumas ideias. Foi exatamente aí que meu coração desesperou e meus olhos observaram Gregory engolir todo o vinho da taça. Julliet desabou na cadeira, aliviada e balançou a cabeça convicta de que tudo daria certo agora. Estávamos contando com isso.

 

Vinte minutos havia se passado e o gordo ainda aplaudia a coleção, exasperado e suando, com seus olhinhos pequenos quase se fechando. Mais dez e ele roncava feito um porco, atirado contra o trono de qualquer jeito.

— Gregory? — Julliet se levantou e o agitou, estralando o dedo diante da sua face. — Gregory, você está me ouvindo? Gregory?

Sem dar indícios de sua consciência, ela correu até mim e me abraçou forte.

— É agora, Shay. Só me siga, o.k.?

Eu assenti e nos preparamos para uma provável corrida, retirando as sandálias e deixando-as escondidas de lado. Como o vestido era longo, a possibilidade de alguém notar se tornava nula. Feito isso, respiramos fundo e Julliet pegou sua bolsa, caminhando até a porta e abrindo-a. No exato momento quatro seguranças nos impediram.

— Onde vão? — Indagou um deles.

— Vamos ao banheiro. Gregory nos permitiu e ainda pediu para que nos acompanhassem.

Eles se entreolharam, suspeitos e tentaram se aproximar.

— Tem certeza que você recusará acompanhar a mulher dele e sua escrava mais preciosa? Perguntar pra ele agora, apenas o deixaria nervoso e acho que você sabe bem como ele fica... — Julliet disse naturalmente e, se eu não estivesse naquele maldito plano, certamente ela me convenceria!

— Está bem — concordou ele. — Podem ir. Vocês dois, acompanhe-as.

Fomos redirecionadas até o banheiro e lá, minha amiga se desfez de tudo o que havia na bolsa, obrigando-nos a se trocar com rapidez. Estávamos com vestidos de cores diferentes e perucas que quase nos deixavam irreconhecíveis. Ambas azuladas, de maquiagem pesada e pouco expostas, abrimos a porta entre meio as gargalhadas, como se conversássemos sobre algo normal e passamos pelos seguranças. Conseguimos alcançar os corredores que levavam para o hall de entrada e, de repente, senti o vento frio da bala passar a centímetros da minha cabeça.

— Parem aí, escravas! — Gritou o segurança e logo atrás, Gregory, fadigado.

As vozes dos rapazes ricochetearam com o som dos tiros, mais os gritos da multidão. Pessoas nos atropelaram e outras se abaixaram para não serem atingidas, gerando todo um confronto violento, como se uma manada de elefantes estivesse fugindo de um leão.

— Por que esse gordo não morre? — Berrei, grudando na mão de Julliet. — Corra sem olhar pra trás.

Nós nos apressamos, enquanto os tiros ressoavam pelo lugar. Encontramos a porta para o hall e nos deparamos com uma aglomeração maior da que esbarramos quando chegamos. Convidados se serviam de bebidas, mergulhados numa conversada divertida e formal, lidando com suas dores de cabeça financeiras e reclamando sobre o quão horrível poderia ser o trabalho de uma escrava adquirida no Mercado Negro. Estavam em paz até eu e Julliet cruzarmos seus caminhos, ofegantes, desajeitadas e temerosas.

— Estão armados! Eles vão atirar! — Avisei o mais alto possível, formando uma nova confusão, incapacitando que os seguranças de Gregory nos achasse entre meio o povaréu. — Para onde agora? — Encarei minha amiga.

— Ali — apontou com o indicador as placas vermelhas que indicavam a fuga de emergência.

Ao darmos alguns passos, Julliet recebeu um tiro de arranhadura e deixou escapar um grito de dor.

— Eu estou bem — puxou-me. — Temos que sair daqui o mais rápido possível.

Assenti sem hesitar. Embora já estivesse fadigada e temerosa, não me importaria em dar meu último suor para tirarmos dali. Ver Julliet, a irmã do homem que eu amava, ferida, deixava-me desnorteada e irritada. Não bastava eles nos sequestrarem, fazerem-nos escravas e nos ferir; eles ainda tinham que nos barrar o sonho de viver nossa própria vida.

Eu empurrei um casal que me impedia de passar e trombei com uma outra mulher magricela, fazendo com que minha mão se soltasse da de Julliet. Ela se virou brevemente e eu parei, procurando-a por entre as pessoas que corriam para se salvar das balas que vinham de todas as direções.

— Shaya! — Aquela voz me fez travar na hora.

Virando à minha direita, senti meu coração pulsar descontrolado. Não acreditava que ele estava ali.


Notas Finais


Sinto muito, eu realmente tive que parar aí ou infartaria aushuhasu
Obrigada a todos que acompanham e eu vou responder os comentários agora, pq né?
Vejo vocês no próximo com uma reviravolta dos infernos aushuahsu


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