História Escravidão - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Tags Bdsm, Bulma, Dragon Ball Z, Drama, Romance, Vegebul, Vegeta
Exibições 178
Palavras 7.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Lemon, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura e espero que gostem desse capítulo cheio de revelações haha :)

Capítulo 25 - No jantar


"Come crawling faster

Obey your master

Your life burns faster

Obey your master"

(Master Of Puppets - Metallica)

 

Bulma saiu do quarto batendo a porta. Abalada pelo combo de agitação que a incinerou naquele quarto. Sentia o corpo quente ao mesmo tempo que frio por causa dos arrepios de excitação, a boca seca em resultado de uma respiração errática, enquanto a minúscula peça do scouter guardava-se dentro da sua mão, como um prêmio de consolação por estar se sentindo tão confusa. Era como se tivesse sido um pouco derrotada por ter um beijo seu roubado, ainda que o sayajin não soubesse disso, pois provavelmente estava se sentindo totalmente esnobado do outro lado da porta. Ela saiu andando para longe antes que ele pudesse vir atrás querendo prestar mais alguma conta.

Apesar do inesperado, não sentia ter feito nada de errado e a sensação de vitória foi aumentando enquanto voltava para a sala à procura do resto da família. Tinha conseguido tudo o que queria e mais um pouco com apenas simples comandos. Foi tão fácil que era até difícil de acreditar. O único problema talvez fosse lidar com Raditz dali pra frente agora que ele já sabia que causava algum efeito em Bulma. Atravessou um corredor se sentindo meio perdida, parecia que uma família enorme morava naquele lugar, mas seus pensamento estavam levando-a a outro destino. Sabia que não foi Raditz que a deixou daquele jeito, apesar do rapaz ser um combo de testosterona sayajin, mas estar sobre o domínio de alguém era o que mais lhe surpreendia por ter gostado.

Estava quase começando a pensar em Vegeta de novo quando avistou uma serviçal vindo em sua direção e pensou em pará-la para pedir ajuda. Dava pra ver os cabelos loiros ondulados saírem pra fora do manto negro de escrava e Bulma já imaginou ser uma terráquea. Os fios eram de um louro tão claro e chamativo, que seria raridade até mesmo no planeta Terra uma tonalidade de cabelo daquela. A mulher parecia com pressa, mas a cientista a impediu a passagem assim que as duas se cruzaram.

– Com licença, você poderia me dizer como eu chego até a sala oval? To completamente perdida!

Por baixo daquele capuz de ceifador ela não pode ver o rosto da terráquea, mas pelo perfume que exalava e pela maneira que seus cabelos estavam tão bem cuidados, já imaginou que pudesse ser uma concubina. Ninguém que trabalhava nas cozinhas e nos setores de limpeza dos sayajins era tão bem tratada daquele jeito.

– É só virar à esquerda depois daquela porta. – apontou a mulher com uma mão trêmula. – Não está longe. É logo aqui ao lado.

Bulma se deparou com uma sensação estranha diante daquele encontro. Era claro que sentia-se muito mal por ver mulheres numa posição frágil daquelas e não poder ajudar nenhuma. Ainda mais se tratando de uma terráquea como ela. No entanto, era algo além disso, mas a cientista resolveu ignorar pela pressa que estava em fugir de Raditz.

– Se você diz… Então muito obrigada, desculpa te incomodar! – disse a garota de uma forma simpática, destrancando o caminho da serviçal.

– Não precisa agradecer, Dra. Briefs!

Ela já estava preparada para dar as costas, mas aquilo fez Bulma recuar.

– Desculpa, mas a gente se conhece?

A escrava ficou um tempo sem responder. Era um tanto assustador não poder conversar olhando o rosto de alguém, apenas vendo o negror escuro da sombra que o capuz fazia sobre sua face.

– Nos vimos pela primeira vez no baile de máscaras, senhora. – falou a mulher gaguejando. – Fui acompanhar meu mestre Bardock ao noivado do príncipe.

Lembrava-se perfeitamente da esbelta concubina loira ao lado do General, em um vestido dourado brilhante que a fazia parecer uma modelo de passarela. Era frustrante no entanto, pois mesmo em sua memória, não poderia ver seu rosto devido a máscara que usava pelas exigências da noiva. Uma curiosidade irresistível a abateu para poder ver o rosto daquela mulher, sua aguçada intuição lhe cutucava sem parar em torno disso.

– Eu lembro sim, claro, mas não precisa me chamar de senhora. Sou uma terráquea assim como você.

– Perdão… É que sou um pouco nova aqui, ainda não me acostumei.

Foi então que começou a reparar em cada detalhe da mulher a sua frente e percebeu que suas mãos não eram de uma jovenzinha, pelo contrário, possuíam sinais evidentes de amadurecimento, o que era uma provável pista que aquela era uma escrava mais experiente. Isso só deixou Bulma ainda mais intrigada. Estaria ela mentindo? Por que parecia tão nervosa?

Desconfiada, a cientista começou a pensar que talvez aquela meretriz pudesse estar espionando seus passos. Sem explicação alguma, a mulher deu alguns passos pra trás fazendo menção de ir embora, como se estivesse com medo de Bulma. A garota sutilmente botou o pé em cima da barra de tecido onde terminava o manto negro e quando a mulher ia lhe dar as costas, suas vestes se esticaram e quase desamarraram sobre o seu corpo. Então seu capuz caiu para trás, revelando sua identidade sob os cabelos claros.

Os olhos de Bulma ficaram grudados no rosto da mulher e sua pose tão rígida que parecia ter sido petrificada por uma medusa e transformada em estátua. Os longos cabelos loiros moldavam uma pele tão pálida quanto a sua, as feições eram finas e delicadas como as suas e os olhos azuis arregalados da mulher tão grandes e tão azuis quanto os seus. Se não fosse a altura e os cabelos dourados, Bulma poderia pensar que estava diante de um espelho. Havia alguns sinais da idade que as diferenciavam e que a maquiagem ajudava a esconder, mas a familiaridade entre elas era inegável.

– Impossível… – ela sussurrou.

Parecia uma assombração, algum tipo de pesadelo bizarro desses que não fazem sentido algum depois que está desperto, mas Bulma estava acordada e aquilo ainda não parecia ser real. A última vez que lembrava ter visto Panchy Briefs, sua mãe, foi antes mesmo da invasão dos sayajins no planeta Terra, quando ainda era uma pirralha. Seus pais brigavam constantemente e a menina ficava entre o colégio e as ocupações do laboratório do pai, totalmente alheia ao relacionamento dos dois. Depois da instalação do império sayajin, sua mãe, uma madame da alta classe ocidental, foi a primeira a conseguir contatos para ser abduzida pelos seus algozes. Se vendeu por livre e espontânea vontade a um lorde sayajin, suspirando assim por uma vida melhor, tudo para não abdicar da vida luxuosa que tinha antes. Desde então, a filha nunca mais tivera notícias de sua mãe. Já fazia quase sete anos desde que tinham se visto pela última vez e Bulma sequer tinha certeza de que ainda se lembrava de todos os detalhes do seu rosto.

– Nós não podemos mostrar nossos rostos senão aos nossos mestres, Dra.Briefs, sinto muito. – disse a mulher tentando ajeitar a roupa e esconder o rosto.

Num surto de raiva, Bulma não deixou que a concubina voltasse a esconder o rosto. Ela a segurou pelos braços e a pressionou contra a parede do corredor. Não podia se conter, estava fora de si e havia tantas palavras que queria cuspir naquela cara que era difícil saber por onde começar. Sua indignação era tanta, que nem houve espaço para lágrimas e suspiros de mágoa.

– Como você pôde? – disse Bulma olhando para o rosto da mãe de perto. – Foi pra ser a puta do general que você abandonou nossa família? Pra ser tratada como lixo? E aí, ta valendo pena?

A mulher tentava manter a compostura apesar do evidente pavor nos olhos.

– Eu não sei do que a senhora está falando, Doutora Bri--

– Para de me chamar assim! – vociferou. – Eu sou sua filha! Achou que eu não ia te reconhecer? Eu já era bem grandinha quando você foi embora!

– Você está me confundindo com outra pessoa. – disse a loira em tom suplicante. – Por favor, me deixe ir… Não posso arranjar problemas aqui!

Bulma soltou a mulher e se afastou, encostando-se na parede contrária. Observava aquela assombração do passado sem conseguir acreditar no que estava acontecendo. Talvez ela estivesse ficando louca. Ou fizeram uma lavagem cerebral em sua mãe. Ficou encarando a mulher até que colocasse seu capuz de volta e retomasse seu caminho, abandonando-a ali inconsolável em seu estado catatônico pelo que Bulma lembrava ser a segunda vez.

Para seu infortúnio, Raditz conseguiu lhe alcançar e se aproximou antes que ela pudesse se recompor para sair dali. Seu semblante demonstrava uma clara preocupação com a terráquea.

– O que aconteceu com você? Que cara essa? – perguntou ele tentando fazer contato visual com os olhos perdidos de Bulma. – Era você que tava gritando?

– Eu não tava gritando.

– É mesmo? Acho que foi sua voz que ouvi antes de dobrar o corredor e--

– Sei lá, Raditz! Eu tropecei, quase caí no chão e xinguei um pouco, tá bom? Esse salto de merda aqui não me deixa caminhar direito!

Os olhos escuros de sayajin ergueram-se ao se deparar com tanta agressividade, mas ainda assim a observavam divertidos. O jovem rapaz olhava pra Bulma sem entender nada, começando a achar graça da raiva súbita que tomava conta da garota.

– Isso tudo foi por causa do nosso beijo?

– Cala essa boca, Raditz! Seu beijo, só se for! Porque o que eu lembro é de você forçando pra cima de mim e eu saindo correndo depois de estapear sua cara de pau.

– Pode mentir pra si mesma o quanto quiser... – disse ele se aproximando. – Mas eu senti sua língua mexer dentro da minha boca, terráquea!

Se fosse em outra situação, Bulma soltaria uma risada alta com tamanha cretinice, ainda mais no jeito presunçoso que Raditz usava ao falar, mas naquele momento ainda estava totalmente tomada pelo choque e pela raiva. Deu um empurrão com toda a força que possuía em Raditz, que ainda ria com a brabeza da moça, e saiu batendo o salto para longe daquele corredor que agora lhe parecia tão traumático, torcendo para ir embora daquele maldito jantar o quanto antes.

 

______________________________________________________________________

 

Teve que ficar de sala por um longo tempo com os sogros, para esperar a princesa terminar de se arrumar. Como se ele se importasse com a aparência daquela garota insuportável. Depois teve que sentar ao seu lado, se esforçar para sorrir, comer uma comida que não gostava, enquanto a voz insuportável de Lyn contava histórias entusiasmadas sobre qualquer coisa que Vegeta estava cansado demais para prestar atenção. Não conseguia parar de pensar no que poderia estar acontecendo nos aposentos de Bardock naquele momento, torcendo para que Kakkaroto fosse prudente o bastante para deixar seu irmão estúpido bem longe da cientista ou ele não saberia se conter diante da insistência de Raditz. Ainda assim, preferia estar arrumando confusão do outro lado do castelo do que aturar aquela gente.

Manter um matrimônio de fachada não era tão fácil quanto Vegeta pensou que seria. Estava de cara amarrada desde que passara por aquela porta e sentara-se à mesa ao lado da princesa e em companhia dos sogros. Precisava cultivar a proximidade com a noiva para as aparências permanecerem irretocáveis diante de todos da corte, e para tal, era necessário visitá-la de vez em quando nos aposentos de sua família. Foi assim que haviam combinado depois do fiasco do baile de máscaras. Se um dia viesse a ser rei de fato, seria ainda mais difícil lidar com aquele relacionamento, já que teria de dividir seu espaço e sua cama com a criatura, ideia essa que parecia totalmente repulsiva ao príncipe.

– É certamente uma honra recebê-lo em nossos aposentos, alteza! – disse a mãe de Lyn com polidez. – Ficamos felizes em vê-los se aproximando de verdade!

Enquanto os serviçais terminavam de tirar os pratos da mesa, Turles olhava para a filha primogênita com a mesma desconfiança que olhava para Vegeta. Parecia ser o único a não se convencer da espontaneidade daquela relação.

– Eles não precisam se aproximar, Fasha, serão apenas parceiros de trono. – resmungou o general aposentado bebericando sua taça. – Não fique pressionando os dois.

– Pois fique sabendo, meu pai, que hoje em dia eu e Vegeta nos damos muito bem! – disse Lyn pegando na mão do príncipe sobre a mesa. – Pretendo dividir minha vida com ele, não apenas a sala do trono.

Vegeta respirou fundo com aquele contato físico inesperado e sentiu a mandíbula trincar assim que os dedos de Lyn começaram a deslizar em carinhos sobre sua mão. Como se não bastasse todo aquele circo, tinha que suportar demonstrações de afeto em público, algo que ele nunca na vida fora habituado. Bebeu mais um pouco, congelado na sua cadeira, sem saber como poderia fingir gostar daquilo. Se deu por vencido por imaginar que deveria ser aquele tipo de coisa que namorados faziam fora das quatro paredes, afinal.

– Apenas estou dizendo que não há nada de errado em formar uniões por interesse político, minha filha. Sayajins governam dessa forma há séculos.

– O senhor está certo, Turles. – aprovou Vegeta. – Mas conheço sua filha desde criança e naturalmente, depois de se acostumar com algumas coisas, com todo esse tempo fui criando afeição por ela.

– Sou ou não sou a mulher mais sortuda do universo? – disse Lyn beijando a bochecha de Vegeta.

– Ah, vocês terão herdeiros maravilhosos! – exclamou Fasha com orgulho. – Espero ganhar netinhos em breve, não vejo a hora…

– Não seja indelicada, mulher. Nossa alteza ainda não é rei. Os dois não precisam se preocupar com isso agora.

– Tudo tem seu tempo, mamãe!

– Eu vou ser titia? – perguntou uma voz infantil vinda do corredor.

Fasha se levantou da mesa e foi em direção à pequena menina que espionava o jantar em família. Vegeta lembrava-se claramente dela no hospital, o que naquele momento também não havia sido nada agradável, pois sua pequena cunhada lhe despertara lembranças muito antigas do seu irmão caçula.

– Já conversamos sobre a hora de dormir, Laysha, estamos tendo conversas de adulto aqui. – falou a mãe pegando-a no colo. – Se vocês me dão licença, eu já volto…

– Vou aproveitar o momento para uma bebida mais forte. – disse Turles. – Se quiser me acompanhar, sabe que é sempre bem-vindo, alteza.

– Pai, o Vegeta não bebe tanto assim e ele veio aqui hoje pra passar um tempo comigo, caso o senhor não se lembre. – advertiu Lyn exercendo seu poder de autoridade no seu seio familiar. – É melhor você beber rápido antes que ela volte. Venha, meu amor!

Vegeta quase vomitou ao ouvi-la chamando-a daquele jeito, mas conteve-se em respondê-la na frente do sogro. Viu Turles acatar as palavras da moça e sumir por uma varanda, enquanto Lyn, já de pé, lhe esperava para acompanhá-la. Seguiu a garota sem saber para onde estava sendo levado, mas com uma vontade de ir embora o mais rápido possível. Se aquela megera estava acostumada a mandar nos próprios pais, era melhor que nunca se casassem de fato, pois ele jamais admitiria obedecer os comandos de uma mulher.

Ela abriu a porta do quarto para que ele entrasse, mas Vegeta estranhou a situação toda. Conhecia aquela criatura desde criança e nunca tinha conhecido o quarto dela antes, mas entrou movido por uma certa curiosidade, entediando-se assim que observou o quão limpo, organizado e sem graça era aquele lugar. Estava tão imaculadamente arrumado que parecia que ninguém vivia ali dentro. Lyn usava um de seus vestidos azuis, combinando com os tons do quarto como se fosse apenas mais uma peça de decoração do ambiente. Olhou para a noiva dos pés a cabeça, imaginando alguma tentativa da moça em seduzi-lo, já achando graça só por considerar essa possibilidade.

– Posso saber por que me trouxe até aqui? – perguntou Vegeta assim que a viu fechar a porta. – Pretende me servir uma sobremesa especial?

Ela torceu o rosto em negação e foi direto ao assunto.

– Como o rei está? Descobri que ele andou doente nos últimos dias. É grave?

– Eu sei lá como aquele velho está, deve ser só uma desculpa dele pra ficar bebendo e não fazer mais nada de útil!

Vegeta notou uma inquietação por parte da princesa, mas não comentou nada. Escolheu continuar observando-a de braços cruzados, querendo saber aonde aquilo ia levar.

– Bem, ele já tem o peso da idade nas costas, não é? Pobrezinho… Quero dizer, ele já viveu tanta coisa, é muito difícil ser rei depois de tantos anos em guerra.

– O que você quer, Lyn?

Ela o olhou com nervosismo, ponderando as palavras.

– Pois bem, o parlamento comanda a contabilidade do reino e faz todo o controle econômico de Vegetasei. Além de controlar a comunicação externa com as bases militares, não é? E ninguém está administrando o parlamento agora que o rei está doente e o exército ocupado com o império icejin. Eu pensei que--

– Você quer o comando do parlamento? – interrompeu Vegeta segurando o riso escarnecido. – Quer que eu lhe conceda a administração financeira de todo o meu planeta?

– Este não é só o seu planeta, Vegeta! Eu também vivo aqui, lembra? – disse ela com seriedade. – Pensei que um cargo desse seria bom para nossa reputação, para seu futuro reinado. Até porque... se seu pai está mesmo doente, precisamos nos preparar para qualquer eventualidade.

Não podia estar mais incrédulo. Ele não sabia nem o que dizer diante de tanta ambição desenfreada. Aquilo já estava lhe dando náuseas. Lyn estava mesmo engajada com a ideia de ser rainha e como se não bastasse ter que suportá-la como noiva, agora teria que lidar com pedidos ridiculamente gananciosos como aquele. Até seu pai a garota já estava botando no caixão tomada pela ânsia de possuir o trono. Vegeta começou a sentir uma súbita irritação borbulhar seu sangue.

– Minha princesa, ouça bem… – disse ele com sarcasmo enquanto se aproximava. – Eu não sou uma pessoa de conceder generosidades. Nem a quem sou ligado, muito menos a quem eu não suporto!

Lyn já estava encurralada entre Vegeta e a parede do seu quarto. Ele estava prestes a continuar seu discurso de humilhação para negar seus pedidos ridículos, quando percebeu um cheiro estranho nos cabelos da moça assim que se aproximou mais. Os fios negros estavam presos em uma longa trança, mas longe de possuir o perfume enjoativo que geralmente seu cabelo exalava. Como nunca chegava tão perto da princesa, por ser-lhe tão insuportável, jamais percebera aquele cheiro antes. O seu olfato animalesco, do qual Vegeta tanto se orgulhava, era muito mais apurado do que a maioria dos sayajins. Poderia ser seu sangue puro e nobre que lhe dera tal habilidade, poderia ser o grau de experiência de vida, mas de uma coisa Vegeta tinha certeza: o cabelo da princesa estava cheirando à sexo.

Rapidamente, sua mente maquinou em brechas que poderia ter perdido. Pensou no quanto a moça demorara para terminar de se arrumar para o jantar, ouvindo a criada dizer que a princesa não sabia que seu convidado chegaria tão cedo, já que o príncipe era uma pessoa tão ocupada. Olhou ao redor do quarto, percebendo que o lugar realmente estava muito arrumado, como se tivesse acabado de ser minuciosamente limpo. Estava tudo organizado demais, de uma maneira quase artificial, como um cenário de uma peça de teatro montado para parecer alguma coisa que não era. Naquele momento, ele teve certeza que Lyn esteve com alguém em seu quarto enquanto ele fazia sala com seus pais.

Olhou fundo nos assustados olhos castanhos da moça, sem deixar de lado o semblante irritado que lhe era típico, mas agora tinha uma certa curiosidade naquela pessoa que jamais tivera antes. Não era ciúmes, nem possessividade, gostaria de poder se livrar de Lyn, inclusive. No entanto, a ideia de que ela o enganava como noivo, ou que estava apaixonada esse tempo todo por um outro sayajin, dava àquele matrimônio um novo sentido, já que não era apenas ele que preferia estar fazendo outras coisas, com outras pessoas, ao invés de ficar ali dando atenção um ao outro.

Todo esse novo olhar pela sua noiva nada tinha de empatia, mas era como estar totalmente sozinho e armado no meio de um deserto e de repente que surge um animal agonizante no seu campo de visão, pronto para ser abatido. Com um sadismo que lhe era ainda mais típico que sua irritabilidade, Vegeta vislumbrou naquela situação um meio para sair do tédio. Sua sede de destruição adorava quando surgia uma nova oportunidade de arruinar alguma coisa. Então quer dizer que ela achava que poderia enganá-lo e sair ilesa dessa história. Seu demônio interior gargalhava dentro de si.

______________________________________________________________________

    

A mesa já estava posta em um banquete farto, que para Bulma já não despertava qualquer apetite depois de tantas emoções digeridas antes de o jantar começar. Primeiro era sua amiga Chichi, esta que resolveu insinuar em sua nada convincente ingenuidade de que Bulma gostou de ser maltratada por Vegeta quando era escrava de quarto dele. Logo em seguida, foi o sumido Kakkaroto a quem Bulma tanto confiava, que resolveu confessar sentir uma atração muito forte pela amiga e que pela complicação que isso poderia gerar era melhor que os dois se afastassem. Agora assistia aos dois pombinhos lado a lado na mesa sem conseguir não se sentir culpada. Era como se fosse a pior das amigas em não poder contar a Chichi que seu namorado não gostava apenas dela. Pelo menos agora sabia como Kakkaroto se sentia em relação a Vegeta. Era uma faca de dois gumes para ambos.

Depois foi a vez de Raditz lhe surpreender como um macaquinho obediente para depois lhe roubar um beijo, que estava totalmente fora de qualquer combinado entre eles. Não que fosse possível em confiar que um sayajin não fosse trapaçear. Até mesmo Kakkaroto parecia não ter a melhor das índoles. E para fechar com chave de ouro, como se não bastasse ter se sentido momentaneamente atraída pelo nojento do Raditz, tinha descoberto que a concubina de Bardock era ninguém mais ninguém menos que sua mãe. Ou pelo menos era uma mulher muitíssimo parecida com ela.

Uma música instrumental baixa dava o tom do ambiente harmônico, enquanto a cientista pensava no quanto sua vida parecia moldar-se em questão de segundos de um filme de ficção científica para uma novela mexicana das mais bregas. A sinfonia suave da melodia trazia memórias ainda mais desagradáveis à tona. Bardock, sentado na ponta da mesa, foi o primeiro a perceber algo de errado com Bulma, que não estava conseguindo colocar aquela comida toda pra dentro. Apenas bebericava sua taça de bebida frutal que lhe remetia às taças de vinho que bebia escondida nos jantares em família.

– Alguma coisa errada, Briefs? – perguntou o General. – Mal tocou no seu prato.

– O jantar está maravilhoso! – ela disse num sorriso forçado. – Eu só não tenho estado com um estômago muito bom ultimamente.

À sua frente, Kakkaroto lhe encarava com um olhar cheio de significado, enquanto uma Chichi totalmente alheia ao seu lado beliscava a comida como um passarinho.

– Essa música não lhe soa nada familiar? – perguntou Bardock. – Ordenei para que tocassem algo clássico da cultura terráquea enquanto vocês duas estivessem aqui. Além de eu possuir um certo apreço pela arte humana, pensei que poderia tornar o ambiente mais acolhedor.

– Ou mais opressor… – disse Raditz enquanto comia como um leão. – Já que fomos nós que as separamos da cultura de origem delas!

– Ótimo comentário, Raditz! – ironizou Kakkaroto numa reprovação de seus olhos frios.

– Cala a boca! Você também tava lá no dia da invasão. Matou tanta gente quanto eu…

Kakkaroto parecia prestes a rosnar e voar no pescoço do irmão. Bulma viu sua mão sobre a mesa fechar em punho enquanto o olhar nada amigável servia como uma boa ameaça.

– Já chega, Raditz!

– Vocês dois não precisam relembrar do nosso passado nada nobre. – interrompeu Bardock. – E tenho certeza que as moças não vieram aqui para verem os dois irmãos brigarem à mesa.

Um silêncio constrangedor pairou durante o jantar e nem o comentário diplomata do general serviu para apaziguar a tensão no ambiente.

– Eu não conheço essa música. Talvez não seja terráquea. – falou Chichi quebrando a quietude com a voz suave. – Porque não lembro de já ter ouvido.

– Uma de minhas criadas me certificou de que essa era uma obra musical do seu planeta natal. – disse Bardock com uma educação que surpreendia a cientista. – Talvez você apenas não se lembre.

– É Beethoven. – disse Bulma entediada bebericando sua taça. – Sétima sinfonia em Lá maior.

Todos ficaram em silêncio de novo observando a garota com atenção. Até o Raditz parou de comer para encará-la com estranheza.

– Você entende de música clássica? – perguntou um sorridente Bardock impressionado.

– Era só o que se ouvia lá em casa. – respondeu Bulma tão séria quanto antes.

Olhava para o rosto do general e não conseguia imaginar outra coisa se não sua mãe sendo maltratada pelas suas mãos de sayajin sujas de sangue. Perguntou-se por um momento se Bardock sabia da origem e verdadeira identidade de sua concubina.

– A família de Bulma era muito rica. – disse Chichi. – Uma das mais ricas do planeta.

– Também não era pra tanto.

– Apareciam na televisão e tudo! Essa aí tá acostumada com a maior alta classe! – disse Chichi sorrindo.

– Seu pai era da monarquia ou algo do tipo? – perguntou Raditz interessado.

– Não! – disse Bulma achando a ideia ridícula. – Nosso planeta não funcionava com monarquias. Cada país e continente tinha seu sistema de governar, e onde eu vivia era uma democracia. É que a Corporação Cápsula movimentava um mercado de tecnologia muito forte.

– A gente já tá sabendo disso, esse foi um dos principais motivos para a tomada da Terra pelos sayajins. – disse Raditz com a maior naturalidade. – Além das fêmeas terráqueas que serviriam de maravilhosas concubinas…

– Para com isso, Raditz! – disse Kakkaroto com o rosto enojado.

– Não to falando que eu aprovo, ora essa! – riu o irmão mais velho. – Só to dizendo que a beleza das terráqueas é algo conhecido! Todo mundo sempre soube disso. Até nosso honrado pai quis pegar uma pra ele!

A risada de Raditz foi logo calada por um jato de bebida que Bulma lhe jogou na cara. O seu gesto impulsivo foi tão rápido que antes de formar um rebuliço de agitação, ela já tinha conseguido jogar não só a bebida mas todo seu prato de comida em cima dele. Não conseguiu pensar duas vezes, não houve ponderação nenhuma.

– Sua cretina! – reclamou Raditz sem acreditar no que tinha acontecido.

– Pra mim já deu. Já to indo, Chichi. Pede pro seu namoradinho te levar embora depois. – disse Bulma fuzilando Kakkaroto com os olhos.

Antes que Raditz pudesse reagir, ela já estava do outro lado da mesa pretendendo tomar o caminho para o hall de entrada. Em poucos segundos estava tudo arruinado e Bulma deu as costas para a mesa de jantar. Quando olhou para trás, viu Kakkaroto segurando o irmão, fulo de raiva, enquanto Bardock protegia Chichi, levando-a para longe da explosão de raiva de seu filho.

Olhava para os lados, pensando que poderia encontrar a tal concubina loira de Bardock novamente, mas não estava preparada psicologicamente para um novo encontro. Ela mesma abriu a porta para sair, dando de cara com um surpreso Nappa sentado em cima das escadarias do saguão. Bulma caminhou firme sem olhar pra trás e desceu as escadas em cima dos saltos com a precisão de uma modelo, sem se importar se poderia cair ou não.

– Vamos, Nappa, já tá na hora!

– O que você aprontou dessa vez? – perguntou ele seguindo os passos apressados da garota.

– Ah, nada, só joguei umas coisas na cabeça do Raditz.

Nappa riu, mas ainda estava incrédulo.

– Você o quê?

Ela parou de andar por um momento e mostrou pra ele a minúscula peça do scouter que tinha guardado nas dobras de tecido do seu vestido. Os olhos estavam vermelhos de tanto segurar o choro, injetados de sangue, acompanhando o sorriso de triunfo que contornava sua boca. Nappa ficou olhando para ela e para aquele pedaço de alumínio sem entender nada, como se a cientista tivesse se transformado na maior louca.

– Isso aqui! – ela sussurrou. – Vai ser a minha saída desse inferno!

 

______________________________________________________________________

 

Ele ainda estava com o corpo da garota encurralado contra a parede e entre seus braços. Fitava os olhos por todas as reações físicas da princesa, percebendo que aquele jogo ficava cada vez mais divertido, pensando em todas as possibilidades de entretenimento que sua suposta traição lhe daria. Nunca pensou que um dia poderia ter algum motivo para brincar de tortura com Lyn, mas agora tinha mais que motivos para judiar de sua noiva e isso estava demonstrando ser um ótimo passatempo.

– Você realmente acha que tem competência pra gerir um cargo de tanta importância? – perguntou Vegeta frente à frente. – Logo você, uma princesa mimada que sempre teve tudo aos seus pés?

– Eu tenho influência por ser sua noiva, sou inteligente, conheço culturas de outras colônias sayajins, as pessoas me respeitam! – disse a moça tentando convencer. – Além disso a minha experiência com a criadagem só faz de mim uma gestora ainda mais competente. Sei impôr autoridade.

Vegeta riu com a insistência naquele assunto. Deslizou uma das mãos para tocar a cintura da princesa com as costas dos dedos, percebendo sua barriga encolher ao tentar desviar do toque. Os olhos lacrimejantes de Lyn estavam cada vez mais assustados, os lábios entreabertos trêmulos, tentando balbuciar algumas palavras para se defender.

Meu amor, você até que sabe se vender, sabia? – sussurrou Vegeta próximo do seu ouvido. – Pena que não estou muito convencido.

Lyn estava bufando com aquela situação.

– O que você quer que eu prove? – perguntou irritada.

– Não entendo porque quer tanto se envolver com política. Poderia ficar jogada por aí o dia inteiro se quisesse, fazendo qualquer besteira, que eu não me importaria.

– Não quero ser apenas um troféu ao seu lado.

Vegeta riu com o comentário.

– Eu nunca consideraria você um prêmio, garota.

– Sou sua noiva, Vegeta, se você não consegue nem respeitar isso...

– Você quer poder, já entendi. – disse ele encarando seus olhos de perto. – Por que precisa de mim pra isso?

– Como assim, Vegeta? Você sabe que é você que tem o controle de tudo quando seu pai está fora do comando do trono e--

– Porque você parece que não precisa de mim pra nada. – interrompeu lhe dando um beijo no rosto.

Ela ficou assustada com o carinho inesperado e tentou sair da jaula que formavam seus braços, mas foi em vão.

– O que você tá fazendo, seu maluco? Enlouqueceu de vez agora?

– Agora vai se negar a cumprir suas obrigações conjugais? – riu o príncipe sussurrando ao pé do seu ouvido. – Ou vai me contar o nome do felizardo?

– Do que é que você tá falando agora?

O pescoço de Lyn foi envolvido por uma de suas mãos, foi apertando com força, tanto até sentir suas artérias pulsarem fortemente sob a palma de sua m ão. Afrouxou o aperto quando percebeu que a princesa estava tentando lhe dizer alguma coisa.

– Vai me dizer quem é?

– Não sei do que você está falando.

Ele lhe deu um tapa no rosto assim que ela terminou a frase.

– Com quem você pensa que casou, hein? – rosnou ele dando um novo tapa em seu rosto. – Acha que pode se comportar pior do que eu?

– Não é ninguém que você conheça. – admitiu Lyn sem uma sombra de choro no rosto marcado de tapas.

Era uma sayajin, afinal, tão orgulhosa quanto ele. Jamais admitiria uma derrota.

– Não me importa quem seja, sua vadia!

– Eu não sou uma das suas--

Sua fala foi interrompida por um novo tabefe.

– Cala a boca! Você é pior que qualquer puta que eu já matei! – ele disse segurando seu rosto com uma mão. – Onde que vocês transaram? Vai, me mostra onde você foi fodida.

Ele se afastou e observou o quarto por uns segundos, enquanto Lyn arfava por oxigênio ainda colada na parede. Agora seus olhos castanhos lacrimejavam pela raiva que era notável em seu rosto.

– Prefere continuar apanhando? – ameaçou Vegeta assim que a viu parada como uma estátua onde ele havia deixado.

Lyn começou a andar em passos sorrateiros, as duas mãos segurando uma na outra, os olhos grudados em Vegeta como se ele fosse atacá-la a qualquer momento. Suas mãos desgarraram-se para que ela pudesse apontar para a cama, num gesto tímido e que beirava a um arrependimento amargo, mesclado à raiva que sentia pelo sayajin a sua frente.

– Na sua cama? Vocês sempre fazem aqui?

Ela fez que sim com a cabeça tentando manter o queixo erguido, mas por mais que o orgulho fosse algo quase irredutível em todo sayajin, Vegeta sabia como ninguém identificar o medo. E nada parecia alimentá-lo melhor do que isso.

– Tira a roupa. – ordenou.

Os olhos da moça piscaram confusos.

– O quê?

– Você não é surda.

– Vegeta, eu vou ser sua futura rainha, você não pode me trat--

– Eu posso o que eu quiser! – interrompeu ele de modo grosseiro. – E você sabe disso. Se fosse realmente esperta não brincaria com seu papel de noiva. Sabe o que aconteceria com você caso seu adultério fosse a público?

– Eu seria decapitada.

– Exatamente! – ele sorriu imaginando a cabeça da princesa arrancada. – Você quer isso? Imagino que não.

– Por favor, Vegeta! – ela suplicou dando os primeiros indícios de lágrimas nos olhos. – Se minha família souber…

– Imagina a cara do Turles quando souber que tem uma filha adúltera! – ele disse aos risos. – De todas as coisas, mulher, de todas as formas que você poderia me surpreender, essa foi a melhor! Sorte a sua que sou benevolente…

– Você não vai contar?

– E acabar com a diversão? – ele riu. – Claro que não! Além disso seria desgastante demais passar por um outro processo de noivado, não tenho mais paciência pra essas coisas.

Ela juntou as duas mãos sobre o peito, suspirando de alívio por saber que não seria descoberta.

– Obrigada!

– Não me agradeça ainda. – disse ele com um olhar diabólico. – Agora vai, tira essa roupa antes que eu rasgue!

– O que pretende fazer?

– Você já vai saber… Achou que eu tava falando sério sobre ser benevolente?

Visivelmente apavorada, Lyn levou alguns segundos até começar a desabotoar seu vestido. Tirou a primeira camada de tecido sem conseguir olhá-lo nos olhos. Quando o primeiro pedaço de pano caiu no chão ao redor de seu corpo, desamarrou a faixa de sua cintura, desenrolando o tecido sem deixar de tremer as mãos. Quando lhe restou a última camada do vestido, esta de um tecido fino de caimento fluido, baixou a cabeça de vergonha ao tirar a peça final. Estava completamente nua em frente a um homem que odiava e Vegeta não poderia ter ficado mais contente com sua reação. Era muito satisfatório saber que todo mundo tinha um preço e que com o seu poder sempre conseguiria comprar quem quisesse.

– Agora deita na cama de frente pra mim. – ele ordenou.

Observou a princesa lhe obedecer e começou a desmontar suas peças da armadura assim que a viu deitando-se. Não tirou a roupa toda, apenas a armadura, tinha certeza que aquilo não duraria muito tempo. Quando percebeu o que estava prestes a acontecer, Lyn não conseguiu segurar as lágrimas e Vegeta achou engraçado.

– Engole o choro ou vai ser pior! – advertiu ele.

Subiu em cima da cama até seu corpo estar completamente pressionado sobre o de Lyn, vendo que a princesa mantinha os olhos fechados enquanto algumas lágrimas rolavam pelo seu rosto. Ele abriu uma parte da roupa sayajin, enquanto com a outra mão afastava as pernas da garota.

– Só quero que você saiba que isso é tão ruim pra mim quanto é pra você. – sussurrou ele em seu ouvido. – Eu só to fazendo isso pra salvar nosso casamento. Você não me deu outra escolha, Lyn.

Massageava o orgão sexual da garota com muita leveza, sentindo na ponta dos dedos o corpo corresponder pelas terminações nervosas que pulsavam. Por mais que fosse relutante, Vegeta sabia que ela também era feita de carne e osso, logo não demorou muito para que a umidade tomasse conta da sua mão.

– Até que você não é tão frígida assim! – ele provocou.

– Você vai se arrepender disso!

– Eu já fiz muito pior sem o menor remorso, princesa. – disse ele num sorriso diabólico.

Ele pegou no seu pescoço e apertou assim que penetrou para dentro de seu corpo. Fez com força e de uma só vez, indo o mais fundo que podia, vendo o rosto da princesa se contorcer de dor. Começou a estocar com mais força até arrancar grunhidos de dor da garota, enquanto estalava a mão no seu rosto em mais uma série de tapas. Nem com suas escravas sexuais ele lembrava de ter estocado com tanta brutalidade, mas sendo Lyn uma sayajin sabia que ela aguentaria por mais que doesse bastante.

– Ele te fode assim? – perguntou Vegeta segurando seu rosto com uma mão espremendo as bochechas entre os dedos.

– Não… ele gosta de mim!

Vegeta achou aquilo muito engraçado.

– Eu tenho certeza que ele vai gostar ainda mais depois de ver o que eu fiz com você!

Depois de marcar todo o corpo de Lyn com apertões, mordidas, e tapas, saiu de dentro da garota sem cerimônias e arrastou seu corpo pra fora da cama, jogando-a no chão sem qualquer cuidado. Ainda mantinha o seu pênis em uma das mãos enquanto ficava de pé na frente da princesa, masturbando-se freneticamente enquanto olhava para ela de cima.

– Fica de joelhos. – ordenou. – Você ainda quer o comando do parlamento?

Ajoelhada no chão, ela o olhou sem compreender direito de onde vinha aquela mudança de rumo na conversa que começara naquele quarto, mas acenou com o queixo em aprovação. Ele a segurou pelos cabelos com a mão livre e ejaculou em seu rosto sem mirar com precisão, vendo os cabelos, face e ombros da princesa ficarem sujos com seu sêmen. Não tinha sido um orgasmo tão intenso, Vegeta fez ser o mais rápido possível, mas fazia tempo que não se satisfazia tanto ao humilhar alguém.

Quando terminou, não soltou seus cabelos e a puxou em direção do chão observando a cara enojada da garota que voltava a chorar de novo. Se apoiou em um dos joelhos ao agachar, aproximando-se do rosto de Lyn e colocando-a bem perto de onde havia respingado várias gotas de porra no chão.

– Lambe tudo e o parlamento é seu.

De olhos fechados e com as lágrimas rolando-lhe o rosto, ela abriu a boca com asco e limpou o chão de seu próprio quarto com a língua. Ele largou seus cabelos e deixou ela ali no chão enquanto recolocava a armadura. Lyn estava aos prantos finalmente, do jeito como ele gostaria de tê-la deixado desde o começo: destruída.

Ao pegar o scouter que havia deixado em cima de uma escrivaninha, Vegeta notou a presença de um par de ornamentos estranhos ao lado da caixa de jóias da garota. De uma cor alaranjada e adornada por estrelas, parecia uma pedra lapidada fora de Vegetasei. Imaginou que pudesse ser algum presente de seu amante, mas pouco importava ao príncipe naquele momento. Tinha coisas muito mais importantes na cabeça do que um pobre gigolô de sua frígida esposa. Antes de sair pela porta, olhou a figura nua e derrotada de Lyn no chão mais uma vez, sorrindo triunfante com tamanha visão.

– Eu realmente fico feliz em saber que exista alguém nesse castelo que seja capaz de gostar de você, Lyn.

E fechou a porta sem fazer barulho.

______________________________________________________________________

 

Nappa não conseguia entender as loucuras comportamentais da terráquea. Por mais que tentasse. Assim que chegaram no laboratório, a primeira coisa que fez foi juntar um monte de sucata e instalar aquela pecinha minúscula em uma de suas invenções mirabolantes. Ela falava sobre bússolas, rastreadores, scouters, tudo numa rapidez difícil de acompanhar, às vezes parecendo que estava um tanto embriagada, pois o que falava não tinha muito sentido.

Por fim, quando Nappa deu as costas por um momento, voltou para ver a garota desmaiada, dormindo por sobre a mesa de trabalho. Estava agarrada com as duas mãos na pequena invenção, fazendo o sayajin se sentir na obrigação de levá-la até seu quarto. Tentou acordar a garota com alguns empurrões, mas convenceu-se de que estava mesmo bêbada. Sabe-se lá o que tinha acontecido no jantar na casa do General.

Teve todo o cuidado de pegar no corpo da terráquea sem cometer algum dano, tentando imaginar como o príncipe Vegeta conseguia ter a coragem de fazer qualquer maldade com uma criatura tão frágil como aquela. Ela já não possuía marcas evidentes, mas lembrava de ter visto seu corpo cheio de hematomas na primeira vez que viu a cientista de perto. Deitou a pequena terráquea em sua cama, procurando uma resposta mental para o porquê de terráqueos possuírem uma fragilidade tão contagiante.

Durante um bom tempo ficou ali sentado na poltrona ao lado da cama de Bulma, cansado demais para voltar lá pra baixo. Ou seria preocupado demais? Não era a primeira vez que ouvia a menina ter pesadelos vívidos, parecia ter muitas noites agitadas durante seu sono e tinha a impressão que um dia desses teria um piripaque e morreria de vez. Acabou adormecendo na poltrona sem nem perceber, acordando apenas quando uma sequência insuportável de apitos começou a soar de dentro do quarto.

Ela levantou num susto, ficando ainda mais surpresa em ver Nappa sentado ao seu lado. Bulma nem lembrava de ter chegado ao seu dormitório, no entanto, foram tantas emoções assimiladas durante o jantar que aquilo descarregou a bateria do seu cérebro por completo. Estava imersa em sonhos nebulosos quando acordou aos apitos de um despertador, mas soava como um dos scouter dos sayajins. Pegou o rastreador que tinha construído em mãos, ainda inebriada pelo sono, percebendo que sua invenção tinha funcionado e as instalações do rastreador de esferas tinham sido concluídas.

– Mas que porcaria! Não dá pra desligar isso? – perguntou Nappa antes de bocejar.

Ela apertou nos botões até conseguir diminuir o som, mas intrigada com o mapa que mostrava no visor do pequeno aparelho. Sua localização estava no mesmo lugar, logo em cima, da esfera que possuía, o que era ótimo, pois mostrava que o gps tinha o ímã perfeito para identificar o minério de Piccolo. A única parte surpreendente, e um tanto preocupante, era perceber que havia mais duas esferas apitando no visor, estas não muito longe de onde ela estava.

– Que cara é essa terráquea, sua invenção deu errado?

– Não. – ela respondeu passando a mão nos cabelos revoltos. – Deu muito certo. Certo o bastante pra saber que tem mais alguém nesse castelo querendo a mesma coisa que eu.  



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...