História Escravo - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Bulma, Mitologia, Romance, Vegeta
Exibições 165
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo XIII


.Desconfortável com o rumo de seus pensamentos, ele olhou para a multidão de pessoas que não pareciam se importar com o calor opressivo da estranha cidade.
              Escutou um casal discutindo a alguns metros. A esposa estava brava por causa de algo que o homem esquecera. Um garotinho de três anos ou quato anos andava entre eles, conforme se aproximavam da calçada.
              Vegeta sorriu para eles. Não se lembrava da última vez em que vira uma família junta, lidando com tarefas do cotidiano. A cena tocou uma parte dele que mal recordava ter.... Seu coração. E imaginou se eles sabiam a dádiva que tinham um no outro.
              Enquanto os pais continuavam discutindo, a criança parou com a atenção focada em algo do outro lado da rua.
              Vegeta prendeu o fôlego, quando seu instinto lhe disse que o garotinho estava prestes a fazer.
               Bulma fechou o porta-malas do carro.
               Com o canto do olho, viu um borrão azul dirigir-se para a rua. Levou um segundo inteiro para perceber que era Vegeta correndo. Franziu o cenho, confusa com a atitude, até avistar o garotinho que saía da calçada rumo ao tráfego.
                -- Oh, meu Deus -- ela murmurou, ao ouvir os guinchos de freios.
                -- Steven! -- uma mulher gritou.
                Com um movimento digno de Hollywood, Vegeta pulou o pequeno muro do estacionamento e agarrou a criança, tirando-a da rua. Segurando o menino junto ao peito, ele saltou sobre o para-lama do carro que freava e, com um ágil movimento lateral, afastou-se do veículo.
                Eles pousaram em segurança na outra pista, um instante antes de um segundo carro desviar do primeiro e avançar na direção deles.
                Horrorizada, Bulma observou Vegeta chocar-se contra um velho Chevrolet. Ele deslizou sobre o capô, bateu no para-brisa e foi arremessado  na rua, onde rolou por alguns metros até, por fim, parar.
                Ficou deitado de lado, imóvel.
                O caos eclodiu conforme as pessoas gritavam e se aglomeravam ao redor do acidente. 
                Apavorada, Bulma tremia por inteiro ao abrir caminho em meio à multidão, tentando chegar até Vegeta.
                -- Por favor, esteja bem, por favor, esteja bem -- ela sussurrava repetidamente, rezando para que ambos tivessem sobrevivido ao choque.
                Incapaz de crer no que via, ela se deteve, com o coração martelando.
                Eles estavam vivos?
                -- Nunca vi nada assim na minha vida -- disse um homem ao seu lado.
                O sentimento dele ecoava por todo o lugar.
                Devagar e com medo, Bulma aproximou-se de Vegeta conforme e ele começava a se mexer.
                -- Você está bem?
                Ela o ouviu perguntar para a criança.
                O menino respondeu com um choro agudo.
                Alheio ao som alto, Vegeta ergueu-se com cuidado, sem soltar o garoto.
                Aliviada por vê-los vivos, Bulma não conseguia acreditar em seus olhos. Como ele era capaz de se mover?
                Como conseguira manter a criança nos braços durante tudo aquilo?
                Ele cambaleou, mas logo recuperou o equilíbrio, ainda sustentando o menino.
                Bulma pôs a mão nas costas dele para ampará-lo.
                -- Você não deveria se levantar -- disse ela ao ver o sangue no braço esquerdo dele.
                Vegeta não pareceu escutá-la. Os olhos dele estavam mais escuros e estranhos.
                -- Shii, pequenino -- ele murmurou, segurando o garoto  em um dos braços enquanto envolvia-lhe a face com o outro.
                Movendo apenas a parte de cima do corpo, ele embalou a criança de uma forma tranquilizante e segura, como apenas um pai faria. Com o olhar assombrado, Vegeta apoiou a face no topo da cabeça do menino.
                -- Shii, eu peguei você -- ele murmurou -- Está seguro agora.
                Aquelas ações a surpreenderam. Era evidente que aquele era um homem que já confortara crianças antes.
                Mas quando um soldado grego poderia ter estado com crianças?
                A não ser que ele tivesse sido pai.
                A mente de Bulma girava ante essa possibilidade, enquanto Vegeta entregava com cuidado o garoto soluçante para a mãe histérica, que chorava mais alto do que o menino.
                Deus, seria possível que Vegeta fosse pai? Nesse caso, onde estavam os filhos?
                O que acontecera com eles?
                -- Steven -- a mãe chorava ao apertar o menino contra o peito -- quantas vezes eu lhe disse para ficar ao meu lado?
                -- Você está bem? -- o pai e o motorista perguntaram a Vegeta.
                Fazendo uma careta, Vegeta passou a mão pelo bíceps esquerdo, como se estivesse examinando o braço.
                -- Estou bem -- ele respondeu, mas Bulma reparou no modo como ele evitava apoiar-se na perna direita, atingida pelo carro.
                -- Você precisa de um médico -- disse enquanto Chichi se unia a eles.
                -- Estou bem. De verdade -- Vegeta deu um sorriso indiferente, e então baixou a voz para que apenas Bulma escutasse -- Mas, preciso dizer, bigas machucam muito menos do que carros quando batem em você.
                Bulma ficou consternada com o humor inoportuno.
                -- Como você pode brincar agora? Achei que estivesse morto.
                Ele deu de ombos.
                Enquanto o homem continuava agradecendo-o profusamente por ter salvado seu filho, Bulma olhou para o sangue no braço de Vegeta, acima do cotovelo. Sangue que evaporava da pele como algum estranho efeito de filme de ficção científica.
                De repente, ele voltou a apoiar todo o peso na perna machucada, e a dor que enrugava sua testa desapareceu.
                Ela trocou um olhar arregalado com Chichi, que também acompanhara a cena. Que diabos era aquilo?
                Vegeta era humano ou não?
                -- Não posso agradecer o suficiente -- disse o pai, de novo -- Achei que ele estivesse morto.
                -- Estou feliz por tê-lo visto -- Vegeta sussurrou, estendendo a mão na direção da cabeça do garoto.
                O dedos estavam prestes a roçar os cachos castanho- claros, quando ele se deteve. Bulma observou as emoções conflitantes no rosto de Vegeta, antes que ele recuperasse o estoicismo e abaixasse a mão.
                 Sem uma palavra, ele se dirigia ao meio-fio.
                 -- Vegeta? --ela o chamou, correndo para alcança- lo -- Você está bem mesmo?
                 -- Não se preocupe comigo, Bulma. Nada em mim quebra e eu raramente sangro -- a amargura era evidente na voz -- É uma dádiva da maldição. As Parcas proíbem que eu morra e escape do meu castigo.
                 Ela se encolheu ao ver a angústia nos olhos negros.
                 Porém, o fato de ele ter sobrevivido não era a única pergunta que desejava fazer. Queria indagar-lhe a respeito da criança, do modo como ele olhara para o menino, como se revivesse algum horrível pesadelo. Contudo, as palavras ficaram presas em sua garganta.
                 -- Gente, ele merece uma recompensa! -- Chichi exclamou ao alcançá-lo -- Vamos subir até a loja de pralinê.
                 -- Chichi, eu não acho....
                 -- O que é pralinê? -- Vegeta indagou.
                 -- É um manjar dos deuses -- falou Chichi -- Você, com certeza, vai apreciar.
                 Contra quaisquer argumentos de Bulma, Chichi conduziu-os para dentro, até a escada rolante. Ela subiu no primeiro degrau e virou-se para trás, a fim de fitar Vegeta, que estava entre as duas.
                  -- Como você fez aquilo quando soltou sobre o carro? Foi impressionante!
                  Vegeta deu de ombros.
                  -- Ah, homem, não seja modesto. Você parecia o Keanu Reeves em Matrix. Bulma, você viu o movimento que ele fez?
                  -- Eu vi -- ela respondeu suavemente, notando como os elogios de Chichi estavam deixando Vegeta desconfortável.
                  Reparou também na forma como as mulheres ao redor deles o encaravam.
                  Vegeta estava certo. Aquilo não era normal. Porém, com que frequência alguém como ele surgia em carne e osso? Um homem que emanava atração sexual?
                  O homem era puro feromônio ambulante.
                  E, agora, um herói.
                  Mas, acima de tudo, era um grande mistério para Bulma. Havia muito a respeito dele que ela estava louca para saber. E, de uma forma ou de outra, durante o próximo mês, ela iria descobrir.
 


Notas Finais


Então é isso.... Beijos e até!!!!!!


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