História Escravo.... - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 148
Palavras 1.808
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Peguei vocês, enganei vocês. A história vai acabar quando eu bem quiser. Relaxa.


AVISO: conteúdo chorável, cuidado.

Boa leitura.

Capítulo 25 - Conheça-me


p- então- começa Daniel enquanto caminhava pelos corredores- sobre aquela propostas...Almir, meu chefe, me convocou para uma festa de confraternização.- virou-se par o jovem enquanto andava de costas- e é claro que quero que você vá comigo.

John sorri com a sobrancelha arqueada.

- sério...?

- mas claro que sim- virou-se novamente á frente- eu não vou suportar ficar naquele lugar, sem você ainda mais.

- ok...claro.

- ótimo- Daniel sorri tramando algo- porque eu tenho uma surpresa para você, bebe.

- ansioso!

                                                                 *

John já não podia ficar dentro da casa, não que não quisesse, era confortável, mas de fato deveria sair ao menos para o quintal, a última vez que saiu foi de noite, na área da piscina onde havia uma linda com águas cristalinas, sua extensão pegava quase todo aquele local, não era uma área isolada, acima havia os quartos e na mesma área a porta dos fundos que dava para a cozinha.

Resolveu que iria lá de novo, dar apenas uma volta, e quem sabe um banho naquelas águas. Ao sair o sol lhe tapou o rosto, ao longe avistou alguém;

- Katia?

- ah, oi mocinho.- ela o chama- vem cá.

John se senta ao lado da moça, que tinha seu corpo escultural envolto em um biquíni e pegar um sol ali.

- o que me conta?- indagou.

- estou de folga!

- olha só, patrícia.

- olha, você não começa, hein!- brincou ela

- então...Daniel mudou...hoje ele me disse umas coisas. Coisas muito lindas. E disse que e ama demais.

- caraça, John. Que ótimo.- ela sorri tirando o óculos de sol- e ai, como vocês estão?

- aah, Kat.... estamos bem. Vamos a uma festa, não sei se contou a você.

- sim, ‘’um pé no saco de festa’’ ele afirmou sim.

- é bem a cara dele.- ambos riem. John medita- tá gelada?

- ta nada, da um mergulho.

E ele mergulhou naquela água fresca e agradável, sentindo seus nervos rejuvenescerem e a sensação dela cobrindo seu rosto aos poucos . Depois de um belo mergulho, ou dois, agarrou-se à borda da piscina a ficar debruçado conversando com Katia, assuntos leves, coisas tão bobas que faziam ambos rirem

Da porta de vidro, Daniel observava a cena de seu bebezinho conversando cheio de mimos com a mulher enquanto fitava a mão da mesma que segurava alisando-a e sorria; aquilo queimou em Daniel sua expressão era enciumada e de sua forma raivosa, como quem tinha pego no flagra . Livrou-se daquilo, inapropriado acreditar que estava sendo trocado pela melhor amiga de seu namorado, ainda mais, por uma mulher.

‘’loucura sua, Daniel, seu idiota’’

Disse a si mesmo; pôs-se a caminha, deu uma ultima olhadela pra trás, viu Katia segurando o rosto de John deslizando o outro indicador por sua face, provavelmente em uma espinha, era demais pra ele, segurou a respiração mais uma vez se condenando pelo ciúme tão bobo que sentia.

                                                                     *

- você e Katia- disse Daniel enquanto tirava as próprias roupas.

- ciúmes?

Já era noite, hora de dormir, Daniel arrastou John para seu quarto por gostar mais dali, e claro que queria a presença do jovem em sua cama confortável.

- está com ciúmes?- levantou a sobrancelha.

- não.- disse sério.

- você não me engana.

- divido dinheiro, John, mas você? Nem fodendo.

John ri lhe jogando um beijo. O moreno pondera, decifra e organiza para lhe perguntar.

- Dani.....

- sim?

- eu me lembro bem...em uma noite...ou dia, não me lembro, você havia me dito algo....relacionado a um traficante.

Daniel o Fita de braços cruzados.

- qual a sua história?

O loiro caminha, senta-se á beira da cama a olhar o rapaz deitado ali, fica segundos em silencio até finalmente falar.

- conheceu meu corpo, agora quer conhecer minha alma.

- bom...se não quiser dizer, tudo bem.

Daniel sorriu; mas foi aquele sorriso lindo, aberto e sincero, brilhante, mostrava a ternura que havia por dentro, o gelo se derretendo diante daquele rapaz.

- vamos lá. – suspirou buscando as palavras- Eu nunca conheci meus pais, eu cresci na casa de um homem até uma certa idade, ele era chefe do trafico de drogas daquela zona da cidade; eu não sabia e não sei absolutamente nada sobre meus pais, a única coisa que sei é o que ele me contava. Que era um historia lá peculiar, dizia que uma mulher jovem porem muito acabada me trouxe nos braços com alguns dias de vida, lhe trazendo a proposta de venda, então ele me comprou. Após ser vendido para aquele homem ele passou a me criar como um filho, nem nome eu tinha. Meu nome, segundo ele, era para contrariar a religião cristã, porque Gabriel é o anjo mais respeitado de Deus, então ele acreditava que Daniel era o rebelde menos respeitado e expulso do paraíso, então me deu esse nome, Albuquerque era o sobre nome do pai bilógico dele, então colocou como meu sobrenome.- parou para refletir, em seus olhos era possível ver angustia e sofrimento – aquele homem era a podridão do mundo humano, o lado mais insano da humanidade, eu o odiava como nunca vou odiar mais ninguém. O intuito dele comigo era me criar para traficar e comandar quando ele morresse, apesar dos amigos dele quererem me prostituir, por ser uma criança. Sabe, eu já vi muita coisa com uma idade menor que a sua, o sofrimento, gritos desesperados de mulheres naquele local a noite era medonho pra mim, e aquele maldito me zombava dizendo que precisava virar homem, já que era filho dele. Dai minha a mulher adolescente dele, que nunca me considerou como filho ou como alguém. Quando cresci um pouco, pouco mais de dez anos, ela me forçava a ter relações com ela, e eu era uma criança, nunca aceitei. Dai ela enchia o saco do maridinho dela falando algo ao meu respeito, eu não sei o que era mas sei que era grave porque ele me espancava quase a noite toda. Eu apanhava se não vendesse as drogas, apanhava quando ele estava chapado, apanhava quando não fazia o o que eles queriam, enfim eu era espancado por qualquer coisa, aquele cara era completamente louco e eu sabia disso. Ele me contava, que minha mãe era uma viciada que me deu pra ele em troca de pagar a divida em drogas que ela tinha, eu não duvido, e que meu pai tinha morrido com tiros de policia.

Encurtando a história eu fugi dali, sai por ai e tal, fui para o outro lado da cidade, porque se ele me pegasse já sabe. Foi um inferno tão grade para fazer meus documentos, você não tem ideia. Eu fiquei de casa em casa até arrumar um emprego, ingressei na escola indo direto ao supletivo. Eu era muito esforçado, eu sou branco então não consegui cota, tive que ralar e prestar varias tentativas para entrar na faculdade e cursar meu sonho, administração de empresas. Encurtando ainda mais, eu consegui, passei por duas empresas no meu estágio até fixar nesta que estou hoje, eu já trabalhei em vários lugares. Comecei a ganhar dinheiro demais com o cargo alto que consegui em anos, comprei essa casa aluguei a Katia e a Ivete, e até na passado fazia curso técnico de empreendedorismo de marketing.

 

Pasmo era o mínimo que John estava, eu e você também estamos assim depois dessa¹, tudo que ele passara era comovente, e como mudou isso era inacreditável, um coração tão pesado e metálico já sofrera da pior forma.

-e...eu sinto muito.

- já passou.- diz enquanto beijava a mão do rapaz- mas e você, John. Eu não sei nada sobre você. Nem seu nome completo.

- minha vez?

- faça as honras.

- vamos lá então. Nome? John Rodrigues. Minha história não chega aos pés da sua, mas vamos ao fato de eu já estar a um mês aqui e ninguém me procurar. Meu pai me odeia, é serio, e a mulher dele também. Pois quando eu nasci, um ano ou menos depois, meu pai descobriu que minha mãe tinha um caso antigo com o irmão adotivo dela, ele ficou furioso e entrou em depressão; por conta da tração, meu pai afirmou que eu era filho daquele homem e não dele, adultera, minha mãe simplesmente fugiu e eu só vi ela, ah e o amante morreu dai ela arranjou outro homem que não vai com a minha cara, então, só a vi quando tinha doze e outra vez com quatorze anos, depois não vi mais e nem quero. Papai, passou a me maltratar desde os primórdios de minha existência, arranjou uma namorada mimada e bem jovem para morar com a gente. Enfim, eu tive que me virar com muita coisa, quase nunca vou bem na escola, meu pai só me xinga e maus tratos em geral, a mulher dele não para em casa e me odeia de verdade. O namoradinho da minha mãe alegou uma vez que tinha muito ciúme de mim e medo de perder minha mãe...pra mim. E minha mãe, TROUXA COMO ELA SÓ, virou e disse ‘’Leonardo tem ciúmes, então não vou mais poder vir ver o garoto’’ ai eu nunca mais a vi desde de então. Enfim...minha rotina é, acordar, ser xingado, aturar meu pai bêbado, aturar a desorganização da casa devido aquela mulher, ser chamado de inútil, merda, bastardo, seu futuro, vagabundo e outras coisas por não ir bem na escola ou algo do tipo. Uma vez algo interessante aconteceu, uma vez não, varias vezes, onde meu pai me disse que se eu sumisse nem ia dar falta, ou perder tempo me procurando, que nem sequer iria se queixar e iria colocar em suas redes sociais ‘’luto: perdi meu ‘’filho’’ querido, oh Deus, como dói’’, a namoradinha dele ria tanto quando ele dizia isso. Enfim....estou aqui, e de fato tudo aconteceu, eu sumi faz um mês e nada de meu pai dar falta, sua filosofia e profecia deram certo no final.

 

O jovenzinho sorria, Daniel por outro lado estava com uma mistura de angustia, raiva extrema e preocupação. John o olha preocupado.

- o que foi...?

- ah meu anjinho.....- o loiro lhe da um beijo na testa-  eu vou cuidar de você, eu prometo, esqueça tudo isso, você nasceu de novo, aqui comigo.

John o olha tão carinhoso quanto.

- eu digo o mesmo...digo-lhe que se nunca foi amado como merecia....eu prometo te amar até o resto de minha vida...até o fim de minha juventude, o fim de minha saúde, de minha paciência...nunca o fim do meu amor por você.

- eu nunca fui tão feliz.....

Daniel o abraça forte lhe dando um beijo apaixonado.

- Dani...agora? e o banho....?

- tomamos depois, garotinho.....agora você vai tomar outra coisa.

O loiro o abraça bem mais forte envolvendo aquele corpo frágil, fazendo o moreno o abraçar e soltar risadas fofas.

 

 


Notas Finais


#Sadness


Muito lindo, na moral, eu gostei
muito.

1: quebra da quarta parede.


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