História Escritos - Capítulo 3


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Tags Revelaçoes
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - "Querido Orgulho"


Fanfic / Fanfiction Escritos - Capítulo 3 - "Querido Orgulho"

"Querido Orgulho".© 


 Querido orgulho, desejo aqui destacar que o senhor não me levou à nada. Se eu pudesse concertar os erros, aqueles mesmos erros que me infernizam até hoje, os quais na minha mente estão gravados como repetições torturantes, como um disco velho e detestável que se repete a cada momento. 


Como já não bastasse minha consciência, minha filha faz questão de me lembrar minha falha, que o senhor mesmo causou. 


Se eu pudesse voltar, fazer diferente, apenas me arrependo amargamente por aquelas escolhas, e o único jeito de me livrar dos pensamentos, foi me abrindo com minha filha, Joeline, mas foi pior, pois ela me julgou mais que tudo nesse mundo.


 Só espero me lamentar mais um pouco, e relatar toda história nesse pequeno diário, pelo menos ele não se manifesta, fica guardado, e posso sossegar ao menos por algum tempo. 


 Muito Tempo Antes...


 Era uma pequena cidade no Mississipi, onde todos se conheciam e eram bastante unidos. Porém um grande problema assolava as "pessoas de cor", o preconceito, a idéia de que os negros eram inferiores predominava, eles eram tratados como mercadorias pertencentes a cada patrão, passados de geração à geração. 


 A discriminação era horrenda, ainda não havia se formado essa coisa toda de direitos raciais, e as pessoas eram sim racistas, porém mascaravam na mídia, e era assim que a minúscula cidade era considerada perfeita, com todos esses podres internos. 


 Não generalizando todas as casas de família , pois haviam as que tratavam super bem os empregados, e o preconceito era deixado de lado. Porém alguns eram ao extremo e outros influenciados por neuróticos preconceituosos tornavam as vidas dos negros mais difíceis.


 Estou falando do banheiro singular, separado, talvez por repulsa e nojo, da grande humilhação diária, dos péssimos tratamentos, e algumas vezes a negligência indo até o ponto de morte. 


A injustiça era grande. Então, em uma dessas casas de família, como era comum trabalhava uma mulher de cor, geralmente as crianças da família eram praticamente criadas pelas empregadas, gerando assim um grande apego, maior até que pelos próprios pais.


 A pequena menina ruiva, idolatrava Constatine, a empregada, considerava como mãe e era muito ligada a mesma. Joeline muita das vezes deixava a própria mãe para ficar junto de Constatine. As vezes Elizabeth, sua mãe, sentia um pouco de incômodo, talvez ciúme, porém ela gostava também da empregada e a tratava como se fosse da família. 


Era raro mas em algumas famílias, isso era possível. Até certo dia, quando Joeline já estava crescida, partiu para faculdade, e como todos envelhecem, Constanine ficou lenta e velha.


 E foi em um dia desses que aconteceu o que a Senhora Elizabeth sempre lamenta, por se deixar levar pelo preconceito de outras pessoas, se influenciando pela sociedade ao seu redor. 


 Era Sábado, no mês de Abril, na casa da Senhora Elizabeth não se comentava outra coisa a não ser a vinda do comitê Nacional de patroas da alta sociedade, ela estava simplesmente eufórica, tinha preparado tudo nos mínimos detalhes desde à roupa que iria vestir até os pratos refinados que iria servir. 


 Então, rapidamente chegou o dia, o dia que Elizabeth esperou por meses, tudo tinha que ser perfeito. Chegou o grande momento, ela recebeu todas as senhoras muito bem, e todas após longos minutos de conversa sobre seus interesses, sentaram a mesa de jantar. 


 Constantine estava lenta e atrapalhada, vez ou outra a presidente chamava atenção da mesma, corrigindo e direcionando olhares tortos a Elizabeth, a qual ficava constrangida.  


Até que sem aviso prévio, Charlotte, filha de Constatine chegou de viajem naquele exato momento, acostumada com o ótimo tratamento entrou pela porta da frente. 

Chegando ao ponto  que por pura pressão das senhoras à mesa, Elizabeth com receio humilhou as duas, mãe e filha, e as colocou para fora de casa.

 A pobre senhora empregada estava tão relutante que dava dó, ela só mencionava Joeline. Ela iria sentir falta da menina.

 Então após um tempo, Senhora Elizabeth, arrependida foi procurar Constantine em sua casa, porém ela já tinha partido para Chicago. Porém não ficou por isso, mandou seu filho mais velho ir em busca dela mesmo na cidade, infelizmente ela já tinha falecido. 

 Para a amargura da mesma, não havia mais jeito. Joeline a culpava por ter machucado a mulher que realmente, sem ao menos tempo de se despedir ou pedir perdão.  


Senhora Elizabeth sofre com isso até hoje.           



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