História Escuridão Escarlate - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Conspiracy, Cyberpunk, Dark, Noir, Sci-fi
Visualizações 1
Palavras 1.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Sci-Fi, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem, aqui está uma segunda temporada. Eu estava procrastinando tanto pra escrever isso, e eu estou participando do NaNoWriMo com essa segunda temp, virei a louca dos desafios. Sinceramente, eu espero demais que vocês gostem, eu pensei em desistir, de verdade. Mas eu lembrei que eu realmente gosto disso aqui hahah 💙 e realmente, espero que vocês gostem também. Bem vindos de volta a Kahandria, Ghosts... Boa leitura 💙

Capítulo 1 - Uma Explosão de Acontecimentos


Gwen fora para fora de casa uns instantes, logo quando Airleen partira no carro. Quem ele pensava que era afinal? Aparecia depois de 2 meses e nem um “oi” lhe dera, pra dizer se estava bem ou não, se estava tudo correndo bem na casa nova, se tinha dificuldade com a as contas, não, porcaria nenhuma. Só o que lhe dera foi um abraço, um mínimo abraço. Apesar de que foi o melhor abraço que recebera em 2 meses… Mas não foi o suficiente. Gwen estava enraivecida, mas o cheiro dele ainda estava impregnado em sua blusa. E logo pra piorar, aquela mulher apareceu. Era uma… argh, nem sabia descrever. E ainda pertencia aquela empresa. Todo mundo que tinha os olhos abertos sabia que a Endorphin's não era lá link que se abrisse sem um poderoso antivírus. Assustou-se quando o balanço se mexeu ao seu lado e um braço passou por seu pescoço com uma manta.

– Está frio aqui fora, Gwen, pode ficar resfriada.

– Eu estou bem, Lou. E a mamãe?

– Já se acalmou, e está tomando chocolate quente especial agora.

– Quer dizer que fez um Big Lou pra ela e não pra mim? Estou mesmo sem valor nesta casa. – disse rindo.

– Você não estava chorando porque o filho provavelmente cresceu e não é mais um passarinho, não é? – ele tirara uma menta adesiva do bolso e colocou na parte superior da língua. Louis amava aquilo. Na opinião de Gwen, parecia como comer plástico doce.

– Como consegue comer isso? É meio nojento, sabe?

– Não é nojento, é ter estilo.

Gwen olhou pra ele com uma cara de “que merda você está falando?” e então ele desatou a rir. Aquela risada que parecia com ondas a quebrar em pedras. E então sorriu também.

– Toma, vai. Prova. Você vai adorar.

Gwen suspirou, e então aceitou. Colocou na língua e sentiu dissolver. Era até… Engraçado.

– Ahhhh, viu? Você gostou.

– 'Tá, digamos que seja engraçada a sensação.

Uma gota caiu numa camélia dentro do laguinho artificial que havia na frente da casa deles. E logo centenas a seguiram.

– Venha, Gwen, tá na hora de você tomar um Big Lou também.

Gwen olhou as camélias rapidamente, e um relâmpago brilhou nos céus. Logo depois, a trovoada veio. Assustou-se outra vez. Detestava trovões. Louis a conduziu para dentro. Uma tempestade se aproximava.

                             °°°


Já fazia três dias, nenhuma mensagem, nenhuma ligação, nada. Airleen sumira. A mãe deles passou a se esgueirar para perto da lareira sempre que podia, e ficava horas olhando o fogo. Louis checava a placa digital da casa de cinco em cinco minutos, vendo se havia algo de Airleen. Mas não. E quanto a Gwen, algo em seu íntimo parecia ganhar espaço, como uma grande raiz negra que ia crescendo cada vez mais. Medo é o que chamava. Estava com medo pelo irmão. Resolveu sentar-se ao lado da mãe, na tentativa vã de se acalmar e acalmá-la junto. Mas foi infrutífero. Só estavam ficando mais nervosas. Quando repentinamente, uma grande explosão foi ouvida. E a luz acabou. As duas gritaram ao mesmo tempo.

– Mas que merda. – Louis estava irritadíssimo pelo sumiço do irmão. Seus passos pesados foram ouvidos, ele estava caminhando até a janela.

– Deus… Gwen, mãe. Venham aqui.

Ambas se levantaram, e foram até a janela. Estava tudo neblinado, mas ainda assim dava pra ver. O que antes era um prédio magnífico, agora virara uma imensa poeira. O prédio esotérico da Endorphin's havia desabado. E seu irmão, seu precioso irmão, estava lá.

A Sra Ynaelle desabou no chão, desmaiada. Louis não conseguia se mexer. Gwen abaixou-se para ajudar a mãe.

– Louis, rápido, pega uma toalha molhada, agora!

Ele quase não ouviu, e logo depois correu e foi até a cozinha, voltou com uma espécie de pano umedecido e entregou a Gwen, que começou a esfregar no rosto da mãe. Deu umas leves batidinhas no rosto dela chamando-a levemente.

– Gwen, cuide dela. Eu tenho que ir até lá, avisar alguém, não sei…

– Lou, não seja estúpido. Sério. Todo mundo ouviu essa explosão, está sem luz. O prédio da Endorphin's é o maior da cidade. Não tem como ninguém não ter visto.

– Eu preciso ir até lá, está bem? Eu estou indo, aliás.

– Não, você não vai. Vai ficar aqui e me ajudar a cuidar dela.

– Não posso ficar aqui enquanto o Airleen está lá, naquele prédio e pode estar debaixo dos escombros agora!!!!!

– Meus filhos, parem.

A Sra Ynaelle tentou se levantar, e levou as mãos a nuca. Sua mão voltou empapada de sangue.

– Mãe… – Louis se abaixou, espantado.

Gwen começara a tremer.

– Louis, o que vamos fazer? – disse sem som a ele. Não queria assustar a mãe.

Ele olhou pra ela em absoluto terror, mas tentando se manter calmo.

– Mamãe, pode me ouvir? Vamos levá-la ao médico, tá? Ele vai cuidar da senhora, parece que você se machucou um pouquinho. Eu vou amarrar um lenço pra que não suje sua roupa, está bem?

Ele subiu rápido as escadas e foi até o closet, e pegou a primeira echarpe que viu. Desceu e Gwen estava dando um copo d'água a ela, enquanto a camisa branca já estava quase metade rubra.

Airleen parou na placa digital pra ligar pra ambulância, mas esqueceu que a luz havia acabado. E praguejou mentalmente.

Foi até sua mãe, enrolou a echarpe nela de modo que impedisse o sangue de ir pra blusa. E então subiu novamente e pegou o aparelhinho de pulso, digitou os três números. Depois de uns bons dez minutos descrevendo onde moravam e como a Sra Ynaelle se encontrava, o hospital com qual eles tinham convênio foi acionado. E mais trinta minutos depois, eles paravam na porta de sua casa, um barulho de pássaros soou dentro da casa. Louis abriu e deu de cara com dois homens com roupas brancas, um deles carregava uma maleta.

– Hospital Clearwater. Um acidente de classe D foi registrado aqui por meio de pulse. Lamentamos a demora.

Louis assentiu positivamente e eles logo adentraram a casa. Gwen se afastou um pouco da mãe os deixando examinarem, a Sra Ynaelle estava aérea. Com uma lanterna clínica, o homem examinou as pupilas, e depois olhou o que a echarpe que Louis colocou nela escondia.

– Consegue levantar, senhora?

Ela olhou-o, e logo olhou Gwen, e depois sorriu, desmaiando outra vez.  

Antes de Gwen se aproximar, os homens apararam-na. Um deles puxou um cilindro do bolso, apertou um botão e colocou no chão. O objeto borbulhou em uma luminescência azul e transformou-se em uma maca. Eles colocaram a Sra Ynaelle em cima e então viraram-se pra eles.

– Quem irá com ela?

– Como é? – Louis e Gwen disseram juntos.

– Só um pode ir e acompanhá-la na ambulância.

Eles se entreolharam e então Louis se pronunciou.

– Vá você. Eu me arranjo e chego lá.

– Não, você deve ir…

– Eu sou mais velho e sei me cuidar melhor, papai nunca me perdoaria se te deixasse a mercê das ruas sozinha. Vá logo.

Ele olhou os paramédicos, que já iam carregando a Sra Ynaelle pra dentro da pequena ambulância. E então pegou dois casacos de plástico impermeável no porta-casacos e deu um a ela.

– Vamos, entre. Eles precisam ir.

Ela o abraçou forte, e então entrou cobrindo a boca  com as mãos, abafando o choro. Assim que ela entrou e partiu na ambulância, Louis se virou e vestiu o casaco. Logo sentiu como se uma manta que acabara de sair da secadora tivesse abraçado seu corpo. E então começou a caminhar.

Olhou pra trás e viu a ambulância sumindo ao longe. Seria uma grande caminhada.

Chegou na linha do metrô e comprou um bilhete digital, logo o barulho de engrenagens era ouvida e as portas se abriram. Uma bicicleta motorizada vermelho-vinho saiu. “Perfeita.”, pensou com ironia.

Pegou-a e então subiu, apertando o botão no guidão, ela vibrou minimamente e começou a andar, numa velocidade constante. Apesar da situação ser tensa, ele tentava se manter calmo, foi só um baque, ela conseguiria ficar bem. Iam tratar dela com cuidado, tinha certeza.

O visual da cidade estava escuro, escuro e soturno. Eram só umas 16h mas parecia mais com 18h. O céu estava cinza chumbo com nuvens negras carregadas de chuva.

“Droga, logo vai chover, era só o que faltava.”

Girou o botão, e a bicicleta acelerou.

Os prédios com suas fachadas janelas espelhadas e luz negra tomavam conta de tudo, mas Louis não via, sua vista estava um enorme borrão. Não sabia quanto tempo ficou em cima daquela bicicleta, cruzando a cidade. Assim que passou na frente da sede da Endorphin's, e viu os escombros, não pode deixar de parar. Sua vista embaçou mais ainda, e então seu rosto queimou, lágrimas doloridas desciam por seu rosto à medida que ele largou a bicicleta e se aproximou da fita que delimitava até onde era seguro ficar. Viu alguns bombeiros retirando pessoas para ambulâncias onde os paramédicos já estavam preparando tanques de oxigênio e todos os aparatos de primeiros-socorros. Louis foi até um dos médicos, uma mulher de roupa verde, alta e esguia, olhava uma prancheta e anotava furiosamente. Lhe pareceu a pessoa adequada a se dirigir.

– Com licença, por favor, meu irmão deveria estar aí, ele nos avisou quando veio, uma moça em um carro o trouxe pra cá, ele tem cerca de 1,85, tem cabelos cor de areia, olhos castanhos-...

– Senhor, senhor, se acalme, muitas pessoas estavam nesse prédio. Ainda tem muitas soterradas, com certeza se ele não estiver em nenhuma das ambulâncias, vamos achá-lo, tenha fé em nós.

Ela pousou a mão em meu ombro e ajeitou os óculos com a prancheta na mão, e então sorriu.

– Está vendo aquela tenda ali? Temos um monte de pessoas que foram resgatadas lá, recebendo os cuidados necessários. Vá até lá.

Louis então foi, meio andando, meio correndo, e entrou na tenda improvisada.

Havia muita, muita gente mesmo lá. Esquadrinhou todo o local, mas em nenhum canto viu o rosto de Airleen, seu rosto queimou mais. E então ele saiu de lá. Logo quando saiu, deu de encontro com um homem, ele tinha a pele cor de oliva e era quase duas cabeças mais alto que ele. Quando ele falou, Louis achou que fosse um trovão.

– Louis Knob Paddox, não é?

E a dúvida de responder? Como ficava?


Notas Finais


Então é isso, Ghosts! Até a próxima, beijão! 💙


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