História Especial - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Personagens Personagens Originais, Reita
Exibições 11
Palavras 1.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - 8


Podiam ser apenas latas de condimentos mas era bom e em quantidade suficiente para ambos se alimentarem. Naya ainda pensara em dar a sua parte ao Elády mas como não sabia o que a aguardava futuramente e já tão próximo da cidade ponto, ela optou por também se alimentar.

- Melhor? – perguntou-lhe

- Sim. – ele respondeu após engolir a ultima colherada da sua lata de condimento – Obrigado. – murmurou e baixou o olhar. Era normal e simples para ele usar o seu poder sobre os quatro elementos, mas se estivesse horas sem comer como havia estado até á uma hora atrás, qualquer coisa o deixaria carenciado de energias. Naya olhava o punho cravado com uma safira da espada de lamina azul, parecia tentar descobrir quando esta viesse para si, como era destinado. – Não consegues deixar de adorar a espada, não é?

- É minha. – ela respondeu rapidamente e ouviu Reita a rir. – Admite que não, ela não se adapta a ti. – depois algo ocorreu na sua mente – E a espada vermelha? – disse

-Que tem? – ele quis saber

- Ela também pertence aquele que será a minha companhia, a minha dupla para terminar com esta guerra. – falou – A espada vermelha pertence a quem está destinado a lutar comigo, como se fossemos um apenas. – relembrava as palavras de Ollum – Provavelmente ela também procura o seu…dono. – murmurou em ultimo.

- Não procura nada. – Reita respondeu prontamente

- Procura sim. Quando a espada azul decidir que tem que voltar a quem pertence, ela falo-a. – anunciou – O mesmo acontece com a espada vermelha, a do Dragão do Norte. – encarou o Elády.

- A espada do Dragão do Norte pertence-me. – ela revirou os olhos

- Assim como a minha espada. – gozou – Claro, Reita, claro. – ele encarou-a

- Pertence-me. – insistiu

- Veremos. – fungou depois e foi ajeitar-se no seu saco de cama. – Um dia os gémeos alcançaram a quem pertencem e nada podes fazer para evitar isso.

- Um dia… - ele riu-se – relembro-te que está bastante próxima da cidade ponto. – recordava momentos antes quando comia a primeira dose e Naya estudava o pequeno mapa que carregava consigo e falava, basicamente, sozinha.

- Ela virá para mim. – Naya falou confiante antes de voltar costas a Reita e afogar-se entre o saco de cama. Iria ter mais uma noite difícil para adormecer, a culpa era da presença intensa de Reita perto de si. Como poderia aquele homem lindo a atormentar tanto?

- Não me fazes companhia? – ele perguntou repentinamente e Naya soltou um pigarrear profundo

- Desculpa? – inquiriu enquanto olhava por cima do seu ombro

- Passas horas a remexer-te aí. – ele falou – Deitas-te cedo mas não dormes. Podias ficar a conversar comigo… - indicou o sítio onde ela havia estado sentada – aqui.

- Não sou boa de conversa. – ela respondeu

- Porque disparatas logo, Naya. – ele relembrou – Tens que acalmar, relaxar.

- Caso não te recordes, vive-se uma época complicada e a qualquer momento ando a lutar com um ser qualquer. – suspirou – É uma reação que tenho, não a evito nem a provoco, reajo.

- Sendo a única da tua raça, deverias ser mais amigável com os restantes. Criar laços de amizade e salvaguardar o teu futuro, Naya. – ela girou no saco de cama e encarou-o – Julgas-te que eu era assim tão tonto em questão de lendas? – sorriu travesso – Sei que és especial, a tua lenda pouco se ouve pois não passava de uma profecia que remota o tempo de poder dos humanos. – olhou a chamas da fogueira – És imortal, não sentes dor, és hábil com qualquer arma existente no mundo, uma excelente lutadora, é uma reação básica para ti, não precisas de treinos pois tudo sabes e não necessitas de aulas teóricas de manejo de armas pois é de ti saber manobra-las com facilidade. – olhou de novo a mulher – Aguentas á volta de 7dias sem te alimentares como um vampiro, és resistente como um elády, sentes a turbulência dos sentimentos e reações humanas como um neutro, dominas a única magia que um sem forma não consegue. Não tens marca ou aspeto que te distinga como uma raça existente.

- Tenho uma marca sim. – ela rematou – única essa marca, pois os genes terminaram com marcas comuns e sinais como os humanos anteriormente tiveram.

- Uma folha de oliveira com cerca de 10cm. – Reita falou – Eu sei disso. – sorriu de novo – Só não sei onde se encontra. – ela corou automaticamente mas devido ao brilho das chamas, o loiro não notou.

- Se sabias o que sou, porque fingiste não saber? – perguntou então

- Quando nos encontramos de facto não sabia, Naya. – suspirou – Juntando o que me desses-te, recordei a lenda que ouvia a Sem Forma da minha Vila falar quando eu era pequeno. – mexeu no seu cabelo, desalinhando-o o que lhe dava uma imagem demasiado sedutora na opinião de Naya. – És como a minha raça, não tens modo de morrer. – reparou como ela se moveu desconfortavelmente no saco de cama – Não… - murmurou – existe modo de te matar? – ela nada falou – A sério? Existe mesmo. – arregalou os olhos – Como?

- Pretendes tentar matar-me? – ela perguntou com sarcasmo

- Não sejas parva, Naya. Só quero saber para impedi-lo se isso tiver hipótese de acontecer. A minha missão, lembras-te. – olhou para o lado e praguejou mentalmente

- Duvido que me matem. – ela falou então

- Se tens como…nunca duvides, ok. – olhou de novo para a mulher

- Só uma pessoa me pode matar. – ela disse – Mais ninguém. Mais nada. – informou

- Só…uma pessoa… - piscou os olhos – quem? O detentor da espada vermelha? – arriscou. Por momentos Naya pensou que se usasse isso, nunca Reita ou outro que não seus pais e Ollum saberiam, mas depois relembrou que existiam muitos Sem Forma que conhecia a sua historia profética, portanto…não adiantaria ela mentir.

- Não. Só posso morrer ás mãos… - olhava bem nos olhos negros de Reita – daquele que está destinado a ser…o meu amor. – corou ao falar aquilo – Não sei se essa pessoa já nasceu ou ainda não, mas só essa pessoa poderá acabar com a minha raça única. – confessou.

- É sério? – ele quis confirmar melhor e Naya voltou a afirmar com um gesto de cabeça – Incrível. Quer dizer…anormal, diferente mas não deixa de ser incrível.

- Torna-te esperto, Reita. Eu confio em ti. – admitiu – Espero que não me decepciones. – falou. Desejava com todas as forças do seu ser não ficar decepcionada por aquele Elády, ele mexia com os seus sentimentos, era diferente de todos os outros, portanto…Naya queria Reita…junto de si.

- Não te preocupes, Naya. – ele respondeu – Fora a minha promessa feita de missão, eu próprio gosto e agradeço a tua amizade. – sorriu. Um sorriso desarmante, e antes que a jovem perde-se as suas forças de resistência aquele homem, voltou de novo costas para Reita. – Dorme bem. – ele disse com tranquilidade na sua voz firme.



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