História Espelho - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Jikook, Kpop, Romance, Século Xix, Taegi, Vga
Exibições 111
Palavras 1.841
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 3 - Como isso foi acontecer?


Ok! Tudo isso é loucura. Será que o mundo todo enlouqueceu? Ou fui eu que enloqueci? Era uma possibilidade.

  Tudo estava uma confusão. Primeiro fui examinado por um médico estranho, depois tive que me deita numa cama dura, e agora eu estou aqui olhando pro teto e tentando entender o que estava acontecendo.

  O que mais me deixou atordoado foi o simples fato de que falaram que eu estou em mil oitocentos e trinta. Ou seja estou no século XIX.

  Como isso é possível? Não pode ser real. Não é real.

  Passei minha mão pelo meu rosto e me levantei indo até minha bolsa. Peguei meu celular - esperando que esteja carregado e com sinal.

  Nada de sinal.

  Pelo menos estava carregado. Além disso com certeza tinha um carregado em minha bolsa.

  Vasculhei a bolsa inteira. Tinha meu notebook, o espelho, meu carregador, meu fone de ouvido, minha carteira, alguns papéis, duas canetas, dois pacotes de salgadinho, camisinha e por último a caixa que continha o colar da minha mãe - isso é a única coisa que eu não posso perder.

  Coloquei tudo dentro da bolsa - até o celular - e me sentei na cama dura feito pedra. Olhei para aquele quarto.

  Ele tinha uma cómoda preta com detalhes lindos, a janela era enorme - não entendo para quer ser tão grande assim mas tudo bem - a cama como já disse era mais dura do que pedra e tinha uma banheira no quarto. Uma banheira?

   Casa de louco. Quem coloca uma banheira dentro do quarto?

  Toc toc

  Alguém bate na porta me tirando de meus pensamentos. Me levanto e vou abri-la. Dando de cara com Taehyung.

  Kim Taehyung . Agora eu sabia o nome do estranho que tinha me trazido pra cá.

  - Como esta se sentindo, senhor? - Perguntou todo educado.

  - Estou bem. - foi o que o medico disse. Mas eu duvido muito.

  - Fico feliz em ouvi isso. - Ele fala. Parecía sincero. Já eu fiquei ali o olhando com a boca aberta. Como um estranho pode se preocupar tanto comigo?

  Seu rosto fica novamente vermelho e ele desvia o olha do meu. Ele se remexe um pouco e respira fundo.

  Estranho!

  - Gostaria de come algo? - Perguntou e eu neguei com a cabeça. Não estava com fome no momento.

  - Não, obrigado. - Falei - Eu tô legal.

  - Legal? - Perguntou confuso - O senhor tem um jeito muito peculiar de ser expressar.

  Não tenho não.

  - Digo o mesmo. Você fala tipo meu avô. - disse.

  - Tipo? É algo bom?

  Assim não dá né.

  - É a mesma coisa de fala que você fala como meu avô - Falei revirando os olhos.

  Ele fica surpreso mas logo volta a postura anterior.

  - Fiquei perturbado com a forma com que lhe encontrei. - Então somos dois - O senhor foi vítima de algum saqueador?

  - Saqueador?

  Eu preciso sai daqui rápido. Ou ficarei mais doido do que as pessoas desse hospício.

  Taehyung apenas inclinou a cabeça pro lado.

  - Olha, eu já cansei disso tudo. Eu apenas quero minha casa de volta. Minhas coisas de volta. E já aviso que se isso for algum tipo de brincadeira de mal gosto você vai ser arrepende. Porque eu não sou obrigado a isso. - Falei já nervoso.

  Ele corou novamente.

  Vai se fude!

  - Eu não entendi exatamente suas palavras, mas eu não estou brincando. Quando eu o vi caído no chão e praticamente... - ele desvia o olhar ficando cada vez vermelho - Nu, eu supus que...

  - Nu? Quem estava nu nessa porra? - Agora ele já tinha passado dos limites. - Cara você é louco? Eu estou devidamente vestido. E você que está com essa roupa ridícula. - Ridícula é pouco!

   Fiquei ofendido. Quem esse moleque pensa que é pra fala que eu estava nu?

  Ele deu um passo para trás. Parecía envergonhado ou talvez assustado.

  - Desculpe, é que suas pernas estão descobertas...

  - Então só porque eu estou com as pernas de fora significa que eu estou nu? Da um tempo.

  A bermuda nem era tão curta assim. Ficava um pouco assim do joelho. Como esse louco poderia dizer que eu estava nu?

  Mas se ele fosse um homem do século XIX - o que eu acho meio difícil mas se ele realmente fosse - talvez ficasse constrangido ao ver pernas de fora.

  Não! Ele não podia e não é um rapaz de 1830. Simplesmente não era possível.

  - Olha aquí rapaz. - falei pegando a gola de sua jaqueta - Me fala o que está acontecendo agora.

  Ele se assustou com a minha atitude repentina e eu olhei para todos os lados a procura de alguma coisa, qualquer coisa, que me diga que isso é uma brincadeira.

  - Vejo que o senhor está um pouco incoerente... - soltei sua jaqueta. Minha vontade era de dá um murro nesse louco.

  Me segurei e respirei fundo. Estava cansado de mais para fazer qualquer coisa então apenas me sentei na cama.

  - Isso não está acontecendo. - Falei passando a mão pelo meu rosto.

  - Vou pedi para que Senhorita Madalena lhe prepare um cha. - Falou fazendo uma reverência.

  - Não! - Gritei o fazendo parar - Eu não quero nada - Falei já sem paciência.

  Peguei minhas coisas rápidamente. Eu precisava sai desse lugar o mais rápido possível.

  - Eu vou embora. - Digo.

  Paro. Pra onde eu vou? Não sei nada sobre aqui. Ou melhor não conheço nada ou ninguém aqui.

  - Por acaso aquí tem alguma pensão ou apartamento? - perguntei para Taehyung que arqueia uma sobrancelha.

  Será que as pensões aceitam um cheque pré-datado para duzentos anos depois?

  - Pensões? Jovens solteiros não se hospedam em pensões, Senhor. - Falou - E seria de muito bom grado hospeda-lo em minha casa.

  Ele por acaso é idiota? Quem convida um estranho para mora em sua casa? Só um louco mesmo.

  Olhei para ele desconfiado. Estranho não ajudam estranho. Não no século vinte e um.

  - Eu não posso e não quero fica aqui. Eu nem ao menos te conheço. E ainda penso que é um maluco. Talvez até um estuprador.

  Calma... mas pra onde eu iria?

  - Eu não te conheço, realmente, mas gostaria de ajuda-lo. Pelo o que eu percebi o senhor não tem ninguém para quem ocorrer.- Falou e sorriu.

  Não Yoongi! Não caia na armadilha.

  - Desculpa mesmo... mas eu não posso. - Falei - De onde eu vim estranho não ajudam estranho sem recebe algo em troca. - suspirei.

  - Lugar estranho esse que o senhor veio. No entanto eu ficarei feliz em ajuda-lo. Sem receber nada em troca. - O olhei ainda desconfiado.

  - Não - digo e ele me olha confuso - Porque quer me ajuda?

  Ele sorriu mais um vez. Affs estranho.

  - Eu tenho uma irmã mais nova Senhor Yoongi. Não gostaria de ve-la numa situação parecida com a sua. E ficaria muito grato se alguém a ajudasse num momento de dificuldade.

  Assenti. Não queria fica, mas eu não tinha para onde ir então apenas respondi.

  - Então eu fico. Mas até eu acha um jeito de volta. - Falei meio hesitante.

  Novamente ele sorri. As únicas coisas que ele sabe fazer é cora e sorrir?

  - Que bom - Falou.

  Ele me olha e desvia o olha envergonhado. Ah claro, minhas roupas.

  - Pedirei que Senhorita Rita lhe traga uma roupa minha. Eu sou maior que o Senhor mas, ainda sim sera melhor que ficar vestido dessa forma. - seu rosto ruborizou.

  - Pare de dizer que eu estou pelado. De onde eu venho as pessoas se vestem assim. - Falei irritado.

  Taehyung arregala os olhos quando eu disse pelado e depois corou.

  Jesus Cristo tem poder!

  - Entendo - Taehyung diz - Mas compreenda que aquí não estamos habituados a esse tipo de trajes. - Percebi - Então, seria mais apropriado que o senhor pudesse se vesti de forma mais tradicional.

  Argh!

  - Tudo bem. - Falei. Não será nada fácil vesti essas roupas de velho.

  - Excelente. Hyuna esta ansiosa para conhece-lo. E eu poderei mostra-lhe a casa já que se hospedará aquí.

  Ele parecia tão sincero que até me surpreendeu.

  - Valeu Taehyung. Por... uh... se preocupa, eu acho - Falei sem jeito.

  - Valeu?

  - É o mesmo que obrigado. - Falei como se fosse o óbvio.

  Ele sorriu e fez uma reverência - como antes - e disse:

  - Com licença, senhor.

  Educado de mais.

  Peguei minha bolsa a abrindo e tirando a caixinha de dentro. Olhei o colar por um tempo, era a única coisa que me acalmava.

  Algo brilhou dentro da bolsa. Era o espelho. Será que foi ele mesmo que me trouxe pra cá?

  O peguei. Estava tudo branco e não dava para ver nada. Então por isso me assustei ao ver o rosto do meu vizinho aparece no espelho.

  Meu vizinho? Que merda é essa?

  - Oi Yoongi - Falou começando começando a sorri.

  - Mas o que?

  - Vejo que esta confuso. - Limpou a garganta.

  - Eu estou meio que perdido. - Falei ainda não acreditando que estava falando com um espelho. - As pessoas pensam que estamos no século dezenove.

  Que louco!

  - Perdido? Creio que esteja no lugar certo meu jovem - Falou simples e eu o olhei - Você precisa encontra algo. Algo que você necessita mas não sabe.

  De repente minha cabeça começou a doe.

  - Então foi você que me mandou pra cá? E como assim preciso encontra algo? - Gritei - Eu não preciso de nada. Eu tenho tudo que preciso na minha casa. Então me mande de volta para ir.

  - Desculpe, mas não será possível. - Falou calmo. - Até que você cumpra sua missão.

  - Missão? Que missão é essa seu louco?

  - Eu já disse. Precisa encontra algo que necessita mas não sabe.

  - Olha, me manda de volta pra ir e depois nós conversamos ok? - Digo mais calmo.

  - Não! - Disse direto - Por enquanto você está no caminho certo. Agora preciso ir. E não se preocupe. Você não está sozinho. Manterei contado sempre que puder.

  Assim que terminou de fala desligou. Homem maluco. Eu sabia que tinha algo de estranho com ele desde que o vi.

  Fiquei ali parado olhando pro espelho. Como isso foi acontecer?



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