História Espelho - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Jikook, Kpop, Romance, Século Xix, Taegi, Vga
Exibições 134
Palavras 3.003
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Pequena Briga.



  Coragem, Yoongi. Você ja enfrentou coisas piores! Eu disse a mim mesmo, parado em
frente à casinha, me lembrando do banheiro químico que usei no último show e, em vão, tentei me convencer de que a casinha não era tão ruim assim. Na verdade não tem nenhuma diferença. Os dois são horríveis.

  Eu não podia espera mais. Estava no meu limite.

  Juntei coragem e fechei a porta, amaldiçoando aquele vizinho macumbeiro por não me mandar para algum lugar que pelo menos tivesse banheiros decentes. Porque ele tinha que ser um bruxo, já que podia fazer um garoto ir para o século passado. Dois séculos passados, na verdade.

  Quando eu conseguisse voltar pra casa, precisaria de muita vodka pra me esquecer daquilo, pensei. E, sem dúvida alguma, jamais comeria alface outra vez na vida! Só de pensa me da nojo.

  Ainda era cedo, talvez umas sete da manhã, mas a casa toda já estava de pé - não sei porque. Fui para a cozinha procurar por Taehyung novamente ele tinha que comer, não tinha?

  Encontrei Madalena com a barriga colada ao fogão de lenha, terminando de passar o café num coador de pano que se parecia muito com uma meia suja e encardida.

  - Bom dia, Senhor. Gostaria de se juntar ao Senhor Kim e à senhorita Hyuna? Estou indo levar o café. - ela mexia com uma colher o líquido preto dentro da meia.

  - Bom dia, Madalena. Eu estava mesmo procurando por ele, mas posso ajudá-la, se quiser. Quer que eu leve alguma coisa? - ofereci, querendo ser prestativo. O que normalmente eu não sou. Talvez eu esteja ficando louco igual a todos daquele lugar.

  Ela pareceu ofendida com minha oferta. Oshente.

  - De forma alguma, senhor. Isso não é trabalho para uma convidado do Senhor Kim. Meu Deus! O senhor nem deveria estar aqui na cozinha!

  Realmente ofendida!

  - Tá bem. Entendi. Ninguém mexe na cozinha da Madalena. - brinquei, tentando acalmá-la.

  Ela corou e ficou meio abobalhada.

  - Não, senhor. Não é isso. Mas os trabalhos da cozinha são tarefas dos criados. E o senhor não é um criado. - ela piscava rapidamente, seu rosto escarlate.

  - Ah! Tudo bem, Madalena. Eu só estava brincando. Não se preocupe. Eu não sei nem fritar um ovo! - eu sobrevivia graças aos congelados e meu micro-ondas. - Eu vou até a sala então.

  Fui até uma grande bacia e lavei minhas mãos. Passei a mão úmida na mesma roupa que tinha usado no dia anterior pra alisar uns amassados, depois deslizei os dedos pelos cabelos e fui pra sala. Não que eu quisesse impressionar alguém, mas sabia que SooHyun estaria pronta para me analisar. E ela não perderia a oportunidade de me irritar.

  - Bom dia. - saudei assim que entrei na sala.

  - Bom dia, senhor Yoongi - disse Taehyung, se levantando e fazendo uma reverência. - Como esta hoje?

  - Bem, obrigado. - olhei em volta e não encontrei as duas garotas. - Onde está sua irmã? Pensei que todos estivessem acordados.

  - Ela e a senhorita SooHyun acabaram de sair. O Senhor e a Senhora Park vieram busca-las para a missa. - ele sorriu. - Hoje é domingo.

  Ah! - até no meu tempo domingo era dia de ir a Igreja. Isso não mudou com o passar dos anos.

  - E você, não vai a igreja? - perguntei, imaginando se ele era pagão ou coisa assim. Se bem que não conhecia muitos homens que fossem a igreja sem serem arrastados por suas mulheres, namoradas, mães, casos ou coisa do tipo.

  - É claro que vou, mas como o senhor ainda estava dormindo, pensei que seria melhor ficar em casa hoje, para o caso de precisar de alguma coisa. - ele me fitou e um sorriso meio ironico apareceu em seus lábios. - Creio que ajudar os necessitados será mais bem visto perante os olhos de Deus do que ficar sentado em um banco por quase toda a manhã.

  - Oh! Valeu. - eu disse, enquanto arrastava a cadeira para me sentar. No entanto, antes que eu pudesse faze-lo, Taehyung saiu rapidamente de seu assento para empurrar a minha cadeira. Não precisava, mas tudo bem. - Obrigado. - falei por educação.

  Nunca ninguém tinha empurrado minha cadeira antes para mim. Até porque eu sou um homem. É muito estranho.

  Madalena entrou na sala com uma grande bandeja nas mãos, a colocou sobre a mesa e saiu sem dizer nada. A bandeja estava abarrotada: café, ovos cozidos, um bolo e algumas frutas. Pareceu ótimo pra mim.

  - Mas foi bom você ter ficado. - eu disse, começando a me servir. - Preciso mesma da sua ajuda. Outra vez.

  Taehyung me observou

  - E que eu preciso encontra algo. - peguei um pedaço do bolo. Estava muito bom!

  Suas sobrancelhas arquearam.

  - Algo? - repetiu confuso.

  - Sim, algo. É um pouco confuso. Mas enfim... - falei - Eu tambem queria sabe se tem alguma cidade por aqui...

  Ele sacudiu a cabeça em afirmação antes que eu terminasse.

  - Ha uma vila há alguns quilômetros daqui. - Falou ainda confuso - Eu não sei se entendi. Mas  o senhor perdeu algo?

  - Yoongi - corrigi. - Não exatamente. Eu não sei. - Falei. Eu não sabia como explica. Nem eu mesmo sabia o que dizer a ele. - Veja só, Taehyung, eu vim pra cá sozinho. Mas encontrei uma... Olha, um homem me mandou aqui. - tentei de novo. - Sem meu consentimento e essa pessoa disse algumas coisas... Pensei muito sobre o que ele me disse... e cheguei a uma conclusão.

  Ele me olhava de forma estranha. Pasmo ou incrédulo, sei lá.

  - Alguém o sequestrou? Precisamos alertar os guardas...

  - Não, não. - polícia envolvida nisso seria péssimo! - Não tipo sequestrar de verdade. É mais tipo um... exílio. Não precisa chamar a polícia. Eu nem sei o nome da pessoa que fez isso!

  Ele se recostou na cadeira. Seus olhos ainda nos meus. O pobre coitado tentava entender, eu podia ver isso, mas claramente não compreendia o que havia acontecido comigo.

  - Acho penso que talvez eu não esteja sozinho aqui. Mas eu não sei. - comecei. Não queria que ele pensasse que eu fosse doido e, se ele continuasse a pensar muito no assunto, com certeza chegaria a essa óbvia conclusão. - Acho que mais alguém também foi vítima daquele... homem. Então, se essa pessoa estiver aqui também, talvez juntos possamos descobrir um modo de voltar pra casa, entendeu?

  Pela cara dele, não tinha entendido. Não o culpei. Se eu, que sabia da história toda, não entendia completamente, imagina ele, dois séculos atrasado, poderia compreender apenas uma pequena parte da história?

  Suspirei.

  - Entendo. - ele disse mesmo assim. Mais por hábito, imaginei. - E o senhor acredita que essa pessoa esteja aqui perto?

  - Só pode estar!

  Ele encarou seu café por um tempo e não disse nada. Parecia meditar sobre o que eu havia dito. Em seguida, seus olhos escuros e profundos voltaram ao meu rosto.

  - Preciso fazer uma pergunta, senhor Yoongi - sua voz séria e profunda. - Espero que não se ofenda.

  - Pergunte.

  Ele disse de uma só vez.

  - O senhor está com problemas ilícitos, não está?

  Meu rosto desmoronou. Não esperava por aquela pergunta. Não imaginei que ele pudesse chegar a essa conclusão. Fiquei olhando pra ele com a boca aberta feito um idiota.

  - Eu não estou te julgando, senhor. Mas preciso saber em que tipo de problema estou me envolvendo. Como sabe, sou o tutor de Hyuna. Não posso permitir que ela se aproxime de... certos problemas.

  Eu pisquei. Não sabia se havia entendido direito o que ele disse.

  - Você acha que eu sou um sete um ou coisa assim? - inquiri. A incredulidade tingindo minha voz. Como ele podia pensar uma coisa dessas?

  Bom, claro que poderia pensar uma coisa dessas, ele mal me conhecia. Mas ele me hospedou, me ajudou e até chamou um médico para cuidar de mim. Como podia abrigar alguém que suspeitava ser um pilantra? Não consigo acredita nisso.

  - Não sei o que um sete significa, mas...

  - É a mesma coisa que safado, sem vergonha, picareta ou espertalhão farrista, como disse SooHyun! - expliquei, sentindo o sangue correr mais rápido nas veias. Quem ele pensa que é?

  - Não foi isso o que eu quis dizer. O senhor se envolveu com... - ele se remexeu desconfortavelmente na cadeira. - Algum problema de natureza... bíblica?

  - Natureza bíblica? Do que você está falando? Eu... - então me lembrei, Natureza bíblica, no sentido bíblico! Como Adão e Eva. Oh! - Você está falando sobre sexo?

  Ele se virou na cadeira enquanto fazia SHHHH pra mim, procurando ver se alguém tinha ouvido nossa conversa.

  Mas que coisa.

  - Senhor Yo...

  - Por que diabos transar com alguém faria... eu me perder aqui? - minhas sobrancelhas arqueadas. Esperei que ele se explicasse.

  - Isso não são modos de falar, meu jovem! - ralhou como se fosse meu avô - E não sei o que transar significa mas...

  - É a mesma coisa que sexo, fazer amor, dormir com alguém, trep...

  - Pare com isso. Já entendi o que quer dizer.

  Eu o encarei obstinadamente.

  - Então, me explique por que acha que fazer isso me colocaria em problemas. Porque eu realmente não consigo entender! - não imaginava como o sexo pudesse me colocar naquela roubada. A não ser que eu tivesse sido dopado com alguma boa-noite-cinderela e ainda estava pirado sob o efeito da droga e estivesse imaginando tudo aquilo.

  - Humm...

  Ele pareceu relutante em começar. Não perdi meu foco, o encarei com olhos desafiadores. E, depois de um tempo, ele finalmente falou.

  - Você disse que um homem o mandou aqui sem seu consentimento, eu o encontrei praticamente sem roupas e você me disse que não sabe como voltar. Deduzir que... talvez o tal homem fosse marido de alguém.

  - Você achou que eu estava de caso com uma mulher casada? - berrei.
Não tinha a intenção de gritar. Não tinha mesmo. Mas fiquei tão chocado que ele tivesse pensado numa coisa como aquela que não pude me controlar. Estava chocado e furioso. O que ele pensa que eu sou?

  Eu jamais poderia me envolver com alguém casada. Jamais estragaria a vida de outra garoto. Eu conhecia a sensação de ser traído. Conhecia bem demais. Não por uma mulher, claro, mas podia imaginar que doeria muito.

  - Que tipo de garoto você pensa que eu sou? Um vagabundo que se mete no relacionamento de outras pessoas? Pois fique sabendo que eu não sou. Eu sou um garoto decente. Sempre fui. Eu nunca fui pra cama com alguém que estivesse comprometido. NUNCA! Todos as pessoas que passaram por minha vida eram tão livres quanto eu! - minha voz começou a subir um pouco. Minha raiva aumentando. Eu estava em meu limeite - Como se atreve a pensar uma coisa dessas? Pensei que você fosse diferente das pessoas que eu conheço, com esse seu jeito gentil e de aparência inocente. Mas vejo que me enganei! Me enganei feio.

  Levantei-me tão depressa que a cadeira acabou caindo no chão, fazendo muito barulho. A careca do mordomo apareceu na porta, provavelmente pra ver se eu não tinha, de repente, atacado o Senhor Kim com o bule de ferro! Não que essa idéia não passou pela minha cabeça, pelo ao contrário, eu queria joga a mesa toda em cima dele.

  Ignorei quando Taehyung começou a dizer alguma coisa. Dei-lhe as costas e marchei decidido até meu quarto.

  Ele me seguiu.

  - Senhor Yoongi, perdoe-me. Não tive a intenção de insulta-lo - ele corria com as palavras enquanto apertava o passo para me alcançar. - Eu fui um imbecil.

  - Foi não, você é um imbecil! - retruquei, enquanto acelerava o passo.

  Esse idiota.

  - Sim, senhor Yoongi. Sou mesmo! Mas, por favor, aceite minhas desculpas. Não tive intenção de lhe deixar irritado.

  - Ah! Mas eu não estou irritado. Estou furioso. - gritei.

  Entrei no quarto e peguei minha mochila. Ele me seguiu, ficou ali parado, me encarando com cara de assustado. Juntei minhas coisas rapidamente - não havia muita coisa pra juntar.

  - Quer olhar minha mochila? De repente, estou roubando alguma coisa. - eu disse secamente, esticando a mochila.

  - Senhor Yoongi, por favor! - cuspiu revoltado.

  - Por favor o quê, Taehyung?

  - Por favor, acalme-se. Acalme-se e me escute. Aceite minhas desculpas, por favor! - sua voz angustiada.

  Primeiro, me insultava, e depois, queria que eu o escutasse. Igualzinho a qualquer pessoa. Como eu pude deixa me engana por esse maluco do século dezenove?

- Agradeço tudo o que fez por mim, mas não posso mais ficar aqui. Tem certeza que não quer olhar minha mochila? Ultima chance! - estiquei um pouco mais meu braço, mas ele não se moveu.

  Taehyung não disse nada. Parecia não saber o que dizer. Estava tão furioso que joguei a mochila nos ombros e, como ele não fez movimento algum para sair da minha frente, abri caminho a cotoveladas. Entretanto, suas mãos alcançaram meu cotovelo antes que eu chegasse a porta.

  - Ouça-me, por favor! - pediu numa voz baixa e magoada. Balancei um pouco. Aquela sensação estranha de que já o conhecia inundou meu corpo mais uma vez quando ele me tocou.

  - Me solte! - exigi tentando me solta de sua mão.

  Porém, Tae não me soltou. Suas mãos estavam muito quentes senti a pele de meu braço queimar. Pinicava de uma forma diferente, sem dor.

  Que merda!

  - Perdoe-me, senhor Yoongi. Foi muito rude de minha parte pensar algo tão... Perdoe-me. Eu sinto muito por tê-lo ofendido. Estava apenas tentando encontrar sentido em sua história. Não tinha a intenção de ofendê-lo. Sinto muitíssimo. - Seus olhos estavam nos meus. Tão escuros quanto um buraco negro, uma estranha força me pulava para eles. Não pude desviar os olhos. Um calor repentino se espalhou por meu rosto.

  Meu Deus! Eu estava corando! Que ridículo!

  - Eu... hã... - meus pensamentos ficaram ligeiramente incoerentes. - Tudo bem. Desculpas aceitas. Acho que exagerei um pouquinho.

  Fiquei muito confuso, realmente chocado com minha reação. Por que me incomodou tanto que ele pensasse coisas ruins a meu respeito?

  - Não. Eu fui extremamente indelicado. Não sei por que pensei um absurdo desses! - seus olhos, ainda intensos, prendendo os meus. - Perdoe-me, senhor Yoongi.

  - Nem sei se posso culpa-lo por pensar isso a meu respeito. Você não tem como entender a história. Eu mesmo estou tendo dificuldades! Me... Desculpe também. - eu disse constrangido, sem saber o porquê.

  Que porra esta acontecendo comigo?

  - Não tenho como entender, realmente. Mas não posso acusa-lo da maneira tão cruel. Fui muito rude. Perdoe-me. - suas mãos ainda seguravam meu braço e o calor provocado por seu toque começava a se espalhar por meu corpo todo.

  O que era aquilo?

  - Tudo bem. - murmurei.

  Eu tinha que ficar ali. Pra onde iria? Eu não conhecida nada, nem ninguém. E até que Taehyung foi rápido pra tentar associar o que eu havia dito com algo que fizesse sentindo. Associou totalmente errado, mas ele pensou depressa. Talvez isso fosse de alguma ajuda, afinal. Quem sabe ele não conseguiria ver o que eu estava deixando passar? E, sendo totalmente honesto, eu gostava um pouco dele. Tae era um cara bacana. Mesmo sendo um cara do século dezenove que pensava que eu estava tendo um caso com uma mulher casada.

  Por Deus! Eu sou gay.

  - Obrigado! - ele me soltou. Fiquei um pouco sem equilíbrio. Tentei me endireitar. - Agora, por favor, deixe suas coisas aqui e vamos voltar para a sala. Creio que ainda esteja com fome...? - ele sorriu timidamente, testando se tudo estava realmente bem.

  - Eu não estou com fome. - tinha uma sensação estranha na boca do estômago. Não entendi o que era. Deviam ser os nervos!

  Ele deliberou por um segundo.

  - Então, talvez deseje conhecer a propriedade? Há um riacho muito bonito aqui perto e uma pequena floresta que cerca a lateral de uma das divisas. É um passeio muito agradivel. - ele parecia entusiasmado.

   Até tive vontade de ver como seriam as coisas por ali, mas eu tinha assuntos mais urgentes para resolver.

  - Será que a gente podia fazer isso outra hora?

  - Certamente! Deseja fazer outra coisa, senhor? - ele franziu o cenho.

   - Yoongi, apenas Yoongi, Taehyung. - ele não ia aprender nunca? - E, sim, eu gostaria de fazer outra coisa.

  - Se eu puder ajudar ficarei feliz em lhe ser útil. - o rosto sincero.

  - Na verdade, pode sim. Gostaria que me levasse até a vila pra procurar a tal pessoa.

   Se é que ela estava ali. Se é que existia realmente mais alguém. O que eu acho impossível.

  - Como quiser. - concordou. - Pedirei aos criados para prepararem a carruagem.

  Não gostava da forma como ele se referia aos empregados. Criados! Era muito ofensivo! Se o Jimin se referisse a mim daquela maneira, eu seria capaz de faze-lo engolir o próprio pé! Apesar que ele não seria capaz de tal ato. Sabía cómo eu era. Aí dele se um dia me chamasse assim.

  Joguei minha mochila na poltrona e fui esperar por ele na entrada da casa, mas parei antes de chegar ao corredor.

  Eu farei contato, a voz dele ecoou em minha cabeça. Voltei até a poltrona e peguei o espelho quebrado. Eu achava meio impossível, mas como funcionou da primeira vez, talvez ele funcionasse agora.

  Eu não podia andar com um espelho na mão pra todo lado. Não queria ter que explicar do porque esta com um espelho quebrado, mesmo porque ninguém acreditaria. Na falta de um bolso - ou de um lugar melhor - enfiei o dentro da calça. De uns pulinhos para me certificar que estava firme. Ele não se moveu. Arrumei a calça para escondê-lo bem e saí para me encontrar com Taehyung.



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