História Espelhos - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Angst, Assassinato, Baekhyun, Darkfic, Drama, Exo, Kai, Kaisoo, Kris, Kyungsoo, Lemon, Luhan, Ot12, Psicopatia, Seme Kyungsoo, Sookai, Sunderin, Taoris, Yaoi, Yifan
Exibições 334
Palavras 2.446
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu considero escrever uma arte que envolve aspectos emocionais, tanto de quem escreve como de que está lendo.]

Quando eu iniciei tudo isso, eu estava baseada em algo,e uma pessoa, e eu transmiti minhas ideias de formamais exageradas, claro, mas mantendo a ecessência. Espelhos é pra mim mais do que uma fanfic a mais na minha lista, ela é o primeiro trabalho de qual tenho verdadeiro orgulho. Não porque eu me ache a melhor agora, mas porque nesses últimos quase dois anos de dedicação a escrever, eu dei meu melhor tanto por mim, tanto por vocês.

Eu quero que cada um que está ali nos favoritos, que passou um tempo escrevendo um comentário ou ouvindo o que eu tenho a dizer, saiba que essa história foi feita não só pra mim, mas inteiramente pra vocês. Então dedico cada uma das palavras de agora e que estão por vir a vocês e agradeço sinceramente por esse tempo todo estarem me apoiando, vocês são fora de série.

Quer dedicar esse capítulo a Liz e a Amanda, duas pessoas que foram muito importantes no processo por completo. O cap foi betado pela Amanda, então agradeçam a ela por não ter que ler meus erros gramaticais horrendos.

Espero que possam apreciar esse final e gostar de como isso acabou.

E, obviamente, vou agradecer de novo ao Lulu, que me ajudou e foi um amorzão, merece inclusive 8464838 beijos meus e um pedido de casamento <3

Mas me digam uma coisa: Será que acabou mesmo?

Capítulo 13 - Ato Final


Fanfic / Fanfiction Espelhos - Capítulo 13 - Ato Final

— Devore-me, monstro.

E mesmo que Jongin tivesse pensado por breves segundos sobre o significado daquela provocação, acabou apenas se entregando de vez às suas próprias vontades.

Avançou em um único movimento, se colocando entre as pernas de Kyungsoo enquanto seus lábios procuravam os dele para um beijo intenso, tão intenso que chegava a ser doloroso para o Do, que sentia as mordidas fortes romperem a pele fina de seus lábios e o gosto de sangue tomar sua boca, mas mesmo assim não se importou, deixando Jongin devorá-lo e marcá-lo.

Os lábios quentes se rasgaram em um sorriso no momento em que se afastou e pôde ver que Kyungsoo tinha os lábios fartos vermelhos, então, ainda sorrindo, foi cuidadoso ao tirar a camisa que ele vestia, olhando a pele clara e marcada com devoção antes de distribuir mais marcas ali, sem se importar com nada.

Kyungsoo gemia alto, em parte pela dor, em parte pelo êxtase. Ele se lembrava claramente de todas as vezes em que foi um sádico, mas ele ser um masoquista era algo novo, entretanto parecia uma verdade, desde que já podia sentir um prazer estranho. Gritou quando Jongin mordeu um de seus mamilos e se apoiou sobre os cotovelos para poder ver os lábios do outro lhe tocando, gemendo quando sentiu a língua acariciar o local dolorido.

Jongin nem sequer sabia como sentia-se, era uma sensação boa, sim, mas era algo que para ele ultrapassava a sensação de prazer. Deixou seus lábios brincarem junto aos dentes, alternadamente entre os mamilos rosados e, quando cansou, deixou uma trilha de beijos quase carinhosos que partiram do peito até a orelha de Kyungsoo.

— Você sente prazer em me ter aqui, te torturando? — Perguntou em um sussurro, que fez Kyungsoo se arrepiar e virar o rosto até que seus lábios tocassem os de Jongin.

— Eu sinto prazer em te ver exatamente como eu queria — Riu baixinho — Ou pensa que venceu?

E no fim das palavras, tudo que teve em troca foram suas bochechas apertadas de forma que os lábios se distorceram em um bico e o sorriso quase perverso de Jongin, que logo o largou com brutalidade e se pôs a torturar novamente sua pele, mordendo, chupando, fazendo-o gemer e gritar em tons distintos.

Era tão insano quanto parecia que era o que estavam fazendo ali?

Kyungsoo gritando, gemendo e provocando mais enquanto Jongin se perdia no corpo pecaminoso, alisando cada parte apenas para sentir antes de marcar.

Kyungsoo sorria a cada mordida, a cada toque falsamente delicado, a cada ato do ser que ele mesmo criou e que agora crescia em proporções descontroladas.

— O mais interessante no meio disso tudo é que você não consegue assumir que perdeu — Jongin murmurou, os lábios colados na orelha do outro abaixo de si, que fechou os olhos, arrepiado.

— Eu tenho todas as peças, Jongin, eu sei cada um dos seus passos e sabe o melhor? — Kyungsoo virou o rosto devagar, os lábios se encontrando com os de Jongin um beijo seco antes de se distorcerem em um sorriso. — Mesmo que eu perca, ainda estou ganhando, afinal, veja só no que você se tornou.

E sem mais palavras, sem mais nada além de atos selvagens, os dois voltaram ao ato final da peça dramática que haviam criado.

Jongin estava por cima, os quadris sobre os de Kyungsoo, enquanto colocava as mãos apoiadas uma de cada lado da cabeça de Kyungsoo, que seguravam o peso do tronco. Naquela posição ele podia facilmente beijar os lábios, o rosto e o pescoço de Kyungsoo, e ele o fazia. Intercalando beijos profundos na boca macia e quente com mordidas dolorosas no pescoço que um dia fora totalmente imaculado.

Kyungsoo, por sua vez, gemia alto, as unhas se arrastavam pelas costas de Jongin como uma forma de certificar que, se aquela fosse a última vez, ainda deixaria marcas. Era um jogo perigoso, de toda forma, provocar o próprio diabo e se entregar nas mãos dele, mas Kyungsoo sabia o que estava fazendo, no final das contas, ele teve um bom professor.

Então apenas se deixou levar, gemendo e se entregando ao prazer profundo e profano, sorrindo com as mordidas que, vez ou outra, lhe arrancavam sangue e pedindo por mais sempre que tinha fôlego suficiente para isso.

Era uma confusão de toques naquele momento, até que Jongin se levantou e puxou o Do para a beirada da cama, fazendo questão de provocar os dedos antes de pôr as pernas do outro sobre seus ombros e se guiar para dentro dele, gemendo junto a ele quando começou a se mover, os olhos sem se desviar por nenhum minuto.

E daquela forma, eles tinham sua ligação, daquela forma conseguiam se conectar, os corpos se chocando com força e os lábios se abrindo para puxar o ar que nunca era suficiente.

Jongin sabia o que fazer.

Kyungsoo queria que fosse feito.

E como se fosse uma espécie de plateia, Jongin, por ver as almas que ele viu  serem arrancadas e que arrancou dos corpos, viu seu melhor amigo sorrindo para ele enquanto Kyungsoo pegava suas mãos e levava ao próprio pescoço, ensinando uma nova coisa para si: como acabar com o ser tão misterioso quanto a própria morte.

E, de forma doentia, Jongin sentia prazer em apertar o pescoço sobre seus dedos.

A vida é como uma corda que prende o ser humano ao mundo em que ele vive. Matar... tirar uma vida é como cortar essa corda e vê-la se desprender devagar nos olhos da vítima, é prazeroso, sim, é, mas naquele momento, tirar o ar de Do Kyungsoo era como receber um sopro de vida para Jongin, e ele continuou.

Continuou até que seus dedos não tivessem mais força para tirar o ar de Kyungsoo e seu corpo não aguentasse mais o prazer, então quando chegou ao ápice, ele pôde ver a escuridão nos olhos de Kyungsoo darem lugar a algo ainda mais sem vida e, mesmo que seus planos estivessem ali, realizados, os lábios sem cor do seu amor morto lhe atingiram como a própria realidade, fazendo seus olhos se encherem de lágrimas enquanto os dedos buscavam acariciar a pele que tanto machucou.

As lágrimas molharam a pele ainda quente de Kyungsoo e Jongin se afastou devagar até que entrasse no espelho, as lágrimas escorrendo como pequenas cachoeiras e os olhos vermelhos encarando a si próprio no reflexo.

— Sente orgulho do monstro que criou? — indagou, e viu o sorriso frio crescer em seu rosto.

Ah, com certeza ele sentia.

X

Yifan se perguntava se algo ainda fazia sentido depois de tudo, das ameaças.

Ele sabia a verdade, mas quem acreditaria nele? Para a polícia, era apenas mais um homem desesperado, procurando respostas por causa da morte de alguém querido, mas ele já tinha as respostas.

A verdade é que ele gostaria de ter brigado com Zitao ou o que fosse, queria apenas que seu namorado tivesse se afastado do amigo que ele dizia ter, ou ao menos que pensava. O mais doloroso para si era pensar que Zitao havia morrido nas mãos de alguém que ele acreditava, era imaginar a dor nos olhos do bom homem que amou e na agonia que sentiu antes que sua vida fosse arrancada.

Ele não conseguia parar de imaginar e talvez por esse motivo estava se tornando tão comum beber todos os dias.

Virou a dose de Whisky e suspirou, levantando de sua cadeira e caminhando pela casa. Não havia criado coragem para mexer nas coisas de Zitao, que ainda estavam espalhadas em alguns lugares, então apenas caminhava por ali e lembrava de todos os momentos.

Como ele poderia ficar parado?

Como poderia aceitar?

Suspirou antes de socar a parede mais próxima com toda a força e então caminhou até a cama em que costumava dormir com Zitao, jogando-se sobre a mesma e encarando o teto, pensativo.

Ele não ficaria parado.

[...]

Quando saiu de casa naquela manhã, o vento frio parecia lhe dar as pistas de que algo ruim aconteceria.

O trânsito parecia não andar enquanto Yifan continuava no carro, impaciente para chegar ao prédio que o carrasco de seu grande amor morava. Não sabia se era uma boa ideia, mas tudo que queria era a verdade, queria saber por que, queria entender.

Havia passado anos lidando com os mais diversos tipos de mentes, mas Kim Jongin para si era o maior dos mistérios. Ele não era aquilo que havia se tornado, era um reflexo de alguém que ele amou, mas por que simplesmente resolveu se tornar a pessoa?

Era a primeira vez em toda sua vida que ele via aquilo, era como um espelho, literalmente, ele podia ver o reflexo de um sobre o outro no relacionamento doentio que criaram, o relacionamento que ele mesmo pretendia acabar, não importa o que tivesse que fazer.

— Me desculpe por não ter te salvado, Zitao.

X

As horas se arrastaram para Jongin.

Ele não sentia culpa por nada, mas a imagem do corpo sobre a cama o incomodava, como se fosse um lembrete de que ele havia feito tudo como Do Kyungsoo desejou, um lembrete de que, de fato, ele nunca seria o melhor.

Questionava se aquele refletido no espelho era tão melhor como ele desejava, se era um assassino melhor, um monstro melhor. Andar pela casa agora parecia estranho, encarar toda aquela parafernália que nunca teria sido de seu gosto se não fosse o atual momento, sentir todos os sentimentos que originalmente não eram seus.

Espelho.

Agora aquela palavra ganhava de vez significado que vinha carregando desde o início de tudo. Jongin era o reflexo de Kyungsoo e Kyungsoo, morreu no papel de Jongin, como vítima de um monstro.

Andou por horas, até sentir os joelhos doerem e os pés reclamarem como quem pede um descanso.

Pensou até que seu próprio cérebro lhe confundia, pregando peças em sua mente e fazendo pensar em coisas que não eram bem o que esperava que fossem.

Chorou, quebrou, gritou, rasgou.

Destruiu cada detalhe do lugar que estava, livrando-se da culpa que antes carregava e assumindo o papel que achava seu para tomar.

Quando sentia falta das alucinações, manifestações de sua própria loucura que ditavam seus movimentos, ele sabia que, sendo quem era e estando onde estava, deveria fazer parecer real.

Foi com esse pensamento que andou até o quarto e escolheu algumas roupas bonitas para vestir o corpo na cama.

Até pálido, com o rosto sem cor e a aparência mórbida demais, o Do parecia bonito, uma obra de arte que merecia ser amada.

Vestiu as roupas brancas no defundo com a calma de quem fazia uma coisa normal, e quando terminou, sentindo-se orgulhoso do seu trabalho, pegou o corpo frio em seus braços e foi em direção ao único lugar onde poderia pensar com clareza.

O terraço era quase onde tudo aquilo começou e foi ali que engoliu a ideia de que a morte em seus braços havia sido suicídio, não um assassinato.

Kyungsoo planejou, Kyungsoo que levasse a culpa.

Andou devagar até a borda aquele lugar, segurando o corpo do seu amado contra o seu e observando o movimento imparável da cidade grande, não demorou até o primeiro curioso apontar para cima, logo se formava uma multidão pegando seus telefones, ligando para que alguém viesse salvar uma pessoa que já estava morta.

Precisou respirar fundo para ter a coragem de fazer o que deveria, então depois de um adeus sussurrado, jogou o corpo contra o ar, sentindo o peso sair de suas costas de forma doentia, enquanto o ser frio e morto viajava pelo ar, caindo de andar para andar até encontrar o chão maciço e se tornar apenas mais um que acabou sua própria vida.

Se acreditasse que Kyungsoo tinha uma alma, teria pedido a um desses deuses que a guardasse, mas apenas fechou os olhos e riu, riu escandalosamente antes de olhar para baixo e ver multidão ocupada demais olhando para o corpo a sua frente, ocupada demais ao menos para olhar para cima, então, quando desviou o rosto e olhou para o lado, viu aquele de quem achou que iria se livrar.

— Sentiu minha falta?

Ignorou e decidiu voltar para o apartamento, aquilo tudo estava perto de acabar.

X

Chame de destino se quiser, ou apenas uma coincidência incrivelmente absurda, mas naquele momento era irônico que Yifan estivesse bem ali, olhando a cena.

Ele viu o corpo cair, ouviu o barulho do impacto no chão e assim como o restante das pessoas, se assustou, mas o mais importante é que ele viu a silhueta olhando para baixo e ele sabia quem era.

Kim Jongin havia tirado dele a pessoa que mais amava.

Havia tirado a vida de muitas pessoas inocentes e feito gente como ele sofrer.

Ele era um monstro e Yifan.... Wu Yifan era alguém que fez uma promessa de fazer justiça.

A caçada estava prestes a começar.

X

Quando ouviu as batidas em sua porta, Jongin deu um sorriso sangrento, encolhendo-se no canto da parede enquanto esperava a polícia arrombar a porta e ir atrás dele.

A casa estava um caos, Jongin estava louco.

Depois de bater a cabeça contra a parede e se machucar propositalmente, Jongin estava com cara de quem havia sido agredido e não havia quem pudesse negar o fato.

As lágrimas que escorriam no rosto e o tremor em suas mãos também pareciam reais e, quando a polícia entrou ali, o choro desesperado também parecia real.

Os policiais carregavam armas e elas estavam apontadas para ele, mas o chefe da operação logo pediu para que as mesmas fossem abaixadas e olhou bem para  homem a sua frente.

— Senhor, pode me dizer o que houve? — disse num tom cauteloso e Jongin levantou o rosto, soluçando e fungando.

— Ele disse que havia cansado, ele falou que ia acabar com tudo... Eu não pude impedir, desculpa — falou baixo e apavorado, algo que amoleceu o coração do policial que falava com ele.

— Eu preciso que me acompanhe até a delegacia para prestar queixa e outros procedimentos padrões.

— Eu não quero — disse com o olhar assustado e o policial sorriu caridoso, segurando a mão de Jongin para passar confiança.

— Vai ser rápido, a perícia vai olhar a casa enquanto vamos lá e em seguida você vai estar livre, eu juro.

Então foi daquela forma que Jongin assentiu e se levantou, andando atrás dos policiais para fora do apartamento e, antes de fechar a porta, sorriu.

— Foi uma ótima cena — Kyungsoo falou, segurando o cigarro entre os dedos.

Jongin apenas curvou o corpo brevemente como quem faz uma referência, fechando a porta logo em seguida e deixando todo o resto para ser descoberto.

            Mortos não podem ser presos, mas os vivos podem continuar o que eles começaram.



 


Notas Finais


TADAH!

Eu sei, o capítulo foi o mais curto ever, mas lembrem-se que ele é continuação do anterior, ou seja, era pra ser um só.

Eu demorei mais ou menos 47833638 anos pra postar, mas euestava ocupada com coisas do vestibular e tudo mais, que graças a jah estão dando certo, então agora eu estarei mais presente por aqui, tanto pra continuar Espelhos em suas sub-fics, quanto pra iniciar meus novos projetinhos de 2016.

Na terça-feira sai o epílogo que vai servir de base pras duas fanfics extras que estão por vir e então colocarei ali em cima o status de concluída, mas por eu já ter escrito eu devo dizer: Me sinto sentimental porque meu filho prodígio chegou ao fim.

Obrigada pelo apoio de todos e é isso!

Xoxo

p.s: Desculpa por ter matado quase todos os integrantes do EXO.

p.s²: Até terça.


TT:@chenskitty


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