História Espelhos da Alma (Saga Crepúsculo reimaginada) - Capítulo 27


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Categorias Ashley Greene, Elizabeth Reaser, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Nikki Reed, Peter Facinelli, Robert Pattinson, Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Angela Weber, Aro Volturi, Benjamin, Billy Black, Caius Volturi, Carlisle Cullen, Carmen Denali, Charlie Swan, Edward Cullen, Eleazar Denali, Emmett Cullen, Esme Cullen, Garrett, Irina Denali, Jacob Black, Jasper Hale, Jessica Stanley, Kate Denali, Leah Clearwater, Marcus Volturi, Mike Newton, Personagens Originais, Rosalie Hale, Seth Clearwater, Tânya Denali, Tyler Crowley
Tags Crepusculo, Cullen, Drama, Edward Cullen, Familia Cullen, Forks, Robert Pattinson, Romance, Saga Crepúsculo, Twilight, Vampiro
Exibições 105
Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu tava pensando, se a Milla e o Edward "ficarem" juntos seria necrofilia? Pq ele tecnicamente falando ele tá morto.

Capítulo 27 - Nova Chance


Fanfic / Fanfiction Espelhos da Alma (Saga Crepúsculo reimaginada) - Capítulo 27 - Nova Chance

26. NOVA CHANCE

''E eu desistiria da eternidade para tocá-la. Pois sei que você me sente de alguma forma. Você é o mais próximo do paraíso que chegarei, e eu não quero ir para casa agora. E tudo que eu posso sentir é este momento. E tudo que eu posso respirar é sua vida. Porque mais cedo ou mais tarde isso acabará, e eu não quero sentir sua falta esta noite." 

Iris- Goo Goo Dolls

 

Alice

-Alice. Alice, o que houve? 

 Saí do transe com Jasper me chamando. Estremeci com a dor de cabeça logo depois da visão. A pior visão que eu já tive. 

-Onde está Edward? -perguntei em uma altura que só nós vampiros podíamos escutar.

-Ele saiu a alguns minutos, o que foi? Outra visão? -ele respondeu no mesmo volume.

-Eu vi a Milla morta. -minhas palavras eram repletas de tristeza. Jasper me abraçou.

-Vai ficar tudo bem com ela, Carlisle vai fazer o possível e o impossível para salvá-la. -ele disse tentando me confortar.

-Mesmo assim, eu vi. E se Edward tiver lido minha mente quanto tive a visão... pode cometer uma loucura.

-Não vai acontecer nada de ruim, suas visões podem mudar. Só depende de uma decisão, se esqueceu? 

-A vida da Milla depende do sucesso dessa cirurgia, do contrário, não perderemos só ela.

 Permaneci quieta e evitei pensar na visão quando Carlisle voltou.

-Então doutor? -Joe perguntou tentando enxugar as lágrimas.

-Ela vai ficar bem. 

 O clima na sala ficou mais leve, Tessa respirou aliviada. 

-Podemos vê-la? -ela perguntou.

-No momento ela está sedada, e muito fraca. É melhor esperarmos um pouco, mas se quiserem podem ir vê-la. Está no quarto 42. 

  Abracei Jasper, mas dessa vez, aliviada e feliz.

-Eu te disse, as visões podem mudar. -ele sussurrou sorrindo.

Edward

   Ao entrar meus olhos se cravaram no corpo deitado na cama. Ela parecia dormir serenamente, sedada, em um mundo longe do nosso.

 Me juntei ao seu lado na cama e segurei a mão que repousava em sua barriga.

-Não me deixe, você é a minha vida. -implorei, esperando que ela pudesse escutar- E sem você eu não posso viver. Não quero viver.

-Vai ficar tudo bem, Edward. -Carlisle disse entrando no quarto.

-Obrigado, Carlisle, você salvou a vida dela. Serei eternamente grato. 

-Você foi quem a salvou, se tivéssemos demorado um minuto a mais ela teria... Bom, não vamos pensar sobre isso. Quer ir comigo dar a boa notícia?

-Prefiro ficar aqui com ela, se não for incomodo, é claro. 

-Não é, mas ela não vai acordar por agora.

-Fico o tempo que for preciso. 

 Só de poder passar o tempo com ela já era satisfatório. Me ofereci para ficar com ela quando as visitas acabaram, Alice e Esme me ajudaram a convencer os tios de Milena que tudo estava bem agora e que eles precisavam ir para casa descansar. 

 A noite passou, mas ela ainda não havia acordado. Carlisle vinha para fazer outros exames e me garantiu que ela acordaria a qualquer momento. Que eu só precisava esperar.

 Ter vivido todos esses anos, ter visto os séculos passarem diante dos meus olhos deveria ter aprimorado minha paciência. As coisas pareciam acontecer em câmera lenta. As gotas de soro caindo da bolsa e escorrendo pelo tubo. Os ponteiros que nunca mudavam. O hospital ia ficando cada vez mais silencioso e vazio, mas eu ainda continuava no meu lugar, ao lado da cama. Esperando que ela abrisse os olhos. 

 Antes do dia amanhecer minha família já estava no hospital. Alice decidira decorar o quarto com flores e balões para alegrar o ambiente.

-Alice, já disse que não vou sair daqui. -eu disse sério- Não posso deixá-la.

-Você precisa trocar de roupa, eu vi o pai da Milla chegando aqui para visitá-la e ele parecia ser o tipo de pessoa que repara bem na aparência das pessoas.

-Eu não estou preocupado com aparência, quero ficar com ela.

-E vai ter bastante tempo para isso, acredite em mim. Mas agora você tem de sair por aquela porta e ir em direção a nossa casa. Colocar uma roupa mais formal e voltar, vai dar tempo. 

-Edward, escute o que Alice diz. Você não vai querer aparecer com a roupa toda amassada na frente do seu futuro sogro. -Rose disse.

-Além do mais, podemos ficar aqui cuidando dela. 

-Fiquem de olho nela até eu voltar. 

 

 

 

 Milla

  O som do bipe estava mais alto do que antes. Mais próximo. Tinha a impressão de que meu corpo havia sido esmagado por um caminhão, podia sentir a dor latejando desde dos meus pés até minha cabeça. Não tão forte como antes de tomar os remédios, mas ainda sim doía.

 Alguma coisa pinicava a minha pele, algo frio. Passei meus dedos com cuidado sobre o objeto borrachudo e fino. Agulha. Senti o medo vindo ao meu encontro só de imaginar o que poderia ter acontecido. A confusão que devia ter se formado na sala do diretor. 

 A verdade vindo à tona. 

 Abri os olhos devagar, e tive que piscar algumas vezes para me acostumar com a luz do ambiente. 

-Milla não precisa se esforçar. -escutei uma voz familiar. Alice.

-Onde eu estou? -perguntei ainda com os olhos fechados.

-No hospital, é claro, onde mais estaria depois de ter uma overdose? -ela disse com decepção e tristeza.

-Eu tive uma... overdose? -me esforcei para abrir os olhos. A primeira coisa que vi foram os vasos de flores espalhados por todos os lugares. Parecia mais um jardim do que um quarto de hospital. 

 Rosalie e Alice estavam cada uma de um lado da cama. As duas pareciam fadas no meio de tantas flores. 

-Teve sim, e por pouco não morreu. -Rose disse arrumando os travesseiros para que eu pudesse me sentar e encostar neles- Todos nós passamos por momentos terríveis na sala de espera. Sua tia foi a que mais sofreu.

-Falando nisso, onde Tessa e Joe estão?

-Tivemos que convencer eles de que tudo ficaria bem e que precisavam ir para casa descansar. -Alice disse- Mas logo devem estar de volta, já que seu pai estar vindo para Forks.

-Meu pai? -pergunto assustada- Agora sim as coisas vão ficar ruins.

-Pensamentos positivos, Milla. Carlisle nos disse que você não pode ficar estressada. -Rose disse pegando um controle pequeno- É melhor chamá-lo, aliás, vai querer examinar você.

 Carlisle chegou para fazer os exames em poucos minutos. Ele também disse que ficou decepcionado com a minha conduta e que eu não deveria ter tomado aquela quantidade de remédios, mas fez isso com um tom paciente e carinhoso. Ao contrário de Frank, que vai querer me internar em um manicómio por isso. 

 Não consegui comer direito, mesmo que fosse uma sopa leve. Meu estomago ainda doía. E o soro que eu levava na veia era suficiente para me alimentar.

 A pior parte era olhar para meus braços. Os hematomas pareciam mais inchados agora do que antes.

-Será que não tem nenhuma blusa de manga longa aí? -perguntei- Ou qualquer coisa para esconder esses hematomas.

-Como eu sou uma pessoa muito preparada, eu trouxe uma roupa extra para você. Caso queria tirar essa camisola horrível de hospital. -Alice disse tentando me animar. 

-Vamos ajudar você a se levantar. -Rose disse.

  Com cuidado elas me ajudaram a trocar de roupa. Alice tinha razão, a camisola era horrível. E felizmente, a calça de moletom e a blusa de manga longa me serviram muito bem -nem muito apertadas e nem muito largar. Insistiram também para que eu calçasse meias e Rose fez uma trança no meu cabelo.

-Por que estão me arrumando tanto? 

-Hoje é um dia feliz, você vai receber visitas. -Alice sorriu.

-Eu não estou muito afim de falar com as pessoas, principalmente com meus tios. A essa altura eles já devem saber sobre o que houve semana passada e sobre Seattle. 

-Eu entendo você, mas mesmo que eles já saibam não vão culpar você por nada. Vocês precisam conversar sobre o que aconteceu, confiar mais. 

-Rose, você podia ser psicóloga. -escutei uma voz diferente. 

 Na porta, uma mulher estava acompanhada de Emmett e Jasper. Pela descrição que Edward fez na noite que passamos no terraço, aquela devia ser a mãe deles, Esme. 

-Posso entrar? -ela perguntou simpática, com um sorriso carinhoso no rosto. Ela segurava um buquê de tulipas. 

-Claro. -respondi me arrumando na cama.

-Oi Milla, é um prazer conhecê-la. -ela me deu um abraço- Lamento ser nessa circunstância, mas é sempre bom ver o lado positivo das coisas. Finalmente estou conhecendo a garota que deixou meu filho completamente apaixonado. 

-Eu fico feliz por conhecê-la também, só escuto coisas boas sobre a senhora. -respondi tímida.

-Não precisa de tanta formalidade, afinal de contas, você já é da família. Rosalie e Alice já consideram você como uma irmã, não é mesmo?

-É verdade, elas são ótimas. 

-E nós? -Emmett perguntou fingindo estar triste. Ele segurava um ursinho de pelúcia do tamanho da minha irmãzinha. 

  Jasper estava ao lado dele com uma caixinha. 

-Vocês também. -sorri para eles.

-Espero que não se importe em nós ter por aqui. -Esme disse brincando- Pretendemos passar um bom tempo com você até que se recupere. 

-E para começar, ficamos sabendo que você não está se alimentando muito bem. Por isso eu trouxe uma coisa que você não vai recusar nunca. 

 Jasper disse se aproximando. Colocou a caixinha em uma bandeja e abriu ela. O cheiro da torta de limão invadiu o quarto e se misturou com o aroma das flores. 

-O que me diz? -ele perguntou.

-Não sei como descobriram minha paixão secreta, mas funcionou. Passa pra cá esse garfo, meu apetite acabou de abrir. -disse brincando.

 Comi a torta saboreando cada pedacinho. Fazia bastante tempo que eu não comia uma igual àquela, e estava fabulosa. Comecei a me sentir bem depois de passar um tempo com eles.

-Estou impressionada com o quanto você e Edward se parecem. -Esme disse depois que eu contei a ela sobre as coisas que eu gostava- São o par perfeito. 

-Mais do que isso. -ele disse. Não percebi que ele estava na porta nos olhando esse tempo todo. 

 Edward caminhou até mim e depositou um beijo na minha testa.

-Somos almas gêmeas. -ele deu um meio sorriso.

 Não consegui dizer nada, apenas fiquei apreciando a visão que eu tinha dele. Bem diferente do Edward que eu vi no limbo. Se é que ele de fato existiu, todas as memórias assustadoras daquele Edward iam sumindo a cada segundo que eu apreciava o verdadeiro. 

-Acho melhor darmos um tempo a sós aos pombinhos. -Esme disse se levantando- Milla, foi um prazer te conhecer. Daqui a pouco eu voltou para conversarmos mais.

-Tudo bem. -sorri.

 Todos saíram deixando Edward e eu sozinhos. 

Edward

  Assim que todos saíram me apressei para beijá-la. 

 Não me importava o que ela pensava de mim, ou que qualquer pessoa da família dela chegasse. Eu precisava beijá-la mais uma vez, sentir seus lábios nos meus... o calor que seu corpo transmitia ao meu. 

-O que foi isso? -ela perguntou recuperando o folego. 

-Eu estive a ponto de perde-la. -lembrei desses momentos com amargura- Por que fez isso comigo? 

-Você não sabia a dor que eu sentia, eu precisava fazer ela parar. 

-E se matar era a melhor solução? 

-Não... eu não quis me matar. -Querer morrer eu quis, mas não daquela forma. Foi um acidente. Ler seus pensamentos me deixou apavorado.

-Me prometa que nunca mais vai fazer uma coisa dessas. Você é minha vida, não posso deixar nada acontecer com você. 

 Ela segurou meu rosto, me aproximando. 

-Eu prometo. -sua boca se curvou em um sorriso. E em seguida um beijo.

 

 


Notas Finais


Eles tão muito beijoqueiros, vcs não acham?


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