História Espíritos: O Feitiço das Rosas - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Africana
Tags Arrepiante, Assustador, Espiritual, Feitiço, Magia, Sublime
Exibições 8
Palavras 1.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Sobrenatural, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Essa obra e de minha total autoria, não sendo ela um fanfic.

Capítulo 1 - Revolução.


Fanfic / Fanfiction Espíritos: O Feitiço das Rosas - Capítulo 1 - Revolução.

Com o coração a mil, Rosa Vermelha levantou sua cabeça e abriu os olhos, deparando-se no comando de um exército de belas mulheres que vestiam armadura e longos vestidos. Estavam em meio a um campo de guerra, imerso em barro com pequenos arbusto negros sem nenhuma folha, com os galhos retorcidos e barulhentos tão tenebrosos quanto espíritos na noite. A sua frente, ela pode avistar um grande batalhão de criaturas horrendas de cor acinzentada, que possuam garras pontiagudas e afiadas, e bocas enormes para comportar suas grandes presas. Estes eram seus adversários, estavam enlouquecidos para dilacerar aquelas mulheres, no entanto, esperavam o comando de um misterioso ser que vestia uma grande capa negra, toda suja e perfurada, que cobria todo o seu corpo e rosto. 

Com um olhar tentador e um sorriso sarcástico, Rosa Vermelha fitou o inimigo como quem estivesse provocando um homem. Logo em seguida, jogou para o alto um botão de rosa vermelha que carregava em sua mão esquerda, juntamente com um grande e glorioso grito de guerra, que terminava em uma imensa gargalhava quase sem fim. Imediatamente suas guerreiras começaram a se mover para atacar o inimigo em uma velocidade inimaginável aos seres humanos, resultando em um vulto gélido e transparente. Sem exceções, o ser de capa negra deu o seu sinal, levantou sua mão para cima e apontou para frente, fazendo com que suas criaturas impetuosas agissem, dando início a uma batalha sangrenta. 

 Rosa Vermelha possuía lábios rosados e uma pele branca que se destacava em meio aquele breu, e mesmo em guerra ela vestia-se belamente, pois com um corpo perfeito, um vestido longo e vermelho colado e seus cabelos pretos e lisos escorridos para o lado, ela poderia matar qualquer um de prazer ou inveja. 

 Rapidamente, a rosa que ela lançou ao alto se transformou em um grande tridente cor de chumbo, com diamantes e esmeraldas incrustados em toda sua superfície e três grandes correntes de ouro que ficavam presas de uma extremidade a outra. Refletia uma luz semelhante a do arco-íris, mas emanava uma energia pesada e sombria. Logo abaixo, um vendaval de poeira se formou em volta de Rosa, deixando-a invisível a qualquer um. Abruptamente, ela deu um salto, saindo de dentro do redemoinho para apanhar sua arma, pairando no ar em frente as três grandes luas que haviam nesta noite. Podia-se perceber que ela também havia se transformado. O seu belo vestido foi substituído por uma saia vermelha rasgada e desfiada que se moviam como chamas. Agora, o que cobre seus seios são seus cabelos, que ficaram brancos e crespos. Sua face, agora demoníaca, visava a morte e a destruição. 

 A entidade misteriosa havia observado todos os seus movimentos, até que Rosa Vermelha levantou o tridente, que magicamente intensificou a luz da lua que estava ao meio das outras, segando totalmente a visão do inimigo. Com um olhar perverso e trevoso, ela fez um movimento relâmpago, dirigindo-se a entidade pronta para dar uma investida mortal. Mas para sua surpresa, quando bem perto, o inimigo sacou uma espada de prata com um grande relevo circular acima do punhal, que oscilou um som agudo, sinalizando que era muito afiada. Com as pontas de seu tridente quase na garganta do misterioso, subitamente ele desapareceu, surgindo então, atrás de suas costas, atacando-a e provocando um grande e profundo corte, mas no lugar do sangue, jorrava algo brilhante como um pó dourado. Ela não conseguia se levantar, alguma coisa estava impedindo que se move-se. Ajoelhada no chão sem poder fazer nada, ela gritou para o ser oculto, assemelhado-se à um rugido de uma pantera que foi atingida pela flecha de um caçador: 

 - Quem és tú, ordinário que esconde-se atrás destas vestes medíocres de um covarde? Diga-me se achas que é capaz de algo! 

 Não veio nenhuma resposta, mas passos vinham em sua direção. Rosa olhou para traz, viu que o misterioso se aproximava enquanto passava seus dedos na lâmina de sua espada que exalava um vapor verde: 

- Pelo menos essas Ninfas do Tártaro prestam para algo. - dizia com uma voz variável, que ia e voltava - É fatigante tentar encontrá-las, mas vale o esforço.

-Tú és infame, criatura desprezível ! - tentava levantar - Além de agir pelas sombras, utiliza das forças de outros seres ao invés das suas para conseguir a vitória !? 

 - Calada! - atingiu a cabeça de Rosa com o punhal da espada - Farei o possível e o impossível para te derrotar. Cansei - falava enquanto à circundava - de ver a gloria que somente você possue, cansei de ter que ver todos aos seus pés, eu me cansei de VOCÊ! 

 - O que pretende fazer então? 

 - Com isso aqui - mostrou a espada - será fácil enviá-lá para o... 

 De repente, o misterioso se virou para traz e posicionou a espada à sua frente para se defender do ataque aéreo vindo com os pés de uma das guerreiras de Rosa Vermelha. O impacto foi tão grande que provocou uma imensa onda sonora. A guerreira negra com um grande Black-Power cacheado de armadura branca e cristalina demonstrava poder e, para provar isso, impulsionou suas pernas sobre a espada do ser misterioso e o jogou à quilômetros de distância, tão facilmente como se fosse apenas uma brincadeira. Deu um mortal no ar e caiu ereta ao chão para logo em seguida, socorrer sua senhora. Ela se abaixou e pegou nas mãos de Rosa Vermelha, percebendo que ela estava pálida e gélida: 

 - O que aquilo fez com vossa senhoria? 

 - Não sei, mas não é bom. Não se preocupe comigo, apenas descubra quem é. 

 O ser se lenvatou da possa que havia caído, e pela forma que se retorcia, era de se deduzir que estava furioso. Não se deu ao trabalho de correr atrás das duas inimigas, percebia que tinha um plano maior. Ele levantou sua espada para o alto de sua cabeça com a lâmina para frente, e ao mostrar sua lateral, via-se que o relevo que havia nela começou a se abrir, revelando um grande olho verde de dragão. Aquilo liberou uma névoa negra com sete almas que gritavam enquanto flutuavam em volta da espada. Aquilo assustou a guerreira negra que estava observando tudo:

 - Rosa Negra! - disse a bela que estava ao chão - impeça que ele termine!

 - Mas o que ele está fazendo?

 - Não é hora de perguntas, vá logo antes que seja tarde! 

 Em apenas um segundo, a negra se levantou, porém o misterioso começou a recitar: 

 - Dessi... 

 A negra deu dois socos na armadura que, logo em seguida, começou a brilhar: 

 - ...pa... 

 A negra começou a correr. No terceiro passo, ficou na ponta de seu pé direito e girou para outro lado, fazendo com que seu corpo se concentrasse em um só ponto e desaparecer:

- ...te! (¹Dessipate

 Rosa Negra surgiu logo à frente da entidade, mas já era tarde demais. Ele fincou a espada no chão, dando origem a uma esfera de energia tão forte e maligna que expulsou a negra do local, jogando-a tão longe que excedeu o campo de batalha, fazendo com que desmaiasse ao cair em cima de uma grande pedra que havia em um bosque ao redor do local. 

 Enquanto isso, Rosa Vermelha começou a se desintegrar, seu corpo estava se transformando em luz, parte por parte, e a desaparecer. A entidade que estava articulando tudo isto gargalhava enquanto dizia: 

 - A morte chegará à todos, principalmente à rainhas fracas como você. Agora que te matastes, não terá ninguém que possa impedir-me de concluir os meus planos.

. Rosa Vermelha viu cinco de suas guerreiras se juntarem para capturar aquele ser, mas ele desapareceu como fumaça, escapando ileso e deixando a espada para trás. Os sete espíritos liberados pela espada apareceram subitamente em volta de Rosa, e dois deles, agarraram seus braços. Levaram ela para o alto enquanto chegavam cada vez mais perto dela até formarem um círculo. Nos últimos momentos de Rosa Vermelha seu corpo brilhava e esquentava cada vez mais, sentiu que não havia mais vida nela, a visão escureceu e então ela desapareceu. 

 Significados 

 1- Dessipate: Dissipar, desapareça.  



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