História Esquadrão Suicida: Lista Negra - Capítulo 9


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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Tags Arlequina, Esquadrão Suicida, Pistoleiro
Exibições 69
Palavras 1.888
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!
Notas:
1) Pois é, verão que eu quero matar todo mundo mesmo. Não, a nova morte não faz parte da Lista Negra. Entretanto, a narrativa poderá tomar outros rumos a partir das decisões das personagens.

2) Não é "apelo" colocar tal personagem na fanfic, mas como eu disse acima, a narrativa poderá tomar outros rumos. Logo, todos aquele que serão adicionados serão de vital importância para esse enredo por mim criado.

Perdoem os erros!

Capítulo 9 - Capítulo 9 - Alvos


O homem sem medo

 

Virou o copo entre os lábios, o líquido leve descendo pela língua rosada, preencheu a garganta com um sabor que queimava, mas que ele já estava acostumado.

-Uísque, liberdade. – murmurou para a outra figura sentada a sua frente. Era impossível ignorar as correntes em seu corpo, presas em seus tornozelos e os pulsos. O colar de ferro apertava a pele de seu pescoço, e ainda tinha a nuca dolorida em função de uma injeção recente. – Mas o que é isso no meu pescoço?

-Um explosivo do tamanho de um arroz. – respondeu a outra pessoa ali, compartilhavam o uísque forte da garrafa antiga.

-O que você quer, Waller?

-Adicionar você às nossas forças especiais. Mais precisamente ao projeto da Força Tarefa X. – Waller levantou da cadeira, colocou as mãos para trás do corpo.

-O que é isso?

-A Força Tarefa X é uma equipe não oficial do governo formada por prisioneiros que servem como agentes descartáveis em missões que nunca assumiríamos. – falou a morena. – E agora você é um deles, que eu prefiro chamar de Esquadrão Suicida.

-Não trabalho bem em equipe...

-Não me faça te explodir sem motivo. – Amanda sorriu. – Tenho uma notícia que vai te alegrar, detento. A Lista Negra foi finalizada, o Batman virou cinzas em Gotham.

-Incrível. Deixa eu adivinhar, seu time fez isso?

-Exato. E agora você entra em um momento crucial na operação. – o sorriso de Waller o assustou. – O governo quer se assegurar que a cidade não vire outro espetáculo pro Coringa agora que o Morcego está fora da jogada.

-E isso significa que? – indagou.

-Você e o resto do Esquadrão irão invadir o Asilo Arkham. – Waller falou. – Nada secreto. Apenas entrem, procurem as celas da solitária e matem o Palhaço.

-Você só pode estar brincando. – riu baixo, girava o resto do uísque que havia sobrado no fundo do copo de cristal. Invadir o Arkham já não é o suficiente pra você? E ainda quer matar o Coringa?

Mas Amanda Waller não sorriu, os olhos continuaram cravados nele como facas afiadas. O homem a observou, arqueou a sobrancelha quando ela finalmente abriu um sorriso de canto.

-Esquadrão Suicida, lembra? Seria uma dádiva se morressem lá dentro. – falou a outra. – Mas são úteis, então irei utilizar a todos até cansar. E isso vai demorar muito tempo, Slade.

O grisalho lhe mandou um beijo cínico.

-Faça o seu melhor quando chegar à Gotham, Exterminador.

 

 

-x-

 

 

Slade Wilson apreciava a cidade, dona de um clima frio e noites iluminadas pelos prédios altos.

Estava equipado, com a roupa de combate firme ao corpo. Colocou a máscara dupla cor, um lado de cor negra enquanto o outro era laranja. O curioso era haver apenas uma abertura para o olho esquerdo no lado laranja, de forma que a orbe direita ficava oculta atrás do aço.

A roupa era baseada naquelas mesmas cores, protegiam todo o corpo contra agentes externos. Ele mesmo a havia projetado, era uma armadura perfeita. Tinha espaço para prender o armamento pesado como pistolas na cintura, um poderoso rifle nas costas.

No cinto tinha mais objetos como bombas de pequeno e grande poder de dano, além de spray de pimenta e granadas de fumaça. A prevenção era algo pela qual Slade poderia se gabar; o seguro morrera de velhice, dizia o ditado.

Prendeu no cinto o pequeno cilindro metálico retrátil. Parecia um objeto inofensivo, mas ele sabia das propriedades da arma – poderia se expandir até dois metros assumindo a forma de um bastão de aço e titânio, com uma ponta afiada como a ponta de uma lança espartana.

Prendeu duas facas longas nas botas, uma lâmina minúscula na sola do pé esquerdo.

Pegou a tampa do bueiro, puxou o objeto metálico e o afastou, deixou à mostra a entrada para a rede de esgoto de Gotham. Saltou ali dentro, espirrou água assim que tocou o chão.

O lugar fedia, mas não era um real problema. Precisava seguir o rastro do Esquadrão Suicida, e o pior: precisava fazer isso antes que as forças táticas da polícia o fizessem.

Havia entrado pela zona portuária usando suas melhores habilidades para ser sorrateiro, já que toda a área estava infestada de policiais e peritos. Haviam descoberto um registro de um animal reptiliano, e tudo indicava que havia entrado no esgoto.

James Gordon enviara o seu próprio esquadrão para fazer tal busca, já que era de se esperar que o Crocodilo estivesse preso em Belle Reve, Louisiana. Estar tão afastado da prisão era de fato preocupante, mas isso era outro problema que não lhe cabia.

-Estou dentro. – era escuro, a ausência de qualquer fonte de iluminação dificultava o trabalho a ser realizado. Ativou algo nos comandos de sua máscara, e seu mundo virou uma imensidão verde.

Tática de guerra, visão noturna.

Podia melhor distinguir formas de canos nas paredes, movimentos de ratazanas pelo chão molhado, a fina água seguindo seu curso para a escuridão.

Começou a andar, então ouviu as outras vozes não muito distantes de onde estava.

-Bravo na escuta. – falou aquele que provavelmente seria o oficial da equipe enviada por Gordon. – Estamos dentro, as marcas das pegadas indicam que o alvo foi para o norte.

Exterminador caminhava devagar, mesmo que fosse inevitável o som de suas botas na água. Sacou seu bastão do cinto, pressionou certo botão no meio do objeto. Ele se expandiu de ambos os lados até o ex-militar estar segurando uma vara metálica de dois metros.

Virou numa passagem, deparou-se com o esquadrão policial.

-Hora de matar. – correu para eles pelas costas. Talvez seus passos tenham alertado os inimigos, que por sua vez se viraram com suas lanternas e armas apontadas para ele.

Em uma fração de segundos ele os distinguiu: usavam as pesadas roupas da SWAT, com direito a capacetes. Notou que em seu cinto de balas não haviam os habituais projéteis mortais, mas sim seringas com agulhas. Talvez fossem tranquilizantes.

-Bravo! – disse um dos soldados para o time. – Alvo Y.

-Imobilizem-no!

Mas já era tarde. Slade saltou na parede, pegou impulso ali e pulou diretamente no meio do grupo, os dispersou.

Girou a vara cinzenta atingindo os dois homens mais próximos no queixo, fazendo-os cambalearem. Dedicou a atenção ao restante, não parou para contar a quantidade.

Girou o bastão novamente, desta vez atingiu o rifle de um deles no momento em que o portador da arma começou a atirar, o clarão dos disparos iluminando seu rosto assustado.

Wilson avançou, acertou-o no rosto com o antebraço enquanto girava com uma graça invejável, o trajeto das balas o erraram e acertaram a parede de pedras úmidas.

-Amadores. – murmurou para si mesmo. Sua especialidade não era deixar ninguém vivo, não os livraria daquela sina.

Saltou sobre o sujeito, caiu atrás dele e o chutou na parte de trás do joelho fazendo-o cair ajoelhado. No momento em que isso aconteceu, chutou-o no lado do pescoço – quebrou os ossos dali e deixou o corpo desfalecido desabar para a frente.

Menos um.

Correu para outros dois no tempo em que apertou outro botão no bastão de combate. Em uma das extremidades nasceu a ponta de aço. Tinha o formato de uma folha, o metal brilhando sob a luz das lanternas.

-Eliminar! – ouviu alguém dizer, mas já estava atento ao trajeto de sua lança. Desceu a ponta mortal contra o peito de um homem, enterrou-a até sentir que o aço havia o atravessado.

Largou a arma de combate, sequer deu atenção ao novo cadáver que acabara de cair no chão. Correu para o segundo ao ouvir o som dos tiros, levou as mãos para a cintura e puxou dali ambas as armas prateadas.

O seu novo alvo começou a atirar contra ele, mas era lento demais. A adrenalina corria nas veias de Slade Wilson como as hemácias no sangue, não iria parar. Era mais rápido que o policial, que por sua vez ainda tentava lhe acertar um disparo.

Em vão.

Slade o chutou no peito de forma que o rapaz foi atirado com força contra a parede lisa. O pegou pelo colarinho e girou ao ouvir o som dos outros tiros, usando o corpo do policial como escudo humano, absorveu as balas.

Restavam poucos inimigos, não ligou para a quantidade. Largou o corpo mole no chão quando iniciou seus próprios disparos com as pistolas mirando num só corpo que estava mais próximo.

A perícia inegável provou sua fama quando o atingiu nos dois olhos, então na ponta do nariz, enfiou balas na boca de outrem e fez com que um de seus disparos atravessassem o capacete que o oponente usava, atingindo os miolos dentro do crânio.

Arremessou a arma em sua mão direita ao perceber que, pelo peso, estava sem balas. O objeto acertou outro homem no capacete, o fez cair. 

Exterminador corria como um leopardo, levantou a perna bem alto e atingiu um chute no queixo do outro policial – o ataque o fez rodopiar ficando de costas para o mercenário. Slade pulou nos ombros do homem, roubou um tranquilizante e aplicou-o contra o mesmo.

Enquanto a droga fazia efeito ele suspeitou só ter poucos segundos, então faria o serviço logo antes que seu apoio apagasse. Inclinou o corpo para trás (ainda nos ombros do policial), inclinou até suas costas tocarem totalmente a costa de outrem e sua cabeça estar tocando as nádegas alheias.

O mundo ficou de cabeça para baixo, mas ele ainda tinha a noção do que fazer. Viu a aproximação de um policial, rifle apontado para ele enquanto andava.

Slade apontou a pistola em sua mão esquerda e deu um único disparo contra o olho do oponente matando-o quase que instantaneamente.

Largou a arma, esticou os braços até tocar o chão, então largou o pescoço do guarda no qual estava usando como apoio. O corpo do homem desabou de frente, mas o Exterminador ainda tinha um alvo remanescente. 

 Ficou de pé, puxou a adaga longa de sua bota. Correu pelo esgoto na direção do oponente, saltou sobre ele com um giro perfeito no ar que faria inveja na mais experiente bailarina. Caiu na retaguarda inimiga, e com um giro enfiou a lâmina o mais fundo nas costelas alheias.

Passou o braço esquerdo ao redor do pescoço do policial, apertou ali enquanto removia a faca com a mão livre. Quase que no mesmo momento voltou a enfiá-la entre as costelas do outro, então o fez mais uma vez, torcendo a adaga em seguida.

-Amadores. – libertou a lâmina mais uma vez, deixou que o alvo caísse de joelhos, sangrando e fraco. Retirou dele o capacete, puxou seus cabelos para trás e deixou a pele da garganta bem exposta.

Passou a faca por ali de forma suave, a mordida da arma fria formando um sorriso sangrento e profundo. A cascata rubra se derramou, o corpo tombou.

Limpou a lâmina, guardou-a na bota. Foi até o homem que ainda agonizava no chão, a lança nele espetada. Pisou no seu peitoral e puxou o bastão, recolhendo a ponta afiada e retraindo toda a arma até transformá-la num único cilindro metálico que facilmente prendeu ao cinto.

-Exterminador? – a voz de Waller ganhou vida em seu comunicador.

-Policiais eliminados. – rebateu o mercenário. – Acho que isso pode atrair atenção indesejada.

-Você acha?! – ouviu a mulher suspirar. – De qualquer forma é o que os caras maus fazem. Ache aquele esquadrão antes que eu te exploda, e depois os leve para o Arkham.


Notas Finais


Comentem <3
Até o próximo


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