História Esquadrão Super Vilões - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Esquadrão Suicida, Merlin, O Fantasma da Ópera, Once Upon a Time, Star Wars, The Vampire Diaries, Thor, X-Men
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Erik Lehnsherr (Magneto), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Katherine Pierce, Loki, Morgana Pendragon, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Alerquina, Crossover, Darth Vader, Fantasma Da Ópera, Loki, Merlin, Morgana, Once Upon A Time, Star Wars, Thor, Vilões
Exibições 16
Palavras 5.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


1- Me desculpem a demora é que ultimamente estou enfrentando problemas com a minha internet de operadora e tive que vir postar em uma Lan House (eu acho que vai ser assim nos próximos dias). Mas, mesmo assim vou tentar postar de um a dois capítulos por semana (vou tentar);
2- Outro motivo de minha demora é que tive que pesquisar sobre os pontos turísticos de Nova Iorque (espero que gostem ;) );
3- Voces devem estar se perguntando a razão de eu dividir tanto capítulos: bem é que como andei percebendo que possui tipo muiiiitas palavras eu resolvi dividir em 3 partes para não deixar a leitura muito cansativa e mais dinamica;
4- Espero que gostem e boas emoções neste capítulo ;)

Capítulo 14 - Loucuras em Nova Iorque parte 2: Agridoces Nostalgias


Capítulo 13: Loucuras em Nova Iorque parte 2- Agridoces Nostalgias

Ás 4 horas da tarde... O grupo “Brooklyn” chegaram ao Brooklyn Bridge Park que é conhecido por ser uma das mais bonitas e desejadas atrações do bairro, por ser um parque cheio de vida, com um chão coberto de grama verde super vivo, de ser de frente para o oceano de Nova Iorque e ter casais sentados na grama como se fossem contagiados pelo tom poético do lugar além da bela vista da Ponte de Brooklyn que separa Brooklyn de Manhattan.

-Isso aqui está tão bonito! –disse Arlequina admirada.

-Poético demais. –disse Fantasma admirado.

-Tão bonito que me sinto uma “forever alone”, mas vale eu ter um segundo de sossego. –disse Katherine.

-Embora não seja muito a minha praia devo admitir. –disse Magneto.

-Vamos bater uma foto? –disse Arlequina pegando uma máquina de fotografar.

-Não, eu não gosto muito dessas coisas toscas de turista. –disse Magneto.

-E eu não me sinto bem em fotos, me sinto feio. –disse Fantasma.

-Foda-se, eu vou é aproveitar. –disse Katherine se aproximando de Arlequina.

-Sorria. –disse Arlequina.

Com isso, ambas fizeram suas poses sensuais de biquinho segurando o cabelo e tiraram uma selfie.

-Agora vocês, rapazes. –disse Arlequina.

-Eu é que não vou. –disse Magneto.

-Nem eu, já disse que não gosto dessas coisas. –disse Fantasma.

-Se vocês não forem eu juro que minto pro senhor dos magos que vocês estavam sabotando a missão. –disse Katherine apelando.

-Ok, eu vou. –disseram os dois.

-Já te falaram que é trapaceira? –disse Magneto para Katherine.

-Então entra na fila. –disse Katherine.

Com isso, se posicionaram: o Fantasma segurando timidamente a cintura de Arlequina ao lado de Katherine se agarrando ao pescoço de Magneto que fazia cara de “bad boy”. Assim, tiraram mais uma selfie.

-Isso foi maneiro! –disse Arlequina dando risos.

-Eu fiquei diva mesmo. –disse Katherine dando beijinho no ombro.

-Estou super sexy. –disse Magneto dando risos.

-Queria dizer o mesmo. –disse Fantasma triste.

-Não fica triste não. Você é lindo, mascarado. –disse Arlequina apertando a bochecha dele.

-O que eu já falei sobre autoestima, rapaz? –disse Magneto.

-E convenhamos que eu te comeria fácil, fácil. Você parece ser delicioso. –disse Katherine com olhar malicioso.

-Como assim “comeria”? –disse Fantasma intimidado.

-Tu é muito taradinha, deixa ele. –disse Magneto segurando Katherine.

-Me deu medo agora, vampirinha. –disse Arlequina.

-Mas não é? –disse Katherine dando risos.

-Mudando de assunto: pra qual lugar vamos agora? –disse Fantasma desconfiado.

-Tem que ser um lugar bem... Marcante. Geralmente são nesses lugares que se encontram coisas preciosas. –disse Arlequina.

-Como sabe? –disse Katherine.

-Intuição. –disse Arlequina.

-Boa ideia. Pra qual lugar? –disse Magneto.

-Bem... Ouvi falar que Brooklyn também tem outro parque com um toque misterioso. –disse Arlequina.

Enquanto isso... Em Manhattan... Estava o grupo “Manhattan” dentro de um táxi passando por vários lugares um mais surpreendente e moderno do que o outro, ficaram admirados, com exceção de Loki que achava que nada se comparava a Asgard. Assim, passaram por Broadway, Edifício Empire (o maior do país), Estátua da Liberdade...

-Esta é a Estátua da Liberdade. Li no livro de minha mãe dos Nove Reinos que foi criada para lembrar o dia em que os terráqueos conseguiram a tão sonhada liberdade dos Estados Unidos. Uma tolice. –disse Loki.

-Como assim? –disse Regina.

-A liberdade na verdade não existe... Ela é apenas uma ilusão que a humanidade criou para uma busca desenfreada por identidade e “liberdade”, sendo que isso é idiotice. Mas sei que é muito pra vocês concordar. –disse Loki.

-Pelo contrário... Até concordo com você. Embora eu já tenha acreditado nesta ilusão, hoje percebo que é melhor assim como você falou... Pois a humanidade nasceu para ser governada e disciplinada, até me chamavam de rígida por pensar assim, mas acontece que sem isso a humanidade vira um caos e com isso vem... As traições e as desilusões. –disse Regina com um olhar melancólico.

-É exatamente assim que penso. Porque com isso vêm as ilusões e desilusões. –disse Loki tentando controlar o seu olhar melancólico.

-Verdade, liberdade não passa de uma hipocrisia. Ninguém nunca será livre de nada. Sei disso como ninguém... Mas se for pra ser assim, que ao menos eu saia favorecido. –disse Darth Vader sendo sem querer contagiado por essa melancolia.

-Não morrendo eu ou as pessoas que me são convenientes, que assim seja. Você está certo. –disse Morgana sentindo o mesmo.

-Nossa, então somos quatro. –disse Loki dando um sorriso de leve.

Minutos depois eles chegaram ao Central Park, o que espantou um pouco aquela melancolia.

-Nossa. –disseram todos pensando em voz alta.

O parque era como de se esperar vivo, florido, com muito verde, muitas árvores de tipos variados, com um lago e passarinhos cantando, além das pessoas correndo ao ar livre favoreceram que no fundo os vilões frios fossem se sentir tão naturais quanto o clima do Central Park.

-Fazia tempo em que não via o sol raiar. –disse Darth Vader se sentindo humanizado.

-Nem em Camelot o sol batia dessa forma. Era uma completa escuridão. –disse Morgana com quase lágrimas nos olhos.

-Isso me traz certas lembranças. –disse Regina um pouco triste.

-Que lembranças? –disse Morgana.

-De quando eu era feliz ou achava que era. –disse Regina.

-Quem me dera ter sido verdadeiramente feliz nem que por um dia. –disse Morgana.

-Digo o mesmo. –disse Darth Vader.

-Eu não vejo nada demais. Vamos trabalhar? –disse Loki tentando se manter indiferente.

-Vamos. –disseram todos.

Assim começaram a trabalhar juntos no Central Park enquanto é claro, estavam ou admirando a paisagem ou tentando disfarçar bancando os turistas, não foi tão difícil assim, afinal aquele lugar realmente despertava o lado vivo de cada coração obscuro. Darth Vader se lembrava dos momentos agridoce de sua infância (pois ao mesmo tempo em que era amargo ter que trabalhar como escravo em seu planeta natal onde não se tinha direitos de nada, mas tinha o lado doce, de quando a sua mãe Shmi ainda estava viva). Morgana já se lembrava de Gorlois, seu pai, e Vivienne, sua mãe. De quando ambos estavam vivos e longe do ódio e falsa compaixão de Uther por ela, foram os únicos momentos felizes de sua vida. Regina se lembrava dos altos e baixos de sua vida, de quando passava bons e felizes momentos de sua vida ao lado das pessoas que amava (Henry, Daniel, Robin Hood, Henry seu pai e até Emma) mas, que por ironia do destino acabou tirando dela aos poucos, para sua infelicidade. Enquanto que Loki, ainda pensava em Frigga, sua mãe (a única pessoa que se importava realmente com ele, o amou) embora tentasse parecer frio por fora sendo que no fundo sentia-se um pouco arrependido por não ter dado ao menos um adeus até que ela fosse morta.

-O que foi, Loki das trapaças? –disse Regina.

-Nada, só... Trabalhando. –disse Loki tentando parecer indiferente.

-Que bom que pensa assim. –disse Regina.

-Como assim? –disse Loki.

-Trabalhando é o melhor que se tem a fazer para ocupar a mente antes que certas lembranças dolorosas venham te atormentar. –disse Regina tentando parecer fria.

-Nossa. Você está certa. –disse Loki.

-Sim, sei disso como ninguém. –disse Regina.

-Entendo bem. –disse Loki.

Enquanto isso... Em uma ponte do Central Park...

-Um dia ainda vou vingar por tudo que nós passamos. –disse Morgana olhando para o lago.

-Sei como se sente. –disse Darth Vader.

-Perdeu alguém? Aposto. –disse Morgana.

-Não gostaria muito de me lembrar disto, mas sim... Eu as perdi... Minha mãe e minha mulher, Padme. Sabe... Ás vezes mesmo estando do ladro sombrio, eu meio que... É inevitável que certas lembranças do rosto delas retornem, mesmo que em sonhos. Ai eu me lembro da minha mãe nos meus braços, dos gritos de minha mulher... Ai eu... Fico louco! E me entrego cada vez mais ao lado sombrio. –disse Darth Vader se descontrolando enquanto caía uma lágrima de seu rosto.

-Estamos aqui! Fique quieto! Eu também passei por isso! Quieto! –disse Morgana segurando-o.

-É por isso que hoje sou mal, por isso que sou do lado sombrio. Sabe como é saber que não tem ninguém para te ajudar mesmo quando está morrendo em desespero? –disse Darth Vader ficando ainda mais descontrolado.

-Sei e como sei. Ninguém nos compreende. Mas, fique quieto! Vai estragar nossa missão. –disse Morgana tentando controla-lo.

Com isso, Darth Vader começou a ficar descontrolado geral. Fazendo assim, com que Morgana fosse desesperadamente atrás de Loki e Regina.

-O Darth Vader! Está louco! Vai estragar nossa missão. –disse Morgana.

-Não acredito! –disse Regina.

Quando Darth Vader ia atacar uma pessoa, fora segurado por Regina, Morgana e Loki que tentavam acalmá-lo. Seja por bem no começo ou por mal com vários golpes até que ele parasse.

-Me desculpa. Me entreguei ao lado sombrio outra vez. –disse Darth Vader.

-Acho que precisamos ir para um lugar menos “emotivo”. –disse Regina.

-Estou completamente de acordo. –disse Morgana.

-Você tem algum plano melhor, rainha? –disse Loki.

-Sim e como tenho. –disse Regina.

-Em que está pensando? –disse Morgana.

-Quem aqui gosta de museu? –disse Regina.

-É... Não é lá um lugar divertido de se estar, mas também não é dos piores. –disse Morgana.

-Eu gosto de museus. –disse Loki.

-Tem razão, é entediante. Gostei do plano. –disse Darth Vader.

-Ok, então vamos ver se tem algum museu por aqui. Acharam alguma coisa “interessante” por aqui? –disse Regina.

-Não. –disse Morgana.

-Eu também não. –disse Loki.

-Ótimos. Vamos para algum museu. –disse Regina.

-E inclusive quando eu era jedi o meu mestre, digo ex mestre Obi Whan vira e mexe me levava a esses lugares, porque “era importante para um jedi aprender tudo sobre a história, a importância e blá, blá, blá”. Sendo que hoje não serviu pra droga nenhuma. –disse Darth Vader com desdém.

-E ele ainda está vivo? –disse Regina curiosa.

-Não. Matei ele. –disse Darth Vader.

-Uau, pior do que eu. Você me superou, rapaz. –disse Loki.

-Sim, mas foi ele quem me fez isso. Quando a gente estava lutando perto de um lugar cheio de fogo e eu ter me transformado pra valer em Darth Vader. –disse Darth Vader mostrando a sua perna de ciborgue.

-Que história, rapaz. –disse Loki.

Regina, Morgana, Loki e Darth Vader estavam andando em direção á saída do Central Park até que der repente vissem uma cena que os deixou de coração mole outra vez:

-Eu já disse pra você nunca mais sair de perto de mim. Já pensou no que poderia ter acontecido? –disse uma mãe para o filho menor.

-Me desculpe, mamãe. Isso nunca mais vai acontecer. Eu só queria me divertir. –disse o filho.

-Eu só faço isso pra te proteger. Porque sou sua mãe e te amo muito. –disse a mãe abraçando o filho.

Assim, os quatro ficaram observando a cena atenciosamente e der repente ficaram com lágrimas, ou quase lágrimas nos olhos.

-Porque está chorando, Mills? –disse Darth Vader curioso.

-Só me lembrando de... Certas pessoas. Eu entendo a dor dessa mãe. Desculpa as minhas lágrimas. –disse Regina limpando as lágrimas que caíam de seu rosto.

-Tem filhos? –disse Darth Vader.

-Sim... Um menino, o Henry, meu filho. Bem ele não nasceu bem de mim... Mas é meu filho de coração. Estou sentindo a falta dele. E você? –disse Regina tentando manter a pose de “forte”.

-Também tenho um rapaz... Um adulto já. O nome dele é Luke, só que diferente de você eu nunca cheguei a conhecê-lo. –disse Darth Vader ficando um pouco emotivo no fundo de seu coração sombrio.

-E você Morgana, tem filhos? –disse Regina curiosa.

-Não. E meus pais morreram quando eu ainda era uma criança pequena, bons tempos aqueles... E a única da minha família que passei por alguns poucos momentos significativos foi com minha irmã, Morgause. Só que ela morreu e foi a única que se importava comigo e me aceitava como sou quando todo mundo queria me apunhalar. –disse Morgana com um olhar melancólico.

-Deve ser por isso que não tem filhos. –disse Regina.

-Sim, e é por isso que faço tudo que faço porque quero que os filhos de gente como eu e se eu vier a ter filhos tenham um lugar melhor pra se viver... Um lugar onde magia possa ser aceita, onde eles fossem os reis e não os oprimidos, os dignos e não demonizados, respeitados e não descriminados, enfim... Possam viver em paz e não mortos e torturados que nem vários de nós somos a cada dia. –disse Morgana.

-Te entendo bem sacerdotisa. Eu sei como é ter de viver com as hipocrisias da sociedade, ter sofrido desde o nascimento e ver todas as pessoas que você se importa morrer. Por isso me entreguei ao lado sombrio da força, por isso quero construir um novo império e que se depender de mim... Seremos eu e meu filho a dominar a galáxia, assim ninguém mais poderá nos fazer mal. –disse Darth Vader.

-Pelo visto não estou tão sozinha nesse barco. –disse Morgana.

-E porque você não conheceu seu filho? –disse Loki curioso.

-Porque minha esposa, minha querida e amada esposa morreu no parto, achei que meu filho também tivesse morrido... E eu não pude fazer nada para impedir! Ninguém fez nada para impedir! Aqueles hipócritas! –disse Darth Vader quase voltando a perder o controle outra vez.

-Você tinha que perguntar! –disse Regina brava com Loki.

-Só perguntei, agora se ele perdeu o controle com uma simples pergunta o problema não é meu. –disse Loki.

-Se acalme! Se acalme! –disse Morgana segurando-o.

Porém, Darth Vader sem querer atacou Morgana, o que fez com que Loki e Regina tentassem impedi-lo de fazer besteira mais uma vez. Assim, os três lutaram contra Darth Vader umas cinco vezes até que ele se acalmasse de vez a sua ira.

-E eu achava que o Hulk era complicado, esse aqui é pior. –disse Loki.

-Agora você faz o favor de não fazer perguntas ou ao menos não tocasse em certos assuntos pra não despertar esse lado sombrio nele. Dá um grande trabalho traze-lo de volta! Isso pode estragar a nossa missão! –disse Regina para Loki. 

-“Não falar da mãe ou a esposa do cara” se não “vira o Hulk versão 2.0”, entendi. –disse Loki.

-Acho bom mesmo. –disse Regina raivosa.

-Quem é esse tal de Hulk que você tanto fala? –disse Morgana.

-Na boa, nem queira saber. –disse Loki.

Com isso, ambos estavam quase deixando o Central Park até que...

-Eu sei que parece uma cafonisse de gente que não tem o que fazer, mas... Eu gostaria de registrar este momento, porque queria ter histórias pra contar pro meu filho quando chegar em casa e porque não é todo dia que tenho essa oportunidade de ser “feliz” um pouco. –disse Regina pegando a máquina de fotografar.

-Isso é mesmo necessário? –disse Darth Vader.

-Parece mania de terráqueo. –disse Loki.

-É tipo... Uma pintura mais sofisticada? –disse Morgana.

-Vamos logo, eu não tenho o dia todo. –disse Regina.

-Se é pra acabar logo com isso. –disse Darth Vader.

-Ok, rainha Mills mandona. –disse Loki.

-É... Não é todo dia que temos um momento de sossego mesmo. –disse Morgana.

Ficaram posicionados: Loki com braços cruzados e uma cara de “sou fodão”, Regina com um sorriso sutil, porém bonito, Morgana já estava com um sorriso meio forçado já que para ela aquilo não passava de um curto período de felicidade e mãos na cintura, enquanto que Darth Vader estava sem reação nenhuma por pensar a mesma coisa que Morgana, não conseguia fingir. Não demorou muito tempo até que Regina tirasse foto daquele curto, mas feliz momento.

-Pronto, agora vamos pro museu. Conhece algum, Loki? –disse Regina.

-Eu quando estive por aqui ouvi falar em um museu famoso chamado “Metropolitan Museum of Art”, mas como não tive tempo pra essas coisas de turista eu... –disse Loki.

-Então vamos pro “Metropolitan Museum of Art”. –disse Regina.

-Qualquer coisa que não me deixe daquele jeito, está valendo. –disse Darth Vader.

-Não vejo a hora de terminar essa missão. –disse Morgana.

-Todos nós. –disseram os três saindo do Central Park.

Enquanto isso... Em Brooklyn... No Prospect Park...

Como previsto, ambos ficaram impressionados com o belíssimo parque de Brooklyn seja pela simplicidade do verde e dos simples detalhes ou pela bela arquitetura sutil, mas humilde visto em um pequeno monumento que ali havia e nas lamparinas do outro século.

-Em todos os meus praticamente quinhentos anos de imortalidade nunca vi tanta coisa divosa em toda a minha vida. –disse Katherine impressionada e andando rápido como se fosse criança outra vez.

-Mas que obra de arte! Tipo não que eu goste de lugares muito movimentados, mas a simplicidade da arte deste lugar é inspiradora! –disse Fantasma admirado.

-Como manja de tudo isso? –disse Magneto curioso.

-Já fui arquiteto, músico, artista e roteirista de teatro. –disse Fantasma.

-Nossa! Haja diploma! –disse Magneto surpreso.

-Como assim? Me explica! –disse Fantasma curioso.

-Você nunca pensou em fazer uma faculdade ou algo assim? –disse Magneto.

-Eu não gosto de me misturar entre as pessoas. –disse Fantasma.

-Ok, entendi. –disse Magneto.

-Só não me pergunte o porque que não gosto de pessoas curiosas. –disse Fantasma intimidado.

-Pode deixar, sou seu parceiro e não uma pedra no seu caminho. –disse Magneto.

-Obrigado. –disse Fantasma.

-Sabe eu até te entendo. –disse Magneto.

-Sabe mesmo? –disse Fantasma.

-De se sentir um indigno marginalizado pela sociedade que não aceita tudo o que for diferente do que eles impõem. De tal maneira que se você sair desta linha padrão... Você está perdido para sempre. –disse Magneto.

-Nossa, pelo visto você é talvez o único que entende a minha dor. –disse Fantasma.

-Todos nós aqui entendemos. Está vendo os nossos parceiros? –disse Magneto apontando para Arlequina com Katherine.

-Sim. Porque? –disse Fantasma.

-Estamos todos no mesmo barco: somos poderosos, ás vezes somos meio maus, fomos e ainda somos marginalizados pela sociedade, fomos destinados a sempre sair perdendo desde o dia em que nascemos e... Somos sozinhos. E isso é uma coisa que sempre nos assustava mesmo que não admitíssemos. Você não é o único. –disse Magneto.

-Sim, sei bem como é esse sentimento. –disse Fantasma triste e ao mesmo tempo aliviado por sentir pela primeira vez na vida que não estava “tão” sozinho assim.

-Por isso digo “mantenha a dignidade”. –disse Magneto.

-Tem razão. Acho que me falta mais de dignidade em mim mesmo. Vou tentar me valorizar mais agora. –disse Fantasma dando um riso fraco.

-É assim que se fala, rapaz. Ou melhor “Erik”. –disse Magneto dando um tapa amigável em sua costa.

-Ei, para! Para! Porque está me agredindo? Quer brigar agora? –disse Fantasma assustado e já se armando para se defender.

-Só estou te saudando! Porque eu te agrediria? –disse Magneto confuso.

-Porque é isso que as pessoas sempre fizeram comigo a vida inteira. –disse Fantasma.

-Mas eu não sou essas pessoas, até porque eu sei o que é como dizem “comer o pão que o diabo amassou”. E eu só estou te saudando! É isso o que os amigos fazem. –disse Magneto.

-É sério? –disse Fantasma.

-Sim, é uma coisa comum entre nós, camaradas homens. –disse Magneto dando outro tapa em suas costas.

-Não... A parte do “amigo”. –disse Fantasma.

-Sim, quero ser o seu amigo. –disse Magneto.

-Não vai querer ser meu amigo, porque ninguém quer ser amigo de “Erik”. –disse Fantasma desconfiado.

-Se continuar com essa baixo autoestima eu juro que aí vai se ver comigo. Se valorize mais, cara. Para sua informação não tenho paciência pras pessoas que não tem amor próprio e fica rebaixando o seu valor. –disse Magneto.

-Tudo bem, agora confio em você. –disse Fantasma.

-Então, podemos tentar ser “amigos”? –disse Magneto estendendo a mão.

-É... Posso tentar. –disse Fantasma apertando a mão dele.

-Amigos, Erik? –disse Magneto dando um riso.

-Amigos, Erik segundo. –disse Fantasma dando um riso de leve.

-Espere? Porque você tem que ser o primeiro? –disse Magneto.

-Sou mais velho, esqueceu? –disse Fantasma.

Enquanto isso... No outro lado do parque... Estavam Arlequina e Katherine observando atentamente e emotivamente cada paisagem deste maravilhoso e doce parque, o que fez com que ambas tivessem der repente memórias agridoces de suas vidas. Katherine se lembrou de quando era a doce e boba Katerina Petrova, nos tempos em que ela era uma pura garota, sonhadora e feliz antes que toda a tragédia acontecesse e deixasse-a no seu estado atual. Já Arlequina se lembrava de um grande e importante passeio que fez com o seu “pudinzinho”, importante pois foi o primeiro passeio romântico deles em frente ao luar, trocando supostas juras de amor e até palavras indecentes como também foi a primeira noite de amor deles (sim, eles eram ousados), não que Arlequina fosse virgem antes de ficar com ele (muito longe disso), mas foi o primeiro homem com o qual ela fez amor e não sexo pelo sexo, foi o primeiro momento em que sentiu que fosse amada e aceita do jeito que é, como ela sentia saudades desses tempos, sem agressões ou aquelas humilhações por parte dele, só o querido e seu amado “pudinzinho”.

-O que foi? –disse Katherine curiosa.

-Esse foi o nosso primeiro encontro. –disse Arlequina um pouco triste.

-O seu tal “Coringa”? –disse Katherine.

-Sim, que lembranças que esse lugar me traz. –disse Arlequina.

-Vocês terminaram? –disse Katherine.

-Não, mas é como se fosse. –disse Arlequina.

-Por causa... De suas tendências? –disse Katherine.

-Não, ele é igual a mim e até pior do que eu. –disse Arlequina dando um riso fraco.

-Nossa! Pior do que você ou eu, impossível. –disse Katherine dando risos.

-Sim, mas é. E quem é o tal de Stefan? –disse Arlequina curiosa.

-Nada não, só um ex namorado. –disse Katherine um pouco triste.

-Nossa! Pelo visto não sou a única no barco! O que aconteceu? –disse Arlequina dando risos.

-Foi ele quem me matou com uma adaga e me mandou pra aquele inferno. Tudo por causa de um sonsa lá que prefere o irmão dele. –disse Katherine.

-Como assim? –disse Arlequina surpresa.

-Eu só digamos que me apropriei do seu corpinho. Tipo uma hospedeira no corpo daquela chata. –disse Katherine.

-Ele te matou com uma adaga? O homem que você amava? –disse Arlequina em um tom alto.

-Sim, mas tipo... –disse Katherine.

-Onde ele está? Vou matar ele! –disse Arlequina um pouco raivosa.

-Não! Porque faria isso? –disse Katherine segurando a amiga.

-Ninguém faz isso com minha amiga! Mexeu com meus amigos, mexeu comigo. –disse Arlequina raivosa.

-É melhor não, porque eu tenho uma fila de inimigos. E já somos “amigas”? –disse Katherine surpresa.

-Sim, já te considero uma “considerada” minha, sei lá, me identifico com gente louca e anormal. Algum problema? –disse Arlequina.

-Sei lá, é só estranho ter amigos quando tudo que você tem é pessoas querendo te matar. Mas do jeito que estou, posso tentar ser amiga. –disse Katherine.

-Que maneiro! Vamos ser boas amigas! –disse Arlequina abraçando calorosamente Katherine.

-Mas só avisando: se tentar me trair ou fazer algo que eu não goste, eu não vou pensar duas vezes e tentar te matar e convenhamos que como sou uma vampira sedenta por sangue não seria tão difícil assim. –disse Katherine.

-Ia dizer a mesma coisa. –disse Arlequina.

-Estamos entendidas? –disse Katherine.

-Estamos, Katherine. Posso te chamar de Kath? –disse Arlequina.

-Meio gay, mas tudo bem. –disse Katherine.

-Prazer, Kath. –disse Arlequina dando um outro abraço caloroso.

-E porque você terminou com o seu? –disse Katherine.

-Podemos mudar de assunto? –disse Arlequina desconfortável.

-Ok, então. E... Nossa. –disse Katherine um pouco triste e feliz ao mesmo tempo.

-O que foi? –disse Arlequina.

-Sabe aquele momento em que você daria tudo pra voltar aos bons tempos em que você era feliz, livre como um pássaro, com a sua família com as suas imperfeições, mas família... E se pudesse fazer tudo diferente porque assim você seria livre. Sabe, não é? –disse Katherine com sentimento nostálgico de quando era Katerina Petrova.

-Não! Porque assim eu não viveria as coisas boas nas quais vivi até agora. –disse Arlequina.

-E as coisas más? –disse Katherine confusa.

-Te levaria a coisas boas ou acumularia algum tipo de aprendizado. –disse Arlequina.

-E você aprendeu alguma coisa durante todos esses anos? –disse Katherine.

-Algumas coisas sim e outras não. É a vida. –disse Arlequina.

-Como consegue ser tão sábia assim? –disse Katherine.

-Acho que a Psiquiatria me ensinou várias coisas. –disse Arlequina.

-Você já foi psiquiatra? Você não tem cara de psiquiatra. –disse Katherine surpresa.

-É uma longa história, deve ser por isso que gosto de gente doida. –disse Arlequina gargalhando.

-Você bem que poderia me atender algum dia, porque de doida tenho de sobra. –disse Katherine dando risos.

-Sei lá, vou pensar no teu caso. –disse Arlequina.

Ás 5:20 horas da tarde... Em Manhattan... No Metropolitan Museum of Art...

Estava o grupo “Manhattan” observando atenciosamente cada detalhe do museu mais famoso de Nova Iorque e como obvio, estava cheio de pessoas fotografando e admirando cada beleza que aquele museu proporcionava. Havia muitas esculturas, monumentos de figuras históricas, pinturas sem falar de uma arquitetura sem igual que parecia coisa de outro mundo, era um lugar grandioso e muito grande.

-Uau! Para um museu terráqueo até que não são tão maus assim. –disse Loki admirando mesmo mantendo a pose de superioridade.

-Não era mesmo você que achava que esta cidade é muito modesta pro seu gosto? Deus? –disse Regina irônica.

-Ainda acho muito modesta pro meu gosto, ainda continuo preferindo Asgard, mas até que isso aqui também não é tão ruim assim, também não disse que era bom. –disse Loki.

-Entendi. E nossa! E eu achando que o meu reino da Terra Encantada que era a coisa mais luxuosa que já tinha visto. –disse Regina admirada.

-E você não gosta, não, rainha? –disse Loki.

-Não vou mentir ou ser hipócrita. Sim, eu aprecio um bom luxo e conforto seja para mim ou as pessoas que amo, tem suas vantagens. –disse Regina.

-Gostei da sinceridade. –disse Morgana.

-Então você ia amar Asgard, lá é mil vezes mais divino que isso aqui, sem querer me gabar já me gabando e sendo sincero. –disse Loki.

-Nossa! Pelo visto deve ser mesmo. E... É impressão minha ou você está me convidando para visitar o seu reino? –disse Regina.

-Só estou tentando me auto afirmar como o deus representante de Asgard, não viaja não. –disse Loki orgulhoso.

-Ok, eu que não estava interessada mesmo. –disse Regina orgulhosa.

-Nossa! –disse Morgana admirada.

-Nunca viu algo tão parecido, não? –disse Regina curiosa.

-Nem mesmo em Camelot vi algo tão magnífico ou vivo, me parece tudo tão moderno. –disse Morgana.

-Se você fosse ao meu reino, poderia aproveitar e se confortar com o que quisesse, tem muito conforto e segurança. –disse Regina.

-E quem me garante que eu poderia me dar esse luxo? –disse Morgana.

-Eu sou a rainha de lá, que embora eu não seja tão amada por meus súditos eles me respeitam e cumprem as minhas ordens, portanto, se você fosse minha considerada poderia ter tudo o que desejasse. –disse Regina.

-O que você quer comigo? Qual o seu interesse? –disse Morgana desconfiada.

-Por um lado você é uma das maiores feiticeiras que já vi desde o louco do Rumpeltiltskin pelo qual não vale a pena se falar muito a não ser que tenha um bom preço, e a chata da minha irmã, Zelena, ás vezes devo admitir que ela pode ser até mais poderosa do que eu, até me causou muita dor de cabeça, mas é minha irmã, fazer o que. –disse Regina.

-Então magia lá é aceita? Sem que ninguém tenha que tentar te matar ou... Torturar? –disse Morgana um pouco aflita.

-Muito pelo contrário, somos respeitados e líderes de praticamente tudo, que embora muitos não aceitem ou gostem muito, eles não teriam coragem de se meter com nenhum de nós, como disse, nós é que mandamos seja na Terra Encantada ou em Storybrooke. Você seria no mínimo respeitada. –disse Regina.

-Nossa, parece até surreal. –disse Morgana incrédula.

-Por isso que acho até estranho ainda ninguém ter reconhecido esse potencial que há em você. Você é muito poderosa para aparentemente muito jovem. Quem te treinou? –disse Regina.

-Nossa, então é só você. E quem me treinou foi Morgause, minha irmã, foi ela quem me ajudou com meus poderes quando todo mundo me deu as costas e me tratou como um monstro. –disse Morgana melancólica.

-Eles... Foram tão longe assim? –disse Regina curiosa.

-Está vendo essa marca? –disse Morgana apontando e mostrando uma marca que havia em suas costas.

-É isso que estou pensando? –disse Regina um pouco incrédula.

-Sim, por pessoas que odeiam os praticantes de magia. –disse Morgana.

-Olha... Quando for ao meu reino, eu juro que qualquer coisa assim não ficaria impune, eles poderiam ter seus corações arrancados em questão de tempo. –disse Regina com um pouco de empatia.

-Sou tão útil assim? –disse Morgana.

-Porque além dos seus poderes e habilidades, meio que me identifico um pouco com você, sei como é sofrer e se sentir sozinha e traída nesse mundo, acredite, não está sozinha. Você está certa por querer se vingar daquelas pessoas, eu no seu lugar faria o mesmo e até pior. –disse Regina.

-Obrigada, pelo menos alguém que concorda comigo. E se você fosse leal eu também te concederia o que quisesse e quando quisesse algum beneficio em meu reino, até porque virei sacerdotisa da antiga religião... Mas pretendo conseguir algo maior, não só por mim... Mas para vingar todos aqueles que sofreram pelo ódio daqueles que temem a magia. –disse Morgana.

-A magia é bom e todo mundo gosta, elas não sabem o que estão perdendo. –disse Regina.

-Pelo visto temos muito em comum. –disse Morgana dando um riso fraco.

Enquanto isso, surpreendentemente Darth Vader estava observando atentamente os monumentos do local, como se tivesse aparentemente interessado.

-Achei que achava museu entediante. –disse Regina.

-Eu não sei, eu só... Tenho lembranças. Não sei dizer. –disse Darth Vader.

-Tipo boas ou ruins? Olha, se for certas coisas... –disse Regina um pouco preocupada.

-De quando eu era jedi. Tipo não que eu gostasse daquelas pessoas com seus falsos dogmas e burocracias pouco prática, mas sei lá... Ao menos eu me sentia vivo... Ao menos eu me sentia humano... Mais humano do que... Máquina. –disse Darth Vader demonstrando um pouco de emoção.

-Para quem vivia praticamente o tempo todo naquele capacete de ciborgue, posso até imaginar. –disse Regina.

-Sim, sei lá... É estranho sentir e ver que você tem um rosto humano... Poder ver a luz... Quando que nos últimos anos tudo o que você pode ver é a escuridão do seu mundo... O lado sombrio de sua alma. –disse Darth Vader.

-Sei bem como você se sente. –disse Regina um pouco melancólica.

-Todos nós sentimos. –disse Morgana.

Depois disso, ambos “acordaram” para a missão que realmente importava.


Notas Finais


Continua no próximo capítulo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...