História Esquecido pelo mundo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Amigosdeinfância, Semi-ua, Soulmate, Yuurikid
Exibições 159
Palavras 2.020
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fluffy, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pessoas eu realmente nunca vou me cansar de escrever ones destes dois, eu realmente quero começar a escrever uma long deles, mas estou a ver que só com muita água benta eu consigo xD
ESTA FIC FOI BETADA PELA PESSOA LINDA E MARAVILHOSA Maryh_, EU ADORO-TE :D
É uma fic soulmate, ou seja alma gémea, eu gostei e achei que ficou bem fofinho, algum drama, mas pouco xD
Então pessoas, a pergunta do dia é:
Já se sentiram esquecidos pelo mundo?
Irei retratar alguns sentimentos sobre isso também por isso fiquem atentos ;)
Sem mais demoras, podem começar a ler :D
Ah, e o Victor aqui tem cabelo grande na maior parte da fic *--*

Capítulo 1 - Capítulo Único


O mundo desde sempre foi um mistério para a humanidade, por mais que esta pensasse que o conhecesse. Porém o desconhecido é que tornava o mundo mais bonito, não é preciso saber tudo para ser feliz e não é necessário nada saber para ser triste.

Mas uma coisa que todos sabiam era que existia uma pessoa no mundo à sua espera, não importa onde, existiria sempre alguém. No entanto, essa pessoa nem sempre era encontrada a tempo, ou simplesmente deixou de existir mesmo antes de se encontrarem. Estes acontecimentos não são sinônimo de tristeza, existem pessoas que não são almas gémeas, mas que se juntam e são felizes juntos.

No entanto, quando estes se juntam e têm uma criança, esta criança não tem a mesma sorte que as outras.

Filhos de pessoas que não são almas gêmeas não têm direito a uma marca.

Katsuki Yuuri e a sua irmã eram exemplos claros disso, o seu pai perdeu a sua alma gêmea muito jovem e a sua mãe… cansou-se de esperar. Eles eram felizes juntos, às vezes discutiam, não eram perfeitos, mas eram felizes e isso é que importava. Existia amor e carinho mas não a perfeição de almas gêmeas.

Às vezes Yuuri sentia-se traído pelo mundo, ignorado e esquecido, a sua autoestima diminui a cada comentário de “Eu encontrei a minha alma gêmeas” “Qual é a tua?” “A sério que não tens uma?”, a cada olhar triste, de pena, maldoso sobre ele…

Ele só queria conseguir se esconder numa grande caixa e ser esquecido no sótão.

Felizmente ele tinha amigos que não o julgavam, como a Yuuko-chan.

— Yuuri eles são uns idiotas, nem todas as pessoas têm que ter almas gêmeas para serem felizes! — Exclamou ela sorrindo alegremente. — Os teus pais são tão felizes apesar de não serem almas gêmeas, é só seguir o exemplo e tudo corre bem!

Ele também tinha Takeshi, apesar de ele ser um bruto.

— Para de chorar como uma menina Yuuri. Nós homens não precisamos de almas gêmeas, somos fortes para escolher quem queremos! — Ele exclamava com confiança.

Era incentivador, mas caiu em ouvidos surdos pois eles eram almas gêmeas um do outro.

Mas ele tinha Victor, o seu melhor amigo, apesar de ser quatro anos mais velho que ele. Ele estava sempre ao seu lado e sempre a brincar com ele. A sua mãe até tinha chamado Victor para cuidar dele algumas tardes, mas na realidade os dois brincavam muito, era como passar a tarde com um amigo em vez de alguém responsável por ti.

— Yu-chan, ignora os outros, tu és melhor que eles! — Ele sempre dizia aquilo com tanta confiança que ele não tinha como lhe dizer “Mas eu não consigo” “Eu tenho medo de acabar sozinho” “Porque eu tenho que ser diferente?”

Ele acabava sempre por dizer:

— Obrigado, Victor.

Ele era estrangeiro, os seus pais eram Russos e por não gostarem muito do sistema do seu país eles se mudaram para o Japão quando o seu pai conseguiu um emprego lá. Victor estava lá desde que ele nasceu, então ele não sabe ao certo quanto tempo Victor esteve lá antes de ele chegar.

Mas ele estava feliz por agora estarem juntos.

— Yu-chan vamos patinar juntos! — Ele gritava feliz enquanto arrastava o Yuuri para a pista de patinagem, ele tinha medo de cair, mas Victor estava com ele, então não havia razão para ter medo.

— Ok. — Ambos ficaram em cima do gelo.

Eles patinavam sempre juntos, eram inseparáveis, não importava o que. Victor era um génio e facilmente conseguia aprender as coisas, Yuuri tinha talento nato, mas precisava de mais treino e concentração, além de que ele ficava facilmente nervoso com as pessoas a observá-lo.

Victor crescia cada vez mais bonito, alto, com os seus olhos azuis e cabelos brancos acinzentados longos, um sorriso fácil no rosto e um carisma impressionante. Yuuri era alguém… simples, cabelo preto com um franja ligeiramente longa, olhos castanhos escondidos pelos óculos grandes e um corpo magro por praticar tanto ballet como patinagem, mas se ele parasse por uma semana de praticar ele ganharia peso rapidamente.

Yuuri cresceu a admirar Victor, os seus cabelos compridos e o quanto ele era lindo a patinar.

Um dia, a curiosidade apareceu.

— Victor, tens alma gêmea? — Perguntou inocente.

O adolescente de cabelos longos, parou e num sorriso gentil disse. — Isso não importa.

Aquilo deixou uma dúvida eterna em Yuuri.

Victor foi-se afastando, ele dizia que o seu sonho era ganhar todas as competições de patinagem artística. Yuuri tinha o mesmo sonho, ele queria poder estar na mesma pista que Victor e patinar de igual para igual.

Na sua cabeça, isso era como sonhar alto demais.

Victor pensava diferente.

— Se a altura fosse um problema nós não teríamos tentado alcançar a lua. — Era uma observação idiota, mas motivou o Yuuri, mais do que qualquer frase que outro alguém poderia ter dito.

Yuuri tinha quase certeza que se Victor dissesse “Pão com queijo” o motivaria, mas isso era um detalhe.

Eventualmente Victor foi para a Rússia representar o seu país.

Eles falaram pelo Skype sempre que possível e Yuuri tentava cada vez mais alcançar Victor. Quando ele conseguiu ficar em segundo lugar nas nacionais júnior, o Victor já tinha ganho o Grand Prix.

— Eu estou tão sozinho aqui Yu-chan~ — Reclamou o albino pela tela do computador. — Sinto a tua falta~

— Que tal um animal de estimação? — Perguntou com o rosto corado pelo que o seu amigo tinha dito.

— Que boa ideia Yu-chan! — Exclamou com os olhos a brilhar. — Eu sempre quis um! Que tal um poodle?! Eu adoro poodles!

Yuuri riu suavemente. — Também gostava de ter um. — Disse com voz sonhadora.

— Não te preocupes Yu-chan! Eu vou arranjar dois! Um para mim e outro para ti!

Yuuri riu, pensando que era uma brincadeira.

Passados poucos dias ele tinha um cão como presente da Rússia com um papel “Eu tenho uma cadela muito fofinha! Ela chama-se Makkachin! Ela teve uma ninhada à pouco tempo, este é um dos seus filhotes! O seu nome é Vicchan! Cuida bem dele Yu-chan~”

Yuuri pegou na cria com os seus braços e olhou com carinho. — Vamos tentar convencer a minha mãe a ficar contigo, Vicchan?

Ele conseguiu, a sua mãe apaixonou-se pelo cachorrinho mal colocou os olhos nele.

No entanto, estar longe de Victor abriu os seus olhos para o mundo! Ele era tão grande e cheio de coisas para explorar, mas metade deles incluía uma coisa.

“Qual é a tua alma gémeas?”

Estar longe de Victor o lembrou o quanto o mundo se preocupa com isso, o quanto o facto de não teres uma te faz ser um estranho, o quão sozinho ficas, abandonado pelo mundo.

Tu estás só e todos os outros têm alguém.

A pouca confiança que tinha criado ao longo dos anos parecia ter-se evaporado.

Os anos passaram, Yuuri nunca mais viu Victor em carne e osso, mas sempre falavam pelo Skype, apesar que o tempo das suas conversas diminuir cada vez mais, mas Yuuri gostava dessas conversas com ele por mais curtas que fossem, até mesmo quando ele foi para Detroit, e deixou Vichan para trás contra vontade, onde ele fez amigos, ele sempre tinha tempo para falar com Victor. O tempo afastado de Victor só fazia os sentimentos de Yuuri ficarem mais e mais confusos, ele já não sabia ao certo o que sentia, só que o seu estômago fazia uma coisa estranha quando o via, que o seu rosto ficava quente e tornava-se mais desajeitado do que já era, no entanto ele canalizou todo aquele sentimento estranho para todas as suas apresentações (como ele não sabia ao certo o que era, ele decidiu chamar de amor).

Mas era um segredo total para o mundo que eles se conheciam, não por vergonha mas sim porque ele queria estar entre os melhores pelo seu talento e não pela influência de Victor, além disso, Victor estar associado a alguém como Yuuri poderia estragar a sua imagem e isso era uma coisa que Yuuri não queria.

— Eu não sei se vou conseguir chegar à final do Grand Prix… — Disse Yuuri desanimado a frente da tela.

— Claro que vais Yuuri, eu confio em ti.

Foi motivação suficiente para ele.

Todos os dias, antes da competição, em vez de Yuuri falar com Ciao Ciao, ele pegava no telefone e ouvia a voz de Victor a incentivá-lo.

Com isto ele tinha chegado à final.

Eles não se viram nem falaram naquela final, eles não tiveram tempo para isso, Victor estava sempre cercado por outras pessoas e Yuuri estava sempre a treinar, porque os nervos eram demais para ele ficar parado.

Quando chegou o grande dia, Yuuri pensou em desistir.

— Como é que alguém que não tem alma gêmea pode transmitir amor? — Perguntou um dos patinadores para ele.

Yuuri só baixou a cabeça e ouviu.

— Se estás aqui só para brincar, por favor, vai embora. — Ele disse sarcástico. — Só não acabo aqui contigo porque seria má conduta e poderia ser desclassificado. — Ele foi embora empurrando o ombro de Yuuri. — Eu não vou estragar a minha carreira com… algo como tu. — Disse com desprezo.

Ele já estava mal, mas depois o que aconteceu foi o pior.

— Desculpa Yuuri. — Disse a sua mãe pelo telefone com a voz carregada de tristeza. — O Vicchan morreu.

Yuuri escondeu-se na casa de banho e chorou muito.

Então alguém bateu à porta suavemente.

— Yu-chan? — Chamou uma voz que ele conhecia tão bem.

Yuuri ignorou e continuou a chorar.

— Yu-chan é quase a tua vez, tens que sair daí. — A voz continuou a chamá-lo suavemente.

— Não, eu não tenho… — Disse Yuuri com a voz fraca e chorosa.

— Por favor… — Pediu com cuidado

Yuuri tenta limpar as lágrimas e sai do cubículo de cabeça baixa.

— Oh, Yuuri… — Diz Victor com carinho e o abraça.

Yuuri enterra o rosto no peito do Victor e chora muito, enquanto este lhe afagava os cabelos negros. Existia soluços, ranho, lágrimas e palavras mal dizidas, Victor não se importava, ele só queria confortar aquela pessoa que estava a procurar proteção nos seus braços.

Quando o albino reparou que o outro estava mais calmo, afastou-se um pouco, sem desmanchar o abraço, levantou o rosto de Yuuri e limpou as lágrimas dele com os polegares e o tentou acalmar com um sorriso gentil.

— O que aconteceu Yu-chan? — Perguntou com a voz calma e suave. — Yu-chan é nervoso, mas isto é algo mais, certo?

Yuuri concorda com a cabeça.

— Queres dizer o que foi?

— Vicchan… — Diz Yuuri com lágrimas a começar a aparecer. — Vicchan… ele está… — As lágrimas correram rápido. — E depois… alguém… as almas gêmeas…

— Desculpa fazer-te pensar nisso… — Ele o afaga.

— Eu… Eu não mereço estar aqui. — Por um momento, Victor para e olha para espantado. — Eu não posso patinar o tema do amor se não tenho alma gêmea. Eu não posso…

Yuuri chorou mais e Victor tinha um olhar triste no rosto.

— O mundo esqueceu-se de mim.

— Não! — Victor grita meio desesperado. — Isso é mentira Yu-chan.

— Mas eu não tenho alma gemêa Victor, não posso sentir o que os meus pais sentiram, nem o que tu sentes…

O Victor coloca a mão na boca do Yuuri com os olhos tristes, Yuuri fica em silêncio.

Victor arregaça a manga e mostra o seu pulso.

Yuuri arregala os olhos.

— O mundo não esqueceu de ti, ele só não sabia como comunicar contigo…

No pulso de Victor tinha o seu nome.

— C-Como?

— Não sei, ele só esteve sempre lá, como tu. — Respondeu sorrindo. — Eu pensei que não era preciso uma marca para representar o quanto eu te amava, por isso nunca disse nada.

Yuuri corou. — Tu amas-me?

— Claro.

E então beijaram-se, algo confuso e rápido, mas cheio de amor e carinho.

Yuuri acabou por ficar com a prata naquele ano e Victor voltou a vencer.

— Da próxima vez não vou perder.— Diz confiante o de cabelos negros.

— Não esperava nada diferente de ti, amor. — Diz Victor e pisca o olho para ele.

Yuuri cora.

Ele não sabia o que eles ao certo eram, mas ele gostava.

Partir de agora, o verdadeiro desafio começa.

Mas uma coisa ele agora tinha certeza, ele não foi…

Esquecido pelo mundo.


Notas Finais


Então... o que acharam? *--*
Espero que tenham gostado~
Fico a espera de saber as vossas opiniões ;)
Bjs~


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