História Esquizofreneko - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Charles Phipps, Ciel Phantomhive, Claude Faustus, Condessa Rachel Durless-Phantomhive, Earl Charles Grey, Madame Red (Angelina Dalles), Sebastian Michaelis, Vincent Phantomhive
Tags Aloisxclaude, Drama, Esquizofrenia, Neko Ciel, Sebaciel
Exibições 384
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, cheguei! Ainda é dia 14, então tá valendo! Eu achei que nem ia conseguir, mas aqui estou! \o/
Bem, sobre esse capítulo, não me agradou nenhum pouquinho, mas eu prometi que postaria hoje e eu não quero deixa-los na mão, então vai assim mesmo.
Me perdoem por qualquer coisa e tenham uma boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Esquizofreneko - Capítulo 4 - Capítulo III

Alguns minutos se passaram, os dois permaneceram imóveis, estudando-se com os olhos; Ciel mantinha um meio sorriso no canto dos lábios, as vozes calaram-se e aquele homem o olhava como quem olha para uma simples criança, não como todos os outros do laboratório, que o olhavam como um experimento, alguns até com nojo; enquanto encarava o pequeno garoto a sua frente, Sebastian admirava o sorriso discreto que abrira-se nos lábios do pequeno garoto, aquele simples gesto o cativara, aquele simples garoto o cativara, mas ele ainda não fazia a mínima ideia de como cuidaria do menor, de como cumpriria o que prometeu.

- Bem, esse dia foi realmente muito cheio para nós dois. – Michaelis foi o primeiro a quebrar o silêncio que se instalara no local. – Eu acho melhor irmos dormir; eu vou arrumar o sofá para você, o quarto de hóspedes está cheio de entulho.

Sebastian esperava que o menino dissesse algo, porém, este, apenas balançou a cabeça de maneira afirmativa e voltou a se sentar no sofá. Isso vai ser difícil, o mais velho pensou, suspirando, mas eu me meti nisso por livre e espontânea vontade, não posso vacilar ou voltar atrás, deixou claro para si mesmo. Uma das coisas que o Michaelis mais prezava em si, era sua palavra, quando ele dizia que faria algo, ele só se permitia descansar quando chegava ao fim e desta vez não seria diferente. Ele subiu a escada, rumando o seu quarto, em seu guarda-roupas pegou lençóis grossos e uma camiseta sua – que, por sinal, ficaria um vestido no pequeno garoto – de sua cama ele pegou um travesseiro e desceu novamente para a sala, onde o jovem estava imóvel, olhando para um ponto qualquer do chão.

Assim que viu o que o homem faria, o pequeno garoto levantou-se do sofá e aguardou que o maior forrasse o móvel com o lençol e acomodasse o travesseiro da melhor maneira que podia. Quando terminou, ele estendeu a camiseta para o jovem e disse:

- Não seria melhor tomar um banho? Você levou muita chuva lá fora, pode acabar ficando doen-

- Não, por favor. – O pequeno interrompeu-o, com uma nota de desespero na voz. – E-eu não gosto de água... e agora ela deve estar gelada... eu posso... por favor...

Sebastian suspirou diante das palavras desconexas do garoto, porém, não o obrigaria a tomar banho, acabou decidindo que esperaria até que este decidisse fazê-lo.

- Tudo bem, tudo bem, temos coisas para resolver amanhã, descanse agora, garoto.

O pequeno deitou-se no sofá e puxou o cobertor para cima de seu corpo, virou-se para o lado e fechou os olhos.

Sebastian respirou fundo, aliviado pelo dia ter finalmente terminado, ele encaminhou-se para a escada, porém, parou quando ouviu uma fraca voz dizer, um tanto embolado:

- Ciel.

- O que?

- C-Ciel, o meu nome é esse, você perguntou mais cedo...

Ciel, que nome sugestivo, Sebastian pensou, sorrindo e se lembrando do olho profundamente azul do garoto, semelhante ao céu, em uma noite de tempestade.

- É um belo nome.

- Obrigado, Sebastian... por estar me ajudando e tudo... – o pequeno Ciel sentou-se no sofá e olhou para o grande homem, perto da escada. – Mas a partir do momento em que eu me tornar um fardo, pode me dizer e eu irei embora, sem nenhum problema.

Michaelis pensou em intervir, reforçar que dera sua palavra, no entanto, calou-se; Ciel parecia achar aquilo importante, então ele apenas assentiu e voltou a subir a escada para o seu quarto.

- Boa noite, pequeno Ciel.

- Boa... noite, Sebastian.

O pequeno Ciel deitou-se novamente, tornou a puxar o cobertor sobre si e fechou seus olhos, implorando para que quando acordasse, nada daquilo sumisse.

***

Ao amanhecer, Sebastian acordou cedo e, ao invés de permanecer na cama, como corriqueiro, ele logo se levantou e começou o dia com um punhado de água da torneira do banheiro jogada na cara para despertar. Eu preciso tentar descobrir mais sobre o garo... sobre Ciel; de onde ele veio, por que estava daquele jeito, sobre sua família... tudo, ele pensou, enquanto escovava os dentes, talvez eu deva chamar Claude, ele é bom em arrancar respostas das pessoas e Alois, acho que roupas daquele desmiolado devem caber nele..., mas isso só em segundo plano, eu devo tentar sozinho, acho que trazer estranhos aqui tão cedo pode assustá-lo... no final de tudo, ele suspirou, frustrado e terminou sua escovação.

Quando desceu, já vestido e pronto para começar o dia, Sebastian encontrou o pequeno Ciel sentado no sofá; os lençóis estavam, desajeitadamente, dobrados e dispostos no braço do móvel.

- Bom dia, Ciel. – O homem abriu um pequeno sorriso para o garoto.

O jovem de cabelos azulados se limitou a fitar o nada, provavelmente perdido em seus próprios pensamentos.

***

Assim que os primeiros raios de sol brilharam no céu, um pequeno garoto se acordou. Um estranho sentimento de paz aquecia o corpo do pequeno garoto de cabelos azulados, que ainda estava de olhos fechados; aquilo era estranho, há anos o pequeno não sabia mais como era sentir aquela sensação... era ótimo.

Porém tudo que é bom dura pouco; assim que abriu os olhos, o pequeno Ciel encontrou uma figura o fitando, no canto da sala, seu coração se apertou e ele engoliu em seco, queria gritar, chamar por alguém, por Sebastian, mas sua boca não se abria, seu corpo não respondia aos seus comandos; nada funcionava.

Você acha mesmo que seria assim tão fácil? Hahaha, que nós simplesmente sumiríamos? Deixe de ser tão bobo, garoto, isso nunca vai acontecer”.

- Não, por favor...

Lágrimas acumularam-se nos olhos heterocromáticos do pequeno jovem, ele sentou-se no sofá, encolhido num cantinho, evitando ao máximo olhar para a figura que o encarava.

Por favor o que, garoto? Nós fazemos parte de você! Nós somos sua loucura e você é nosso, somente nosso. Não adianta o quanto tente correr de nós, você nunca conseguirá, pois, não se pode fugir da própria mente!

- Mas eu, eu só queria ser normal... eu só queria um lugar... – o pequeno balbuciou.

Não se pode fugir da própria mente

Não se pode fugir da própria mente

Não se pode fugir da própria mente

- Bom dia, Ciel.

A voz de um homem tirou a atenção do pequeno garoto das malditas vozes, ele suspirou, porém não levantou o olhar; ele não queria que Sebastian o visse assim, soubesse que ele era louco.

- B-Bom di...a. – Ele respondeu, com a voz arrastada.

- Venha comigo aqui, eu vou fazer o nosso café da manhã.

Estranhamente, Sebastian sentia que não deveria deixar o garoto sozinho.

- Vamos sim... – o azulado respondeu, incerto.

Os dois encaminharam-se para a cozinha; Ciel observava toda a casa, conhecendo-a melhor e a admirando cada vez mais, ele gostava daquele lugar, era aconchegante. Sebastian olhava para as expressões do garoto, capturando uma por uma, sorrindo internamente por vê-lo tão deslumbrado com tudo aquilo. Ao chegar na cozinha, o homem ofereceu uma cadeira para o pequeno garoto e começou a andar para lá e para cá, pegando os ingredientes para preparar o café da manhã e esperando o momento propicio para começar com as perguntas. Ciel apenas o observava, balançando suas pernas em um ritmo qualquer.

- Então, Ciel... – ele começou. – Qual é o seu sobrenome?

Aquela pergunta pegou o garoto de surpresa, nem ele se lembrava de seu sobrenome, já não o usava há anos...

- E-eu... eu não me lembro bem... Phan... – ele se esforçou para conseguir lembrar. – Phan... eu não me lembro... algo como Phantom... eu acho...

O Michaelis arqueou as sobrancelhas, porém não se deixou abalar, ele precisava juntar informações.

- Tudo bem, eu precisava saber para conseguir algo..., e sobre esses seus enfeites? – Ele tentou abordar outro ponto.

- Que enfeite? – Ciel perguntou, de cenho franzido.

- Os enfeites... esse na sua cabeça e o preso atrás...

- V-você fala das orelhas? E do meu rabo? – O menor arregalou os olhos.

E é agora que ele vai descobrir que você é um monstro” – uma das vozes atiçou.

- Cale-se! – O pequeno rosnou.

- Quê? – Sebastian arqueou uma sobrancelha.

- N-não você, quer dizer, não é nada! – Ciel se enrolou.

- Hm, mas o que há com os enfeites? – Michaelis insistiu.

O menor segurou seu rabinho, que há muito ele não balançava.

- Eu não quero falar sobre isso... – murmurou.

- Tudo bem. – Até agora eu não consegui nada, acho melhor ligar para o Claude... – Ciel, você se importa se eu chamar dois amigos meus para virem aqui?

- Não, a casa é sua... – o pequeno deu um sorrisinho amarelo.

Sebastian sorriu para o garoto e sacou o celular do bolso de sua bermuda, desbloqueou o aparelho e digitou a seguinte mensagem para seu amigo Claude:

Crodo, eu quero que você venha aqui em casa depois do almoço, é algo importante, então nada de se atrasar”.

E enviou. Ele sabia que o amigo iria protestar, Claude odiava a forma como Sebastian adorava “mandar” nele, porém, apesar dos protestos, o Michaelis sempre arrumava uma forma de dobrar o outro e pô-lo em seu bolso.

Ao sair do chat do amigo, Sebastian não perdeu tempo e foi direto para o de seu amigo loiro, que, por sinal, estava online.

“Alois, espero que não esteja ocupado, eu preciso que você venha aqui e traga duas, ou três mudas de roupas suas, as mais apertadas que tiver”.

Alguns segundos após enviar, a mensagem foi visualizada e o loiro começou a digitar uma resposta.

“Quer que minha ilustre pessoa passe alguns dias na sua casa? :3”

Sebastain riu e respondeu:

“Não, apenas venha e traga as roupas”.

Sem esperar mais alguma resposta vinda do loiro, Sebastian voltou à tela inicial de seu celular e o bloqueou, voltando a dedicar sua atenção ao café da manhã e ao seu novo passatempo: tentar arrancar alguma informação de Ciel.

***

Em extremidades diferentes da mesma rua, duas pessoas caminhavam, entretidas demais com o seu próprio caminho para olhar para a frente; ambas as pessoas foram convidadas por um amigo para fazer uma visita em sua casa, Alois, um jovem loiro de penetrantes olhos azuis, estava ansioso, ele adorava encontrar seus amigos e a curiosidade sobre para quem são as roupas que estava levando o atiçava cada vez mais; enquanto, do outro lado da rua, Claude, um homem moreno de olhos dourados, andava com as mãos no bolso, perguntando-se o que diabos o maldito Sebastian queria dele agora, pois, seu amigo tinha a fama de chama-lo apenas quando precisava de algum favor.

Dois pares de pés pararam em frente ao prédio do Michaelis, os dois entraram juntos, porém separados, sem nem notar a presença um do outro, por estarem perdidos demais em seus próprios mundinhos particulares. No entanto, quando chegaram à portaria...

- O que você está fazendo aqui?! – Alois perguntou, assim que notou a presença do homem moreno.

Claude não se espantou com a reação do loiro, na verdade, assim que seus olhares se cruzaram, ele soube que aquilo aconteceria; depois do ocorrido de algum tempo atrás, o loirinho nunca mais reagiu bem à sua presença.

- Sebastian me chamou e você? – Ele respondeu calmamente.

- O mesmo. Eu vou matar aquele maldito! – O loiro esbravejou.

Os dois pegaram o elevador até o andar do amigo Michaelis, sem trocar nem uma palavra, ou olhar; a tensão no local era palpável. Assim que as portas foram abertas, Alois praticamente correu para fora da caixa metálica, com Claude em seu encalço, e seguiu para a porta de Sebastian, onde deu duas batidas fortes e esperou.

Esperou.

Esperou.

Esperou.

Esperou.

A porta foi aberta. Alois estava pronto para gritar impropérios para o amigo, porém sua voz sumiu quando ele olhou para dentro do apartamento e encontrou um pequeno garoto de cabelos azuis e orelhas de gato, sujo, sentado no sofá.

- Q-Quem é esse? – Claude verbalizou os pensamentos do loiro.

- Rapazes, digam “olá” ao Ciel, meu novo hóspede. – Sebastian anunciou, com um sorriso irônico que só ele sabia dar.


Notas Finais


"Porra, CG, mas não aconteceu nada nesse capítulo"
Gente, essa fanfic não é uma daquelas que tem "tiro, porrada e bomba", tudo vai demorar, tudo, principalmente por causa da condição do Ciel. Claro que eu vou tentar evitar os "mimimis", mas essa é uma fic draminha, então não esperem pegação loka - se bem que já planejei como serão os lemons, huehhu.
Bem, eu gostaria de agradecer - e muito - pelos favoritos e comentários, vocês são realmente incríveis! E já ganharam um enorme espaço no meu coração!
Mas e aí, gostaram? Querem mais? O que acham que rolou entre Alois e Claude? No que acham que isso tudo vai dar? Será que Ciel se deixará ser ajudado? Tudo isso e muito mais no próximo capítulo de "Esquizofreneko". CORTA!
Tá, parei.
Acho que por hoje é só.
Daqui há dez dias.
Beijos, CG.


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